• Aucun résultat trouvé

Concurrent CP/M-86 Command Summary

Dans le document Concurrent CP/M-86™ (Page 192-200)

Tendo em vista a sua complexidade e os objetivos que se pretende atingir, pode-se destacar a existência de vários métodos de organização do turismo, ou seja, formas de planejar e gerir o desenvolvimento. Este tópico trata-se de um referencial bibliográfico acerca do planejamento e gestão do turismo, com enfoque em UC‟s, conforme o tema da presente pesquisa.

2.4.1 Planejamento turístico

Na contemporaneidade o turismo se destaca como uma das atividades do setor de serviços que mais tem se expandido no mundo. O aspecto econômico é aquele que mais chama a atenção para o fenômeno. Diante da importância econômica que a atividade representa para muitas regiões e países, surgiu a necessidade de organização, planejamento e políticas. Segundo Hall (2001) apesar da importância do turismo no que tange os aspectos financeiros e mercadológicos, ele também é relevante, uma vez que, exerce impactos na vida das pessoas e nos locais em que elas vivem, dessa forma, torna-se capaz de ocasionar transformações socioterritoriais.

Os impactos decorrentes da atividade turística se referem às mudanças ocorridas no ambiente em que esta se desenvolve. Eles podem ser negativos, isto é, quando ocasionam mudanças negativas ao meio, ou positivos, quando agregam algum tipo de melhoria. A organização do turismo é uma alternativa para minimizar esses impactos, principalmente aqueles considerados negativos, porém, independente da circunstância o turismo sempre irá impactar o meio em que ocorre. (Ruschmann, 1997). Ao buscar entender como ocorrem os impactos decorrentes da visitação turística, Ruschmann (1997, p.34) explica que:

Os impactos têm origem em um processo de mudança e não constituem eventos pontuais resultantes de uma causa específica, como, por exemplo, um equipamento turístico ou um serviço. Eles são a consequência de um processo complexo de interação entre os turistas, as comunidades e os meios receptores. Muitas vezes, tipos similares de turismo provocam impactos diferentes, de acordo com a natureza das sociedades nas quais ocorrem.

Segundo a mesma autora, a maioria dos impactos turísticos ocorrem no âmbito social, cultural, ambiental e econômico, no entanto, os de ordem econômica, devido à sua facilidade de mensuração e quantificação, são os mais fáceis de medir, por isso são mais comentados,

55

enquanto os demais, por causa da sua subjetividade são mais complexos no processo de aferição. (Ruschmann, 1997).

Com vistas a organizar a forma como acontece o turismo nos destinos, o planejamento visa a minimização principalmente dos efeitos/impactos negativos da atividade. Dessa forma, planejar consiste em um processo orientado para tomada de decisões e pode-se analisá-lo como um processo da gestão que possui início, meio e fim. Além disso, habitualmente é classificado em níveis, que dependendo dos objetivos que se pretende alcançar, pode ser estratégico, tático e operacional. Em suma, o planejamento é considerado como um meio para se alcançar objetivos, é voltado para o futuro (curto, médio ou longo prazo), e pauta-se em projetos e ações. “Embora o planejamento não seja uma panaceia para todos os males, quando totalmente voltado para processos ele pode minimizar impactos potencialmente negativos, e [...] estimular uma resposta mais positiva por parte da comunidade hospedeira em relação ao turismo no longo prazo”. (Hall, 2001, p.29). Nesse sentido, é possível perceber que o planejamento não extinguirá todos os problemas relacionados a atividade turística, porém, consiste em uma importante ferramenta de gestão, que se bem articulado pode gerar significativas melhorias aos destinos.

De acordo com Ruschmann (1997, p.85) o planejamento turístico segue alguns objetivos, que são:

● Maximizar os benefícios socioeconômicos e minimizar os custos (tanto os de investimentos como os de operação), visando ao bem-estar da comunidade receptora e à rentabilidade dos empreendimentos do setor;

● Minimizar a degradação dos locais e recursos sobre os quais o turismo se estrutura, e proteger aqueles que são únicos;

● Garantir que a imagem da destinação se relacione com a proteção ambiental e a qualidade dos serviços prestados.

