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La m´ ethode du jackknife

Dans le document Statistique La théorie et ses applications (Page 188-192)

8.4 Les m´ ethodes de r´ e´ echantillonnage

8.4.2 La m´ ethode du jackknife

Nos métodos químico-gravimétricos os componentes da dieta não pertencentes à fibra são removidos por tratamento com ácidos, bases, ou detergentes e o resíduo final é considerado como a fracção indigestível da dieta, sendo o seu peso determinado. Deste modo, os métodos gravimétricos não dão informação sobre a natureza e composição da fibra da dieta (MARLETT, 1989; CHAMP, 1996).

O primeiro método químico-gravimétrico de determinação da fracção indigestível da dieta conhecido foi o método da ―fibra bruta‖, criado em WEENDE no ano de 1859

(ASP et al.,1992). Neste procedimento analítico, as fracções ―digestíveis‖ da dieta são

base forte também diluída (NaOH, 12,5 ml/l) a quente (ASP et al.,1992;CHAMP, 1996). O resíduo obtido é isolado por filtração e pesado. A fibra bruta corresponde à totalidade de substâncias contidas no resíduo, compreendendo a quase totalidade da celulose da amostra e apenas ca 15% da hemicelulose e 10% a 50% da lenhina (THOMAS, 1972, citado por ASP et al.,1992; ROBERTSON e VAN SOEST,1981).

Para tentar ultrapassar alguns dos inconvenientes do método da fibra bruta, como a remoção excessiva da hemicelulose e da lenhina e a contaminação do resíduo com azoto, foram desenvolvidas posteriormente algumas variantes que não conseguiram grande aceitação (ASP et al., 1992). Assim, o procedimento de WEENDE, que em 1916 foi classificado como método oficial do AOAC, permaneceu como método universalmente utilizado até ao início dos anos sessenta (ASP et al.,1992).

Passos importantes no desenvolvimento de um método químico-gravimétrico alternativo de doseamento da fracção indigestível dos alimentos foram dados por VAN SOEST em 1963 com a proposta do método da fracção ácido detergente (ADF) e, mais tarde, por VAN SOEST e WINE em1967, com o desenvolvimento do método da fracção neutro detergente (NDF; BAKER, 1981).

Em termos gerais, o sistema de VAN SOEST propõe a divisão analítica dos compostos orgânicos dos alimentos em diversas fracções com base no seu grau de solubilidade em soluções neutro-detergente (sulfato de lauril sódico e EDTA) e ácido- detergente (brometo de cetiltrimetilamónio em meio ácido; ROBERTSON e VAN SOEST, 1981). Os compostos solúveis na solução neutro-detergente, que compreendem os conteúdos celulares (amido, açúcares, proteína e gordura), têm, em geral, digestibilidade elevada em todas as espécies animais (ROBERTSON e VAN SOEST, 1981). O resíduo insolúvel na solução neutro-detergente (fracção NDF) é constituído pela parte da parede celular das plantas formada pela celulose, hemicelulose e lenhina e por substâncias associadas, tais como cutina e taninos, que não são digestíveis por enzimas de origem animal mas que, alguns deles (celulose e hemicelulose), são digestíveis por enzimas microbianas em maior ou menor extensão (ROBERTSON e VAN SOEST,1981). No entanto, as substâncias pécticas e os polissacáridos estruturais solúveis não estão incluídos na fracção NDF, dado que são solubilizados pela solução neutro-detergente (ROBERTSON e VAN SOEST,1981).

O resíduo insolúvel na solução ácido-detergente (fracção ADF) é constituído por celulose, lenhina, cutina, sílica e outros minerais insolúveis em meio ácido (ROBERTSON e VAN SOEST,1981).Algumas substâncias pécticas das leguminosas, dos citrinos e de outras plantas podem precipitar na presença da solução ácido-detergente, sendo assim incluídas na fracção ADF (BALEY et al.,1978,citados porROBERTSON e VAN SOEST, 1981).

A determinação da hemicelulose pode ser feita por diferença entre a fracção NDF e a fracçãoADF. No entanto, dado que a fracção ADF pode conter substâncias pécticas que não estão presentes na solução neutro-detergente, este processo de cálculo da hemicelulose só é correcto se a fracção ADF for determinada no resíduo NDF (ROBERTSON e VAN SOEST,1981;CARRÉ et al., 1984a; VAN SOEST et al., 1991).

No método da fibra detergente a lenhina pode ser doseada, alternativamente, empregando permanganato de potássio. Para isso, o resíduo ADF é tratada com este reagente que oxida as unidades de fenilpropano da lenhina, solubilizando-a, ficando um resíduo composto sobretudo por celulose. A lenhina é determinada como sendo equivalente à perda de peso da fracção ADF após este tratamento (ROBERTSON e VAN SOEST, 1981). A lenhina também pode ser determinada como lenhina KLASON (alínea I.2.2) que, no entanto, é menos exacta, por incluir substâncias contaminantes como a cutina (ROBERTSON e VAN SOEST,1981).

Os procedimentos analíticos para o doseamento das fracções ADF e NDF, ganharam larga aceitação dado que são simples, rápidos, reprodutíveis e os seus resultados proporcionam uma informação mais precisa sobre o valor nutritivo do alimento do que a que é obtida através do esquema analítico de WEENDE (ASP et al.,

1992).

Todavia, como referimos, o método de doseamento da fracção NDF pode ser criticado pelo facto deste resíduo não dosear os polissacáridos solúveis e as substâncias pécticas. Para resolver este problema MONGEAU e BRASSARD (1986), citados por ASP et al.(1992),combinaram o procedimento de VAN SOEST com uma determinação separada da fibra solúvel em água quente (SOL). Segundo estes investigadores, os valores da fracção NDF+SOL são mais próximos do valor ―fibra total‖ da dieta (TDF) obtida pelo método AOAC de PROSKY (alínea I.2.3). Porém, segundo ASP et al.(1992),a execução

dos doseamentos de fibra insolúvel e de fibra solúvel em duas amostras diferentes e sob condições diferentes de solubilização cria o risco de dosear alguns componentes duas vezes ou de não os dosear. Também HALL et al. (1997) propõem a determinação dos polissacáridos estruturais solúveis na solução neutro-detergente. Para isto determinam em duas amostras em separado o resíduo insolúvel em etanol a 90% e o resíduo insolúvel em solução neutro-detergente com uma enzima amilolítica (TERMAMYL). Os polissacáridos estruturais solúveis são calculados por diferença entre estes dois resíduos, sendo feitas correcções para a proteína e o amido presentes.

Outro inconveniente do método das soluções detergentes de VAN SOEST é o de remover o amido de modo incompleto nos alimentos com teores elevados nestes polissacárido de reserva, podendo levar à obtenção de valores da fracção NDF superiores aos verdadeiros valores de paredes celulares (CARRÉ et al., 1984a; VAN SOEST et al.,

1991). Para ultrapassar o problema da remoção incompleta do amido foram desenvolvidas diversas versões com recurso à utilização de enzimas -amilases. Entre estas versões destaca-se a de ROBERTSON e VAN SOEST (1981) onde é utilizada a

-amilase do Bacillus subtilis, que apresenta estabilidade e, por isso, mantém eficácia na solução neutro-detergente a quente. Numa versão mais recente do método, proposta por JERACI e VAN SOEST (1990) e referida por VAN SOEST et al. (1991), é prevista a utilização de uma amilase termo-estável (TERMAMYL).

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