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– Comptes de capitaux : capitaux propres, autres fonds propres,

Dans le document REGLEMENT ANC N° 2014-03 (Page 190-0)

TITRE IX – TENUE, STRUCTURE ET FONCTIONNEMENT DES COMPTES

Section 1 – Comptes de capitaux : capitaux propres, autres fonds propres,

A pesquisa realizou-se na Escola Estadual de Ensino Fundamental Cândida Silveira Haubman, localizada no km 25 do Distrito de Pedreiras, Airosa Galvão, região denominada Monte Alegre, por onde cruzava a ferrovia que ligava Pelotas a Jaguarão, passando por Pedro Osório, Carvalho de Freitas, Mauá e Cerrito. A Estação de Monte Alegre tornou-se ponto estratégico por ficar próxima à rodovia que ligava a cidade de Arroio Grande a Herval, o que vinha a facilitar o embarque de pessoas e o escoamento da produção da região, como o transporte das bolsas de lã.

Figura 2 – Localização geográfica da Escola Estadual de Ensino Fundamental Cândida Silveira Haubman

Nos anos 40, a localidade de Airosa Galvão já apresentava um crescente número de habitantes, com filhos em idade escolar, fazendo-se necessária a criação de uma escola, a qual teve como primeiro local a própria Estação Ferroviária. No dia 07 de setembro de 1940, foi hasteada, pela primeira vez, a Bandeira Nacional e, em 12 de maio de 1950, foi oficializada a criação da escola pelo Estado através do Decreto 1.211, após a doação do terreno pela senhora Cândida Silveira Haubman.

Em 23 de setembro de 1964, através do decreto de número 16.828, o estabelecimento recebeu a denominação de Escola Rural Cândida Silveira Haubman.

A escola possui a seguinte identificação: Decreto de Criação nº 1.211 de 22/5/1950 do CEE, Decreto de Denominação nº 16.828 de 23/9/1964 do CEE, Decreto de Reclassificação nº 19.818 de 13/8/1969 do CEE, Portaria de Reorganização nº 22.185 de 06/5/1981 do CEE, Portaria e Designação nº 5.053 de 24/4/1986 do CEE e Portaria, Autorização e Funcionamento nº 4182/190 do CEE.

A escola atende a alunos das comunidades de Mauá - Distritos de Mauá; Pedreiras, Airosa Galvão, Estiva e Pontas do Chasqueiro – Distrito de Pedreiras e filhos de assentados. A região possui quatro assentamentos: Santana, Novo Arroio Grande, Potreiro da Torre e Renascer. Conta com uma clientela diversificada quanto às suas características sociais, econômicas e culturais, pois os alunos abrangem filhos de pequenos proprietários de fazendas, assalariados, arrendatários, assentados e da sede municipal. A área da escola é de aproximadamente 5 hectares e o prédio da mesma tem oito salas de aula, uma sala de professores, biblioteca, laboratórios de ciências e informática, direção, coordenação pedagógica, secretaria, cozinha, refeitório, banheiros masculinos e femininos e um banheiro para professores. A área externa é composta de cancha de futebol, horta, espaço para criação de animais (porcos e galinhas) e espaço para recreação. No que se refere aos recursos audiovisuais, a instituição dispõe de três aparelhos de som, três televisores, dois aparelhos de DVD, um retroprojetor, um episcópio e treze computadores. Conta com os colegiados do Conselho Escolar e o Círculo de Pais e Mestres, importantes na construção coletiva do projeto político-pedagógico. No seu entorno, há um pequeno vilarejo e nele uma sede social da Associação Comunitária. A escola possui uma equipe administrativa composta por quatro funcionários e dezoito professores. Com relação ao gênero de professores, já que são relações sociais construídas pelos seres humanos de uma comunidade em seu dever histórico, o gráfico 1 aponta que 58 de professores são femininos e 42%, masculinos.

