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Gènes de susceptibilité – Polymorphismes et maladies

Dans le document UNE BIOLOGIE POUR LE DÉVELOPPEMENT (Page 137-142)

I. LE FABULEUX DESTIN DE LA BIOLOGIE

II.1. SANTÉ

II.1.2 Maladies génétiques – Thérapie génique

II.1.2.4. Gènes de susceptibilité – Polymorphismes et maladies

2.2.1.1 Anexo Acuípe de Baixo

O espaço da antiga Escola Municipal Nossa Senhora d’Ajuda, onde funcionava o anexo de Acuípe de Baixo da EEITO, continuou sendo anexo, mas do novo Colégio Estadual Indígena Tupinambá Acuípe de Baixo. Em 2018, atendia 38 estudantes da educação infantil, fundamental (1° a 5° ano) e o EJA.

2.2.1.2 Anexo Acuípe de Meio 2

Ainda na região dos Acuípe, entre o Acuípe de Baixo e o Acuípe de Cima, encontra-se o Acuípe do Meio, dividida em duas áreas: Acuípe do Meio I e Acuípe do Meio II162. O anexo escolar está localizado na segunda área, representada por seu cacique, conhecido como Domingão.

O cacique Domingão e a professora Maristela explicaram que o anexo começou a funcionar no início das mobilizações tupinambá. A segunda começou a dar aulas, de forma voluntária, debaixo do pé de ingá ou na casa de farinha, nos dias de sol, e na casa do seu pai, no período de chuva: “tive que ceder uma sala porque quando chovia, o professor não tinha onde correr. Aí ajeitei uma sala, tirei meu quarto e fiz uma salinha. Quando chovia, apertava mas ficava todo mundo no meio para não molhar”. O esposo de Maristela, Roquelino, dava também aulas para os jovens e adultos, à noite.

Em 2001, devido ao grande número de estudantes, a turma foi dividida, e uma parte passou a estudar no Acuípe do Meio I com a professora Eunice, aproximando-se mais das suas casas de residência. Com a parceria da CARE, uma sala de aula foi construída no local e Maristela passou, então, a dar aula no Acuípe do Meio I até 2009. Em 2010, ela voltou a dar aulas no Acuípe do Meio II, no seu antigo quarto da casa do pai, e em 2011 a comunidade construiu seu próprio anexo: uma sala de aula de taipa163, reunindo os estudantes em turmas multisseriadas (SANTANA, J., 2015: 162).

Em 2012, o professor Roquelino, que ensinava na escola sede, declarou a José Valdir Santana (2015: 163-164) que uma sala só era um espaço muito pequeno para acolher, conjuntamente, todos os estudantes, o que dificultava a aprendizagem, situação ainda mais agravada com a falta de material – mobiliário e pedagógico. A merenda também não era sempre garantida. Ele e as duas outras professoras compraram, com recursos próprios, as 162 Tal divisão foi feita para facilitar a organização da equipe de saúde indígena.

telhas que cobrem o anexo, e com a ajuda da comunidade, compraram o cimento. No mesmo ano, as professoras Maristela e Elenildes eram responsáveis por turmas multisseriadas, atendendo da educação infantil ao ensino fundamental do 1° ao 2° ano.

Em 2014, a professora Maristela continuou sendo responsável por uma turma multisseriada e uma outra professora, Nanaine, por uma turma de educação infantil. Com a criação do novo Colégio no Acuípe de Baixo, o anexo desvinculou-se do CEITO e passou a ter como sede o novo CEITAB. Em 2018, a comunidade estava construindo um novo anexo164 para atender melhor seus estudantes, previsto para funcionar em 2019. O anexo já atendia 19 estudantes da educação infantil, do ensino fundamental (1° a 5° ano) e o EJA, também em salas multisseriadas e em dois turnos, sob a responsabilidade de três professores.

2.3 COLÉGIO ESTADUAL INDÍGENA TUPINAMBÁ AMOTARA

O Colégio Estadual Indígena Amotara está localizado na aldeia Itapoã, situada na região de Águas de Olivença. Como indicamos, a recuperação do local foi, em parte, pensada a partir da aldeia Olhos d’Água. Retomada em 2007, a aldeia foi nomeada Itapoã em alusão ao antigo nome da região, antes da construção do já mencionado condomínio “Águas de Olivença” pelos não índios. A aldeia é politicamente representada pela cacique Valdelice. Suas casas, todas de taipa, estão organizadas em duas fileiras principais, uma na frente da outra. Segundo os indígenas, em depoimento a Rocha (2014: 81), tal organização sócio-espacial seria inspirada na organização das casas da praça da aldeia mãe165.

