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FRAIS DE DÉMÉNAGEMENT

Dans le document CONVENTION COLLECTIVE (Page 72-75)

O município de Carnaúba dos Dantas está localizado a 234 km da capital Natal e a 24 Km do município de Parelhas, possui 7.429 habitantes, em uma área territorial de 246,308 (IBGE, 2014).

O município apresenta atrativos relevantes como é o caso do monte do galo que recebe milhares de turistas todos os anos durante o período pascoal, onde ocorre à encenação da paixão de Cristo, e também o castelo Di Bivar, onde este já

foi cenário para a gravação de algumas cenas do filme “O homem que desafiou o diabo”.

Além de ser rico em turismo religioso, o município também se destaca por ser referência em turismo arqueológico, apresentando em seu território 37 Sítios arqueológicos (IPHAN), sendo a maior quantidade de Sítios existentes em uma única localidade em todo o Seridó.

O Complexo Xique-Xique, se encontra localizado a aproximadamente 4km de distância do centro da cidade, e abrange os Sítios: Talhado do Menalcas, Talhado das Pirocas, Xique-Xique I, Xique- Xique II, Xique-Xique III, Sítio do Maribondo, Abrigo do Morcego, Mão Redonda, Furna do Marmeleiro, e Furna do Pau d’Arco (DANTAS,2012). De todos os Sítios será pesquisado neste trabalho apenas o Xique- Xique I, (ver Imagem 5) pois é semelhante ao Sítio Mirador, possuindo as mesmas características, onde ambos foram contemplados pelas obras do IPHAN, sendo assim outro fator que ajuda na análise comparativa entre eles.

Imagem 5: Estrutura de passarelas construídas pelo IPHAN no Sítio Xique-Xique I

Assim, é notável o potencial que o município tem, se tratando de turismo arqueológico, de todos os Sítios apenas 3 foram contemplados com as obras de socialização feitas pelo IPHAN, são eles: Xique- Xique I, Xique- Xique II e Xique- Xique IV, estes foram os primeiros Sítios do Seridó a receber essas obras, seguido apenas pelo Sítio Mirador.

Desse modo, vê-se a importância de ambos os municípios, pois possuem potencial para desenvolver o turismo arqueológico e já estão preparados para receber visitação de forma mais sustentável. Porém, o fato do Sitio estar preparado para visitação, não significa dizer que são ocorridas do modo que deveria ser, após as obras finalizadas, fica responsável pelo Sítio a prefeitura local, onde esta irá cuidar para que ocorra visitação de forma ordenada e não prejudicial ao local. Bastos (2002) diz que para existir o turismo arqueológico sustentável é necessário que haja a manutenção do bem visitado, para assim preservá-lo, pois é de valor significativo e gerador de renda e envolvimento da comunidade local, e por esse motivo deve mais preservado e resguardado.

5 ANÁLISE COMPARATIVA 5.1 Os secretários

O secretário de turismo do município de Parelhas, Carlos Alberto de Assis, atua neste cargo desde o ano de 2005, e é o responsável por todas as atividades relacionadas ao turismo do município. Foi realizada uma entrevista com o mesmo para conhecer um pouco do seu papel relacionado ao turismo arqueológico, saber qual sua perspectiva a respeito desse segmento do turismo no município de Parelhas.

Primeiramente buscou-se conhecer quais as potencialidades turísticas do município para o secretario, ou seja, o que ele considera haver potencial para que seja desenvolvido o turismo em determinada área, o mesmo respondeu que as potencialidades do município são o turismo cultural, de eventos, de aventura, arqueológico e de negócios.

A segunda pergunta visou saber quais atrativos de Parelhas realmente recebiam visitação, e o senhor Carlos Alberto respondeu que apenas a barragem Ministro João Alves (Boqueirão) e o Sítio arqueológico Mirador, recebiam visitantes, porém com a barragem seca, diminuiu bastante o fluxo dos visitantes que viam a Parelhas para fins de banho e lazer na barragem, ficando assim a responsabilidade de atrair visitantes para o Sítio Mirador e os eventos que ocorrem periodicamente ao longo do ano no município.

