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Transmission de la lumi` ere par des structures sub-longueur d’onde

1.4 Exemples d’applications

Data: 24 / 04 / 2019

Hora do início: 10h 15 Hora do fim: 11h 00

Dados sociodemográficos do entrevistado: Idade: 62

Anos de serviço: 38

Habilitações académicas: Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (Português e Francês); Licenciatura em Ensino de Português e História 2.º CEB; Mestrado em Ciências Sociais- Território, Identidades e Património

Página | 159 Entrevistador: Bom dia professor(a), começo por agradecer a sua disponibilidade para responder a algumas questões. Esclareço que o objetivo da entrevista visa conhecer a sua perceção relativamente à relevância, efeitos e impacto das provas de aferição que sucedem no 5.º ano. As provas constituem um instrumento de avaliação externo que foram delineadas com o objetivo de melhorar a qualidade das aprendizagens. Gostaria de saber a sua opinião relativamente ao assunto.

Entrevistado 3: Sinceramente não sei como é que as provas de aferição poderão ajudar a melhor a qualidade das aprendizagens.

Entrevistador: A implementação das provas de aferição concebe opiniões divergentes, havendo quem defende a sua realização e, em contrapartida quem não veja quaisquer benefícios. Quais as vantagens e desvantagens que encontra neste instrumento de avaliação?

Entrevistado 3: Vantagens não encontro, desvantagens saliento a enorme pressão sentida por toda a comunidade escolar, o facto de não ter nota o que implica que os alunos não estejam tão importados e como tal a sua prestação não pode retratar o trabalho que se tem vindo a desenvolver e a necessidade de trabalhar a um ritmo acelerado que permita o cumprimento do programa atempadamente.

Entrevistador: E fatores externos, podem condicionar a prestação do aluno na prova? Entrevistado 3: (abana afirmativamente a cabeça) A ansiedade e o nervosismo de alguns alunos podem condicionar os seus resultados.

Entrevistador: Através das provas de aferição é possível constatar o conhecimento dos alunos, aquilo que sabem e não sabem?

Entrevistado 3: Dificilmente as provas de aferição podem constatar os reais conhecimentos dos alunos porque os resultados são muito condicionados pela atitude negativa do discente perante a prova: uns sentem a pressão como se fosse um exame; outros não se empenham na sua resolução porque “não conta para a nota”; finalmente, outros nem sequer respondem aos itens, apenas fazem “rabiscos e desenhos”, pela razão atrás apresentada.

Entrevistador: Considera que as provas de aferição podem ser meios de avaliação da qualidade do trabalho dos professores?

Entrevistado 3: Jamais as provas de aferição podem ser um meio de avaliação da qualidade do trabalho dos professores porque uma avaliação séria de um docente não se faz em 90 minutos, nem se mede pelo desempenho dos alunos nas condições já expressas. Como se sabe há inúmeros critérios, indicadores e variáveis em jogo. Entrevistador: Os exercícios que constam na prova de aferição são muito diferentes daquilo que é trabalhado com os alunos nas aulas? Ou são totalmente coincidentes?

Página | 160 Entrevistado 3: Os exercícios que constam na prova de aferição são muito semelhantes aos que são trabalhados com os alunos nas aulas.

Entrevistador: Antes da data da prova existe algum cuidado prévio em preparar os alunos para a realização desta? Sente pressão para preparar os alunos para as provas aferidas?

Entrevistado 3: Antes da data da prova existe apenas o cuidado de realizar revisões dos conteúdos trabalhados ao longo do ano e que já estarão esquecidos.

Entrevistador: Concorda ou vê especial relevância na implementação de provas de aferição no 5.º ano, em particular?

Entrevistado 3: Não concordo nem vejo especial relevância na implementação de provas de aferição no 5.º ano ou em qualquer outro ano.

Entrevistador: Focando na disciplina que leciona quais são as principais ou dificuldades mais comuns que os alunos manifestam ao nível da aprendizagem de conteúdos trabalhados em aula?

Entrevistado 3: As principais dificuldades que os alunos manifestam ao nível da aprendizagem de conteúdos trabalhados em aula são: realizar tarefas de pesquisa histórica e geográfica sustentada por critérios, com autonomia progressiva; executar tarefas de síntese através de mapas de conceitos, de textos e de cartografia; executar tarefas de planificação, de revisão e de monitorização; registar seletivamente os dados históricos e geográficos obtidos.

Entrevistador: Os resultados obtidos pelos alunos na prova de aferição da respetiva disciplina que leciona auxiliam-no a colmatar e a orientar o trabalho dos alunos para os domínios e conteúdos em que eles ainda podem melhorar?

Entrevistado 3: Se for justificável.

Entrevistador: É definida alguma estratégia, após a divulgação dos resultados da prova?

Entrevistado 3: Os professores das disciplinas sujeitas a prova de aferição e os diferentes grupos disciplinares analisam os resultados do Relatório de Escola da Prova de Aferição (REPA), o qual contém informação de natureza qualitativa e quantitativa. Esta reflexão incide sobre o desempenho do conjunto de alunos da turma e da escola. Entrevistador: Tem como referência os resultados das provas de avaliação aferida para reestruturar o seu trabalho com os alunos?

Entrevistado 3: A informação disponibilizada nos relatórios individuais, da turma e da escola (“Desempenho por Domínio Cognitivo” dos alunos: Conhecer/Reproduzir; Aplicar/Interpretar; Raciocinar/ Criar), embora com as vicissitudes e constrangimentos acima apontados, configura-se como um instrumento de reflexão coletiva e individual. Uma reflexão analítica cuidada, pode permitir-me confirmar a eficácia das práticas

Página | 161 pedagógicas e das aprendizagens ou a tomada de decisões, para o(s) ano(s) seguinte(s), na reestruturação das mesmas.

Entrevistador: Para terminar, dado que a prova de aferição é um instrumento de avaliação externa ao Agrupamento, sendo que no 2.º Ciclo é frequente a realização de testes de avaliação a nível interno, considera algum destes instrumentos mais importante/eficaz na avaliação das aprendizagens dos alunos, em detrimento do outro ou acha que se complementam positivamente?

Entrevistado 3: Sem dúvida alguma que a prova de aferição é apenas um instrumento de aferição externa ao Agrupamento, que de nada vale ou acresce à avaliação interna ou externa das aprendizagens dos alunos. Por outro lado, os testes de avaliação são um instrumento eficaz e similares a inúmeros outros instrumentos de avaliação interna. Entrevistador: Damos por terminada a entrevista. Agradeço-lhe a disponibilidade e contributo na realização da investigação.

Anexo 52: Transcrição da Entrevista- Entrevistado 4