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D evelopment agency for the Vilaine River basin (IAV)

A verdadeira caracterização do sistema, como um conjunto de entidades dinamicamente relacionadas, ocorre por ocasião de sua informatização, tanto em equipamento de grande porte, quanto em pequeno porte.

Para os autores, Laudon e Laudon (1999), as empresas têm alguns sistemas especializados, e cada área desenvolve o seu sistema específico como, temos os sistemas de processamentos de transações (SPT), temos ainda os sistemas de informações gerenciais (SIG), sistemas de suporte à decisão (SSD) e sistemas de suporte executivo (SSE).

Para ilustrar a posição adotada pelo estado tomamos o quadro abaixo de Laudon e Laudon (1999) onde fornece uma visão integrada dos sistemas de informações, classificando-os de acordo com o problema organizacional em sistemas de nível estratégico, táticos, de conhecimento e operacionais.

Figura 6:Visão integrada do papel dos sistemas de informação dentro de uma organização

Fonte: Adaptado de Laudon e Laudon (1999)

Os sistemas corporativos são desenvolvidos para atender a administração estadual como um todo, na gestão de sua estrutura, tendo o CIASC, como fonte de produção e controle dos sistemas utilizados. No entanto, existem sistemas que, mesmo servindo às diferentes áreas funcionais, envolvem a integração dessas áreas, servindo a processos que abrangem mais de uma área.

Os sistemas estratégicos são aqueles que integram as áreas estratégicas do governo que se destinam a atender áreas como a Segurança Pública e a Justiça e Cidadania. Esses sistemas são de grandes dimensões, como os corporativos e desenvolvidos em equipamentos de grande porte e gerenciados pelo CIASC. Níveis organizacionais distintos necessitam de diferentes tipos de informação, por lidarem com questões, problemas e processos de decisão distintos.

Os sistemas específicos são aqueles que se destinam a atender, basicamente, ao referente a um setor, por possuírem características especificas que só interessam ao órgão pelas suas peculiaridades.

A classificação dos sistemas de informação quanto ao nível organizacional levou à definição de tipos genéricos e diferentes de sistemas, cada um dos quais com características peculiares, focando um determinado nível organizacional e conseqüentemente fornecendo suporte a tipos de decisões distintos. Como já apresentado anteriormente, os tipos de sistemas mais citados na literatura são: sistemas de processamento de transações (SPT), sistemas de informações gerenciais (SIG), sistemas de suporte/apoio à decisão (SSD ou SAD) e sistemas de suporte executivo ou sistema de informações executivas (SSE ou SIE).

Segundo João (2012), o sistema de processamento de Transações (SPT), é um sistema básico que tem a função de responder a perguntas rotineiras para o bom andamento do nível operacional, sua existência é essencial para o funcionamento da empresa.

Considera Caiçara Junior (2012), o SPT, o mais antigo sistema usado pelas organizações, e são indispensáveis para o sucesso de qualquer empresa.

Para Tuban, McLean e Wetherbe (2004, p.69 apud Caiçara Junior (2012, p 76) “o sistema de processamento de transação é a espinha dorsal dos sistemas de informação de uma empresa. Ele monitora, coleta, armazena, processa e dissemina a informação para todas as transações rotineira da empresa”.

Assim interpreta João (2012), quanto aos sistemas de informações gerenciais (SIG) proporcionam relatórios sumários sobre o desempenho da organização, sendo utilizados para monitorar e controlar a empresa e prever o desempenho futuro.

Segundo Stari ( 2004, p.208, apud Caiçara Junior 2012, p 78) “A finalidade principal de um SIG é ajudar a organização a atingir suas metas, fornecendo ao administradores uma visão das operações regulares da empresa, de modo que possam controlar, organizar e planejar mais eficaz e eficientemente”

Para os sistemas de suporte à decisão (SSD) João (2012), os considera interativos voltados à solução de problemas únicos, com possibilidades de busca a fontes externas.

