8. XML Stanzas
8.1. Common Attributes
7.2.1 O chamado para a aventura e a recusa do chamado
De acordo com Campbell (1997), a primeira etapa do mito do herói é “o chamado para a aventura”, esse é o momento em que o herói é convocado a sair de seu cotidiano e iniciar sua jornada de perigos e prazeres inimagináveis. Observamos isso acontecer frequentemente nas histórias do Super-Homem, quando em um dia normal o “humano” Clark Kent ouve, com sua poderosa audição, uma bela donzela gritando a quilômetros de distância, e então embarca em uma aventura para salvá-la, tirando seu terno e se vestindo com sua capa e traje azuis que comunicam que,
vestido desse modo, ele é o Superman. Nem sempre é necessária especificamente uma voz ou um sujeito que chame o herói; por vezes, conforme diz Campbell (1997), ele pode decidir de livre vontade iniciar sua jornada, como a personagem Katniss Everdeen, do filme Jogos Vorazes (2012), que impede que sua irmã menor, Primrose Everdeen, participe da competição mortal que acontece em Panem, oferecendo-se para ir no lugar dela. Às vezes o herói pode ser levado à aventura sem pedir ou sem ser convocado, apenas pelo desejo de alguém externo que pode ser bom ou mau “como ocorreu com Ulisses, levado Mediterrâneo afora pelos ventos de um deus enfurecido, Poseidon” (CAMPBELL, 1997, p. 35). Às vezes, mesmo um erro pode levar à uma série de acontecimentos fantásticos para o herói até então reservado em sua vida comum; ou um acaso do dia-a-dia pode despertar no herói interesses e desejos impremeditados que o incitarão a experimentar novas situações atrás das respostas ou objetos que precisa ou deseja. De forma geral, Campbell (1997, p. 34) afirma:
Esse primeiro estágio da jornada mitológica que denominamos aqui "o chamado da aventura" significa que o destino convocou o herói e transferiu- lhe o centro de gravidade do seio da sociedade para uma região desconhecida. Essa fatídica região dos tesouros e dos perigos pode ser representada sob várias formas: como uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, a parte inferior das ondas, a parte superior do céu, uma ilha secreta, o topo de uma elevada montanha ou um profundo estado onírico. Mas sempre é um lugar habitado por seres estranhamente fluidos e polimorfos, tormentos inimagináveis, façanhas sobre-humanas e delícias impossíveis.
É importante notar que “o chamado para a aventura” exige que o herói esteja inicialmente em um status quo, um estado anterior a qualquer mudança. Só é possível acontecer a partida havendo um lugar cotidiano e primeiro de onde se partir. Com o Negro Herói não é diferente. Durante a pesquisa, percebeu-se uma insistência nos discursos dos participantes em apontar o fato de que os negros possuíam uma história de glória e liberdade antes de partirem para o Brasil ou às Américas, sendo levados à força para serem escravizados. Na publicação de Vitor Lopes (figura 15), por exemplo, ele fala que os negros têm uma história antes do Brasil, essa história anterior é o cotidiano de onde o Negro Herói parte.
Figura 15 – Vitor reconhece um cotidiano do Negro na África antes de sua partida ao Brasil
Fonte: Print Screen da tela.
No post abaixo (figura 16), apreende-se uma afirmação semelhante a de Vitor Lopes (figura 15). O sujeito que compartilhou a publicação reitera que a história da África é anterior a escravidão, e que o escravagismo impediu que a história desse continente continuasse. Entretanto, no que consiste essa história real da África e dos negros? Quem foram os responsáveis por estagnarem a cultura dessas pessoas, tirando-as de lá e as escravizando? As respostas são dadas em diversos posts que tratam acerca de uma época aura dos sujeitos negros na África, uma história que é pouco escutada em terras eurocêntricas e racistas que inferiorizam e invisibilizam os negros e negras.
