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Efficient computation of the spatially-variant model

Oliver Whyte, Josef Sivic, Andrew Zisserman and Jean Ponce

4.5 Efficient computation of the spatially-variant model

À semelhança do que se verifica na medicina humana, as doenças cardiovasculares são uma das principais causas de mortalidade também em medicina veterinária, de um modo especial nas faixas etárias mais elevadas. A hipertensão arterial surge como uma das alterações mais comuns, potenciando situações patológicas como a insuficiência renal crónica ou a insuficiência cardíaca congestiva [94, 95].

As estratégias farmacológicas adotadas nestas situações têm como objetivo parar ou retardar a progressão destas doenças, bem como as consequências que provocam, como o sofrimento do animal e a mortalidade. Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (iECA) são atualmente considerados como os fármacos mais eficazes nestas patologias. Os iECA, sobretudo o enalapril, benazepril, imidapril e ramipril, surgiram na terapêutica de pequenos animais domésticos apenas em situações de hipertensão associada a insuficiência cardíaca congestiva mas, devido ao seu potencial e à previsível relação direta entre a hipertensão arterial e a lesão glomerular, começaram a ser amplamente utilizados em casos de insuficiência renal crónica. Estes fármacos apresentam significativas vantagens, uma vez que minimizam a proteinúria, limitam a hipertensão glomerular e sistémica, ajudando ainda a retardar o desenvolvimento da esclerose glomerular. O enalapril é fármaco da classe mais documentado em cães [96-98].

A amlodipina é também considerada como fármaco de primeira linha no controlo da pressão arterial em catos hipertensos, no entanto apresenta menor eficácia hipotensiva

39 em cães. Este fármaco pertencente à classe das dihidropiridinas e a sua ação terapêutica resulta bloqueio ao nível dos canais de cálcio [99].

A coadministração de fármacos anti-hipertensores é muitas vezes preferível à monoterapia, uma vez que a combinação de diferentes mecanismos de ação permite normalmente uma diminuição das doses individuais, estando associados a uma maior eficácia e um maior efeito renoprotetor [96].

Na Tabela 6 estão descritos alguns dos produtos disponíveis para dispensa em farmácia utilizados no controlo da hipertensão arterial, insuficiência cardíaca congestiva ou insuficiência renal crónica.

Tabela 6- Exemplos de produtos comercializados com ação anti-hipertensiva

F

Fáárrmmaaccoo CCllaasssseeTTeerraappêêuuttiiccaa EExxeemmppllooddeePPrroodduuttooss

Benazepril iECA Banacep (Calier)

Fortekor (Novartis)

Ramipril iECA Vasotop (MSD)

Espironolactona Antagonista da Aldosterona Prilactone (Ceva)

Associação de Benazepril e Espironolactona

iECA

Antagonista da Aldosterona Cardalis

(Ceva)

8.9. Sedativos

Muitos procedimentos veterinários podem constituir momentos dolorosos ou angustiantes para cães e gatos, para os quais a utilização de agentes tranquilizantes pode ser francamente útil na redução do stresse, potenciando o relaxamento, facilitando também a intervenção por parte do veterinário. O cuidador do animal geralmente aprecia o esforço feito para minimizar o desconforto e o medo do seu animal. Neste contexto, importa dar especial destaque à classe dos tranquilizantes, indutores de ansiólise, constituindo o tipo de fármacos mais comummente utilizados neste tipo de quadros. Como fármaco de referência desta classe temos a acepromazina, disponível em farmácia sob a forma de solução injetável [Calmivet (Vetoquinol)] ou de comprimidos [Vetranquil (Ceva)] [100].

8.10. Antieméticos

O enjoo e o vómito podem surgir nos animais de companhia por diversas razões, ocorrendo com alguma frequência quando estes têm que ser transportados em veículos (enjoo de movimento). Os seus cuidadores deverão prestar atenção a estes sinais, uma vez que geram stresse e desconforto nos animais. A prevenção dos vómitos e enjoos pode ser prevenida pela administração prévia de um antiemético tal como o citrato de

40 maropitant [Cerenia (Pfizer)]. Em caso de ocorrerem vómitos, é aconselhável instituir medidas de suporte, tais como dieta e reposição de líquidos perdidos, enquanto se tratam as causas subjacentes ao vómito. Devem ser tomadas algumas precauções especiais antes da administração destes medicamentos, uma vez que o vómito pode estar associado a situações graves, tais como a obstrução intestinal, devendo ser tomadas medidas para uma resolução destes problemas [101].

8.11. Antidepressivos

O afastamento temporário dos cuidadores, do local habitual de residência ou de outros animas, fazem parte de um conjunto de situações suscetíveis de gerar problemas comportamentais nos animais, associados a um padrão depressivo. Estes podem expressar-se, por exemplo, através de um comportamento destrutivo ou defecação e micção em casa. Existem fármacos antidepressivos como a clomipramina [Clomicalm (Novartis)], que podem ser utilizados no controlo destes quadros comportamentais. No entanto, a terapêutica farmacológica não deve ser utilizada isoladamente, mas sim como fazendo parte de uma estratégia multidisciplinar que inclua terapia comportamental, de modo a potencial a eficácia do tratamento e prevenir recidivas [102].

8.12. Conclusão

Durante o período de estágio, tive a oportunidade de verificar que os medicamentos de uso veterinário iam muito para além dos desparasitantes internos ou externos, sendo esta uma realidade da qual estava alheado. Percebi então que era uma área que deveria trabalhar, de modo a poder dar resposta aos pedidos quase diários destes produtos, para que pudesse prestar um melhor esclarecimento e aconselhamento a quem os procura, obtendo assim a satisfação e fidelização de quem nos procura.

Deste estudo, surgiu a elaboração de dois guias de medicamentos e produtos de uso veterinário, para que também os outros profissionais de saúde da farmácia pudessem tirar o maior proveito possível deste trabalho, tendo uma fonte de informação facilmente disponível, de consulta rápida e disponível a longo prazo, de modo a facilitar as respostas às questões mais frequentemente dirigidas pelos cuidadores dos animais.

Este tornou-se assim uma ferramenta útil, passando a ser utilizada em muitos casos, melhorando os conhecimentos da equipa, a forma de atendimento ao cuidador, potenciando também a saúde dos animais de companhia.

41

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9..RREEFFEERRÊÊNNCCIIAASSBBIIBBLLIIOOGGRRÁÁFFIICCAASS

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50

1

100..

AANNEEXXOOSS

80 Anexo 2 - Guia prático de medicamentos e produtos veterinários para gato.

I

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas

Relatório de Estágio Profissionalizante

Parte II

Serviços Farmacêuticos - Unidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE

Julho de 2014 a Agosto de 2014

Tiago Emanuel Carvalho da Silva

Orientador: Dr.ª Graça Maria da Silva Guerreiro Pereira

_____________________________________________

II

Declaração de Integridade

Eu, Tiago Emanuel Carvalho da Silva, abaixo assinado, nº 200902389, aluno do

Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da

Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração

deste documento.

Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo,

mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou

partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores

pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras,

tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica.

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______

III

A

AGGRRAADDEECCIIMMEENNTTOOSS

Ao terminar uma etapa como esta, única na vida, são tantos os agradecimentos a fazer, são tantas as pessoas que, de alguma forma, permitiram ou facilitaram todo o percurso feito até aqui. Assim, gostaria de expressar o meu agradecimento geral a todos os que, ao longo destes 5 anos, contribuíram para a minha formação, para o meu enriquecimento pessoal e profissional.

À Comissão de Estágios da FFUP, em especial ao meu tutor, Prof. Doutor Paulo Lobão,