Para Caiçara Junior (2012), o SSD, tem a função de dar suporte à decisão, ao usar meios de simulação ou análises de situações.

Os sistemas de suporte executivo (SSE) conforme João (2012), normalmente oferece suporte à função de planejamento estratégico da

organização, caracterizado pelo cronograma de longo prazo. O SSE envolve questões em aberto consideradas não estruturadas, e decisões de eventos futuros imprevisíveis. Costuma requerer um amplo volume de informações do ambiente externo.

Em Caiçara Junior (2012), temos no SSE uma grande novidade, pois deve ser desenvolvido para o usuário final, onde vai atender as necessidades daquele executivo especifico.

Informações externas e decisões não-estruturadas. Os sistemas de informações gerenciais (SIG) e sistemas de suporte à decisão (SSD) relacionam-se com: planejamento diário/mensal/anual, cronograma de curto prazo, informações internas, decisões estruturadas e ou semi- estruturadas. O SSE atende o nível da alta administração ou o nível executivo e os SIGs e os SSDs atendem os gerentes dos níveis médios e inferiores.

Partindo desta posição apresentada, quanto à forma que se apresenta dentro da literatura, os tipos de sistemas disponíveis, para auxiliar as tomadas de decisões, dentro de uma empresa e quanto a posição adotado no Estado de SC, para os sistemas de informação a serem utilizados, apresentaremos no próximo capitulo, as TICs utilizadas pela PMSC.

3 TIC UTILISADAS PELA PMSC

Antes de descrevermos as TICs utilizadas pela PMSC, se faz necessário uma visita ao Plano Estratégico da PMSC 2005-2020, e Plano de Comando apresentado em 2011.

Em Junho de 2005, pela Portaria nº 020/PMSC de 11/01/2006, foi aprovado o Plano Estratégico, o então comandante Geral Bruno Knihs, tinha o objetivo segundo suas próprias palavras de “buscar manter a instituição viva dentro do período em que se passa de grandes transformações no âmbito econômico-social, tecnológico e política”.

Como o próprio documento cita “As Policias Militares do Brasil são organizações estatais de direito público, com seus objetivos definidos em lei, que se constituem na razão de ser. Esses objetivos são as suas finalidades e competências, expressas na legislação específica e na legislação peculiar”, e concluísse que a PMSC é um órgão da administração do estado, sendo uma instituição prestadora de serviços na área de segurança pública.

Após definir as metas a serem buscadas como ação do plano apresentado, passou-se a definir seus fundamentos estratégicos em que se definiu como negócio da PMSC.

“EXECUTAR AÇÕES DE POLÍCIA ONSTENSIVA, tendo os valores da PMSC sendo ATUAÇÃO COM ÉTICA, RESPONSABILIDAE

SOCIAL, COMPROMETIMENTO,

HIERARQUIA, DISCIPLINA, RESPEITO AOS DIREITOS HUMANOS E AO MEIO AMBIENTE e MELHORIA CONTÍNUA”. A missão assim se definiu para a instituição.

“PROPORCIONAR SEGURANÇA AO CIDADÃO, PRESERVANDO A ORDEM PÚBLICA ATRAVÉS DE AÇÕES DE POLÍCIA OSTENSIVA, DE FORMA INTEGRADA COM A SOCIEDADE, VISANDO O EXERCÍCIO PLENO DA CIDADANIA, e sua visão de futuro SER RECONHECIDA PELA SOCIEDADE COMO INSTITUIÇÃO DE EXCELÊNCIA NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA”.

Neste Plano Estratégico, foi apresentada algumas Diretrizes, onde se definiu a importância na prática interna da instituição, traçando assim suas estratégicas quanto a sua função pública, e que tal planejamento é

um processo continuo e permanente que considera os pontos fortes e fracos da organização.