Figura 16 – Post mostra que a escravidão interrompeu a história da África
Para os sujeitos da pesquisa, a África antes da escravidão é, entre outras coisas, a África do Antigo Egito. Frequentemente os sujeitos apresentaram fortes indignações a respeito das representações ocidentais do Egito que não reconhecem que essa foi uma civilização formada por negros e que está localizada na África. Eles realizaram críticas ao embranquecimento da história dos povos egípcios e ao apagamento do papel dos negros na construção daquela sociedade e do fato que eles foram os indivíduos que formaram aquele povo. Essa crítica é unida a um forte empenho em construir ou/e apresentar a história do Egito situando o negro como o sujeito da ação, senhor de grandes feitos e conquistas, deus de uma história de glória prévia à sua partida até às terras onde seria vitimado.
Iniciaremos comentando sobre as críticas feitas à invisibilização dos negros do Antigo Egito e ao embranquecimento da história egípcia. Com respeito a isso, um vídeo viralizou na internet e algumas mulheres e homens que participaram da etnografia o compartilharam em suas timelines. Abaixo, é possível ver os posts de duas participantes, a saber, Halda Regina (figura 17) e Pollyana Almië (figura 18), os quais foram compartilhados da mesma fonte orignal. Em ambos os posts está o vídeo em questão. Apesar de Halda apenas marcar uma de suas amigas na legenda, Pollyana já faz referência ao conteúdo do vídeo ao afirmar que os europeus foram os responsáveis por criar camadas de mentiras que apagaram a história grandiosa da África.
Figura 17 – Post de Halda Regina, compartilhando o vídeo sobre os negros do Egito
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Figura 18 – Post de Pollyana Almië, compartilhando o vídeo sobre os negros do Egito
Fonte: Print Screen da tela.
O vídeo em questão apresenta o discurso de várias pessoas aparentemente especialistas no assunto referente à história da civilização humana/africana. Ele inicia com uma mulher chamada Shahrazad Ali, cuja posição social é autora, falando que o
Ocidente não mostra para as pessoas, quer sejam brancas ou negras, a real história da África, mas limita-se apenas em expor fatores degradantes presentes na atualidade, como a pobreza, a fome, as mortes, para construir uma imagem negativa da África. Então aparecem fotos de favelas (figura 19) como exemplos daquilo que é o estereótipo reproduzido sobre a África. Ela diz que ao contrário do que é conhecido hoje devido ao racismo, há uma história grandiosa em torno do continente africano que pode ser utilizada pelos negros hoje para garantir sua sobrevivência.
Figura 19 – Frame do vídeo mostrando uma espécie de favela que resume o que o Ocidente conhece e transmite acerca da África
Fonte: Print Screen da tela.
No vídeo, Shahrazad Ali descreve que os negros descobriram a matemática, o relógio, o alfabeto, a escrita, a roda, e nunca estiveram nas cavernas como talvez querem os que acham que os africanos são primitivos; e ela informa que todas essas descobertas foram aprendidas e espalhadas pelos colonizadores entre outras nações. Um senhor começa a falar que além do Egito, havia poderosas civilizações em outros lugares da África, como na Somália; os reinos de Kuba e Luba na África Central.
Um outro rapaz fala sobre Mansa Musa, que era um negro africano que chegou a ser o homem mais rico do planeta em sua época e, durante suas peregrinações à Meca, deixou uma soma equivalente a atuais 100 milhões de dólares em ouro no Egito que era o caminho que tomava até seu destino.
Um outro senhor, chamado Booker T. Coleman, que aparece com o título de Doutor, fala que a história dos negros no mundo foi cortada para até seis mil anos atrás, propositalmente para que o passado glorioso da África não fosse conhecido, ficasse com aparência de lendas mentirosas que nunca haviam de fato ocorrido. Ele ainda afirma que outra forma de controlar e apagar a história negra é o poder que os europeus têm sobre artefatos antigos dos povos africanos, citando que no Vaticano, por exemplo, há cerca de 8 km de espaço com objetos e arquivos africanos de forma a impedir que as pessoas saibam a verdadeira história sobre esse continente.
