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Mod` ele A constant en 3D : iso-C et champ de vitessesvitesses

Simulations num´ eriques (Comsol)

7.2 Mod` ele A constant en 3D : iso-C et champ de vitessesvitesses

Na perspetiva de Schramm (1977, citado por Santos, 2005) os recursos didáticos podem ser classificados em quatro gerações, tendo em conta o seu desenvolvimento e a sua utilização. Os da primeira geração são, para este investigador, os “cartazes, mapas, gráficos, materiais escritos, exposições, modelos, quadros-negros” (p. 49); os da segunda geração são os “manuais, livros-textos e de exercícios, testes impressos” (p. 49); os da terceira geração são as “fotografias, diapositivos, filmes mudos e sonoros, discos, rádio, televisão” (p. 49) e, por fim, os da quarta geração a “instrução programada, laboratórios de línguas e emprego de computadores” (p. 49).

Ainda podem ser categorizados de diferentes formas. Marquès (s/d), por exemplo, divide os recursos didáticos em diversos grupos e subgrupos, como mostra a tabela 1.

Tabela 1 – Grupos e subgrupos de recursos didáticos mencionados por Marquès (s/d).

Grupos Subgrupos

Recursos convencionais

- Textos impressos (jornais, livros, documentos,…); - Placas didáticas (ardósia,…)

- Materiais manipuláveis (cartolinas, folhas,…); - Jogos (jogos de tabuleiros,…);

- Materiais de laboratório (provetas, tubo de ensaio,…).

Recursos audiovisuais

- Imagens projetadas (fotografias, slides,…); - Materiais de som / áudio (CD, cassetes, DVD,…);

- Material de audiovisual / vídeo (filmes, vídeos, programas de televisão,…).

Novas tecnologias

- Programas informáticos educativos (enciclopédia, atividades de aprendizagem, videojogos,…);

- Serviços temáticos (páginas da internet, cursos online,…); - Vídeos interativos.

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A classificação anterior, dos recursos didáticos, por grupos, realizada por Marquès (s/d) é semelhante à de Bandeira (s/d), uma vez que este categoriza-os por: i) impressos; ii) audiovisuais e iii) novas tecnologias. Esta categorização é efetuada, aos recursos didáticos, tendo em conta o seu suporte e o uso dos media. Este autor considera que os recursos impressos são o manual escolar, o caderno de atividades, os guias do professor e do aluno, os mapas, os livros, entre outros. Os recursos audiovisuais incluem os recursos de áudio, nomeadamente os diálogos, os ruídos e as músicas e, os recursos visuais como, por exemplo, as animações, imagens, simulações e atores. Por fim, os recursos novas tecnologias abarcam o CD, o CD-ROM, o DVD, a

Web, os vídeos, etc. Machado e Matos (2014) mencionam uma classificação dos

recursos didáticos muito similar à enunciada por Bandeira (s/d). Estes recursos, de acordo com Machado e Matos (2014) podem ser divididos em impressos, audiovisuais e colaborativos. Os recursos impressos, como o próprio nome indica, são recursos em papel que permitem a realização de anotações no próprio recurso e podem ser utilizados em qualquer lugar e momento, por serem fáceis de transportar. Os recursos audiovisuais são os recursos que têm sido mais utilizados no contexto educativo, possibilitando a congregação de imagens estáticas e dinâmicas com diversos tipos de som. Os recursos colaborativos surgiram da associação de computadores em rede, permitindo assim a agregação dos conteúdos dos diversos meios de comunicação social, privilegiando a interatividade e a produção colaborativa. Os fóruns, as atividades interativas, as tarefas virtuais e os textos colaborativos são exemplos dos recursos colaborativos (Machado & Matos, 2014).

Vale (2002) menciona que os recursos didáticos podem ser divididos em 3 tipos, concretos, pictoriais e abstratos ou simbólicos. Os recursos concretos, segundo a autora, permitem, que os alunos, contactem diretamente com eles. Deste modo através de um objeto é possível representar um conceito. Estes recursos ainda podem ser categorizados por recursos comuns e recursos educacionais, os primeiros são os recursos que, normalmente, utilizamos no dia-a-dia e que têm várias finalidades como, por exemplo, os feijões, as folhas e os espelhos. Os outros, os recursos educacionais, são recursos construídos com fins educativos e usados estritamente na sala de aula como, o Geoplano, o manual escolar, o Ábaco e a Mira. Os recursos que proporcionam aos alunos a observação de apresentações audiovisuais e de demonstrações realizadas pelo professor ou utilização de desenhos ou imagens em recursos concretos, como o manual escolar, são designados por recursos pictoriais. Por fim, os recursos simbólicos

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permitem que os alunos possam ouvir, ler e escrever com lápis e papel, deste modo permitem representações de um conceito através de símbolos universais.