Como pode-se observar, os aspectos econômicos, ambientais e sociais são os principais enfoques do planejamento turístico, isto ocorre devido a preocupação de minimizar e prevenir os potenciais impactos negativos da atividade, que predominam nesses setores. Sendo o turismo uma atividade de caráter interdisciplinar, ou seja, que requer a colaboração de outras áreas do conhecimento, planejar o turismo também implica a composição de uma equipe de profissionais heterogênea. Segundo Patrucco & Barreto (2011, p.299) “o turismo é fenômeno social polifacético e relacional cujo planejamento tem um alto grau de complexidade visto que todos os agentes envolvidos [...]”. O planejamento precisa ser

56

flexível, pois esta “é uma condição relevante uma vez que privilegia o respeito às características locais, permitindo adaptar o método em função destas características e não ao contrário” (Binfaré et al. 2016, p.32). Ele também implica no envolvimento dos atores da atividade, a saber, poder público, iniciativa privada e comunidade local. Sobre isso, Oliveira enfatiza que:

Para que o planejamento turístico consiga atingir seu objetivo proposto é importante a harmonia de ações, como também o envolvimento de agentes do turismo, neste caso, os atores que estão diretamente envolvidos com atividade turística que são o estado, a iniciativa privada, comunidade e o terceiro setor. (Oliveira, 2017, p.38).

Ratificando a ideia acima apresentada por Oliveira (2017), no planejamento turístico, todos os atores assumem papéis importantes, ao poder público, por exemplo, cabe criar políticas e meios para facilitar o desenvolvimento da atividade. Nesse contexto, a autora Ruschmann (1997, p.84) destaca que:

No turismo cabe ao Estado zelar pelo planejamento e pela legislação necessários ao desenvolvimento da infraestrutura básica que proporcionará o bem-estar da população residente e dos turistas. Além disso, deve zelar pela proteção e conservação do patrimônio ambiental (natural, psicossocial e cultural) e criar condições que facilitem e regulamentem o fun cionamento dos serviços e equipamentos nas destinações, necessários ao atendimento das necessidades e dos desejos dos turistas, geralmente, a cargo de empresas privadas.

O poder público tem a responsabilidade de promover um ambiente propício ao desenvolvimento da atividade turística, que contemple os interesses da comunidade local, dos visitantes e também da iniciativa, que irá comercializar os produtos e serviços turísticos do destino. Nesse sentido, à iniciativa privada, cabe a criação de empresas e prestação de serviços, e a comunidade local cabe se inserir na atividade turística, contribuindo com seus conhecimentos locais para o desenvolvimento do destino, bem como recepcionar o visitante. Diante disso, a autora Margarita Barretto (2005, p.41) afirma que:

Planejar turismo significa planejar para todos os envolvidos no fenômeno: os que realizam turismo (os turistas)- que são pessoas que muitas vezes sonharam a vida inteira com essa viagem-, os empresários que a comercializam, os que atendem às diversas instalações no local, como os funcionários desses estabelecimentos, sem esquecer os moradores locais que não estão ligados à atividade turística, mas que compartilham o espaço físico e social com os visitantes e o próprio espaço físico, que tem uma capacidade limitada.

O envolvimento desses atores busca o equilíbrio de interesses, onde nenhuma das partes beneficia-se em detrimento das outras, porém essa concepção de planejamento

57

participativo ainda é pouco visualizada. Segundo Oliveira (2006, p.2) “Na elaboração do planejamento turístico se deve levar em consideração [...] o que a população espera com o turismo e, criar formas de se viabilizar de forma concreta essas aspirações”.

Em crítica a forma como se estabelece a participação nos processos de planejamento, Días Bordenave (1983, p.29) diz que “o chamado „planejamento participativo‟, quando implantado por alguns organismos oficiais, frequentemente não é mais que um tipo de participação concedida, e às vezes faz parte da ideologia necessária para o exercício do projeto de direção-dominação da classe dominante”. Apesar do seu olhar crítico frente a esta e outras questões que envolvem a participação, o autor ressalta que:

Embora seja relativamente óbvia a intenção do Estado e da classe dominante, contudo, o planejamento participativo tem seu lado positivo, pois a participação, mesmo concedida, encerra em si mesma um potencial de crescimento da consciência crítica, da capacidade de tomar decisões e de adquirir poder. (Días Bordenave, 1983, p.29-30).