Antes de se tornar um colégio independente, era similar ao CEITAB, um anexo da então EEITO, que começou a funcionar no espaço chamado “cabana” até a construção de taipa não mais servir. A comunidade construiu, então, com recursos próprios, um novo espaço na entrada principal da aldeia166, em 2011. A antropóloga Cinthia Rocha estava presente na época da construção do anexo e informa que dela participaram professores, estudantes e lideranças (2014: 83, 89). Nesse ano, o anexo atendia estudantes da educação infantil e do ensino fundamental I, em duas salas (SANTANA, J., 2015: 181). Antes mesmo de tornar-se Colégio independente, o anexo já possuía certa autonomia em relação à EEITO, por mostrar-

164 Ver Mapa 1, ponto 34, e figura 39 do Caderno de Imagens 1.

165 Para mais informações sobre a organização da aldeia Itapoã, ver Rocha (2014: 80-83). 166 Ver Mapa 1, ponto 17, e figuras 40-41 do Caderno de Imagem 1.

se, pelo menos em um primeiro momento, crítico à gestão da então diretora não indígena designada pelo Estado167 (SANTANA, J., 2015: 182).

Em 2014, o anexo atendia mais de 90 estudantes da educação infantil, ensino fundamental (1° a 5° ano) e do EJA, divididos em três turnos, sob a responsabilidade de nove professores. Já à época, o antropólogo José Valdir Santana (2015: 184) comentou que “provavelmente (e parece ser esse o desejo da cacique Jamapoty e de seus professores), em futuro não muito distante, produzirá uma outra escola, como ouvi da própria direção e de professores […]”.

A desvinculação da EEITO aconteceu quatro ano depois, em 2018. Participei do início da primeira Jornada Pedagógica do Colégio Estadual Indígena Amotara, em fevereiro do mesmo ano, coordenada pelo seu diretor, Givaldo. As atividades iniciaram-se com um porancim, com cantos em tupi e em português, antes dos presentes se distribuírem na sala de tábua ao lado. Contabilizei a presença de aproximadamente 30 pessoas, entre a equipe da direção, professores (inclusive aqueles que atuam nos três anexos agora vinculados a esse Colégio), pais de estudantes e também a cacique Valdelice. O diretor ressaltou se tratar de “outro colégio, outro pensamento, outro foco” e que “daqui para frente, será uma experiência nova”. Insistiu, contudo, sobre a importância de manter contato com o antigo colégio sede. O principal motivo de desvincular-se do CEITO, segundo explicado na jornada pedagógica, tem relação com a vontade de adequar melhor a proposta pedagógica, de forma a aproximá-la mais “da realidade de cada um”. Nesse sentido, a cacique Valdelice acrescentou que

Por ser um Colégio recém-formado, a gente tem nossas dificuldades. Mas todas as dificuldades que nós temos são para a gente estar aprendendo, e a gente só aprende quando a gente está um junto com o outro. Por isso que se fala “jornada pedagógica”: “jornada”, é um caminhar juntos. É isso que é importante para a gente. Importante saber quem é o outro que vai fazer parte desse colégio que nós tanto queríamos e que hoje é realidade. Não vamos ter o melhor Colégio, mas vamos ter uma educação melhor para nossas crianças. É isso que a gente precisa, do colégio fazer parte da comunidade. É o mais importante. Quando se fala que a educação tem que formar pessoas, tem sim. Mas nós temos que formar nossas crianças para serem lideranças, porque desse colégio, dessas escolas indígenas, vão sair os nossos grandes guerreiros que vão dar continuidade à nossa luta. Para isso, sempre falo que nós somos os espelhos para nossos alunos, porque eles querem fazer tudo o que você faz. Então vocês são os espelhos das nossas crianças, nossas futuras gerações, nossas lideranças. Nós temos a responsabilidade de formar eles.

Na manhã do mesmo dia, ao longo da jornada pedagógica, a vice-diretora Maria Jesuína insistiu sobre a importância de “não ficar inimigos, de continuar as trocas e o vínculo 167 Analisaremos os impactos de tal ação do Governo do Estado nas escolas indígenas, mais particularmente no

porque faz parte de um conjunto”. Este tipo de situação evidencia que, apesar das aldeias disporem de estratégias distintas para o trato das questões relacionadas à educação, as possíveis divergências e afastamentos não significam que as aldeias não mais se mobilizem, conjuntamente, para a luta e que deixem de formar um coletivo nas reivindicações, inclusive aquelas ligadas à educação.

No seu primeiro ano de funcionamento, o Colégio reunia um total de 271 estudantes entre a educação infantil, o ensino fundamental (1° a 9° ano) e o EJA, divididos em três turnos.

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