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Introduction bibliographique

Partie 3 : Effets PPAR γγγγ -indépendants des TZD

II. Effets PPAR γγγγ -indépendants des TZD sur la voie pro-apoptotique

2. Effet des ligands sur l’apoptose

A quebra dos paradigmas educacionais tem introduzido novas maneiras de se ensinar, tais mudanças levaram a escolha de técnicas de ensino que possam se utilizar da subjetividade do estudante (RABELO, 2017). Neste aspecto, a adoção do Portfólio enquanto técnica de ensino deve ser analisado.

O termo portfólio deriva da palavra italiana "portafoglio", que significa pasta onde se guardam folhas soltas, sendo que esta palavra tem sua origem no verbo latino “portare” (transportar), e em “foglio” substantivo que significa pasta que contém desenhos (ZANELLATO, 2008).

Pimenta et al. (2012) afirma que o portfólio foi introduzido como técnica de ensino nos Estados Unidos na década de 1990, quando evoluiu da simples coleta do material apresentado no fólio, para a utilização de processos reflexivos por parte do aluno apresentados juntamente com o material produzido ao longo do curso permitindo assim, o aprimoramento de suas habilidades.

Essencialmente, o portfólio é descrito como uma pasta ou caderno individual onde os estudantes guardam os trabalhos selecionados por eles ao longo do curso e, que ao serem selecionados, permitem uma reflexão sobre o processo de aprendizado. Para tal, este deve um conteúdo bem diversificado, contendo entre outros rascunhos de textos, esboços de desenhos, fichas de avaliação, relatórios de reflexão, composições, colagens, fichas de leituras e análises visuais, trabalhos de pesquisa para fundamentação de conteúdos, recortes de jornal, gráficos (ZANELLATO, 2008).

Dessa maneira, o portfólio possibilita um processo de ensino-aprendizagem contínuo e permanente, ao mesmo tempo que promove a autonomia do estudante já que através dele é possível se adotar práticas de ensino que valorizem a reflexão, criatividade e consequentemente a ampliação do conhecimento (RABELO, 2017).

Outra característica da utilização do portfólio nas disciplinas de História da Arquitetura é o fato deste poder adotar de uma série de linguagens como o texto, a imagem, o desenho entre outros (RABELO, 2017), promovendo uma interdisciplinaridade através não só da leitura e escrita, mas também da construção do objeto em si.

Ao se adotar o uso do Portfólio o professor deve escolher atividades diversificadas durante o curso para potencializar o aprendizado dos objetivos desejados (VIEIRA e DE SORDI, 2012), sendo assim, o portfólio deve ser utilizado não somente como um instrumento de avaliação da aprendizagem. De acordo com Sá-Chaves (2004 apud VIEIRA e DE SORDI, 2012), o portfólio é uma técnica de ensino que permite a mediação da aprendizagem do aluno através da reconfiguração do saber, já que permite que o aprendizado seja desenvolvido de maneira progressiva e gradual. Segundo Villas Boas (2004, p.38):

O portfólio é uma coleção de suas produções (do aluno), as quais apresentam as evidências de sua aprendizagem (do aluno). É organizado por ele próprio para que ele e o professor, em conjunto, possam acompanhar seu progresso. O portfólio é um procedimento de avaliação que permite aos alunos participar da formulação dos objetivos de sua aprendizagem e avaliar seu progresso. Eles são, portanto, participantes ativos da avaliação, selecionando as melhores amostras de seu trabalho para incluí-las no portfólio.

Se por um lado a utilização do Portfólio é vantajosa por permitir ao estudante uma posição mais participativa no seu processo de ensino e aprendizagem, por outro lado, este pode ser confundido segundo Torres (2008, p.561) “com uma “coleção de trabalhos” e, por isso, torna-se fundamental uma boa preparação do professor, com leituras e reflexões para que tenha uma compreensão clara e abrangente desse processo e possa ajudar seus alunos durante o período de seleção e análise dos materiais”.

Porém, o Portfólio não pode ser considerado única e exclusivamente um apanhado dos resumos e fichamentos produzidos durante o curso (assim como pode ser visto na 10 na página 50), pois apesar destas serem técnicas válidas e muito utilizadas nas disciplinas de história da arquitetura, elas não permitem o mesmo grau de pensamento reflexivo.

De acordo com Santos (2009), os fichamentos normalmente se baseiam na transcrição direta de partes/ideias principais de textos. Nestes, a referência da obra a ser fichada deve ser colocada no cabeçalho e os trechos são transcritos de maneira literal indicando-se a página de onde foi retirada a transcrição. Já o fichamento resumo, segundo Medeiros (2009), consiste no resumo das ideias principais do texto escritas com as palavras do estudante, porém respeitando o raciocínio do autor.

Figura 10 – Caderno de resenhas de Teoria e História da Arquitetura III – Brasil Colônia e Império da aluna Paula Yaemi Uesato da UCB 2014

Fonte – Arquivo pessoal da autora

Dessa maneira, o fichamento por transcrição, não seria uma técnica de ensino que incentiva no processo reflexivo do aluno pois nele somente há a cópia do conhecimento e, para o aprendizado deve-se haver a aplicação e criação do conhecimento. Porém, este é uma ótima ferramenta na organização do conteúdo passado em aula para sua futura utilização em outras atividades, como técnicas de ensino baseadas em pesquisa ou discussão.

Quanto aos resumos, a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT para resumos NBR 6028, expõe três tipos de resumos: indicativo, informativo e resenha ou resumo crítico. Assim como nos fichamentos, estes devem ser

precedidos das referências bibliográficas. Mas diferentemente deles, o resumo não pode apresentar somente trechos da obra a ser resumida, esse deve englobar a totalidade apresentando os objetivos, metodologias, resultados e conclusões de determinado trabalho (SANTOS, ANDRÉA PEREIRA DOS, 2009).

Enquanto o resumo indicativo é breve e detalha somente os pontos principais do texto, o resumo informativo tem como objetivo aprofundar certos aspectos. Já a resenha ou resumo crítico permitem uma análise crítica da obra, pois são uma redação na qual avalia de forma sintética a importância de uma obra científica ou literária do texto resumido, porém sem que se faça uma analise crítica sobre ele (SANTOS, 2009).

Portanto, é importante que no ensino de Historia da Arquitetura se adote não somente o uso de fichamentos e resenhas, mas também os portfólios que agregam um conjunto amplo atividades como o uso de desenhos, imagens, infográficos e que permitem através do seu processo continuo de confecção um maior entendimento por parte dos alunos dos objetivos do processo de instrução se tornando então figuras ativas no processo de ensino-aprendizagem.

3.1.4. Técnicas de Ensino em História da Arquitetura - Seminários e