Résumé : Structure d'un programme Python type
Chapitre 10 : Approfondir les structures de données
10.4 Les dictionnaires
Atualmente é reconhecido à escola pública o papel de ensinar e aprender os conteúdos que se consideram importantes à formação dos cidadãos (Rebelo, 2009), com este reconhecimento a escola pretende garantir que o ensino e a aprendizagem sejam promotores da equidade, através da diminuição das desigualdades escolares.
No sentido de melhorar a qualidade das aprendizagens e a rentabilização da eficiência na gestão dos recursos educativos (Rebelo, 2009; Rodrigues, 2010), caminha-se no sentido de alcançar o sucesso educativo de todos os alunos e a redução do abandono escolar, (Rodrigues, 2010). Para tornar isto possível é necessário que os alunos e as suas famílias sejam presenças vivas da escola e valorizem o estudo, através do reconhecimento dado à
importância da aquisição do saber e do conhecimento, como qualificação pessoal e profissional (Rodrigues, 2010).
Algumas das medidas de política educativa incrementadas a partir da legislatura de 2005 muito contribuíram para que as famílias dos alunos oriundos de meios sociais mais problemáticos valorizassem a escola (Capucha, Albuquerque, Rodrigues, & Estevão, 2009), nomeadamente quando tiveram oportunidade de qualificação ao frequentar a Iniciativa Novas Oportunidades, consequência da desistência escolar em favor de uma inserção precoce no mercado do trabalho (Rosa, 2004).
A relação entre a escola e as famílias melhorou mas é ainda, preciso estabelecer uma
relação mais construtiva entre as escolas e as famílias, aumentando laços de coesão e de entreajuda (Abrantes, 2011). Principalmente, junto das famílias mais desfavorecidas
economicamente, onde o risco de ocorrência de insucesso e abandono escolar continua a ser maior.
Consideramos oportuno incluir neste raciocínio algumas das medidas de política educativa implementadas nos contextos de exclusão, para se perceber a dimensão da problemática em análise. Nesse sentido, vamos referir algumas medidas incrementadas para atingir o sucesso escolar, causado pela desigualdade social, nomeadamente a criação de medidas de recuperação e acompanhamento dos alunos e a discriminação positiva das escolas.
Medidas implementadas, entre 2005 e 2009, ajudaram a reduzir as taxas de insucesso escolar e traduziram-se pela melhoria da qualidade das aprendizagens, ao adotar planos de ação que passaram pela implementação de Cursos de Educação e Formação (CEF), de currículos alternativos ou de planos de recuperação.
O relançamento dos territórios educativos de intervenção prioritária foi outra das medidas lançadas, com o objetivo de promover o sucesso educativo dos alunos provenientes de territórios sociais e familiares mais problemáticos, suscetíveis de provocar a retenção e o abandono, são, ainda, contextos onde a violência e a indisciplina mais se manifestam. Esta aposta afirma-se no aperfeiçoamento dos resultados escolares para alunos e escolas, dando o Estado, a estas, maior autonomia para minimizar as necessidades decorrentes dos contextos de exclusão.
Na análise a estes contextos (de exclusão) deve-se ter em consideração que esta variável não tem que agravar os problemas do meio escolar, deve pelo contrário, permitir à escola olhar para os fenómenos de natureza social (Canário, 2004), como aconteceu com o relançamento dos TEIP e tentar ajudar à sua integração, social e educativa, com vista a alcançar a equidade, de todos, no acesso e na frequência do percurso escolar.
O alargamento da escolaridade obrigatória e a batalha contra a saída precoce da escola sem diploma permitiu elencar um conjunto de consequências sociais resultantes de novas dinâmicas sociais, nomeadamente ao nível da empregabilidade.
Quando se olha para a sociedade do trabalho percebe-se a importância do diploma ao certificar as competências aprendidas na escola. De facto, a grande diferença encontra-se entre os que estão “incluídos”, no mercado de trabalho, com rendimentos e níveis de consumo elevado e os “excluídos”, do mercado de trabalho, que vivem da precariedade e a quem os fracos recursos obriga a depender das ajudas sociais e a viver em contextos residenciais mais degradados, caraterizados pela pobreza e pela criminalidade (Canário, 2005).
A preocupação em melhorar os resultados escolares, de todos os alunos, e a necessidade de implementar novas medidas de política educativa, surge a partir da reflexão efetuada aos resultados publicados pela OCDE. Efetivamente, os resultados, permitem medir os resultados obtidos pelos alunos e identificar, sempre de forma comparativa, os fatores que contribuem para melhorar o sucesso das práticas educativas, das práticas pedagógicas e a organização das escolas (Rodrigues, 2010).
