2.1 La fécule de maïs : un pouvoir épaississant très particulier
2.2.3 Dispersion de particules de Laponite dans une solution de PEO
Consoante os autores, as condições e os objetivos, um cluster é definido de diferentes modos e formas. Para além do clássico cluster industrial, podemos considerar outros tipos de cluster, sendo os mais utilizados: setorial, local, regional, nacional, microcluster, mesocluster, megacluster (hypercluster), “Ciber-Cluster”, de serviços, etc. O conceito de cluster empresarial aplicado a uma unidade territorial, proposta por autores como Porter (1985), foi largamente aceite. Todavia, existem outras dimensões para compreender a competitividade das empresas, da região ou do país, num contexto de gestão designado por “escola do posicionamento” (Mintzberg, Ahlstrand e Lampel (1998)) ou em perspetivas baseadas nos recursos (resource-based view - Penrose (1949), Wernerfelt (1984), Barney (1991). Outras abordagens, baseadas principalmente no trabalho de Joseph Schumpeter (1942), são a evolucionista defendida por Nelson e Winter (1982) e a das potencialidades dinâmicas defendida por Prahalad e Hamel (1990).
Relacionamento com os Clientes (Intra-Empresas do Cluster) Estratégias Competitivas Natureza da Procura Estratégias cooperativas (Inter-Empresas e Intra- Empresas do Cluster) Massa Crítica
organizacionais da empresa, num contexto de um ambiente em mudança e na procura de novas potencialidades. Noutra perspetiva Amartya Sen (1999) defende um retorno aos autores clássicos de modo a enriquecer a teoria económica e enfatiza o papel das potencialidades humanas (human capabilities) como meio para atingir o desenvolvimento.
Dada a divergência conceitual quanto ao termo cluster, o primeiro passo consiste no processo de identificação dessas aglomerações. Nesse sentido são consideradas duas abordagens para a análise de clusters:
Bottom-up (de baixo para cima) - o cluster é formado a partir das empresas e das suas redes de interação, aproveita um processo de agregação técnica que conduz à consolidação de arranjos inter-organizacionais;
Top-Down (de cima para baixo) - o cluster é formado a partir de tendências regionais ou locais, onde interagem os agentes, pelo que a sua formação depende do estímulo institucional ou governamental como meio de provisão de externalidades produtivas e tecnológicas.
Atualmente, com o funcionamento da economia assente em base digital é possível aproveitar novas dimensões de mercados, alargando a uma dinâmica transnacional e deslocalizada de atividades conexas, permitindo a criação de cadeias de valores “virtuais”, onde podem participar diversos clusters interligados por intermédio de parcerias estratégicas, conduzindo a uma fácil propagação do conhecimento e de atividades de inovação. No sentido de criar vantagens competitivas capazes de afirmar as especificidades de um país, região ou setor, os cluster podem ser classificados em:
Cluster Tradicional - onde se observa a tradição e o know-how com ligação às condições naturais de base;
Cluster Emergente - onde se observa um conjunto emergente de competências, ligadas às condições tecnológicas, de ensino, investigação e formação.
No programa integrado de apoio à inovação (PROINOV), sobre “Clusters e Política de Inovação” (2002), partindo da definição de carácter geral de cluster da OCDE, consideram-se as seguintes quatro tipologias, que permitem prosseguir objetivos diferentes, em termos de políticas de inovação:
Micro Cluster ou Cluster Local - é um conjunto geograficamente próximo de empresas interrelacionadas e de instituições associadas, atuando num campo particular de atividade, no mesmo setor ou eventualmente no mesmo segmento de um setor, ligadas por elementos comuns e por complementaridades. Essas empresas simultaneamente concorrem entre si no mercado dos produtos (ou serviços), também
são capazes de cooperar entre si, e, ao fazerem-no, aumentam a competitividade do conjunto;
Cluster Industrial (utilizando a noção mais abrangente de indústria na literatura anglo- saxónica) - é um conjunto de empresas inter-relacionadas de fornecedores especializados, de prestadores de serviços, de empresas pertencentes a indústrias relacionadas e de instituições associadas (desde universidades a centros de certificação de qualidade e a associações comerciais) que desenvolvem a sua atividade em campos diferentes, recorrendo a tecnologias distintas mas complementares, e que pela inovação que umas geram se concretizam em vantagens para as outras, beneficiando todas da melhoria da competitividade das partes;
Cluster Regional – é no essencial um cluster industrial cujas articulações principais funcionam no interior de um dado espaço regional (subnacional), podendo essas articulações repetir-se total ou parcialmente noutras regiões do mesmo País. A este nível são mais pertinentes os efeitos de proximidade geográfica sobre a dinâmica da interação entre atores e os seus efeitos ao nível da competitividade e da inovação do conjunto;
Mega Cluster - é um conjunto de atividades distintas, mas cujos bens ou serviços satisfazem a procura de uma mesma grande área funcional da procura final, recorrendo a competências básicas complementares. Podem explorar vantagens de interligação e articulação em rede, entre si e com outras entidades, nomeadamente as que permitem a acumulação do “capital imaterial” para o conjunto das empresas.
