• Aucun résultat trouvé

Introduction bibliographique

Partie 3 : Effets PPAR γγγγ -indépendants des TZD

III. Effets PPAR γγγγ -indépendants des TZD sur le réticulum endoplasmique

4. Effet des ligands sur le réticulum endoplasmique

Visual

Técnicas de ensino voltadas exclusivamente a memorização e repetição do conhecimento tem se mostrado insuficientes no processos de ensino e aprendizagem atualmente. Isto torna necessária a inserção de estratégias de ensino que busquem novas ferramentas para a comunicação do conhecimento (BITTENCOURT, 2005).

Dentro deste contexto, há que se analisar a utilização de técnicas de ensino que privilegiem o uso de outras formas de comunicação além do dialogo tão utilizado na aula expositiva. Neste aspecto, o uso de estratégias de ensino baseadas na imagem são fundamentais. Segundo Berger (1972), o ser humano antes de se comunicar pela fala, utiliza-se da visão e, assim o sendo, a imagem representa um importante aspecto do processo cognitivo, dessa maneira, o uso de imagens (na

forma de fotografia, pintura, gravura, slides e etc) assim como o uso de vídeos podem romper o cotidiano da aula teórica estimulando a capacidade de percepção e observação dos alunos (LITZ, 2009).

Souza e Guimarães (2013) apontam que a sociedade atual utiliza constantemente a imagem, pois se vive em uma sociedade midiática em um contexto de ambiência tecnológica, isto portanto, faz com que o estudante esteja familiarizado com os recursos audiovisuais.

Técnicas de ensino baseadas no uso de imagens tem sido um dos recursos pedagógicos mais eficazes no ensino de História da Arquitetura, podendo ser utilizados documentário, cinema, pintura, fotografia, mapa, e etc.

É comum nas disciplinas de História da Arquitetura e Urbanismo o uso de imagens como material de apoio às aulas, porém antes da utilização destes, é necessário que se entenda de que maneira o uso da imagem afeta a aquisição do conhecimento histórico. Segundo Shaft (1987, p. 105 apud LITZ, 2009):

No conhecimento histórico, o sujeito e o objeto constituem uma totalidade orgânica, agindo um sobre o outro e vice-versa; a relação cognitiva nunca é passiva, contemplativa, mas ativa por causa do sujeito que conhece; o conhecimento e o comprometimento do historiador estão sempre socialmente condicionados (...).

Dessa maneira, é importante não somente apresentar imagens aos alunos, mas fazê-los analisar as imagens para que através destas criem-se relações com o conteúdo teórico estudado através do método dialético de Lefebvre (1901-1991, filósofo marxista e sociólogo francês), no qual há que se decompor os elementos do objeto de estudo para que posteriormente este possa ser entendido em seu todo (BITTENCOURT, 2008), resultando em um conhecimento mais elaborado e não baseado no senso comum de acordo com Litz (2009).

É através do uso de imagens que os alunos podem perceber sobre o contexto social, temporal e espacial no qual determinada imagem foi produzida, uma vez que segundo Burke (2004) as imagens são as extensões do contexto social nos quais foram produzidas, e sendo assim, permitiriam, no caso da analise das imagens arquitetônicas, a interpretação não somente da forma do objeto estudado, mas também do contexto no qual foi produzido. Os objetos de estudo devem ser

escolhidos com base nas relações entre a imagem (edifício) estabelece com o contexto histórico. Permitindo, segundo Litz (2009), que a leitura destas imagens seja feita de acordo com:

1. Informações sobre a procedência – a data e local de confecção, assim como a autoria podem dar informações valiosas sobre o contexto e estilo da obra;

2. A finalidade daquela obra – permite analisar o contexto da confecção, no caso arquitetônico permite o entendimento da tipologia do objeto; 3. Tema – auxilia no entendimento do tempo histórico;

4. Estrutura formal – possibilita o entendimento do estilo;

5. Simbolismo – se existem simbolismos na obra e se estes se articulam com o contexto histórico.

Portanto, é a partir da leitura de imagens que o estudante adquire uma série conhecimento através da decomposição destas em seus contextos histórico, político e social permitindo assim o entendimento da história

