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It also considered the OAU Resolution CM/res. 727(XXXIII) on the situation of refugees in Africa and the prospective solutions to their problems in

A trajetória até aqui, foi no sentido que dar legibilidade ao processo de criação de uma palhaça, em que eu como atriz propus a vivência e narrativa dessa pesquisa, nesse sentido pontuei e analisei os elementos agenciados nessa caminhada que abrangem diferentes aspectos interconectados, eles dialogam, se afetam, se conjugam, num ambiente onde teço ao final a prática cênica aqui citada.

Nesse sentido, demonstrei como a criação no campo da palhaçaria envolvem agenciamentos pessoais, pois se trata de um campo artístico em que o atuante utiliza seu ambiente pessoal, seu “mundo sensível”, para compor sua poética pessoal e durante sua atuação instaurar um efetivo estado cômico. Assim sendo, pontuei alguns aspectos, que interligados, compõe esses agenciamentos, vejamos:

a) O contexto da palhaçaria, em que é possível situar o campo artístico multifacetado em que atua os palhaços e palhaças, seu desenvolvimento enquanto linguagem expressiva.

b) A improvisação, prática cênica inicial para a minha criação, em que primeiro estabelece contato com o público e o espaço através de saídas, e que nesse processo envolvem jogo e ralação com o público.

c) O riso brincante se insere na perspectiva de clarear quais aspectos cômicos pretendo abranger na criação corporeo-cênica da minha palhaça Keke Kerubina. Portanto, um riso com inspirado na dramaturgia e comicidade dos brinquedos populares.

d) A corporeidade brincante foi o momento de verticalização do processo em que defini no corpo a individualidade e poética da minha palhaça, utilizando experimentos corporais com personagens do bumba-meu-boi e tambor de crioula. e) A relação com o espaço urbano também foi aspecto elencado nessa dissertação,

sendo o lócus da prática cênica e atuação da palhaça. Espaço onde experimento e crio as possibilidades expressivas no campo da palhaçaria, remetendo principalmente a utilização da roda como configuração espacial.

O espetáculo “Circuluz Brincante” considero como reuniam de todos esses aspetos, neste exercito a minha pratica cômica, assim como refaço, distribuo, partilho as singularidades que conformam a palhaça Keke Kerubina.É o instante da partilha e dialogo

com o público, que me fornece novos desafios e perspectivas para a atuação, pois é um trabalho cênico que não se fecha em uma dramaturgia e encenação acabada, mas pretende jogar com as proposições adquiridas durante a apresentação.

Desse modo, continuo e persigo a errância como ação do contexto de itinerar, propondo vias subjetivas e sensíveis em diferentes territórios, e assim instaurando espaços onde a palhaça cria e recria sue mundo lúdico, manipulando seu brinquedo e presenteando ao público o que para ela tem mais valor.

O ato de colocar a mascara vermelha, se assemelha ao um tirar a roupa e correr livremente sem medo, pudor ou normas. A palhaça brincante Keke Kerubina, de certa forma, é o desnudar da atriz que sou; com ela me reaprendo, me reencontro e misteriosamente retomo minha essência e lanço ao mundo, para começar tudo de novo.

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