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Le contrat au comptant et Future du café sur le BCEC

CHAPITRE 2 – LA NEGOCIATION DU CAFE SUR LA BOURSE DE

I. L’EXECUTION DES OPERATIONS SUR LES COMMMODITY EXCHANGE

2. La négociation du café sur les bourses vietnamiennes de marchandises

2.1. La négociation au comptant et à terme du café Robusta sur le centre du café

2.1.3. Le contrat au comptant et Future du café sur le BCEC

Para Rostow (1967[1952]) a “decolagem” significa a passagem de uma economia predominantemente agrícola para a industrialização. Para introduzir a “decolagem” em países atrasados economicamente, Rostow recomenda o investimento em vários setores da economia, como o fator que pode alterar os ciclos econômicos.

O processo de decolagem pode ser definido como um aumento do volume e produtividade da inversão em uma sociedade, aumento de tal natureza que dele deriva um aumento sustentado pela renda real per capita. Com adesão a este modelo, o aumento pode ter conseqüência de um movimento provido de rendimentos ou de propensões (ROSTOW, 1967, p. 103).

Adverte Rostow (1961[1960]): a “decolagem” de cada sociedade obedece a um período de maturação diferente. A inversão realizada de modo planejado pelo Estado em um setor estratégico (ou setor chave) na economia é capaz de proporcionar crescimento, de modo que influencie e até proporcione o crescimento em outros setores da economia.

Com efeito, Rostow (1961[1960]) pondera a importância do Estado Nacional na passagem da fase das precondições para a fase da “decolagem” em uma economia. Para realizar esta passagem é preciso que uma nova elite ocupe o poder, no lugar da tradicional elite (composta por latifundiários), para ter condições de construir uma sociedade industrial moderna. O nacionalismo reativo é um fator importante para a saída da estagnação econômica, recusando a colonização de outros países.

Para uma economia atrasada chegar à fase de decolagem é preciso reunir investimento em capital social fixo. O governo tem papel prioritário nesta tarefa, pois

somente com elevado acúmulo de capital é possível impulsionar uma boa arrancada econômica (ROSTOW, 1961[1960]).

Caso exista insuficiência de capital interno para os investimentos nos setores estratégicos, durante o processo de “decolagem”, são recomendados investimentos estrangeiros, para dar o impulso inicial para a decolagem e mobilizar produtivamente a poupança interna, o que proporciona uma alta taxa de poupança marginal (ROSTOW, (1961[1960]).

Na transição da sociedade tradicional para a sociedade industrial moderna o setor agrícola deve passar pela revolução agrícola. O aumento da produtividade agrícola acompanha a demanda dos centros-urbanos, ao proporcionar a oferta de alimentos equivalente à demanda, o que ajuda a ampliar o mercado interno e disponibiliza mais recursos financeiros para o setor moderno (ROSTOW, (1961[1960]).

O impulso para a decolagem também pode derivar de uma revolução política, cujas conseqüências estejam vinculadas ao “equilíbrio do poder social e dos valores reais, o caráter das instituições econômicas, a distribuição de renda, o padrão de investimentos e a proporção das inovações potenciais deveras aplicadas” (ROSTOW, 1961[1960], p. 56).

A geração de inovação tecnológica é outro impulso para decolagem, o que resulta no rearranjo da cadeia produtiva. A geração de inovação tecnológica contribui para o aperfeiçoamento da alta produtividade do setor industrial aliada ao baixo custo na produção e que despertará a produtividade em outros setores da economia, através da demanda gerada, respaldada pela elite empresarial no reinvestimento em proporção muito elevada dos lucros em novos empreendimentos (ROSTOW, 1961[1960]).

O processo de “decolagem” para Rostow (1961[1960]) está associado à

produção de um produto chave na economia28. Dessa forma, o sinônimo da

“decolagem” para Rostow é o de uma revolução industrial, pois introjeta modificações nos métodos de produção.

