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Contexte historique

Dans le document Canada Systèmes de santé en transition (Page 52-60)

2. Organisation et gouvernance

2.2 Contexte historique

Participaram neste estudo 40 inquiridos, uma amostra bastante representativa num universo de 50 formadores, dos quais 22 são do género masculino e 18 do género feminino, o que permite um equilíbrio percentual nestes 2 clusters (55% e 45% respetivamente). Estes dados são apresentados nos gráficos 1 e 2, que em seguida se apresentam.

Género

68 No que concerne à idade dos profissionais estudados, as faixas etárias foram divididas em 4, para um melhor apuramento de resultados.

Na 1.ª faixa, estão englobados os formadores com idades inferiores a 30 anos e na 4.ª faixa, os profissionais com idades superiores a 50 anos. A 2.ª e a 3:ª faixa foram elaboradas com uma margem de 10 anos para cada uma.

Como se pode verificar pelos resultados obtidos, a maioria da amostra por nós estudada é ainda relativamente jovem: 22% dos formadores do Centro de Formação têm menos de 30 anos (9) e 62% têm entre os 30 e os 39 anos de idade (25), perfazendo assim 84% do total da amostra. 13% dos sujeitos refere ter entre 40 a 49 anos (5) e somente 3% da equipa de formadores têm mais de 50 anos de idade.

Dados semelhantes encontram-se no estudo com formadores, por nós já mencionado, realizado pela Quaternaire Portugal, Consultoria para o Desenvolvimento, S.A (2010, p. 24), onde a maioria dos formadores afirmou ter entre os 25 e 40 anos de idade (66.2%).

Idades

Gráficos 3 e 4 - Percentagem e valores das idades

No que diz respeito ao estado civil dos inquiridos, estamos perante uma amostra onde divorciados e viúvos não têm qualquer tipo de representatividade, como se pode confirmar através de uma análise aos gráficos 5 e 6. Por outro lado, a percentagem de formadores solteiros ou casados/união de facto é muito equilibrada, representando 52% e 48%, respetivamente.

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Estado Civil

Gráficos 5 e 6 - Percentagem e valores do estado civil da amostra

Uma análise dos gráficos 7 e 8 permite-nos perceber que a maioria dos sujeitos inquiridos possui o grau de Licenciatura (72%) e há um número significativo que se especializou em alguma área, perfazendo cerca de 20% do total da amostra. Somente 5% dos formadores detém o grau de Mestre, o que poderá ser explicado pelo facto de estarmos perante uma amostra ainda muito jovem, como já foi mencionado anteriormente, e não terem ainda tempo suficiente para aumentarem as suas habilitações ou investirem em formação complementar.

As áreas de formação distribuem-se pelas Ciências Sociais e Humanas (e.g. Psicologia e Sociologia), Ciências Exatas (e.g. Matemática), Turismo ou Engenharias. Um dos formadores inquiridos afirmou ter apenas o 12.º ano de escolaridade (representa 3% do total da amostra, como pode ser confirmado no gráfico 7). Estamos perante uma situação que o art.º 3.º da Portaria n.º 214/2011, de 30 de maio e regulamentação do IEFP prevê: o formador/a pode ministrar áreas de natureza mais prática, desde que tenha 5 ou mais anos de experiência profissional na área.

Como já foi focado, a literatura diz-nos que a maior parte dos agentes que trabalham na EA não tem uma formação específica de base (Licenciatura) e muitas vezes não complementam a sua formação inicial com alguma especialização na área (e.g. pós graduações ou mestrados). A experiência informal e aprendizagem em contexto de trabalho, o job trainning, por parte de muitos agentes de educação, aparece, muitas vezes referenciada na literatura (Merriam & Brockett, 1977; Dewey, 1971).

70 A profissionalização destes agentes é algo pertinente para uma melhor organização, reconhecimento e identidade dos próprios profissionais (Castro et al, 2007; Soares, 2008; Porcaro, 2011).

Grau Académico

Gráficos 7 e 8 - Percentagem e valores do grau académico dos sujeitos

Corroborando os resultados obtidos relativamente às idades dos sujeitos (conf. gráficos 3 e 4), a maioria dos formadores do Centro de Formação tem pouco tempo de serviço: 50% dos inquiridos afirmou ter menos de cinco anos de profissão (20 formadores). Em seguida, 35% dos inquiridos (14) declarou ter entre 6 a 10 anos de tempo de serviço e, finalmente, somente 15% (6) da amostra tem entre 11 a 14 anos de experiência profissional como formador. Ninguém afirmou ter 15 anos ou mais de serviço na área.

Tempo de Serviço

71 Como podemos verificar no gráfico que a seguir se apresenta (n.º 11), os Cursos de Sistema de Aprendizagem, Formações Modulares e os Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) são as principais modalidades de Educação/Formação ministradas pelos inquiridos - com 25, 21 e 18 formadores, respetivamente. Seguem-se os Cursos de Educação e Formação de Jovens (CEF), ministrados por 11 sujeitos que compõem a amostra e os Processos RVCC, uma modalidade experienciada por 9 formadores inquiridos, desenvolvidos nos extintos CNO. Por último, aparecem os Cursos de Formação em Competências Básicas e os Cursos de Ensino Recorrente. Somente 2 formadores referem ter trabalhado nestas modalidades de Educação/Formação.

Modalidades de Educação/Formação

Gráfico 11 - Número de formadores por modalidades de Educação/Formação

Os resultados apurados permitem-nos constatar que, a grande maioria dos formadores do Centro de Formação por nós estudado, exerce outra profissão para além

72 da de formador (63%) (conf. gráfico12). Necessitam de ter uma profissão mais "segura", melhor aceite pela sociedade. Daí a confirmação (mais uma vez) da necessidade da profissionalização nesta área (Castro et al, 2007; Soares, 2008; Porcaro, 2011).

37% da amostra inquirida afirmou no entanto trabalhar exclusivamente na formação (conf. gráfico 12). Provavelmente, em mais que instituição escolar ao mesmo tempo, como já foi por nós referido na secção 1.1.1. do capítulo.

Quanto ao vínculo contratual, a grande maioria dos sujeitos trabalha a recibo verde (77%) e cerca de 23% com contrato a termo (conf. gráfico13).

Também no estudo da Quaternaire Portugal, Consultoria para o Desenvolvimento, S.A (2010, p. 31), se refere que mais de 70% dos formadores afirmou trabalhar por conta própria nesta área, considerando a atividade profissional como um complemento a uma outra atividade.

Estes resultados vão de encontro à nossa revisão da literatura e à "precaridade" de muitos daqueles que trabalham neste campo educativo. O facto da maioria trabalhar em regime de prestação de serviços reflete alguma incerteza e insegurança laboral. Significa que a sua passagem pelas escolas ou centros de formação são pontuais, podendo ou não repetir-se no tempo. Não existe um vínculo laboral seguro na área, e a possibilidade de estruturar uma carreira torna-se cada vez mais remota. Também não é possível projetar um futuro com base na estabilidade profissional.

O estudo da Quaternaire Portugal (2010, p.35) revela também que "(...) a

atividade de formador é mal remunerada, já que mais de 50% dos inquiridos diz ter um rendimento até 1000€ mensais". Daí a necessidade de complementar a atividade

formativa com outra actividade profissional.

Estes fatores evidenciados poderão gerar stress e desgaste emocional ao longo do tempo, podendo ou não ser potenciadores da Síndrome de Burnout.

73 Trabalho em exclusividade como formador Vínculo contratual

Gráficos 12 e 13 - Exclusividade ou não como formador e vínculo contratual

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