Chapitre 6. Vers le développement d’Interventions Capacitantes en Conduite du
2 Comprendre et favoriser les apprentissages et la performance dans les Interventions
2.2 Comprendre et agir sur la conception des situations de simulation dans les I3C
A necessidade de se dispor de séries de valores por sectores de actividade, longas e passíveis de submeter a comparações internacionais é particularmente exigente e difícil de
conseguir. No entanto a recente divulgação da base de dados EU-KLEMSi veio permitir
avançar com a metodologia proposta, com elevado grau de credibilidade técnica e científica. Os dados correspondem às Contas Nacionais Anuais (SEC 1995) nos anos mais recentes (no caso de Portugal, para 1995-2004) e integra estimativas para alguns subsectores e para os anos passados, em termos comparáveis internacionalmente. Desta base de dados, extraímos os valores referentes ao Valor Acrescentado Bruto (VAB), por sector de actividade
económica, desde 1970 até 2005; disponíveis em milhões de eurosii e construídos a partir
da Nomenclatura Geral das Actividades Económicas das Comunidades Europeias (NACE), revisão 1 (Timmer et al., 2007).
No caso das emissões e consumos energéticos, estão disponíveis para Portugal e Espanha na IEA (2008 a;b), séries por sectores de actividade desde 1960 até 2006, tanto das
emissões de CO2 (em milhões de toneladas de CO2 equivalenteiii) como dos consumos de
energia (em milhões de toneladas equivalentes de petróleo,TEPiv). Estes valores encontram-
se ordenados segundo a Classificação Internacional Tipo, por Indústria, de todos os Ramos de Actividade Económica (ISIC na terminologia inglesa) revisão 3v.
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A classificação sectorial adoptada neste estudo baseia-se na ISIC, a dois dígitos (i.e. ao nível da divisão). Numa primeira fase, procurou-se estabelecer uma correspondência entre os valores da contabilidade nacional do EU-KLEMS construídos a partir da NACE, com os dados das emissões e consumos de energia da IEA, agregados sectorialmente a partir da ISIC (ver anexos, quadro 8.1). Durante este processo, enfrentámos algumas dificuldades no tratamento da informação sectorial: (1) quer em termos do período temporal de abrangência das séries em estudo, (2) quer em termos do nível de desagregação necessário para levar a cabo a análise de decomposição.
Relativamente ao ponto (1), decidimos restringir o nosso estudo sectorial ao período que vai desde 1975 até 2005. Os motivos que pesaram nesta decisão prendem-se, por um lado, com um erro na base de dados da IEA durante o período de 1970-1975, impedindo que se possa prolongar a análise de decomposição para um período anterior ao apresentado. Por outro lado, os valores do VAB constantes do EU-KLEMS têm como limite máximo o ano de 2005, facto que não permitiu investigar o comportamento dos factores explicativos na origem dos incrementos verificados nas emissões para períodos mais recentes.
Relativamente ao ponto (2), nível de desagregação dos valores, optou-se pela não inclusão do sector dos transportes (Divisões ISIC 60, 61, 62), do sector residencial (Divisão ISIC 95) e do sector das pescas (Divisão ISIC 05), este último devido ao seu contributo praticamente
inexistente para os aumentos verificados nas emissões de CO2 em Portugal e Espanha. Em
relação aos transportes, optou-se por não incluir este sector na análise de decomposição,
visto as emissões de CO2 pelos seus consumos de energia não poderem ser consideradas
na estrutura económica sectorial. Isto deve-se ao facto da IEA distinguir as emissões por meio de transporte, mas não por utilizadores (Alcántara, 2007), impedindo que se possa imputar a cada sector produtivo as suas emissões decorrentes da actividade de transporte. Em resultado desta afectação, também não considerámos o sector residencial, porque a sua actividade principal, o consumo, apenas poderia ser considerada na estrutura produtiva, caso fosse discriminada a parte referente às emissões deste sector relativas ao transporte individual, facto que não se verifica nos balanços energéticos disponíveis.
Apesar da não inclusão destes sectores na análise de decomposição (sendo os transportes um dos que maior contributo apresenta para o incremento das emissões carbónicas), vimos ao longo do capítulo anterior, que os sectores energéticos (da geração de electricidade e calor) são os que exibem uma maior influência nos aumentos verificados nas emissões deste gás em termos históricos, tanto para Portugal como para Espanha, com um contributo superior ao sector dos transportes e ao sector residencial, sendo por isso necessária a sua inclusão na análise de decomposição.
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Para este efeito, adoptámos uma metodologia de afectação sectorial das emissões de CO2
referentes aos seus consumos de energia eléctrica, proposta por Alcántara e Roca (1995). De acordo com estes autores, apresentando um exemplo prático do seu estudo, podemos afirmar que a responsabilidade pelas emissões carbónicas de uma qualquer central de produção de electricidade, por exemplo movida a carvão, não deve ser imposta ao sector energético, como foi feita na apresentação sectorial das emissões no capítulo anterior, mas deverá ser distribuída pelos utilizadores da electricidade gerada por essa central. Assim, decorre que os sectores energéticos (Divisões ISIC 10-12, 23, 40) deverão ser incluídos na análise de decomposição de forma indirecta “ (…) visto que o contributo de cada sector para
as emissões de CO2 dependerá não apenas da intensidade energética final mas também da
eficiência da energia em providenciar esse consumo” (Alcántara e Roca, 1995).
Em face das limitações encontradas, optámos por considerar apenas as emissões de CO2
da economia portuguesa e espanhola referentes aos sectores produtivos, isto é, para o conjunto de sectores composto pela agricultura e silvicultura, pela indústria transformadora e construção e pelos sectores do comércio e dos serviços, imputando as emissões deste gás que correspondem a cada um destes sectores produtivos pelos seus consumos de energia eléctrica, aplicando o coeficiente médio anual de emissão estimado pela IEAvi (ver Alcántara,
2007).
No quadro 4.1 (figura seguinte), apresentamos uma perspectiva desta ordenação sectorial, reflectindo as opções metodológicas referidas anteriormente.
Quadro 4.1 Classificação sectorial adoptada na análise de decomposição das emissões
Grupos de sectores ISIC
Agricultura e Silvicultura 01 e 02
Extractivas 13 e 14
Alimentação e Bebidas 15 e 16
Texteis e Couro 17,18,19
Madeira e seus Produtos 20
Papel e Impressão 21 e 22
Química e Petroquimica 24
Minerais Não Metálicos 26
Metarlurgia e Maquinaria 27;28,29,30,31 e32 Equipamento de Transporte 34 e 35
Outras Industrias 25,33,36 e 37
Construção 45
Comércio e Serviços 41,50-52,55,63-67,70-75,80,85,90-93,99
Total
Fonte: Elaboração própria a partir de quadro 8.1 (ver anexos). Notas: As divisões ISIC em falta neste quadro: 10-12; 23, 40 representam as emissões provenientes dos sectores energéticos, encontrando- se imputadas a cada sector produtivo. Já as divisões ISIC: 60, 61, 62; 95 e 5 não foram incluídas nesta ordenação sectorial.
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