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Este estudo teve como objetivos: 1) avaliar a presença de traços de psicoticismo em crianças e adolescentes do sexo masculino que vivenciaram abuso sexual; 2) avaliar a presença de traços de neuroticismo em crianças e adolescentes do sexo masculino que vivenciaram abuso sexual; 3) avaliar a presença de traços de extroversão em crianças e adolescentes do sexo masculino que vivenciaram abuso sexual; 4) avaliar o desempenho nas tarefas de funções executivas em crianças e adolescentes do sexo masculino que vivenciaram abuso sexual; e 5) identificar os estilos parentais em crianças e adolescentes do sexo masculino que vivenciaram abuso sexual.
Com este estudo podemos traçar um panorama entre meninos que sofreram e que não sofreram abuso sexual.
Com relação aos objetivos cognitivos, especificamente as funções executivas, ficou evidente que os meninos que sofreram abuso apresentaram maiores dificuldades nos aspectos da memória operacional, o que pode estar relacionado com as vivências emocionais, no caso, o abuso sexual. O abuso ainda ocorre, em sua maioria, no ambiente familiar, e os pais, seguidos dos padrastos, são os maiores perpetradores dos abusos.
O divórcio se apresentou como um dado importante. Sua ocorrência pode ter sido pela descoberta do abuso ou como facilitador para sua ocorrência.
Com relação aos objetivos relacionados aos traços de personalidade, entende-se que este grupo apresentou dificuldades em enfrentamento dos processos psíquicos, demonstrando o sofrimento de maneira “exagerada”, como os dados refletem os resultados dos traços de neuroticismo, e com tendências a desenvolver sintomas e quadros de depressão e ansiedade. Ambos os grupos apresentaram resultados semelhantes para os traços de psicoticismo, o que demonstra uma tendência a agir de maneira mais precavida e com maior responsabilidade. Os meninos que sofreram abuso apresentaram resultados menores com relação aos traços de extroversão, o que significa que são menos ativos e agem de maneira menos espontânea.
A experiência do abuso está associada a uma percepção negativa dos estilos parentais. Os objetivos relacionados a identificar os estilos parentais nos meninos que sofreram abuso apresentaram dados significativos com relação ao estilo parental desenvolvido com o genitor, denotando que há um prejuízo nesta relação e possivelmente revelando uma dinâmica familiar disfuncional.
O abuso sexual representa uma problemática de magnitude epidêmica e, por consequência, uma questão de saúde pública, frente ao impacto psicopatológico, cognitivo e social.
Com isto, observa-se a necessidade de realização de novas pesquisas com o público masculino e das suas correlações com os abusos e negligências para que, assim, haja um maior número de estudos, que, somados a estes resultados, venham a ampliar e subsidiar ações preventivas para a redução da ocorrência do abuso sexual.
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ANEXOS
ANEXO A - QUESTIONÁRIO DEMOGRÁGICO
QUESTIONÁRIO DEMOGRÁGICO
Nome:
Data de Nascimento: Local de Nascimento:
Idade: Escolaridade:
Série Escola:
Nome dos Pais/Responsáveis:
Profissão Genitora: Grau de Instrução: Idade: Profissão Genitor: Grau de Instrução: Idade: Situação Conjugal:
Data Inicial da Aplicação: Data final:
ANEXO B - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Este é um convite para que seu filho (a) ou a criança sob sua responsabilidade possa participar da pesquisa “Estudo de Traços de Personalidade, Função Executiva e Estilos Parentais em crianças e adolescentes do sexo masculino vítimas de abuso sexual” que pretende investigar aspectos emocionais e o desempenho cognitivo de meninos com histórico de abuso sexual e também de crianças que não passaram por situação de violência.
Assim, será realizada uma série de atividades com a criança e (conhecidas como testes) para entender como se encontram a atenção, memória, linguagem e pensamento e as emoções, que deverá levar cerca de 70 minutos. Além disso, de entrevistas com o responsável legal. Depois disso, serão realizadas as mesmas atividades com um grupo controle, ou seja, com crianças sem histórico de violência para que se possam entender melhor os resultados que serão obtidos.
Este estudo oferece um risco mínimo para a criança, que é um possível desconforto, caso não goste das atividades propostas. Assim, se ela sentir qualquer desconforto durante as atividades faremos
uma pausa e apenas continuaremos quando estiver disposta novamente. Os resultados irão auxiliar no entendimento de aspectos relacionados a atenção, memória e emoção,
conforme citados anteriormente, para assim desenvolvermos modelos de tratamento eficazes para as consequências deste tipo de violência.
