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Convergence dans les jeux de potentiel

4.3 Robustesse de la dynamique stochastique de meilleure r´ eponse aux processus

5.1.4 Convergence dans les jeux de potentiel

As técnicas a que recorremos combinaram, por um lado, a recolha e análise de dados e a análise de conteúdo e, por outro lado a entrevista semidirectiva ou semiestruturada.

2.1. A RECOLHA E ANÁLISE DE DADOS

A ausência de informação, produzida pelas estatísticas oficiais que, por um lado, nos fornecesse, uma visão acerca do modo como se distribui a procura de alojamento segundo as várias estratégias habitacionais (contextualizadas nas políticas sociais do Estado) utilizadas pelos jovens, e por outro lado, desagregada ao nível geográfico do concelho, levou-nos a reorientar a recolha de informação estatística. Com efeito, optamos por realizá-la junto directamente dos agentes envolvidos na promoção de habitação, mediante o apoio directo ou indirecto do Estado, de acordo com as modalidades analisadas no quadro teórico, designadamente ao nível do sector público, privado e cooperativo. Procedemos, assim, ao levantamento do número de indivíduos, entre os 18 e os 30 anos de idade, oriundos do concelho de Aveiro, que no ano de 2001 recorreram às seguintes estratégias de habitação:

> ao arrendamento através do sector público de habitação, com o apoio directo do Estado,

por intermédio da autarquia29;

> ao arrendamento com o apoio indirecto do Estado, que mediante o Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) atribui um subsídio aos

jovens30;

> à aquisição de «habitação própria permanente»31 com recurso ao crédito bancário32,

mediante bonificação, com o apoio indirecto do Estado ;

cf. Decreto-Lei n.° 226/87 com as alterações estabelecidas pelo Decreto-Lei n.° 150A/91 onde se encontra definido a promoção dos programas de habitação social.

30 cf. Decreto-Lei n.° 162/92 que regula "Incentivo Arrendamento por Jovens."

31 Por ser "(...) aquela onde o mutuário ou este e o seu agregado irão manter, estabilizado, o seu centro de vida

> à aquisição ou arrendamento de «habitação a custos controlados» através de empresas do sector privado que, por sua vez, recebem apoio indirecto do Estado ;

> à aquisição de habitação por intermédio das Cooperativas de Habitação que, por sua vez,

recebem apoio indirecto do Estado36;

Convém salientar que os dados recolhidos são relativos ao ano de 2001, à excepção daqueles que dizem respeito à promoção de habitação social, pela autarquia local. Relativamente a esta política social de habitação definimos dois eixos de análise: os pedidos (ocorridos em 2001), ou seja, a intenção de vir a aceder a esta estratégia e os casos de realojamento, ocorridos desde 1991 a 2002, naturalmente da população jovem, em regime de arrendamento, cuja gestão social e económica está a ser realizada, actualmente, pela autarquia local. Esta estratégia habitacional foi analisada com maior profundidade, por duas ordens de razão: primeiro, devido à ausência de dados pertinentes para análise, referentes a 2001, atendendo que apenas um indivíduo resolveu o seu problema de carência habitacional através desta estratégia; segundo porque será sobre uma amostra intencional de indivíduos que acedeu a uma habitação por esta política social que recairá o estudo de caso e se prosseguirá os objectivos definidos pelo presente trabalho de investigação.

Algumas dificuldades decorrentes da obtenção dos dados estatísticos obtidos e de algumas opções metodológicas iniciais, comprometeram alguns aspectos da análise. Com a convicção de que é partilhando as dificuldades sentidas que enriquecemos a investigação científica, passamos a salienta-las pois poderão também servir de inspiração para futuros trabalhos relacionados com esta problemática. Um aspecto, relaciona-se com a falta de consistência dos dados obtidos que permita uma abordagem relativamente minuciosa sobre a caracterização sociográfica dos jovens que optam por uma ou por outra estratégia de alojamento. Ou seja, a dimensão comparativa de cada estratégia habitacional não fica clara, pois algumas variáveis

Privilegiamos a instituição bancária "Caixa Geral de Depósitos" na medida em que, a sua natureza jurídica é de sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.

33 cf. Decreto-Lei n.° 349/98 e 137-B/99.

34 São "(...) habitações construídas ao abrigo dos CDH [contratos de desenvolvimento para habitação] (...)" (cf.

Decreto-Lei n° 165/93).

5 O financiamento no âmbito dos CDH's beneficia de uma bonificação da taxa de juro, suportada pelo

Orçamento do Estado (cf. Decreto-Lei n° 165/93).

não foram igualmente disponibilizadas por todas as estratégias de habitação . A opção por apenas uma instituição bancária condicionou a visibilidade que a aquisição de habitação com recurso ao crédito pode assumir entre o segmento jovem da população no concelho de Aveiro. Para além da recolha de informação quantitativa, procedeu-se também à cumulação de informação proveniente de documentação diversa com o objectivo de aprofundar o fenómeno da promoção habitacional em si e acima de tudo ao nível geográfico do concelho de Aveiro. Nesse sentido, serviram de apoio, os documentos oficiais, nomeadamente o Projecto do Plano Estratégico da Cidade de Aveiro (1997) e o Plano Director Municipal (1999) do município de Aveiro; as publicações periódicas (disponível sobretudo pela cooperativa de habitação); a legislação e a imprensa regional. A cumulação de informação proveniente também de actores com distintos papéis na promoção habitacional permitiu obter uma visão mais "objectiva" e esclarecer os contornos mais "subjectivos" de cada sistema e estratégia de alojamento abordada neste trabalho. Para além destes informadores privilegiados salienta-se a importância da troca e esclarecimento de informações com os profissionais do Departamento de Projecto e Gestão de Obras Municipais e do Departamento de Desenvolvimento e Planeamento Territorial da Câmara Municipal de Aveiro. Através deles foi possível obter um conhecimento mais amplo sobre o planeamento urbano e as opções urbanísticas relativas ao parque habitacional do concelho.

2.2. ANÁLISE DE CONTEÚDO DE ENTREVISTAS

A informação obtida pelas entrevistas foi analisada mediante a definição de categorias temáticas, a partir da quantificação da frequência com que aparecem (vd. Anexo 2).

2.3. A ENTREVISTA SEMIDIRECTIVA OU S E M I E S T R U T U R A D A

Este projecto privilegiou também como instrumento metodológico para recolha de informação a técnica da entrevista semiestruturada aplicada ao titular da habitação social, indivíduo que constava nos ficheiros da Divisão de Habitação Social da Câmara Municipal de

37 Salienta-se que os dados do IAJ são apenas relativos ao número de processos em curso, candidaturas e

renovações, não acompanhados de uma caracterização dos sujeitos. Não foi possível obter esses dados pois o IGAPHE não possuía essa informação desagregada ao nível da freguesia.

Aveiro e que tinha acedido ao alojamento entre os 18 e os 30 anos de idade. As entrevistas foram gravadas, transcritas e sujeitas a análise de conteúdo.

O guião da entrevista (vd. Anexo 3) foi estruturado de modo a captar todas as experiências habitacionais das pessoas entrevistadas, desde o momento em que abandonaram a casa da sua família de origem até à atribuição de uma habitação social. Os principais objectivos da entrevista foram, sucintamente, os seguintes: confrontar o entrevistado com outras estratégias habitacionais, as contempladas neste projecto de forma a compreender os motivos que o levaram a não optar por elas e privilegiar a actual e analisar as representações sociais deste segmento jovem da população com menor recurso sócio-económico sobre o acesso ao bem em questão.