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Le concept de soi donne sens aux motivations du comportement

CHAPITRE 2 LE CONCEPT DE SOI, CLE DE VOUTE DE

2.1. L E CONCEPT DE SOI

2.1.4. Le concept de soi donne sens aux motivations du comportement

O Projeto Jovens Urbanos foi uma parceria entre a Associação (AC) e o CENPC, estabelecida a partir de maio de 2004.

O Projeto Jovens Urbanos (PJU) é uma iniciativa da Fundação Itaú Social com coordenação técnica do CENPEC. O projeto contou com duas fases, quais sejam: uma edição experimental de maio de 2004 a setembro de 2005 e a segunda de outubro de 2005 a janeiro de 2007.

Na edição experimental, participaram do projeto sessenta jovens na faixa etária de dezesseis a vinte e quatro anos ganhando uma bolsa mensal de sessenta reais conseqüência da parceria do CENPEC com SEADS e PRODESP.

Segundo material fornecido, “o objetivo do projeto é oferecer a jovens de regiões metropolitanas a oportunidade de intervenção na comunidade local, a ampliação do repertório cultural e social e a conquista de melhores níveis de escolaridade”.

O Projeto Jovens Urbanos tem duração de dezesseis meses, nos dez primeiros meses o jovem recebe uma formação de doze horas semanais realizada pela equipe que a organização selecionou e que recebeu uma formação pelo CENPEC. Os seis meses seguintes são destinados para que os jovens implantem projetos coletivos na comunidade. Esses projetos deverão ser acompanhados pela organização e pelos técnicos do CENPEC e não mais pelo educador da turma.

jovens, cada turma acompanhada por duas educadoras. Na Comunidade Bela Vista, a Associação optou em formar quatro turmas, cada uma com uma educadora, dessa forma a equipe se constituiu de quatro educadoras e uma coordenadora, todas sendo remuneradas com recursos do projeto.

A equipe foi escolhida pela Associação que optou por educadoras comunitárias que freqüentavam cursinho ou já estavam na faculdade. Cada educadora ficou responsável por acompanhar um subgrupo de jovens.

Nessa edição, os encontros aconteciam às terças, quartas e quintas-feiras no período da tarde e a reunião de equipe feita aos sábados, pois as sextas-feiras eram destinadas aos encontros de formação da equipe feitos pelo CENPEC.

Na segunda edição do projeto, de outubro de 2005 a janeiro de 2006, houve algumas alterações, quais sejam: a faixa etária passou a ser de dezesseis a vinte e um anos (e não mais vinte quatro anos, como na edição anterior); redução da equipe para duas educadoras e uma coordenadora; aumento no valor da bolsa que passou para duzentos reais (em função da ampliação das parcerias do CENPEC) e, finalmente, as atividades e horários passaram a ser os mesmos que o projeto Agente Jovem, conforme foram descritas anteriormente.

Nesse período a equipe passou a se reunir às sextas-feiras para avaliar, planejar, sistematizar, além de desenvolver outras atividades administrativas referentes aos projetos. As atividades que eram no Barracão, também passaram a ser desenvolvidas no Centro Comunitário e nos dias de esporte nas quadras, essa mudança se deu em função de dois incêndios que ocorreram no Barracão em 2006, um primeiro acidental e o segundo provocado intencionalmente por um grupo de tráfico de drogas.

Após esse panorama, acredito ser possível os leitores entenderem o cenário desta pesquisa. Muitas mudanças aconteceram ao longo de quatro anos, como cantou Rita Lee, “são coisas da vida...”, mas por serem da vida mesma, foram bem difíceis de registrar de forma que ficasse claro para o leitor tudo que de relevante aconteceu sem que perdesse o brilho do momento em que as coisas foram ditas...

implicada, as informações colhidas ao longo desses últimos quatro anos.

De qualquer forma, ao conhecer melhor a Comunidade Bela Vista e os Projetos desenvolvidos com os jovens me senti extremamente comprometida com essas pessoas e, pensar sobre a experiência de autoridade, isto é, sobre a responsabilidade dos adultos dessa comunidade, de alguma forma representados pela equipe de educadoras da Associação, se reafirmou como uma possibilidade extremamente desafiadora...

Ao pretender desenvolver este estudo na Comunidade Bela Vista, em um período em que a Associação estava justamente refletindo como eles cuidariam de seus jovens, na perspectiva, principalmente, de protegê-los, esse como perpassava, necessariamente, pela discussão sobre a responsabilidade deles enquanto Associação, isto é, pela autoridade. Essa reciprocidade de inquietações, dúvidas e perspectivas, fizeram com que, antes de qualquer coisa, fôssemos parceiros nesse processo... Que confiássemos!

Com-fiar, tecer junto, portanto. Embora minha defesa seja que a autoridade é uma referência para que os jovens possam traçar seus caminhos e, como dito anteriormente, não estarem abandonados à própria sorte..., não tive e não tenho a perspectiva de criar o guia da ‘boa autoridade’ ou ‘da autoridade correta’.

Pretendo chamar atenção para a necessidade da presença do adulto, para a responsabilidade que temos enquanto educadores e instituições educativas, a Associação Comunitária, no caso deste estudo; sobre a promoção ou não de experiências participativas para os jovens, enfrentando um duplo desafio: não impedir o poder criativo do jovem e não perder a autoridade, isto é, não deixar de ser uma referência legítima.

Nesse sentido, a partir da interlocução com as obras de Hannah Arendt, esta proposta de estudo visa revelar como é compreendida, em uma Associação Comunitária, a autoridade e a participação por educadores e jovens.

Desta forma, pretende-se, com a presente pesquisa, estudar as seguintes questões:

• Como os educadores compreendem a autoridade e a participação dos jovens.

• Como os jovens compreendem sua participação e a autoridade dos educadores.

E, a partir do estudo dessas questões, temos o objetivo de refletir sobre o sentido de autoridade e participação na situação educativa que se está estudando, bem como contribuir, disponibilizando o conhecimento construído e sistematizado, para práticas educativas dialógicas e participativas.

Agora, que já tracei alguns passos de minha trajetória, bem como anunciei a pesquisa à qual me proponho, convido a todos para compartilhar desse universo desafiador que é o diálogo, seja pela palavra escrita ou falada.