No que se refere à atividade turística, Hall (2001) menciona que o planejamento, pode ocorrer de várias maneiras e com diferentes ênfases, que variam de acordo com o objetivo pretendido. À exemplo disso, ele destaca algumas formas de planejamento como, por exemplo, aquele voltado para o desenvolvimento dos destinos; reformas e aprimoramento da infraestrutura; ordenamento do uso do solo e de recursos, organização; recursos humanos; divulgação e marketing, etc. Além disso, o planejamento pode partir de estruturas do governo, governo e iniciativa privada, organizações não governamentais, e em escalas, que podem ser internacionais, transnacionais, nacionais, regionais, locais e setoriais, bem como em diferentes escalas de tempo, curto, médio e longo prazo. Nesse sentido Binfaré et al (2016, p.33) destacam que:

Quanto maior o nível de abrangência do planejamento, mais complexo este será, uma vez em que se aumentando a escala geográfica, também se aumentam as variáveis relacionadas à cadeia produtiva do turismo envolvid as no processo. Por exemplo, ao planejar um destino turístico na esfera municipal, as variáveis estão limitadas à divisão política-administrativa do município em questão.

É importante salientar que os métodos do planejamento turístico não se mantiveram estáticos ao longo do tempo, conforme o avanço da atividade turística, o planejamento foi se adequando no intuito de alcançar novos objetivos. No Brasil, tem-se forte dependência do Estado para realizar ações, no setor turístico não é diferente, normalmente são os órgãos governamentais, em maior ou menor esfera, que assumem a responsabilidade de realizar o planejamento e implementá- lo.

58

Apesar de o tema planejamento turístico fazer parte da pauta dos discursos políticos e ser objeto de estudo de conceituados pesquisadores da área de turismo é preciso reconhecer que, na prática, são poucos os exemplos que obtiveram êxito no processo. Um dos aspectos que mais dificultam o êxito do planejamento turístico é a maneira isolada como este é elaborado.

Além do isolamento pelo qual atividade turística é observada e planejada pelos gestores públicos, o caráter economicista e desenvolvimentista que atrelado ao turismo constitui-se outro elemento que dificulta a eficiência do processo de planejamento. Tendo em vista que o poder público, na maioria das vezes, pensa ações que colaborem com a lógica de desenvolvimento econômico, sobre isso Hall afirma que:

A atenção do governo dedicada aos benefícios em potencial do desenvolvimento econômico e regional, em especial, proporcionou a principal força propulsora para o planejamento turístico, mas o resultado muitas vezes tem sido um “planejamento e uma divulgação de cima para baixo, deixando as comunidades com pouca voz ativa ou controle sobre seus destinos”. (Murphy, 1985, p.153 apud Hall, 2001, p.38).

A compreensão do fenômeno pela lógica de mercado levou o planejamento voltado para o fomento, logo, os objetivos pretendiam ações relacionadas à regulamentações referentes a acomodações e edifícios, na densidade do desenvolvimento turístico, na apresentação das características turísticas culturais, históricas e naturais e na provisão de infraestrutura, incluindo estradas e esgotos. (Hall, 2001). Nessa perspectiva Sonaglio (2018, p.81) ressalta que “O turismo pode (e deve) contribuir com o desenvolvimento econômico, entretanto, é preciso superar a ideia que concebe o mero crescimento econômico como sinônimo de progresso”.

No que tange os métodos do planejamento turístico, o autor Getz (1987 apud Hall, 2001, p.42-57) definiu quatro métodos, são eles: abordagem de fomento, abordagem econômica voltada para a indústria, abordagem físico-espacial e, abordagem voltada para a comunidade. Entende-se que o primeiro método visa apenas o desenvolvimento da atividade, partindo do pressuposto que o turismo só traz benefícios, dessa forma, não há preocupação com os possíveis impactos. O segundo método está voltado para os aspectos econômicos do turismo, ou seja, para o desenvolvimento pautado no discurso de que o turismo é gerador de emprego e renda, e que vai desenvolver a localidade. O terceiro método está relacionado à organização territorial, como o turismo se apropria do território, e as implicações disso, principalmente, para o meio ambiente. O quarto e último método citado pelo autor enfatiza o

59

planejamento com foco nos residentes, ou seja, visando benefícios para comunidade local como, por exemplo, melhoria na qualidade de vida através dos benefícios econômicos gerados pelo setor, infraestrutura básica para localidade, entre outros.

