• Aucun résultat trouvé

3.4 Algorithmes de construction d'AC de Diametre Minimum

3.4.2 Algorithme de construction d'ACDM

Em tempos antigos, a escrita, a impressão e a transmissão de rádio levaram a mudanças provavelmente tão profundas quanto às que agora assistimos. Foi nesse sentido, que Marshall McLuhan no início dos anos 60, afirmou que estas inovações transformaram completamente a sociedade. Acreditava que a evolução do processo de comunicação de massa através dos media e tecnologias iriam encurtar distâncias, permitindo às populações

17 conhecerem-se de forma instantânea, através de uma rede de comunicação. E realmente, ao contrário do que muitos achariam absurdo, hoje é uma realidade.

McLuhan também aborda a questão do conhecimento até surgir a televisão, considerando que antigamente era transmitido oralmente, através de contos, histórias e tradições. No entanto, por volta de 1439, a invenção da imprensa por Gutenberg, fez com que o conhecimento se propagasse, mas de forma escrita, perdendo-se, assim, um pouco da forma como os jovens aprendiam, através da oralidade, da observação e da prática.

Nos anos 50 do século XX, os audiovisuais passaram a ser analisados como meios de comunicação, o rádio era um aparelho normal e essencial em todas as casas e muito utilizado pelos políticos para fazerem comunicações. A partir dos anos 70, foi a televisão que se começou a massificar e difundir a par da indústria cinematográfica. McLuhan (1964) dizia que “um dos efeitos da televisão sobre a rádio foi

fazer com que esta passasse de um meio de entretenimento para uma espécie de sistema nervoso de informação” (p. 302). Depois da primeira Guerra Mundial, o cinema começa a ser proeminente, tornando-se importante para a formação de opiniões, de formas de ver o mundo, através da imaginação e divertimento. Ao mesmo tempo, as investigações da informática e eletrónica faziam avanços significativos. No entanto, a evolução dos meios de comunicação dependeu em parte das economias e das

sociedades envolventes. Alguns pesquisadores

afirmam que as sociedades mais desenvolvidas passaram por três estágios de desenvolvimento, sociedade agrária, sociedade industrial, sociedade da informação. A identificação desses estágios tem a ver com questões complexas relativas a alterações a nível de tecnologias, economia, sociedade, política, cultura e meios de comunicação.

Figura 2 - Estágios de desenvolvimento económico.

18

Na sociedade agrária (figura 2)8 não existia a propriedade privada, todas as terras

pertenciam ao Estado. Conseguiram desenvolver várias técnicas, apesar de não conhecerem muitos instrumentos. O modo de produção baseava-se na extração de recursos. Os media era a nível popular, através da linguagem falada (contos, poesias e mitos).

Após a revolução industrial surgiram os meios de comunicação em massa, sendo que o modo de produção, nesta sociedade, era a fabricação. A impressão mecânica de Gutenberg levou à explosão de milhares de livros impressos. A alfabetização e leitura começaram a mudar a maneira de pensar e agir das pessoas. A opinião pública começou a ganhar poder e teve influência na política. Houve um aumento das indústrias nos grandes centros urbanos e começaram a migrar pessoas dos trabalhos agrários à procura de empregos nos grandes centros industriais. Isso permitiu o acesso de um grande número de pessoas aos meios de comunicação em massa, crescendo assim a alfabetização nestas sociedades. A escola torna-se essencial nestes meios, devido à necessidade de trabalhadores urbanos que soubessem ler. Os jornais e os livros começam a proliferar e, devido à sua impressão em massa, tornaram-se mais baratos mas, mesmo assim, nem todos tinham possibilidade de adquirir estes impressos. Na sociedade de informação, o modo de produção é a criação e processamento da informação, existindo serviços específicos para tal. Foi em 1973 que o sociólogo Daniel Bell introduziu este conceito. Ele considera que o eixo principal desta sociedade é o conhecimento teórico e que a sociedade será sustentada na informação.

Verdadeiramente, a comunicação em massa ainda aparece bastante associada a certos tipos de media, como os jornais, a televisão e a rádio, no entanto, com o aumento da troca de informações através de sistemas digitais, estamos perante outra realidade, a Web da Internet, onde a informação chega mais rápido, disponível a qualquer momento e flexível, podendo ser trabalhada de diversas formas. Segundo Leclerc (1999):

“Com a existência dos mass media elétricos, depois os eletrónicos, os homens penetram num mundo novo, o da comunicação «global», um mundo síncrono, uma sociedade da ubiquidade, pela primeira vez na história existe uma espécie de contemporaneidade de todos os homens da terra” (p. 58).

8

Imagem retirada em 30 de novembro de 2011, em Google Books: http://books.google.pt/books?id=dUewZduJHIEC&lpg=PP1&hl=pt-PT&pg=PR4#v=onepage&q&f=false

19 Com a evolução tecnológica que se vislumbra, caminhamos numa organização em rede cada vez mais móvel, na qual o acesso à informação é instantâneo. Isso pode ser

verificado através de um estudo da Marktest “Os Portugueses e as Redes Sociais 2011”9,

efetuado entre 2006 e 2011, que conclui que o número de utilizadores de Internet através destes dispositivos móveis passou de 3.3% para 12.0%.

Para que tipo de sociedade é que estamos a caminhar? A sociedade industrial era considerada moderna e a sociedade da informação é pós-moderna? Para Straubhaar, Robert e LaRose (2004) “A visão pós-moderna é que não há uma verdade absoluta e o que pensa depende da sua experiência, que por sua vez depende dos grupos aos quais pertence, do media à qual presta atenção, do que a família lhe ensinou, e assim por diante” (p. 52). Desta forma, somos cada vez mais confrontados com vários ambientes mediáticos que influenciam a nossa vida, a nossa maneira de agir e pensar.