Para o Dr. Booker T. Coleman, os brancos criaram camadas de mentiras acerca da África. Ele mostra que a área de estudos cientifica chamada “egiptologia” foi usada pelo Vaticano para fazer uma triagem dos resultados encontrados nas escavações que provavam, descoberta após descoberta, que os antigos egípcios eram negros. A egiptologia teria sido inventada para criar e manter mentiras sobre o Egito.
O último senhor a falar no vídeo faz uma espécie de alegoria, citando Richard Pryor, uma apresentador negro que foi até as Pirâmides gravar um programa em 1977. Dentro das pirâmides, Pryor começou a perceber que os desenhos feitos há milênios eram muito parecidos com ele e com seus amigos e familiares negros. Quando ele começou a falar que os egípcios eram negros, os arqueólogos e antropólogos brancos logo começaram a cochichar, pois perceberam que ele estava aprendendo sobre suas origens e não deveria. Então, os estudiosos saíram do lugar e fecharam a porta deixando tudo escuro, sendo essa escuridão uma metáfora da falta de informação que os brancos se empenharam em garantir, de modo a impedir os negros e negras de saberem quem são de verdade.
O post da figura 20, feito por Rômulo Santos, trata de assunto semelhante ao do vídeo que descrevemos, apresentando uma legenda que afirma que os negros conquistaram e reinaram absolutos sobre o Egito, e que a causa de isso não ser reconhecido se deve ao racismo dos antropólogos, mesmo argumento do vídeo que mostrou que os estudiosos da egiptologia se empenhavam em esconder a verdade sobre os negros no Egito. A imagem do post é bastante sugestiva, mostrando um tipo de príncipe negro com roupas que remetem ao Egito e uma pirâmide ao fundo.
Figura 20 – Post afirmando que o racismo apagou da história dos negros que reinaram no Egito
Outro post sobre o assunto é o que foi compartilhado por Pollyana Almië (figura 21), no qual se discute sobre o papel da mídia no processo de embranquecimento da história egípcia, pois apesar de haver várias imagens que apontam os egípcios como negros, os meios de comunicação insistem em representar o povo do Egito com atores brancos. A figura do post, ao contrário desse embranquecimento, apresenta os egípcios com pele bastante escura.
Figura 21 – Post sobre o embranquecimento histórico do Egito Antigo
Fonte: Print Screen da tela.
Para esses sujeitos, o apagamento do negro na história do Egito garante a manutenção do sentimento de inferioridade dos negros: enquanto os feitos grandiosos dos negros são invisibilizados, eles são, por outro lado, constantemente associados ao período da escravidão, época em que eram tratados como mercadorias e animais pelos colonizadores. Ainda nos referindo à parte do post em que Pollyana Almië compartilhou o vídeo sobre os negros egípcios, é possível verificar a sua resposta (figura 22) à minha indignação diante desse processo que apagou o negro e embranqueceu o Egito. De acordo com o discurso da militante, não falar sobre os feitos grandiosos dos negros no Egito é uma forma de impedir que as pessoas negras conheçam suas origens e seu passado, o que torna mais fácil subjugar essas pessoas ao poder hegemônico exercido pelos brancos, já que os negros não terão no que se basear para se orgulharem de si mesmos e não aceitarem a condição de inferioridade em que são colocados.
Figura 22 – Pollyana Almië relata que o apagamento da história de glória do negro facilita a opressão que ele sofre
Fonte: Print Screen da tela.