É importante ressalvar que, no que tange o último método citado no parágrafo anterior, nota-se que apesar do discurso de planejamento turístico voltado para comunidade local, é possível observar o viés econômico envolvido nele, isso é recorrente principalmente nos discursos de governantes políticos quando se apropriam da ideia de turismo no intuito de alcançar determinado patamar de desenvolvimento local, no entanto, por trás disso, a finalidade principal é suprir a necessidade do sistema capitalista, ou seja, gerar riqueza para os grandes empresários, no caso do trade turístico, pode-se destacar os grandes grupos hoteleiros, resorts, agências, transportadoras e redes de restaurantes. Sendo assim, o discurso é de que o turismo vai gerar emprego e renda para comunidade, porém, apenas pequena parcela do capital movido pelo turismo fica, de fato, nas mãos dos residentes, sabe-se que a maior parte concentra-se nas mãos dos grandes empresários, que podem ser caracterizados como os proprietários dos grandes resorts, hotéis, transportadoras, agências de viagens, entre outros, vale ressaltar também, que no caso do Brasil, significativa parte do empresariado que atua no setor turístico é estrangeiro, ou seja, da mesma forma que os investimentos originam-se de fora do país, a tendência é eles retornem à sua origem, sendo assim, pouca parte do lucro gerado pela atividade é deixada em território nacional.

No âmbito das UC‟s, o planejamento turístico é um importante aliado, por exemplo, na ordenação do fluxo de visitação, que nos últimos anos tem aumentado significativamente. Este aumento justifica-se pela intensa busca dos turistas por destinos com grande apelo turístico natural, dessa forma, além de organizar atividade de visitação nas UC‟s, é importante que planejamento turístico esteja adequado aos objetivos e princípios de preservação e conservação da unidade, bem como visar a integração com a comunidade local, de forma que ela possa contribuir para se alcançar os objetivos da UC, e também participar da atividade.

A questão do uso e, particularmente, ao se tratar da visitação em áreas protegidas, coloca em debate duas vertentes de interesse que podem se tornar conflitantes, principalmente se não forem devidamente planejadas e gerenciadas. Uma delas é de caráter coletivo calcado na necessidade de manutenção de processos sistêmicos essenciais (reservas hídricas, amenização climática, controle da erosão, equilíbrio ecológico de populações biológicas, entre outros). A outra é privada e contempla a exploração econômica da visitação, incluindo também os visitantes. (Vallejo, 2013, p.14)

60

Dessa forma, planejar o turismo em UC‟s envolve conciliar dois aspectos, que de certa forma são conflituosos, promover desenvolvimento através do turismo e conservar os recursos naturais. Para que este equilíbrio de fato se efetive, busca-se desenvolver o turismo de forma sustentável. Segundo Ruschmann (1997, p.112) esse desenvolvimento sustentado tem como principais características:

● Respeito ao meio ambiente natural: o turismo não pode colocar em risco ou agredir irreversivelmente as regiões nas quais se desenvolve;

● Harmonia entre a cultura e os espaços sociais da comunidade receptora: sem agredi-la ou transformá- la;

● Distribuição equitativa dos benefícios do turismo entre a comunidade receptora, os turistas e os empresários do setor.

Quando o planejamento sustentável do turismo é pensado no contexto de áreas naturais protegidas, de maneira mais específica em Parques, ele deve seguir, no mínimo quatro etapas básicas, que são o diagnóstico da localidade, elaboração de estratégias para o desenvolvimento do turismo, implementação dessas estratégias, e por último, o monitoramento do que foi implementado (Souza, 2006). Segundo Castello Branco Filho & Basso (2013, p.102)

[...] as possíveis estratégias de viabilização de um projeto de valorização do espaço local focado em um turismo efetivamente sustentável para as UC‟s brasileiras deverão, necessariamente, respeitar importantes pressupostos, tais como o do comprometimento do poder público na sua elaboração e/ou implementação, a inclusão, participação e articulado envolvimento político das comunidades locais como premissa básica, o respeito à legislação que rege as UC‟s e o conhecimento contínuo, atualizado e detalhado do sistema ambiental local como parâmetro essencial para a elaboração do produto turístico final.

