4.3 Le simulateur{evaluateur
4.3.1 Fonctionnement
O avanço tecnológico, a nível de transportes e da comunicação, acabou com barreiras existentes que separavam culturas, potenciando o processo de globalização em que vivemos, mas, por outro lado, também veio evidenciar as diferenças existentes. Podemos considerar uma sociedade em rede constituída por indivíduos, empresas e estado, produzindo num determinado local, seja nacional e /ou internacional. Para Castells (2005):
“A sociedade em rede, em termos simples, é uma estrutura social baseada em redes operadas por tecnologias de comunicação e informação fundamentadas na microeletrónica e em redes digitais de computadores que geram, processam e distribuem informação a partir de conhecimento acumulado dessas redes” (p. 20).
25 Devido à importância da tecnologia em todas as sociedades, podemos dizer que não existem sistemas sociais que não se tenham desenvolvido através da tecnologia. Nesse sentido, a tecnologia torna-se importante para reduzir desigualdades e melhorar o padrão de vida das pessoas, criando também novos tipos de relações e interdependência económica. Esta nova economia, em rede, baseia-se, sobretudo, na forma de organização da produção, distribuição e gestão, sendo realizada de uma forma mais eficiente, fazendo com que alguns países aumentassem a taxa de crescimento da produtividade.
“A sociedade em rede também se manifesta na transformação da sociabilidade. O que nós observamos, não é ao desaparecimento da interação face a face ou ao acréscimo do isolamento das pessoas em frente dos seus computadores” (Castells, 2005, p. 23). As tecnologias informacionais permitiram a interação entre indivíduos de forma virtual, originando uma noção nova de inteligência coletiva, na qual Lévy (1999), define como faculdades de aprendizagem, aprender em conjunto com os outros, mas também no sentido de união e conformidade de sentimentos. “A inteligência coletiva também pressupõe, portanto, a capacidade de criar e de desenvolver a confiança, a aptidão para tecer laços duráveis" (p. 207). Estamos perante uma nova morfologia social, que altera completamente a forma de comunicação e relacionamento, em que as pessoas formam os seus pontos de vista baseados em sinais vindos da sociedade, no seu conjunto.
Segundo Castells (2005), o novo sistema de comunicação é determinado por três grandes tendências:
1. “A comunicação é em grande medida organizada em torno dos negócios de media aglomerados que são globais e locais simultaneamente.
2. O sistema de comunicação está cada vez mais digitalizado e gradualmente mais interativo. 3. Com a difusão da sociedade em rede, e com a expansão das redes de novas tecnologias de
comunicação, dá-se uma explosão de redes horizontais de comunicação, bastante independentes do negócio dos media e dos governos, o que permite a emergência daquilo a que chamei comunicação de massa autocomandada” (p. 24).
Com isto, estamos perante uma sociedade em rede, baseada numa comunicação socializante e interativa. A educação está a deparar-se com o desafio do desenvolvimento
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desta sociedade de aprendizagem, melhorando o acesso ao conhecimento a diferentes tipos de utilizadores e também através de diferentes tipos de media. Se repararmos, em praticamente todas as casas, existem vários equipamentos relacionados com os media, quase todas as pessoas possuem telemóvel, mp3/4, computador portátil, entre outros equipamentos. Provavelmente, muitas delas utilizam o telemóvel enquanto veem televisão, ouvem música enquanto escrevem no computador, ou seja, realizam várias tarefas em simultâneo. A introdução das tecnologias fez aumentar, exponencialmente, esse comportamento, o qual se denomina multitasking e identifica-se com a sociedade em rede. Num estudo realizado
pela OberCom12 em 2009, verifica-se “a utilização simultânea da televisão e do telemóvel
destaca-se. De acordo com os dados do presente estudo, 30,8% dos respondentes afirmou falar ao telefone ou telemóvel frequentemente enquanto vê televisão, assim como 14% declarou enviar SMS” (p. 15).
Naturalmente ou não, a sociedade em rede torna-se cada vez mais conetada, a maneira de aprender mudou e o ensino é capaz de acompanhar o ritmo da sociedade, dos alunos? Quando pensamos que já conseguimos apropriar-nos de uma parte técnica sobre determinado equipamento, ele já foi substituído por outro mais avançado, assim a aprendizagem passa a ser uma consequência natural e quanto mais se aprende, mais noção temos que ainda nos resta muito para aprender. No entanto, nesta dinâmica, uma coisa é certa, o homem passa a ter o poder na receção e no envio de mensagens quando quer e à hora que quer, através de diferentes media que possui, ou seja, ele próprio informa e é informado.
Se repararmos, hoje em dia, em grande parte dos países, os governos e cidadãos vivem no mesmo ambiente de informação, o que significa que há uma maior compreensão dos cidadãos relativamente ao discurso político e, dessa forma, existem muitas coisas que os cidadãos deixam de tolerar e às quais estão mais atentos, como acontece com os casos de corrupção. Naturalmente, a sociedade em rede trouxe enormes benefícios, a tecnologia e, em especial, a Internet permitiram que todos nós fossemos produtores e pudéssemos escrever sobre qualquer assunto. No entanto, existe uma quantidade de informação incorreta a circular
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OberCom. (2009). A Sociedade em rede em Portugal 2008. Multitasking e Preferências de Media na Sociedade em Rede. Consultado em 6 de dezembro de 2011, em Scribd: http://pt.scribd.com/doc/39973553/A-Sociedade-em-rede-em- Portugal2008-Internet
27 e este é um dos principais problemas da credibilidade de informação na Web, numa sociedade em rede, em que a informação acaba por ser o elemento central.
Em suma, da nuvem de palavras (figura 4) feita a partir deste texto, podemos salientar que a sociedade em rede se baseia na comunicação e informação entre pessoas e povos, utilizando diferentes formas e meios tecnológicos para interagirem e aprenderem através da influência dos media na dinâmica social, cultural e económica, a nível mundial.