Levando em consideração que esses atrativos são importantes por levarem turistas para o município, buscou-se saber como eles são trabalhados para que haja o desenvolvimento do turismo, o secretário respondeu que ainda são trabalhados de forma incipiente, amadora, não explicando o porquê de ainda só ser trabalhado o desenvolvimento desse modo.

Em seguida, já entrando no foco da pesquisa que é o turismo arqueológico, perguntou-se como ele considerava a importância do turismo arqueológico para o município, ele falou que o Sítio Mirador é importante pelo seu valor histórico e científico, levando assim o interesse de visitação.

Como este falou que o turismo arqueológico é importante para o município, foi questionado quais ações são realizadas pela Prefeitura Municipal em conjunto com a secretária de turismo para desenvolver o atrativo, o mesmo respondeu que é apenas trabalhado a divulgação e conservação do atrativo.

Entrando na área de conservação e preservação do patrimônio, foi perguntado como se dá o monitoramento do Sítio Mirador, se há um controle de visitação, e se há um guia especializado para conduzir os visitantes até o local, o secretário respondeu que a questão do monitoramento se dá por um zelador contratado pela prefeitura para que este se responsabilize pela visitação, que há um livro de anotações onde as pessoas que visitam assinam o livro, e que há um guia especializado que trabalha com agendamento.

Porém, durante a pesquisa foram necessárias várias visitações ao Sítio Mirador, para registros fotográficos e recolher dados, seria necessário questionar o zelador a respeito de seu trabalho no Sítio, e visualizar o livro de registros para analisar a quantidade de pessoas que visitam o local, porém em nenhuma das idas até o Sítio foi encontrado o senhor responsável, sendo assim impossível questioná- lo e ver o livro.

Dando continuidade com a entrevista com o secretário de turismo, foi questionado como é trabalhada a questão sustentabilidade do sítio, o mesmo respondeu que este também era um papel desenvolvido pelo zelador, que se responsabiliza pela entrada das pessoas, acompanhando-as até as pinturas, pela limpeza do Sítio, não permitindo que as pessoas joguem lixo no local e também pela manutenção da estrutura.

Mas, como falado a pouco, todas as visitações que foram necessárias fazer ao Sítio, em nenhuma delas o zelador se encontrava, os portões do Sítio estavam abertos para qualquer pessoa que desejasse subir sem acompanhamento, sendo possível fazer o que quiser com as pinturas, já que não há ninguém monitorando. Na ultima visitação foram encontrados bastante lixo no local, embalagens principalmente, também foi encontrada pegadas muito próximas às pinturas, sinal que as pessoas não respeitaram os limites de observação.

Voltando à entrevista, foi perguntado ao secretário se o turismo arqueológico é um gerador de renda para a cidade, o mesmo respondeu que sim, pois as pessoas que visitam o Sítio consomem e visitam toda a cidade.

E por fim perguntou-lhe o que poderia ser feito, na opinião dele, para desenvolver o turismo arqueológico no município de Parelhas, o mesmo respondeu que há a necessidade de mais divulgação e seria interessante um roteiro de integração com os Sítios arqueológicos de Carnaúba dos Dantas, por possuir um turismo arqueológico mais desenvolvido.

5.2 O secretário de Carnaúba dos Dantas

O município de Carnaúba dos Dantas não possui secretária de turismo, mas há um coordenador de turismo que trabalha a questão do turismo na cidade, Damião Carlos Dantas atua neste cargo desde 2013, e além de exercer essa função é também o principal idealizador do turismo arqueológico no município. O formulário de entrevista aplicado com ele é o mesmo aplicado com o secretário de Parelhas, para assim ser possível comparar as duas perspectivas.

Quando perguntado as potencialidades turísticas do município, o coordenador citou os Sítios arqueológicos que segundo ele já foram descobertos mais de 90 Sítios no município, porém poucos são reconhecidos pelo IPHAN; O monte do galo, grande receptor de turistas todos os anos durante a paixão de Cristo; O castelo de Bivar, também muito conhecido, porém não está mais recebendo visitação interna; e citou também a pedra da Rajada e a Pedra do Dinheiro. Mas os atrativos que realmente recebem um fluxo muito grande de turistas são apenas o Monte do Galo e os Sítios arqueológicos.

