Analyse critique de la méthode Inertio-Dissipative en présence
10.8 Estimation expérimentale du bilan de l’énergie ciné- ciné-tique de la turbulence à partir des mesures réalisées
10.8.5 Comparaison des termes du bilan de l’énergie cinétique de la turbulence
Este questionário (cf. Anexo 3) foi construído a partir de uma primeira versão de dois questionários (um destinado a recolher informações que permitissem fazer a caracterização dos alunos envolvidos na experiência e outro destinado a identificar as representações dos alunos relativamente às suas competências em matéria de recolha e tratamento de informação escrita), que foram testados em duas turmas do 9º Ano de Escolaridade no ano lectivo de 2003/04.
A análise dos resultados da testagem destes dois primeiros questionários permitiu introduzir ajustamentos nas questões que não satisfaziam as condições requeridas e, assim, chegar a uma versão mais precisa. Levou ainda a que se fundissem num só, com duas secções. Esta alteração prendeu-se com a necessidade de fazer um ajustamento às condições e disponibilidades da escola e dos professores envolvidos.
Assim, o primeiro questionário, que foi aplicado antes da realização da experiência, compreendia duas secções: uma destinada a fazer a caracterização dos alunos e outra a identificar as suas representações. Cada uma destas secções estava ainda subdividida em diferentes partes.
4.1.1.1.Caracterização dos alunos
Como já foi referido, um dos objectivos da aplicação deste questionário consistia em recolher informações que permitissem fazer a caracterização dos alunos envolvidos na experiência.
Esta secção do questionário era constituída por duas partes.
Na primeira, pretendia-se recolher dados para os caracterizar relativamente aos seguintes aspectos: idade, sexo, residência, características do agregado familiar, estatuto sócio-económico e actividades realizadas nos tempos livres.
Em relação à residência, perguntava-se aos alunos qual a localidade em que residiam, se tinham residido sempre em Portugal, quais os outros países em que eventualmente
tivessem residido, qual a distância entre a casa e a escola e quanto tempo gastavam, em média, na viagem de casa para a escola.
Para caracterizar o agregado familiar, procurava-se determinar se os alunos tinham irmãos mais velhos ou mais novos e quantos eram.
Relativamente ao estatuto sócio-económico, pedia-se informação sobre o nível de escolaridade e a profissão do pai e da mãe e ainda sobre a profissão que os alunos gostariam de vir a ter.
No que diz respeito às actividades realizadas nos tempos livres, pedia-se aos alunos para indicarem, numa escala de quatro níveis (nunca, raramente, algumas vezes e muitas vezes), a frequência com que realizavam as seguintes actividades: ver televisão, ouvir música, brincar, jogar, conversar com os amigos, ler, praticar desporto, ir ao cinema, ir ao circo, ir ao teatro e ajudar os pais. Deixava-se ainda a possibilidade de os alunos indicarem outras actividades de lazer e a frequência com que eram realizadas.
A segunda parte desta secção do questionário serviria para recolher dados relativos à caracterização do desempenho escolar dos alunos quanto aos seguintes aspectos: integração na escola, nível do desempenho escolar, valorização das diferentes disciplinas.
Para caracterizar a integração dos alunos na escola, perguntava-se há quantos anos frequentavam a actual escola, se gostavam da escola e da turma e quais as razões. Estas eram as duas únicas questões abertas incluídas neste questionário.
Relativamente ao desempenho escolar, perguntava-se se já tinham ficado retidos alguma vez, como consideravam o seu desempenho numa escala de cinco níveis (Mau, Fraco, Razoável, Bom e Muito Bom) e qual o nível atingido na área curricular disciplinar de Língua Portuguesa, no último período do ano lectivo anterior.
Para saber qual a valorização atribuída às diferentes disciplinas pelos alunos, pedia-se para manifestarem o seu gosto pessoal pelas diferentes disciplinas, recorrendo a uma escala de quatro valores (Não gosto, Gosto pouco, Gosto bastante e Gosto muito), para indicarem o grau de importância que atribuíam às diferentes disciplinas, também recorrendo a uma escala de quatro valores (Nada importante, Pouco importante, Importante e Muito importante), e ainda para assinalarem o grau de facilidade que atribuíam às diferentes disciplinas, utilizando uma escala de quatro níveis (Difícil, Pouco fácil, Fácil e Muito fácil).
Por conseguinte, esta secção do questionário continha perguntas destinadas a caracterizar os alunos quanto a alguns aspectos que considerámos importantes para explicar eventuais diferenças no seu desempenho relativamente às actividades a desenvolver no decurso da experiência, perguntas destinadas a reunir informação para avaliar o desempenho dos alunos na sua vida escolar e perguntas sobre as suas representações relativamente à importância das várias disciplinas.
Para facilitar e tornar o mais objectivas possível as respostas dadas a este questionário pelos alunos, a maior parte das perguntas que o constituíam eram fechadas.
4.1.1.2. Representações dos alunos
Como já foi dito, a segunda secção deste questionário destinava-se a identificar as representações dos alunos relativamente às suas competências em matéria de recolha e tratamento de informação escrita, sobretudo no âmbito das áreas curriculares disciplinares de Língua Portuguesa e História, incidindo particularmente nos aspectos tratados no decurso da experiência.
Esta secção era constituída por quatro partes: uma incidia sobre o papel da leitura nas aulas das diversas disciplinas (Parte III), outra sobre os hábitos de estudo dos alunos (Parte IV), outra ainda sobre o papel da leitura no estudo (Parte V) e a última sobre a transversalidade da língua materna (Parte VI).
