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Définitions de types

5. Schémas XML

5.5. Définitions de types

O percurso metodológico constrói-se em função do conjunto de opções do investigador, por conseguinte as opções técnicas dependem dos caminhos a serem percorridos e dos procedimentos a serem desenvolvidos (Gamboa, 1995: 64). Assim, no segundo momento do estudo empírico, administrámos dois inquéritos por questionário em duas fases distintas: i) no início do percurso formativo10, para recolha de dados relativos à caracterização pessoal e profissional, a representações conceptuais e a práticas de gestão do currículo das Ciências Físicas e Naturais organizado por competências; ii) no final desse percurso11 para obtenção de dados referentes à avaliação e impacto desse percurso formativo. Os dados recolhidos (quantitativos e qualitativos) com a administração dos questionários foram complementados com a realização de uma entrevista semiestruturada aos oito professores de Ciências Físicas e Naturais

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Anexo 10 – Questionário aplicado no início do percurso formativo. 11

participantes no percurso formativo e, posteriormente, a três professores responsáveis por estruturas de administração e gestão pedagógica, respetivamente a coordenadora do departamento curricular de Matemática e Ciências Experimentais, o presidente do Conselho Pedagógico e o presidente do conselho Executivo. Ao longo do segundo momento do estudo recorremos, igualmente, às técnicas de observação participante e não participante, à análise de documentos institucionais e normativos da escola e de documentos produzidos pelos professores no contexto do percurso formativo.

A elaboração do guião12 da entrevista aos professores de Ciências Físicas e Naturais sustentou-se num conjunto de perguntas-guia e respetivos objetivos, organizados em dois blocos temáticos, respetivamente: A) Gestão do currículo, B) Abordagem curricular por competências. Estas entrevistas13 foram realizadas durante os meses de março e abril de 2008 e, à semelhança das entrevistas de aprofundamento, os professores foram informados e esclarecidos sobre o estudo e as questões de confidencialidade.

Por sua vez, os guiões14 das entrevistas realizadas aos professores responsáveis por estruturas de administração e gestão pedagógica (coordenadora do departamento curricular de Matemática e Ciências Experimentais, presidente do Conselho Pedagógico e presidente do conselho Executivo) organizaram-se em perguntas-guia e objetivos estruturados em três blocos temáticos, a saber: A) Gestão do currículo, B) Abordagem curricular por competências, C) Protocolo de colaboração. Estas entrevistas15 foram realizadas durante o mês de julho de 2008.

A observação é uma técnica de recolha de dados que, permite estabelecer uma proximidade continuada no tempo com a problemática em análise e, na medida em que potencia relações de empatia e de confiança mútua entre o investigador e os participantes no estudo, tende a facilitar uma melhor compreensão da realidade (Goetz & LeCompte, 1988). Por outro lado, a observação manteve-nos por dentro de uma realidade cujos códigos de leitura nem sempre são disponibilizados aos observadores mais desprevenidos (Neto-Mendes, 1999: 297), permitindo-nos reorganizar, quando

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Anexo 12 – Guião das entrevistas aos professores de Ciências Físicas e Naturais participantes no segundo momento do estudo.

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Anexo 13 – Transcrição das entrevistas realizadas aos professores de Ciências Físicas e Naturais participantes no segundo momento do estudo.

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Anexo 14 – Guião das entrevistas realizadas a professores responsáveis por estruturas de administração e gestão pedagógica.

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Anexo 15 – Transcrição das entrevistas realizadas a professores responsáveis por estruturas de administração e gestão pedagógica.

necessário, o processo de recolha de dados, atendendo aos objetivos de investigação e às questões que foram emergindo durante o segundo momento do estudo empírico.