Segundo o mesmo esses atrativos são trabalhados por cada responsável sendo papel dos guias trabalharem a questão da preservação dos Sítios e papel da Paróquia local trabalhar as atividades do Monte do Galo.

Perguntou-se como este considera a importância do turismo arqueológico para um município, e este respondeu que dependia de uma serie de fatores, pois se a atividade não for bem planejada, não traria benefícios, e para isso é necessário que haja preservação, conscientização das pessoas para que entendam a importância daquele atrativo e não o deprede, e assim, será benéfico para o município, pois haverá de gerar emprego e renda para a população, e ainda crescimento da cidade.

Também foi perguntado que ações a prefeitura em conjunto com a coordenadoria de turismo desenvolve para o crescimento do turismo arqueológico, a resposta foi que há uma parceria com a Fundação Seridó, e que há o investimento em preservação, além de ser desenvolvidos projetos como o “Uma viagem ao Passado”, que é passada para as crianças das escolas, as informações a respeito dos Sítios arqueológicos do município, sobre a vivência dos povos que ali habitaram, e fala sobre a importância em preservar esse patrimônio.

Entrando na questão das atividades de visitação, perguntou-se como se dá o monitoramento do Sítio, e a resposta foi que quando se trata de visitação há muito exigência nesse quesito, pois não se pode visitar o Sítio sem um guia, e também sem passar na casa dos proprietários que ajudam no monitoramento das pessoas que visitam o Sítio, há um livro de registros que é necessário às pessoas têm que assinar quando voltam da visitação aos Sítios, sendo necessário para contabilizar quantas pessoas visitaram o Sítio anualmente. Como já falado, não há visitação sem guia, ou seja, há guias especializados, capacitados para desempenhar esse papel.

Na questão sustentabilidade é desenvolvida são desenvolvidas ações, como já falado, para impedir que as pessoas visitem o Sitio sem acompanhamento, evitando assim que as pessoas depredem e/ou piche os paredões com as pinturas.

O turismo arqueológico como o religioso gera renda para a cidade, pois recebem um grande fluxo de visitantes, chegando até a receber turistas estrangeiros, porém, eram mais comuns anos atrás.

Quando perguntado o que poderia ser feito para melhor desenvolver o turismo arqueológico no município, o coordenador falou sobre a necessidade de infraestrutura para a cidade, como a construção de pousadas, e nos Sítios são necessários: acessibilidade, estacionamentos e banheiros, para assim facilitar a visitação.

5.3 Diferenciação

A diferença nas respostas de ambos os secretários, ficou clara, pelo modo de visitação dos Sítios, o Xique- Xique I de Carnaúba é bem trabalhado, e

somente ocorre visitação por acompanhamento, já no Sítio Mirador de Parelhas é possível fazer visitação desacompanhada, já que o zelador nunca está no Sítio para monitorar a visitação.

Outro fator importante de ser citado, são as ações que a prefeitura em conjunto com a secretaria de turismo desenvolve, no município de Carnaúba é desenvolvido o projeto de conscientização das crianças, que irão crescer conhecendo a história e valorizando o patrimônio local. Já o Secretário de turismo de Parelhas se contradiz dizendo que uma das ações desenvolvidas é a divulgação, porém, na ultima questão quando se pergunta o que é necessário para desenvolver o turismo arqueológico, ele cita também a divulgação, ou seja, se esta é uma ação desenvolvida, ou ela é fracamente realizada ou simplesmente não é.

Desse modo, vê-se através da opinião dos secretários de turismo, a diferença no turismo arqueológico de ambos os municípios, observando a perspectiva destes sobre como ocorre à atividade e o que pode ser melhorado, a seguir será apresentado à visão dos proprietários a respeito da visitação dos Sítios arqueológicos, e quais são os seus papéis se tratando dessa visitação.

5.4 Com os proprietários 5.4.1 Proprietário do Mirador

O Sítio Mirador é propriedade de sete herdeiros, que o receberam como herança do pai. Foi realizada uma entrevista com uma das proprietárias, a senhora Hedelma Azevedo, um dos filhos que mais tenta desenvolver o turismo arqueológico no Sítio.