GRÁFICO 1 - Gênero dos professores

Fonte: pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

Pelo menos teoricamente já foram abandonadas concepções baseadas em explicações biológicas que tratam de justificar uma relação hierárquica entre ambos os sexos em determinados períodos históricos e geográficos. A missão de uma hegemonia patriarcal é a de reproduzir no plano ideológico as condições para a dominação de gênero e a perpetuação das atuais relações sociais de produção e distribuição. Para estudiosos sobre a questão de gênero, a presença das mulheres em diversos níveis educacionais acaba definitivamente com o tão discutido conceito da inferioridade de suas capacidades em comparação com o homem.

O gráfico 2 mostra que 16% dos professores têm uma formação de ensino médio entre ensino técnico agrícola e normal/magistério e 83% possuem o ensino superior em diversas áreas da licenciatura.

Feminino 58%

Masculino 42%

Feminino Masculino

GRÁFICO 2 - Formação dos professores

Fonte: pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

Do número total de pesquisados, o gráfico 3 mostra que 92% dos professores possuem curso normal/magistério e 8% ensino técnico agrícola.

GRÁFICO 3 – Formação ensino 2º grau/ensino médio

Fonte: Pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

Buscando a atualização, os professores retornam às instituições de ensino e freqüentam cursos de atualização, qualificando não só seu trabalho didático- pedagógico como também as condições salariais. Dessa forma, o gráfico 4 mostra que 58% cursaram pós-graduação, nível de especialização.

Ensino Técnico 8% Magistério 8% Ensino Superior 83% Ensino Técnico Magistério Ensino Superior Magistério 92% Ensino Técnico 8% Magistério Ensino Técnico

GRÁFICO 4 - Curso de pós-graduação/especialização

Fonte: pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

A atualização, na maioria das vezes, acontece em campos específicos. As áreas de especialização escolhidas pelos docentes concentram-se na educação com 57% e 43% em outras áreas, como gestão escolar, supervisão, geografia e meio ambiente. A educação rural não apresenta nenhum profissional com formação acadêmica, conforme o gráfico 5.

GRÁFICO 5 - Área de especialização

Fonte: pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

Outra questão que fortalece o sistema de ensino é o tempo de serviço dos docentes. O gráfico 6 revela certa vivência com a rede escolar, 17% dos professores que atuam na instituição pesquisada têm 5 anos de experiência em escolas do estado, 33% entre 6 e 10 anos e 50% possui mais de 11 anos. O tempo, às vezes,

Sim 58% Não 42% Sim Não Educação 57% Outras Á reas 43% Educação Rural 0% Educação Outras Á reas Educação Rural

pode contribuir com o desafio de novos paradigmas, porque o passado se faz história e realidade, embora seja sempre uma determinada leitura dos acontecimentos e textos já construídos.

GRÁFICO 6 - Tempo de docência

Fonte: pesquisa realizada com 12 professores da Escola Cândida Silveira Haubman em maio de 2006.

O projeto político-pedagógico e o plano de estudos (ANEXO B) da escola apresenta como prioridade a valorização do homem do campo, preservando seus valores, como ponto de partida na busca do aprofundamento de estudos e de experiências para o aproveitamento e produção de conhecimentos, capaz de suprir as expectativas e necessidades do aluno, preparando-o para a construção do desenvolvimento rural sustentável.

A partir do ano de 2004, a Escola passou a desenvolver o Projeto de Escola de Tempo Integral, elaborado de acordo com os critérios estabelecidos pelo projeto da Secretaria de Educação do Estado Rio Grande do Sul (ANEXO C). A equipe diretiva (diretor, vice-diretores coordenação pedagógica) e os professores, percebendo que o homem do campo possuía difícil acesso às atividades sócio- culturais (as crianças começavam a trabalhar com pouca idade e apresentavam dificuldades de aprendizagem e socialização), buscam alternativas para combater os índices de evasão e repetência através da permanência do aluno na escola por mais tempo.

Portanto, o plano de ação da escola de Tempo Integral (ANEXO D) foi construído e o currículo organizado de maneira que fossem desenvolvidas atividades de oficinas pedagógicas, ou seja, oficinas de grupo e de aprendizagem

mais de 11 anos 50% de 6 a 10 anos 33% até 5 anos 17% mais de 11 anos de 6 a 10 anos até 5 anos

em um período e a progressão parcial no outro, além do turno formal. O horário foi distribuído de forma que o aluno permaneça na escola durante sete horas.

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