Neste sentido, e, pelo que temos vindo a refletir a família assume um papel importante na concretização do sucesso educativo e a sua participação deve, antes de mais, fazer-se como um direito de cidadania (Almeida, 2005), só depois como um acompanhamento do percurso escolar dos seus filhos. A forma como cada família investe na educação escolar dos filhos é diferente, pais conscientes de que a educação é parental e da sua responsabilidade, não da escola, a esta cabe a educação escolar, desenham projetos educativos para os seus filhos ou a partir de certa idade os próprios o desenham e neste sentido são pais que percebem o papel cooperador do Estado na educação, dos filhos, a quem cabe participar com a educação escolar, como atrás referimos (Miranda, 2005).
Neste contexto verificam-se situações distintas, existem famílias que privilegiam a escolha da escola, da turma e quando possível dos colegas de turma dos filhos, em prol do sucesso escolar, ao mesmo tempo são estas que o condicionam, pela duração e pela qualidade das aprendizagens, que exigem para os seus filhos. Ainda nesta linha de abordagem se verifica que existem famílias, onde peso cultural e a categoria social se distanciam, dos contextos sociais mais favorecidos, que trazem para a escola problemas sociais, nomeadamente a fraca escolarização e empregabilidade parental estabelecendo-se diferenças significativas, entre as classes sociais, com repercussões na valorização atribuída à escola (Abrantes, 2003) e contribuindo de forma desigual para alcançar o sucesso escolar tendo em conta os meios sociais de origem (Almeida, 2005).
Os jovens cujas famílias de origem lhes permite o acesso a uma cultura erudita mais próxima da escola tendem a aspirações altas no prosseguimento dos seus estudos, os jovens que encontram na rua um prolongamento da sua casa (Sebastião, 1996), convivendo de perto com a marginalidade e o crime, tendem a afastar-se do objetivo principal do sistema educativo que é alcançar o sucesso educativo de todos os alunos (Abrantes, 2003), abandonando a escola. Um parêntesis para dizer que só faz sentido, falar em abandono escolar, quando nos referimos a jovens que deveriam, por imperativo legal, estar na escola e não estão (Rosa, 2004), pelas razões que aqui vamos explanando.
A escola ao considerar esta multiplicidade de fatores culturais, económicos e sociais, presentes nos sistemas familiares, não pode utilizar linguagens que se desajustem desta realidade permitindo realçar os aspetos positivos dos alunos em detrimento do insucesso, (Morgado, 2005), e, não poderá permitir a seletividade social que se pode vir a traduzir numa ghettização do campo escolar (Almeida, 2005), contribuindo para as desigualdades sociais e escolares.
Uma das consequências sociais imediatas do insucesso escolar ou da saída precoce da escola, sem qualificações reconhecidas, é a precariedade da empregabilidade e a dificuldade em entrar no mercado de trabalho (Psacharopoulos, 2007; Trust, 2007). Neste sentido as ligações que se estabelecem entre o desemprego jovem, a criminalidade e o insucesso escolar são notórias e agravam a exclusão social dos jovens (Trust, 2007).
Para colmatar esta realidade social a intervenção deve fazer-se junto dos jovens oriundos das famílias economicamente desfavorecidas, onde a probabilidade de ocorrência do insucesso escolar é maior. Sabe-se que este afeta negativamente a saúde mental dos jovens os condiciona no acesso à empregabilidade e aumenta a probabilidade de entrar no mundo da criminalidade deve a escola através da educação escolar promover a valorização da educação, mantendo os jovens na escola para se qualificarem (Psacharopoulos, 2007; Trust, 2007) e perceberem que é a escola que legítima o trabalho.
Uma melhor educação escolar beneficia a sociedade no seu todo.
Por um lado abre a porta da empregabilidade aos jovens, proporcionando melhores salários e um resultante impacto positivo na produtividade e no crescimento económico do país, conseguindo-se uma diminuição da criminalidade o que favorece a segurança das pessoas, e um aumento da coesão social (Psacharopoulos, 2007).
Encorajar os jovens para continuar a estudar beneficia não só a geração atual como as gerações futuras, ajudando a quebrar o ciclo do insucesso escolar, (Psacharopoulos, 2007). Este desafio com vista a alcançar o sucesso educativo e a saída precoce do ensino, deve passar pelo reconhecimento que as famílias devem atribuir ao papel da educação escolar, assumindo de forma inequívoca que aprender, compensa a todos os níveis, seja ele económico, social, cultural ou pessoal (Rodrigues, 2011).
Neste sentido caminhamos para tornar a escola um espaço de desenvolvimento da igualdade de oportunidades no acesso à educação e aos recursos educativos, onde os jovens passam cada vez mais tempo e mais tempo na escola, tem de ser mais tempo com sucesso, (Rosa, 2004).