Segundo Pardal & Correia (1995), a observação pode perspetivar-se em função do grau de estruturação e do tipo de participação do observador. Quanto ao grau de estruturação, a observação distingue-se entre estruturada e não estruturada. Na primeira situação, o investigador recorre a elementos sistematizados, na tentativa de minimizar a subjetividade e ampliar a precisão dos dados recolhidos. Por sua vez, na observação não estruturada o investigador atua livremente, sem recorrer a quaisquer meios técnicos; daí a necessidade de no processo de recolha de dados acautelar o excesso de interferências, decorrentes da subjetividade inerente ao seu sistema de valores.

Em função do contexto em análise, a participação do investigador distingue-se entre observação participante e observação não participante. Na observação não participante, o investigador assume o papel de espectador; por outro lado, na observação participante, o investigador vive a situação, sendo-lhe, por isso, possível conhecer o fenómeno em estudo a partir do interior (Pardal & Correia, 1995: 50). Perante esta dicotomia, Bogdan & Biklen (1994) sustentam que, de acordo com a especificidade e necessidades de cada estudo, o investigador decide sobre o tipo de participação mais adequada, sendo possível congregar situações de observação participante e de observação não participante.

Assim, tendo por referência a perspetiva destes autores, adotámos os dois tipos de participação nas observações realizadas. Como tal, nas reuniões de carácter formal privilegiámos a observação não participante, por forma a não condicionar o desenvolvimento da ação dos professores participantes. Por sua vez, em reuniões de natureza informal optámos pela observação participante, numa perspetiva de esclarecimento de dúvidas, de partilha e explicitação de ideias. Neste sentido, elaborámos registos de campo de todas as reuniões observadas, anotando informações, comportamentos e perceções que considerámos relevantes para a compreensão do fenómeno em estudo. As observações realizadas reportam-se a reuniões de trabalho no contexto do departamento curricular de Matemática e Ciências Experimentais16 e no da área disciplinar de Ciências Físicas e Naturais17, à lecionação de uma aula de ciências

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Anexo 16 – Registos de campo das reuniões em contexto de departamento curricular. 17

Físicas e Naturais em regime de co-docência , focalizando-se os registos de campo na descrição desses contextos e na reconstrução seletiva de conversas informais.

A análise documental, inserida no processo de recolha de dados, apresenta formas diversificadas, em função do número, da natureza dos documentos a analisar e do objeto e objetivos da investigação, permitindo ao investigador aceder a um conhecimento mais profundo e detalhado de determinadas realidades. Porém, afigura-se como uma tarefa difícil e complexa que exige do investigador paciência e disciplina (Pardal & Correia, 1995: 74).

Assim, considerando o contexto da problemática em estudo, foram analisados documentos de natureza diversa, dos quais salientamos: i) os produzidos pelos professores participantes (atas de reuniões de departamento curricular e de área disciplinar, materiais resultantes das sessões do percurso formativo19); ii) os de natureza institucional e organizacional da escola (Projeto Educativo de Escola, Projeto Curricular de Escola, Regulamento Interno); iii) os de carácter normativo de âmbito nacional, emanados pela administração central (currículo nacional, orientações curriculares para as Ciências Físicas e Naturais, legislação). O recurso à análise documental justifica-se pela relevância e implicações destes documentos no contexto da ação docente desenvolvida pelos professores participantes.

As técnicas de recolha de dados referentes ao segundo momento do estudo empírico são passíveis de sistematização, encontrando-se organizadas no Quadro 3.2 em função dos instrumentos privilegiados, dos principais objetivos e dos procedimentos adotados.

INSTRUMENTOS OBJETIVOS PROCEDIMENTOS

Inquérito por questionário

Caracterizar pessoal e profissionalmente os inquiridos, identificar representações concetuais e práticas de gestão e de desenvolvimento de um currículo organizado por competências. Avaliar o impacto do percurso formativo.

Administração de dois inquéritos por questionário aos professores da área de Ciências Físicas e Naturais participantes no 2º momento do estudo.

Quadro 3.2 – Processo de recolha de dados no segundo momento do estudo empírico.

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Anexo 18 – Registo de campo de uma aula lecionada em regime de co-docência. 19