28 No caso da Inglaterra, produtora de tecidos, o parque industrial surgiu da necessidade da produção em

grande escala do produto. Outro caso expressivo é o surgimento da ferrovia, o que resultou em modernas indústrias carboníferas, siderúrgicas e de engenharia.

O crescimento dêsses setores, com novas funções de produção de alta produtividade, por si mesmo tende a elevar o volume da produção per capita; coloca a renda nas mãos de homens que não se limitarão a amealhar uma grande porcentagem da renda em crescimento, mas que a reinvestirão em atividades altamente produtivas; estabelece uma cadeia de procura efetiva de outros produtos manufaturados; origina a necessidade de áreas urbanas maiores, cujos custos em capital podem ser elevados mas cuja população e organização mercantil auxiliam a dotar a industrialização de impulsão própria; e, afinal, inaugura uma série de efeitos de economias externas que, no fim, ajudam a produzir novos setores líderes quando o impulso inicial dos que lideram o arranco começar a esmaecer (ROSTOW, 1961, P. 84-85).

Na fase da “marcha para a maturidade” é aplicada na sociedade todos os recursos da tecnologia moderna estabelecidos pela industrialização em setores mais diferenciados. Segundo Rostow (1961[1960]), é na produção de aço, de modernos navios, de produtos químicos, na eletricidade e nos produtos da atual máquina- ferramenta que a indústria é elevada a um piso de maior complexidade, em comparação com a indústria da fase de decolagem. A marcha para a maturidade exige a aplicação da tecnologia na sua produtividade.

São enumerados por Rostow (1961[1960]) três fatores que se desdobram na fase de maturidade: a força de trabalho foi modificada (quanto a sua composição, salário real e aptidões), a massa de trabalhadores transita do trabalho agrário para os empregos em escritórios e nas indústrias; há a transição de aristocratas produtores de algodão para eficientes administradores profissionais da máquina altamente burocrática; existe, ainda, o protesto da população contra os custos da marcha para a maturidade.

Afirma Rostow (1961[1960]) que os Estados Unidos foi o primeiro país a ingressar na era do consumo de massa. Na última fase, consumo de massa, segundo Rostow, houve o surgimento de uma nova classe média, com o deslocamento dos agricultores para os centros urbanos, em busca de postos de trabalhos nas indústrias, na construção civil, nos transportes. A era do técnico profissional e do operário especializado havia chegado, o que marcou o amadurecimento das sociedades. A era do consumo afetou fortemente as mudanças nos hábitos dos consumidores norte- americanos.

Automóveis, casas de moradia familiar, estradas, utensílios domésticos duráveis, grandes mercados para alimentos de qualidade superior – tudo isso encerra boa parte da transformação da sociedade norte-americana do decênio de 1920, uma transformação que sustentou o surto dessa década e alterou todo o estilo de vida de um continente, penetrando até nos costumes do namoro (ROSTOW, 1961, p. 109).

A assertiva anterior explica que os efeitos da transformação que ocorrem na transição de uma economia tradicional para uma economia industrial moderna geram conseqüências para as forças sociais da sociedade. Nesse sentido, Rostow (1961[1960]) coloca que a quinta etapa (a do consumo em massa) modifica o perfil do consumo na sociedade.

A proposta de Rostow (1967[1952]) para os países alcançaram o crescimento econômico consiste nos seguintes fatores: (a) condições de organização econômica para o progresso; (b) manejar a tecnologia; (c) possuir infra-estrutura para receber as inovações tecnológicas; (d) capacidade para formar capital nacional e ter fontes para o financiamento do desenvolvimento.

Nos países atrasados existe a tendência para o crescimento demográfico, o que implica na atuação do Estado para se organizar perante a demanda desta população. O Estado deve articular a inserção dos países atrasados no comércio internacional, bem como, quando necessário, realizar pedidos de ajuda de capital estrangeiro.

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