Foi perguntado primeiramente qual o papel do proprietário com relação à visitação e manutenção do Sítio, ela respondeu que pode receber os turistas e controlar a visitação, e que a manutenção é responsabilidade da prefeitura, porém, por a atividade turística ainda ocorrer de forma lenta, não é possível se envolver muito com a atividade de visitação. Também foi perguntado se existe parceria com a secretaria de turismo, ela respondeu que sim, mas não especificou como é essa relação.

Foi questionado o que ela acharia pertinente melhorar para desenvolver o turismo arqueológico, a mesma respondeu que seria interessante a construção de um abrigo, tipo uma casa de apoio, onde haveria banheiros e sombra para dar suporte na visitação.

Em relação à preservação perguntou-se que ação é de sua responsabilidade, para manter o bem desse patrimônio, a mesma respondeu que o ato de preservar e avaliar a visitação no Sítio, porém, durante a pesquisa, não foi notado nenhum envolvimento da proprietária com a visitação do Sítio, a mesma reside na cidade e não é sempre que visita o Sítio, dificultando assim o monitoramento do mesmo.

Não é cobrada taxa de visitação, porém há planos para quando a atividade estiver mais consolidada. Para o futuro a proprietária tem planos de criar a casa de apoio citada à cima, onde seria possível vender água, comida e até artesanato.

5.4.2 Proprietário do Xique - Xique I

O senhor José Ladislau dos Santos, é o atual dono do Sítio arqueológico Xique-Xique I e recebeu o Sítio como herança, ele e sua esposa moram em uma casa a caminho do sítio e são responsáveis por não permitir a visitação desacompanhada, além de vender água para os visitantes.

Foi perguntado qual o papel do proprietário com relação à manutenção e visitação do Sítio, o mesmo respondeu que sua responsabilidade maior é não permitir que as pessoas visitem o Sítio sem o acompanhamento de um guia.

Há uma relação muito boa com a secretaria de turismo, pois o coordenador Damião Carlos é um dos guias que acompanham os visitantes ao Sítio, e sempre há a comunicação entre as duas partes.

Foi questionado o que ele acharia pertinente melhorar para desenvolver o turismo arqueológico, o mesmo respondeu que o que falta é uma casa de apoio. E com relação à preservação mais uma vez se falou a respeito de monitorar as pessoas para não entrarem sem guia, pois assim não haverá poluição e riscos de depredação das pinturas.

É cobrada taxa de visitação, uma renda que serve unicamente para a família, não é utilizado em melhorias e/ou manutenção do Sítio. E parao futuro, há planos de se construir a casa de apoio, para venda de artesanato e também um estacionamento.

5.4.3 Diferenciação

A principal diferença entre o caso de ambos os proprietários é que primeiramente, o Xique- Xique I de Carnaúba já é mais desenvolvido e possui um turismo arqueológico mais consolidado, assim traz benefícios para os proprietários, e também o fato de morarem na entrada do Sítio é um fator positivo, pois permite a observação e monitoração das pessoas quem entram e saem do local, e ainda tem uma relação mais próxima com o coordenador de turismo, que também o principal guia do município, onde este auxilia e ajuda os proprietários.

No Mirador de Parelhas, apesar de ter um imenso potencial, ainda não está desenvolvido com o turismo arqueológico, e o fluxo turístico é muito menor do que o município de Carnaúba recebe. Como disse a proprietária, o turismo no Sítio ainda ocorre timidamente, mas que há planos para melhorar e desenvolver esse segmento de maneira que seja benéfico para eles, sem que ocorra a depredação do Sítio e das pinturas.

Os proprietários do Sítio de Carnaúba são mais engajados com a atividade, mas isso se explica pelo fato de morarem na entrada, como já falado, e por se tratarem de um casal da terceira idade, Assim, têm disponibilidade para dedicar-se completamente e podem se beneficiar com a venda de água e artesanato (ver Imagem 6) para os turistas e visitantes, diferentemente dos proprietários do Mirador, que moram na cidade a mais de 4 km do Sítio e ainda trabalham, não havendo possibilidade de dedicação para o turismo no Sítio.