Outro post feito por um dos sujeitos emitiu opinião semelhante. O autor do post falou sobre como os alunos negros ficam constrangidos quando a história contada nas salas de aula situa as pessoas negras apenas como escravos, o que deixa suas autoestimas baixas. Ele ainda lembrou que, nos livros de história, a delimitação do mapa da África possuía uma linha que a separava do Egito, como se fossem coisas diferentes, o que mostraria certa intenção de associar os negros a baixeza e não ao poder da civilização egípcia. Ele relatou sua experiência pessoal de superação dessa história que o aprisiona num passado de dor e inferioridade, mostrando que se libertou dessa representação ao conhecer de forma profunda a história do Kmet (nome original do que hoje conhecemos como Egito) e da Ethiopia.
Parece que o desejo de dissociar os negros da escravidão e de outras representações negativas/disfóricas é o principal motivador que leva essas pessoas a procurar e expor os fatos que comprovam que os egípcios eram negros, e que de forma geral a África tem uma história com grandes civilizações ricas e poderosas. O post abaixo (figura 23), feito por Rômulo Santos, mostra esse desejo, quando o autor afirma que vai mais longe na história dos negros, procurando referenciar sua existência na glória dos reis africanos ao invés de resumir a sua negritude à época do escravagismo, pois isso o colocaria como descendente de escravos. Um amigo do autor parece concordar nos comentários ao dizer que ele é “Rei da porra toda!” e colocar um emoji de um punho fechado que é símbolo da resistência negra. Ainda há o uso do coração, demonstrando carinho, e do arco-íris, símbolo da resistência LGBT.
Figura 23 – Rômulo Santos mostra o desejo de se associar ao passado africano antes da escravidão
Fonte: Print Screen da tela.
Percebe-se que há entre essas pessoas o uso do que Nietzsche (2003) chama de história crítica, onde fatos históricos são usados para dissolver a história que coloca os negros como descendentes de escravos. Através da criticidade, o passado de escravidão é negado como fundador da essência do negro e de sua negritude (mas só enquanto é usado para essa função, pois de forma geral nenhum deles afirma que a escravidão ou o racismo nunca existiram, apenas que esse não é o começo da história deles), o que abre espaço para que se produza um novo sentido à vida dessas pessoas que, dessa vez, se baseia em fatos que situam a origem das pessoas negras em um tempo mais longínquo e melhor. A crítica inicial, então, permite a elaboração de um outro mito fundador para o povo negro, criando a noção de um status quo anterior à retirada forçada e violenta desse povo da África para às Américas (separação/partida) onde o perigo e as lutas se instalam.
Por mito fundador, não queremos dizer (esperamos que já tenhamos tornado isso bastante perceptível desde o início desta seção) que a magnífica história dos negros antes da escravidão seja mentira ou “historinha para boi dormir”. Muito pelo contrário, esse mito fundador é construído a partir de fatos históricos, fontes científicas e falas de especialistas. O mito não é sinônimo de mentira, conotação muitas vezes associada ao termo no cotidiano. Pensamos mito fundador como definido abaixo, como uma narrativa que fala das origens, mas que dá sentido às vivências do presente e do futuro, como se a essência do passado nunca pudesse cessar.
Mito fundador porque um vínculo interno com o passado como origem, isto é, com um passado que não cessa, que não permite o trabalho da diferença temporal e que se conserva como perenemente presente. Um mito fundador é aquele que não cessa de encontrar novos meios para exprimir-se, novas linguagens, novos valores e ideias, de tal modo que, quanto mais parece ser outra coisa, tanto mais é a repetição de si mesmo. (ROZENCHAN, 2004).
Essa narrativa que fala da origem dos negros, ou o mito fundador dos negros, é permeada pela história do Antigo Egito, entretanto não se resume a isso. Fala-se da história de reis e rainhas de civilizações espalhadas por toda a África, não só dos Faraós em torno do rio Nilo. Relata-se sobre os guerreiros destemidos, as riquezas, as artes e o conhecimento gerado pelo povo negro antes da colonização. É nesse período anterior onde também se situam estéticas corporais e de vestimenta anteriores ao racismo; além, é claro, das religiões afro. As histórias são realmente fantásticas, mas não menos reais; fazem brilhar os olhos de qualquer sujeito comum dos dias atuais; e demonstram que apesar das condições inferiores às quais os negros têm sido submetidos, no interior de cada um deles nunca cessou essa “essência”18 guerreira e nobre, ela só precisa ser redescoberta e usada a serviço da emancipação.