Uma outra classificação é apresentada por Carvalho (1972, citado por Santos, 2005) que divide os recursos didáticos em 4 tipos, consoante a finalidade que têm no sistema educativo:

1) Material instrumental ou de trabalho: régua, lápis, borracha, compasso, giz, canetas, lápis de cor, pincéis, massas, tesoura, cartolina, tecido, agulha, etc.;

2) Material ilustrativo: recursos que procuram complementar a explicação do professor, aproximando a realidade do educando (cartazes, mapas, álbuns seriados, gráficos, filmes, slides, fotografias, tabelas, esquemas, fluxogramas, etc.);

3) Material experimental: materiais utilizados em laboratórios de Química, Física, Matemática, Biologia, Psicologia Experimental, etc.

4) Material informativo: recursos que divulgam fatos, ideias e conceitos, podendo substituir a exposição docente (livros didáticos e paradidáticos, jornais, revistas, dicionários, folhetos, enciclopédias, textos avulsos, etc.) (p. 64).

Os materiais de escrita, de desenho e de modelagem (plasticina e barro) são designados como material instrumental ou de trabalho; os que são utilizados para explicar, simplificar e demonstrar a realidade são assinalados como material ilustrativo; os materiais usados em qualquer laboratório são chamados de material experimental e por fim, o material informativo corresponde aos recursos que transmitem informações.

Para além destas classificações, Vilarinho (1985, citado por Santos, 2005), categoriza os recursos didáticos da seguinte forma: i) recursos auditivos como, por exemplo, discos, gravadores, fitas e rádios; ii) recursos visuais, como quadro-de-giz, álbum seriado, cartazes, murais, fotografias, gráficos, esquemas, fluxogramas (esquema de um processo), diagramas, organogramas, modelos, mapas, globos, desenhos, gravuras, pinturas, flanelógrafo (placa revestida de feltro, onde são colocadas figuras), imantógrafo (placa fina de metal, onde se coloca peças com imanes), ilustrações, maquetas e projeções móveis sem som e iii) recursos audiovisuais como, por exemplo, televisão, cinema sonoro e diapositivos.

Os recursos didáticos, na esteira de Santos (2014), podem ser classificados como recursos pedagógicos, recursos naturais e recursos audiovisuais. Os recursos

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pedagógicos são considerados os cartazes, as impressões, as revistas, o manual escolar, entre outros. Os recursos naturais são os vários elementos que compõem a Natureza, de simples obtenção e essenciais para a realização, na sala de aula, de atividades experimentais, como a água, o ar, as plantas e o fogo. A televisão, os vídeos e o datashow são alguns exemplos de recursos pedagógicos. Á semelhança desta perspetiva, Ferreira, Nogueira e Oliveira (s/d) classificam os recursos como: i) naturais; ii) pedagógicos; iii) tecnológicos e iv) culturais. Os naturais são os elementos existentes na Natureza como, por exemplo, a água e as pedras. Os pedagógicos são considerados os quadros, cartazes, gravuras e maquetes, os tecnológicos, entre outros, podem ser a televisão, o computador e o laboratório e, por fim, os culturais como o museu, a biblioteca e uma exposição.

Os recursos didáticos podem ser divididos, de acordo com os sentidos necessários para a sua utilização, em 3 categorias, os visuais, os auditivos e os audiovisuais. Os primeiros necessitam da utilização da visão como, por exemplo, os cartazes, as ilustrações e as projeções. Os auditivos fortalecem pela utilização da audição, como as gravações, os rádios e os audiovisuais utilizam dois sentidos diferentes, a visão e a audição, como o cinema e a televisão (Gonçalves & Moraes, s/d).

Podemos concluir que os recursos didáticos são classificados de diferentes formas, consoante o critério utilizado pelo autor e, por isso, não há nenhuma categorização tradicional e universalmente aceite. Estes podem categorizar os recursos tendo em conta o seu desenvolvimento e a sua utilização, a sua natureza ou a finalidade que têm no processo educativo.