Imagem 6: Artesanato vendido na casa do proprietário do Xique-Xique I

Fonte: Acervo da autora, 2015.

5.5 Com os Guias 5.5.1 Guia de Parelhas

No município de Parelhas, não há um guia especializado voltado para atender os visitantes do Sítio Mirador, mas há o senhor José Oliveira que há cerca de oito anos leva as pessoas para conhecerem o Sítio. Trata-se de um professor de geografia, e conhece bem os aspectos regionais, costuma levar suas turmas para visitar o Sítio, educando-os sobre geografia e história e sobre as vivências dos povos antigos naquela localidade.

O mesmo não participou de nenhum curso de guia, mas tem bastante conhecimento a respeito, segundo ele há outra pessoa que também faz o mesmo serviço dele, mas também não possui curso de guia, sendo formado em história, e por esse motivo tem conhecimento sobre arqueologia.

Foi perguntado se ele tinha conhecimento a respeito do perfil do visitante do Sítio, ele respondeu que os principais visitantes que o procuram para guiá-los até

o local são discentes do ensino médio e superior de Parelhas e dos municípios vizinhos.

As informações transmitidas aos visitantes são a respeito do clima, vegetação, relevo, geomorfologia e a história de ocupação do município, onde entra a vivência dos povos que ali existiram.

A contratação é feita pelo telefone, às vezes ligam para prefeitura e eles o indicam. O trabalho é voluntário, mas nem sempre ele possui disponibilidade para levar os visitantes.

Foi perguntada qual a percepção deste a respeito do turismo arqueológico no município, ele respondeu que é um dos atrativos que tem maior visibilidade, maior potencial, mais que ainda são necessárias muitos aspectos para desenvolver esse segmento, um exemplo de necessidade é a capacitação de condutores e guias. Também foi questionado como se dá à conservação e preservação do Sítio arqueológico, o mesmo, assim como o secretário, falou que o responsável por esta parte é o zelador, que coordena a visitação.

5.5.2 Guia de Carnaúba dos Dantas

O guia de Carnaúba dos Dantas, também coordenador de turismo do município, atua desde 2003, inicialmente apenas como condutor turístico e depois se como guia regional, fala fluentemente a língua inglesa, sendo capacitado para receber turistas estrangeiros. Assim como ele, há outro guia regional que também leva os visitantes aos Sítios.

O perfil dos visitantes do Sítio arqueológico Xique- Xique I , segundo o Senhor Damião, são em sua maioria estudantes, e pessoas interessadas em turismo arqueológico, mas afirma ele que antigamente recebia bastantes turistas estrangeiros, hoje não tanto como antes, mas ainda surgem alguns de vez em quando.

As informações transmitidas aos turistas são principalmente sobre a história dos antepassados que ali viveram, também é explicado cada figura rupestre, além de falar sobre como eram feitas essas pinturas, e qual material foi utilizado.

O guia possui no município uma agência receptiva que é por ela onde se contrata o guia para o acompanhamento, é cobrado um valor pelo seu trabalho, dependendo do tempo de permanência, meio dia, ou uma diária.

Como coordenador de turismo do município tenta dar prioridade ao turismo arqueológico, sabendo do potencial que este possui, para ele o turismo se planejado corretamente pode trazer benefícios para a cidade, emprego e renda, mas é necessário que haja um controle e planejamento para não prejudicar nenhuma parte envolvida. Para ele, é necessário melhorarias para desenvolver a atividade turística é a construção de banheiros e estacionamento.

E sobre preservação, ele fala que há leis municipais vigentes que impedem que ocorra visitação sem acompanhamento de um guia, com isso, há menos depredação, pois o guia está observando, e auxiliando para não tocarem nas pinturas, não jogarem lixo no chão, não remover qualquer material, e etc. Assim também é um modo de se trabalhar a sustentabilidade, repassando para os visitantes a importância de preservar e conservar aquele patrimônio.

5.5.3 Diferenciação

Inicialmente, vê-se a diferença de formação dos guias dos dois municípios, um geógrafo e outro guia regional bilíngüe, e também o modo como cada um passa as informações para os visitantes, claro que o geógrafo não poderia deixar de falar da sua área especifica que é a geografia, mas a prioridade é saber

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