Para recolher dados relativamente às suas representações sobre o papel da leitura nas aulas das diversas disciplinas, pedia-se aos alunos que indicassem, recorrendo a uma escala de quatro níveis (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes e Muitas vezes), a frequência com que realizavam diferentes actividades (ler em voz alta, ler silenciosamente, procurar informação na Internet, sublinhar informação relevante em textos lidos e tomar notas a partir de textos lidos – do manual, de livros, da Internet) nas aulas das diversas áreas curriculares, em geral, e nas aulas de Língua Portuguesa e de História, em particular. Pedia-se também aos alunos que indicassem, usando uma escala de quatro níveis (Inútil, Pouco útil, Útil e Muito útil), o grau de importância que atribuíam às diferentes actividades acima enumeradas na vida escolar e nas áreas curriculares de Língua Portuguesa e de História.
Para recolher dados relativos aos hábitos de estudo dos alunos, perguntava-se quanto tempo dedicavam, por semana, ao estudo das áreas curriculares disciplinares, em geral, e
das de Língua Portuguesa e de História, em particular. Pedia-se também aos alunos para indicarem, utilizando uma escala de quatro níveis (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes, Muitas vezes), com que frequência realizavam diferentes actividades (ler em voz alta, ler silenciosamente, procurar informação na Internet, sublinhar informação relevante em textos lidos e tomar notas a partir de textos lidos – do manual, de livros, da Internet) na realização dos trabalhos de casa das áreas curriculares disciplinares, em geral, e, especificamente, das de Língua Portuguesa e de História. Perguntava-se ainda quais os aspectos que os alunos consideravam que deviam alterar com vista à obtenção de melhores resultados nas áreas curriculares disciplinares, em geral, e, especificamente, nas de Língua Portuguesa e de História.
Na parte do questionário relacionada com o papel da leitura no estudo, perguntava-se quanto tempo por semana dedicavam à leitura para estudar para as diferentes áreas curriculares disciplinares. Tomando como base uma escala de quatro níveis (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes, Muitas vezes), perguntava-se com que frequência realizavam, durante a leitura de um texto, as seguintes actividades: sublinhar a informação mais relevante com uma cor, sublinhar a informação mais relevante com duas ou várias cores, registar tópicos, transcrever elementos do texto, escrever pequenos textos e fazer esquemas. Pedia-se para, recorrendo à mesma escala, indicarem com que frequência, durante a leitura de um texto, sublinhavam os seguintes elementos: palavras, frases ou partes do texto que se referem às ideias principais, substantivos, formas verbais, advérbios e locuções adverbiais (tempo, lugar), elementos de ligação (conjunções, locuções conjuncionais), aquilo que parece de acordo com o que se pensa e aquilo que parece de acordo com o que outros textos dizem. Pedia-se ainda para indicarem com que frequência, durante a tomada de notas a partir de um texto, se apoiavam nos seguintes elementos: títulos e subtítulos; palavras, frases e partes do texto que se referem às ideias principais; substantivos, formas verbais; advérbios e locuções adverbiais (tempo, lugar); elementos de ligação (conjunções, locuções conjuncionais); tamanho da letra; cores do texto; disposição na página; aquilo que parece de acordo com o que se pensa; aquilo que parece de acordo com o que outros textos dizem. Perguntava-se também para indicarem o grau de facilidade que costumavam sentir durante a leitura, usando uma escala de quatro níveis (Muita facilidade, Facilidade, Algumas dificuldades e Muitas dificuldades). Pedia-se também para, recorrendo a uma escala de quatro níveis (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes e
Muitas vezes), indicarem o grau de dificuldade que habitualmente sentiam relativamente aos seguintes aspectos: vocabulário, estrutura das frases, estrutura do texto, conhecimentos relacionados com o tema do texto, finalidades do texto, identificação das ideias principais e distinção entre ideias principais e ideias secundárias. Finalmente, pedia-se aos alunos para, tendo em conta uma escala compreendendo quatro graus (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes ou Muitas vezes), indicarem com que frequência adoptavam os seguintes procedimentos perante as dificuldades em compreensão na leitura: desistir, interromper a leitura e retomá-la mais tarde, consultar o dicionário (ou outras fontes de informação), pedir ajuda para resolver as dificuldades que surgiam.
A parte do questionário relacionada com a transversalidade da Língua Materna era constituída por quatro questões, sendo que algumas delas tinham subdivisões. Nesta parte, foram incluídas questões abertas e questões fechadas.
Através da primeira questão, aberta, pretendíamos recolher informações acerca daquilo que o aluno pensava sobre a utilidade dos conhecimentos adquiridos através da área curricular de Língua Portuguesa quando terminasse os estudos. Na segunda questão, também aberta, perguntava-se ao aluno se conhecia profissões e actividades que requeressem conhecimentos de Língua Portuguesa e, em caso afirmativo, quais e que conhecimentos seriam por elas exigidos. A terceira questão, fechada, permitiria recolher informação sobre a importância que o aluno atribuía aos conteúdos da área curricular disciplinar de Língua Portuguesa para as diferentes disciplinas, usando uma escala de quatro níveis (Nada importantes, Pouco importantes, Importantes e Muito importantes). Através da última questão, pedia-se aos alunos para, recorrendo a uma escala de quatro níveis (Nunca, Poucas vezes, Algumas vezes, Muitas vezes), darem a sua opinião sobre a forma como se manifesta o contributo da área curricular de Língua Portuguesa para a de História, ao nível do tratamento de conteúdos semelhantes e do desenvolvimento da compreensão oral, da expressão oral, de estratégias de leitura e da expressão escrita. Em questões abertas, perguntava-se ainda quais os conteúdos programáticos da área curricular de Língua Portuguesa que o aluno considerava mais úteis para a de História e quais as razões porque considerava esses conteúdos importantes.