Guimarães (2010) afirma que o filme também pode ser considerado uma fonte histórica e, portanto, através de sua análise seria possível compreender tanto a realidade mostrada no filme quanto as representações de realidade a qual o filme faz referência e, neste sentido, podem ser utilizados para problematizar o ensino de história (PEREIRA, 2011)

Pereira (2011), afirma que muito além de ilustrar as disciplinas de História, a utilização de recursos audiovisuais em sala de aula permitem a “visitação” dos cenários dos acontecimentos históricos tornando as aulas mais produtivas e dinâmicas. Este fator é muito relevante se tratando das aulas de História da Arquitetura e Urbanismo, pois nem sempre é possível o aluno conhecer os espaços e edifícios ( ou muitas vezes os edifícios já não se encontram em seu estado original).

Assim sendo, o uso de recursos audiovisuais como o filme no espaço da sala de aula é uma importante técnica de ensino pois possibilita a problematização do conteúdo se transformando em um importante subsídio para a formação da consciência histórica, que se dá pela compreensão e uso do conhecimento Histórico.

Isto se dá em virtude do estabelecimento de relações entre os conceitos teóricos e o uso das imagens audiovisuais (SOUZA e GUIMARÃES, 2013).

Porém, apesar dos recursos audiovisuais em especial aos filmes não serem novos15, o seu uso nas disciplinas de história, em especial História da Arquitetura não é tão popularizado. Segundo Souza e Guimarães (2013), a maioria dos professores prefere utilizar como técnica de ensino a aula expositiva, pois muitas vezes não há condições de infraestrutura para a execução destes, ou existe o despreparo docente para a utilização da técnica. Contudo, Pereira afirma:

As narrativas cinematográficas constituem em fontes corriqueiras de apreensão dos conhecimentos históricos e por esse motivo se transformam em importantes subsídios para consciência histórica de quem assiste, seja dentro ou fora da sala de aula. (PEREIRA, 2012, p.01).

Neste aspecto, o uso dos recursos audiovisuais auxilia na compreensão do conteúdo das disciplinas de história da arquitetura desenvolvendo um ensino não voltado a memorização (SOUZA e GUIMARÃES, 2013).

Para a utilização correta desta técnica de ensino, Pereira (2011,p.09) alerta que: 1. Primeiramente identificar o conhecimento prévio dos alunos

sobre o tema a ser trabalhado;

2. A visualização do filme e posterior análise balizada por roteiro desenvolvido pelo professor;

3. A pesquisa sobre o período enfocado pelo filme, incluindo o contexto no qual foi feito;

15 Os primeiros registros dos quais se tem notícia sobre o reconhecimento do filme como documento histórico não partiram de historiadores. Em 1898, no texto “une nouvelle source de l’histoire” o câmera polonês Boleslas Matuszewski, que trabalhou com os irmãos Lumiére, não só reconheceu a importância do filme enquanto documento histórico como destacou sua relevância no ensino, demosntrando ainda preocupação com a criação de depósitos de guarda para este material. (KORNIS, 2008, p.16)

4. Por fim, um cruzamento entre a leitura das imagens e o estudo do período enfocado.

Este último item, segundo Souza e Guimarães possibilitará o “link” com as outras técnicas de ensino da escolha do professor, para tratar com conceitos históricos importantes.

Bittencourt (2005), em sua pesquisa sobre a utilização de filmes em sala de aula16 afirma que há duas maneiras diferentes de se utilizar a técnica de ensino, enquanto alguns professores acreditam que seja necessário a contextualização do conteúdo do vídeo para seu melhor aproveitamento na disciplina, outros acreditam que o estudante deve desenvolver sua própria percepção sobre o conteúdo apresentado, nesta última busca-se uma maior criticidade do aluno.

Portanto, a utilização de recursos audiovisuais assim como filmes traz o ensino de História da Arquitetura mais próximo aos estudantes, já que estes vivem em um mundo altamente conectado e midiático. Ao se incorporar o audiovisual ao ensino o docente proporciona os subsídios necessários ao aprendizado sem se basear na memorização, reforçando o aprendizado histórico e a consciência histórica.

3.2. Considerações sobre a Aplicação das Técnicas de Ensino em