Para o desenvolvimento deste trabalho, a Diretriz nº 8, se mostra a mais adequada, pois, trata do usa das tecnologias, e assim são as ações previstas, “promover a inovação e modernização tecnológica da Policia Militar”, e algumas das propostas são, “Realizar o mapeamento dos sistemas e informação existentes”, Projetar a integração dos sistemas de informação existentes”, “implantar banco de dados adequado à arquitetura Data Ware House”, “Desenvolver novos sistemas de informação” e “Desenvolver o novo aplicativo de registro de atendimento e despacho de ações policiais (emergência 190)”.

Entendemos que foi um avanço tal Plano Estratégico para a PMSC, pois se tem um arcabouço de ações e definições para realizar sua missão, e como se extrai do Curso Planejamento Estratégico, SENASP/MJ (2009, p.2).

“Para que no enfrentamento diário contra os sinistros e desastres, contra a violência e o crime, haja resultados positivos, há que estar atento a essas mudanças. Para atender com excelência à sociedade, o cliente, é preciso enteder a razão da existência das corporações, saber claramente como realizar as missões e, vital, posicionar-se quanto ao futuro”.

Segundo a divisão contida dentro da estrutura da PMSC, está possui órgãos de direção, de apoio e de execução.

Aos órgãos de direção, cabe o processo de gestão da instituição, objetivando a implantação das políticas necessária para a realização de sua função no âmbito da segurança pública, aos órgãos de apoio fica o encargo das atividades nas áreas de Logística, Finanças, Instrução, Ensino, Saúde, Promoção Social e outros.

Para um melhor entendimento, abaixo, se apresentada à estrutura de planejamento na PMSC apresentado em Carli (2012, p. 31).

Figura 7: Estrutura de Planejamento PMSC, 3ª Seção do Estado Maior da PMSC, 2012.

Fonte: Carli, 2012, pg. 31.

Em 2011 o então Comandante Geral da PMSC, Nazareno Marcineiro, apresentou aos órgãos diretivos, setoriais e executores, seu Plano de Comando, que nortearia sua gestão.

Segundo suas palavras, segurança pública é uma das principais preocupações dos catarinenses, e isto exige mais dos organismos de segurança, obrigando-os a adoção de medidas que apresentem resultados. E que embora os esforços realizados, para resultados mais efetivos na segurança pública, isto não ocorre da maneira esperada no campo da ordem pública, ocorrendo à insatisfação da sociedade.

E para o Comandante Geral (Plano de Comando, 2011, p.9) Assim e neste contexto que se insere o presente plano de comando. Um documento que resgata valores e princípios fundamentais à consecução de nossa missão, que enaltece e dissemina boas práticas de preservação da ordem pública, reconhece e prioriza a melhoria das condições pessoais e de trabalho dos policiais militares, e busca os avanços institucionais necessários para sustentação das mudanças que serão perpetradas. Abaixo temos a síntese das propostas contidas no Plano de Comando (2011, p. 20).

Tanto os cinco atributos que compõem a nossa VISÃO (ser uma Instituição legítima, efetiva, com serviços de excelência, confiável nas crises e promotora dos direitos humanos) quanto às cinco preocupações que constituem os nosso VALORES institucionais (conservadores com as tradições, criativos com as ações, criteriosos com os recursos, focados na missão e intransigentes com a ilegalidade) permitirão a otimização de nossos PROCESSO INTERNOS, o fortalecimento e valorização de nosso CAPITAL HUMANO E ORGANIZACIONAL, e a consolidação de fluxos FINANCEIROS sustentáveis e compatíveis com as necessidades atuais e futuras da Corporação, considerando a visão de futuro.

Segundo se extrai do Plano de Comando, a metodologia selecionada para a construção do mesmo foi a de Multicritério de Apoio à Decisão – Construtivista (MCDA-C), tendo em vista que os processos sociais, como o contexto em que está inserida a segurança pública, envolvem pessoas, valores e suas percepções, ou seja, são situações consideradas complexas por abarcarem múltiplos e conflitantes critérios.

O processo de gestão do mesmo será focado no desempenho, que será buscado nos indicadores sendo sempre de dois tipos: avaliação de impacto; e, avaliação de processo.