Você terá acesso aos profissionais responsáveis pela pesquisa para esclarecimento de eventuais dúvidas, em qualquer momento. O pesquisador principal é o Prof. Dr. Antonio de Pádua Serafim, que pode ser encontrado nos seguintes endereços: Rua Ovídio Pires De Campos No. 785 – CEP: 05403-903 - NUFOR– Ambulatório do Programa de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica , 1º ANDAR Telefone (s) 26621-7929 (Andréa Secretária) e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde - Universidade Metodista de São Paulo – Campus Planalto, na Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 3º andar, São Bernardo do Campo, SP, CEP 09895-400, Telefone: 4366-5351, como também com a pesquisadora executante Camila Vaz Abeche e no Programa de Pós- Graduação em Psicologia da Saúde - Universidade Metodista de São Paulo – Campus Planalto, na Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 3º andar, São Bernardo do Campo, SP, CEP 09895-400, Telefone: 4366-5351.
Se você tiver alguma consideração ou dúvida sobre a ética da pesquisa, entre em contato com o Comitê de Ética em Pesquisa (CEP-UMESP) – Rua do Sacramento, 231 – Ed. Capa sala 401- Telefone: 4366-5814 – E-mail: [email protected].
A criança poderá deixar de participar da pesquisa em qualquer momento. Caso isso aconteça, seu tratamento continuará normalmente.
É garantido que você não será identificado na pesquisa, ou seja, não serão colocados nomes e outros dados que possam mostrar quem é a pessoa que participou. As informações serão mantidas em sigilo, ou seja, em segredo.
Você poderá saber os resultados da pesquisa, a qualquer momento do trabalho
Você não precisará pagar ou gastar nenhuma quantia de dinheiro em qualquer fase da pesquisa, nem mesmo para fazer os testes e participar dos encontros. Você também não receberá pagamento pela participação. Todas as despesas serão pagas pela equipe responsável pela pesquisa.
Caso você perceba que a criança sofreu ou acredite ter sofrido algum problema causado pela pesquisa, receberá todos os cuidados médicos ou indenizações cabíveis
Acredito ter sido suficientemente informado a respeito das informações que li ou que foram lidas para mim, descrevendo a pesquisa sobre o desempenho cognitivo de meninos vítimas de violência sexual.
Eu me informei com o Prof. Dr. Antonio de Pádua Serafim ou com a psicóloga Camila Vaz Abeche sobre a minha decisão em participar com responsável legal nesse estudo. Ficaram claros para mim quais são os propósitos do estudo, o que será realizado, bem como os desconfortos e riscos, as garantias de confidencialidade (sigilo) e de esclarecimentos de dúvidas. Ficou claro também que minha participação é isenta de despesas e que tenho garantia do acesso a tratamento hospitalar quando necessário. Concordo voluntariamente em participar deste estudo e poderei retirar o meu consentimento a qualquer momento, antes ou durante o mesmo, sem penalidades ou prejuízo ou perda de qualquer benefício que eu possa ter adquirido, ou no meu atendimento neste serviço.
Assinatura do representante legal
RG/CPF________________________________ Data / /
Assinatura da testemunha
RG/CPF________________________________ Data / /
para casos de pacientes menores de 18 anos, analfabetos, semianalfabetos ou portadores de deficiência auditiva ou visual.
Declaro que obtive de forma apropriada e voluntária o Consentimento Livre e Esclarecido deste paciente ou representante legal para a participação neste estudo.
ANEXO C - TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Este é um convite para que seu filho (a) ou a criança sob sua responsabilidade possa participar da pesquisa “Estudo de Traços de Personalidade, Função Executiva e Estilos Parentais em crianças e adolescentes do sexo masculino vítimas de abuso sexual” que pretende investigar aspectos emocionais e o desempenho cognitivo de meninos com histórico de abuso sexual e também de crianças que não passaram por situação de violência.
Assim, será realizada uma série de atividades com a criança e (conhecidas como testes) para entender como se encontram a atenção, memória, linguagem e pensamento e as emoções, que deverá levar cerca de 70 minutos. Além disso, de entrevistas com o responsável legal. Depois disso, serão realizadas as mesmas atividades com um grupo controle, ou seja, com crianças sem histórico de violência para que se possam entender melhor os resultados que serão obtidos.
Este estudo oferece um risco mínimo para a criança, que é um possível desconforto, caso não goste das atividades propostas. Assim, se ela sentir qualquer desconforto durante as atividades faremos uma pausa e apenas continuaremos quando estiver disposta novamente.
Os resultados irão auxiliar no entendimento de aspectos relacionados a atenção, memória e emoção, conforme citados anteriormente, para assim desenvolvermos modelos de tratamento eficazes para as consequências deste tipo de violência.
Você terá acesso aos profissionais responsáveis pela pesquisa para esclarecimento de eventuais dúvidas, em qualquer momento. O pesquisador principal é o Prof. Dr. Antonio de Pádua Serafim, que pode ser encontrado nos seguintes endereços: Rua Ovídio Pires De Campos No. 785 – CEP: 05403-903 - NUFOR– Ambulatório do Programa de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica , 1º ANDAR Telefone (s) 26621-7929 (Andréa Secretária) e no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde - Universidade Metodista de São Paulo – Campus Planalto, na Av. Dom Jaime