Qualquer destes tipos de clusters está focalizado na existência de externalidades que intersetam várias indústrias e atividades. Estas externalidades podem revestir a forma de acesso facilitado a grupos de trabalhadores qualificados, a relações com fornecedores e com empresas em indústrias relacionadas ou ao acesso a instituições ligadas à ciência e à tecnologia, cada vez mais importantes para a competição no mundo cada vez mais global.
Os governos nacionais devem privilegiar a análise dos megaclusters, de modo a apurar as tendências da procura mundial. Deverão ainda promover e estimular os restantes clusters, quer sejam tradicionais ou emergentes, no sentido de serem criadas vantagens competitivas, capazes de afirmar as especificidades de cada país.
Sintetizando e observando Roelandt et al. (2000) podem-se caraterizar os clusters em três grupos, consoante a sua dimensão, como se representa na Tabela 5.
Nível de análise Conceito de cluster Foco de análise Nível nacional (macro) Conexões de grupo de indústrias na economia como um todo
* Padrões de especialização de uma economia nacional/regional.
* Necessidade de inovação e atualização de produtos e processos em mega clusters. * Identificar a posição do país, região ou setor
no conjunto de atividades que materializam uma dada área funcional, facilitando o diálogo entre os atores empresariais, o estado, as universidades e institutos tecnológicos sobre eventuais concentrações de esforços.
Nível de indústria (médio)
Conexões inter e intra- indústria nos diferentes estágios da cadeia de produção de produtos finais similares
* SWOT e análise de benchmark de indústrias. * Exploração de necessidades de inovação. * Identificar as oportunidades de especialização,
diversificação, expansão e densificação de atividades e complementaridades no interior do cluster.
* Identificar atividades emergentes que possam ter vantagem na “clusterização”.
Nível de empresa (micro) Fornecedores especializados ao redor de um ou mais negócios centrais (conexões inter-firmas)
* Desenvolvimento de estratégias de negócios. * Análise e gestão da cadeia de valor.
* Desenvolvimento de projetos de inovação colaborativos.
* Identificar as necessidades de inovação que permitam manter-se competitivo no seu atual perfil de produtos e /ou iniciar uma exploração de atividades conexas assente nas
competências básicas existentes.
Tabela 5: Análise e conceito de clusters
A publicação “Competitive Regional Clusters: National Policy Approaches” (2007) da OCDE refere que os mais recentes programas de cluster de especialização regional nasceram de políticas científicas e tecnológicas. Os mesmos promovem a colaboração na pesquisa e desenvolvimento, para apoiar o crescimento dos setores de tecnologia mais promissores, nas regiões onde esses setores estão concentrados. Embora, em teoria, sejam espacialmente neutras, na prática, tais políticas, muitas vezes, concentram-se em áreas geográficas específicas onde são agrupadas as instituições-chave, os pesquisadores e as empresas. As políticas industriais com programas de cluster tendem a se concentrar nos motores do crescimento nacional e regional e a focalizar as necessidades das pequenas e médias empresas. Com o tempo, essas políticas geralmente transitam para uma abordagem mais ampla, em termos de polos de competitividade e tecnologia, ganhando cada vez mais ênfase a inovação. A Tabela 6 descreve essas tendências políticas de apoio a clusters e a sistemas regionais de inovação.
Políticas Correntes
Velha
Aproximação Nova Aproximação Foco do Programa do Cluster
Políticas regionais Redistribuição favorecendo as regiões mais desfavorecidas. Construir regiões competitivas, trazendo novos atores e recursos locais em conjunto
* Incluem muitas vezes as regiões mais atrasadas;
* Concentra-se em pequenas empresas, em oposição a grandes empresas; * Ampla abordagem de objetivos para o
setor e inovação;
* Ênfase na atuação dos atores.
Políticas científicas e tecnológicas Financiamento do individual, projetos setoriais únicos em investigação básica. Financiamento de investigação colaborativa, envolvendo redes com a indústria e ligações com a comercialização
* Normalmente o foco na alta tecnologia;
* Vantagens mútuas nos impactos espaciais e na investigação e desenvolvimento;
* Promove a colaboração em I & D como instrumento de apoio à comercialização;
* Incluir as grandes e pequenas empresas (muitas vezes spin-off e
start up). Políticas industriais e empresariais Atribuição de subsídios às empresas em destaque Apoio às necessidades comuns de grupos de empresas e a absorção de tecnologia (especialmente nas PME).
Os programas muitas vezes adotam uma das seguintes abordagens:
* Ter como meta o crescimento nacional;
* Apoiar as indústrias em transição; * Ajudar as pequenas empresas a
superar obstáculos para absorção de tecnologia e de crescimento; * Criar vantagens competitivas para
atrair investimento estrangeiro e entrar nas exportações.
Tabela 6: Tendências políticas de apoio a clusters e sistemas regionais de inovação.