Comecemos pelo Egito, novamente, mencionando um vídeo19 compartilhado por uma das pessoas que participou da pesquisa (figura 24). Nesse caso, quem o compartilhou foi uma moça chamada Soraya Oliveira, como podemos ver abaixo. Esse vídeo, assim como o anterior compartilhado por Halda (figura 17) e Pollyana (figura 19), é como um documentário, o que já fornece um alto grau de veracidade ao que é dito e mostrado, por ser um ótimo recurso argumentativo para persuadir, visto que não é uma obra de ficção.
18 A nossa fundamentação teórica descarta qualquer ideia essencialista da existência, entretanto
usamos essa palavra porque é assim que as pessoas negras se referem a sua própria negritude. Embora seja sempre uma construção, identificar que as pessoas do estudo tomam como essencial sua qualidade de negro nos ajuda a notar que há um mito fundador que permeia o discurso delas.
Figura 24 – Soraya Oliveira compartilha um vídeo sobre os negros egípcios
Fonte: Print Screen da tela.
A legenda original postada com o vídeo por alguém chamado Renato Gama já começa com um tom de criticidade a um especial do Fantástico sobre o Egito, afirmando que esse programa da Rede Globo está seguindo uma lógica racista,
usando perspectivas de cientistas brancos para embranquecer a história egípcia e negar o protagonismo do negro nessa civilização. Ele reconhece o fato de que recuperar essa história e o lugar do negro nessa sociedade é uma forma de resgatar as origens dos negros (por isso dizemos que é um mito fundador) e trazer uma cura psicológica àquele sentimento de inferioridade que a associação à escravidão gera nas pessoas negras, de modo que o negro poderá, baseado nisso, ser protagonista também de sua história no hoje. Vemos que essa legenda resume com grande eloquência o que temos visto até agora em outros posts em associação com teorias científicas, onde se critica a história e o racismo e depois se constrói/apresenta uma nova e melhor história para os negros e negras.
O vídeo em questão inicia com uma voz em off falando sobre a grandiosidade do Egito, e depois pergunta se o Egito foi uma civilização negra, respondendo que embora a mídia mostre egípcios brancos, eles eram negros. Para fundamentar isso, é mostrada uma imagem de um filme estadunidense chamado Êxodo: Deuses e Reis (2014), no qual os atores são brancos, embora interpretem antigos egípcios (figura 25); e depois são mostradas pinturas e esculturas do Antigo Egito que comprovam factualmente que os egípcios eram negros (figura 26).
Figura 25 - Cena do filme com atores brancos interpretando antigos egípcios
Fonte: Print Screen da tela.
Figura 26 – Pinturas e esculturas que comprovam que os antigos egípcios eram negros
No vídeo, é afirmado que o motivo de a mídia insistir em retratar os egípcios como brancos remonta aos diversos processos de conquistas que o Egito sofreu por outros povos, o que gerou uma miscigenação, de modo que hoje os egípcios são descendentes de várias etnias diferentes. Porém, após isso, aparece a imagem de dois egípcios atuais, um deles diz que os egípcios reais são negros e africanos, e fala que a miscigenação maior se deu no Baixo Egito, ao norte; enquanto o sul, o Alto Egito, ficou mais puro, mantendo a cor mais escura que seria a original dos egípcios.
A voz masculina em off então continua. Ele começa a falar sobre a egiptologia, dizendo que houve alguns estudiosos que conseguiram decifrar os hieróglifos, mas que na época eles praticavam o racismo científico. Esses cientistas estavam percebendo que os egípcios eram negros, pois os fatos eram inegáveis, mas havia