Além do planejamento, é necessário que haja uma gestão adequada, possibilitando que ações planejadas sejam efetivadas.

2.4.2 Gestão do Turismo

Planejamento e gestão são interdependentes, o êxito de um depende do outro. O planejamento não é eficaz se não possuir uma boa gestão que vai, de fato, implementar, organizar, controlar e avaliar o que foi planejado. Segundo Costa e Sonaglio (2017, p. 110) “O planejamento e a gestão não são duas nuances distintas da administração. Um complementa o outro na medida em que um busca a situação futura e o outro a ação imediata”. Tendo em vista que os recursos são escassos, a gestão permite o uso mais eficiente

61

destes, dessa forma, viabiliza o melhor uso dos recursos, faz cumprir os objetivos planejados e organiza temporalmente as ações e seus efeitos.

A gestão é um tema bastante discutido na área da administração, muitas vezes, com foco principal em empresas privadas. Considerando as características específicas dos setores público e privado, conclui-se que a gestão é fundamental, em ambos, pois permite a organização dos recursos, ações, otimização de equipes e do tempo, bem como para o processo de avaliação e controle. No setor turístico, os gestores atuam principalmente em hotéis, agências de viagens e turismo, restaurantes, resorts, destinos, organização de produtos, etc., bem como no setor público, onde se destacam principalmente as secretarias (estaduais e municipais) de turismo. Dessa forma, em diferentes ambientes, percebe-se o quanto é importante gerir o turismo.

A gestão do turismo implica entender as motivações de viagem, gerir os atrativos, equipamentos turísticos e de apoio, realizar ações de promoção do destino através do marketing, enfim, gerir o turismo implica dialogar com diferentes setores e atores no intuito de melhor desenvolver a atividade. Sabendo-se da complexidade do fenômeno turístico, realizar uma boa gestão, adequada às características peculiares de cada localidade não é uma tarefa simples, requer uma equipe capacitada e multidisciplinar, permitindo assim entender o fenômeno através de suas variáveis (sociais, ambientais, econômicas, mercadológica e cultural).

Partindo do ponto de que o turismo em áreas naturais tem aumentado significativamente nos últimos anos, e que grande parte dos atrativos estão localizados em UC‟s, planejar e gerir o turismo conciliando o desenvolvimento da atividade com a conservação ambiental tem sido um dos principais desafios dos gestores dessas áreas. Nesse contexto, Oliveira (2017, p.37) destaca que:

Em se tratando do turismo em UC‟s, têm aumentado seus fluxos de turistas nacionais e internacionais, essas áreas têm sido uma alternativa para prática do lazer em contato com a natureza, desse modo, ver-se a importância do planejamento turístico em UC, de modo que sejam estabelecidas ações que visem o ordenamento das atividades humanas com a conservação do meio ambiente.

Segundo Farias (2004, apud Oliveira, 2017, p.42) a gestão de UC é um processo que engloba planejamento, coordenação e controle de aspectos políticos, técnicos e operacionais, bem como atores sociais que influenciam direta ou indiretamente sobre o desenvolvimento da área, no intuito de alcançar com eficiência os objetivos que representam a finalidade de

62

criação da unidade. No contexto de gestão do turismo em áreas protegidas, Souza (2006, p.110) ressalta que:

Concomitante ao planeamento, seguem-se os esforços de gestão do turismo no Parque, seguindo-se os principais objectivos delineados. A gestão do turismo relaciona-se com as acções da rotina que visam manter o alinhamento dos processos decisórios dos gestores com o planeamento e objectivos definidos para Parque. Por muito tempo, a gestão da rotina do turismo nos Parques limitava -se a observar a capacidade de carga. A evolução do pensamento científico e as experiências práticas apontam para uma maior complexidade em termos da gestão do turismo nos parques, que vai além da especificação de limite, acima do qual a conservação dos recursos se encontra em risco.

Durante muito tempo a gestão turística em áreas naturais protegidas restringia-se a análise da capacidade de carga, que possui como objetivo determinar um número específico de pessoas que podem visitar o atrativo, ou o destino, sem que ocasione graves transformações na sua forma natural. Tendo em vista a complexidade do meio natural, bem

Dans le document Concurrent CP/M-86™ (Page 192-200)

Documents relatifs