A avaliação de impacto esta na efetividade do objetivo mensurado no respectivo indicador de desempenho, a avaliação de processo acompanhará a integridade e o cumprimento das ações e planejamentos do âmbito dos projetos.

Para o processo de acompanhamento e controle, será utilizado o

software de BI (Business intelligence) QLIKVIEW, e na construção dos

projetos será empregado o software DOTPORJECT.

E quanto ao trabalho hora desenvolvido o Plano de Comando, assim menciona quanto às Tecnologias da Informação e Comunicação.

2.2.8. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

2.2.8.1. Sistemas informatizados de gestão operacional

2.2.8.1.1. Sistema de Atendimento e Despacho de Emergências

Implantar nas Centrais Regionais de Emergência (CRE) e Centrais de Operações Policiais Militares (COPOM) o Sistema de Atendimento e Despacho de Emergências (SADE).

2.2.8.1.2. Sistema de BI (Business intelligence) Disseminar na corporação a utilização do BI (Business intelligence) como suporte ao processo de tomada de decisão.

2.2.8.2. Inteligência embarcada

Ampliar a instalação de computadores ou tablets em viaturas, no sentido de ofertar informações qualificadas em tempo real e o registro dos atendimentos realizados.

2.2.8.3. Radiocomunicação

Aperfeiçoar (evolução) o sistema de radiocomunicação da Polícia Militar, ampliando a cobertura, a confiabilidade e a interoperabilidade. E após dois anos de sua implantação o Plano de Comando, foi revisto bem como apresentou sua avaliação sendo que dos tópicos acima se extrai a seguinte informação, como constituído, e os demais devem ser alcançados.

• Criação do Escritório de Projetos da PMSC, junto ao EMG, para institucionalizar a gestão de projetos na Corporação e aperfeiçoar a captação de recursos orçamentários e extra-orçamentários; • Implantação da Sala de Situação do Comando Geral e da Sala do Conselho Estratégico para aperfeiçoamento do processo de gestão e controle das atividades desenvolvidas pela Corporação; • Aprovação pelo Conselho Estadual de Educação do Centro de Ensino da PMSC como uma instituição de ensino superior, autorizada a desenvolver a Graduação em Ciências Policiais e o Curso de Tecnologia em Segurança Pública; • Realização de parte da formação de 980 cabos por meio do ensino à distância;

• Preparação de policiais militares para a implementação de cursos em EAD pela PMSC; • Aprovação e edição do Manual de Padronização de Procedimentos Operacionais da PMSC (POP) em sua versão digital;

• Contratação de empresa para produção dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP) no formato de fluxograma;

• Aprovação e edição da 2ª edição do Manual de Técnicas de Polícia Ostensiva da PMSC em sua versão digital;

• Criação da Diretoria de Tecnologia e Sistemas de Informação (DTSI) para aprimoramento da gestão da tecnologia da informação e comunicação na PMSC;

• Desenvolvimento de aplicativos de Business Intelligence (BI) para análise e gestão das informações estratégicas, operacionais, de pessoal, de frota, de projeto, de finanças e de material bélico;

• Aquisição e distribuição de licenças do software de BI Qlikview para as diretorias, EMG, RPM, BPM e Gu Esp PM;

• Aquisição de 270 Tablets para emprego em viaturas operacionais;

• Desenvolvimento do Sistema de Atendimento e Despacho de Emergências – SADE e a sua implantação nas CREs de Florianópolis e Balneário Camboriú;

• Aperfeiçoamento do sistema de radiocomunicação, com a inclusão da PMSC no PACTO PELA SEGURANÇA PÚBLICA, com a previsão, de nos próximos 02 anos, implantar o sistema de comunicação digital, integrando a comunicação de dados e voz, para todos os órgãos da SSP;

• Criação da rede de comunicação social da PMSC.

E para descrevermos as TICs utilizadas pela PMSC, consideramos aqueles usados na área administrativa e operacional, podendo ser automatizados ou manuais, desenvolvidos ou em desenvolvimento.

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