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Chapitre I. Le contexte antillais

3. Colonisation et religion

Este trabalho é desenvolvido com dados de participantes e aposentados vinculados a Fundos de Pensão patrocinados por empresas do setor elétrico nacional, referentes ao período de 2001 a 2009. Foram analisados os indivíduos que estiveram em atividade laboral no período supracitado, os que se desligaram da empresa, mas continuam vinculados ao plano de benefícios, conhecidos na legislação como auto patrocinados e participantes em Benefício Proporcional Diferido (BPD), participantes em auxílio-doença, bem como aqueles que estavam aposentados e que se aposentaram no período, por qualquer motivo, com exceção do evento invalidez. Excluímos desse estudo os participantes inválidos, tendo em vista que a mortalidade decorrente desse infortúnio tende a comportar-se de maneira distinta da mortalidade geral, conforme Ribeiro (2006), portanto não será objeto de investigação neste estudo.

As informações para a execução deste estudo foram obtidas conforme solicitação efetuada através de carta encaminhada a cada entidade. O modelo da correspondência encontra-se no Apêndice A, contendo a descrição dos dados solicitados.

De acordo com a ABRAPP - Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar, em dez/2009 existiam 24 entidades patrocinadas por empresas do setor elétrico nacional. O contingente total de indivíduos associados a essas entidades era de 201.557, distribuídos da seguinte forma: 94.690 participantes ativos, 106.867 aposentados e pensionistas. A seguir apresentamos tabela com a distribuição por entidade:

Tabela 4 – Participantes e Assistidos Vinculados a Entidades do Setor Elétrico

N ENTIDADES ATIVOS ASSISTIDOS TOTAL

1 BRASILETROS 1.413 2.909 4.322 2 BRASLIGHT 3.825 6.345 10.170 3 CELOS 4.465 4.042 8.507 4 CELPOS 1.824 3.300 5.124 5 FUNCESP 17.408 31.360 48.768 6 COPEL 9.090 6.183 15.273 7 ELETRA 2.388 1.224 3.612 8 ELETROCEEE 6.475 7.112 13.587 9 ELETROS 2.459 1.703 4.162 10 ELOS 1.393 5.937 7.330 11 ENERSUL 733 353 1.086 12 FACEAL 1.155 21 1.176 13 FACEB 1.005 1.001 2.006 14 FACEPI 971 700 1.671 15 FACHESF 5.703 7.428 13.131 16 FAELBA 2.906 1.423 4.329 17 FAELCE 1.311 2.263 3.574 18 FASERN 737 354 1.091 19 FIBRA 1.476 1.106 2.582 20 FORLUZ 10.668 12.072 22.740 21 INERGUS 1.053 460 1.513 22 PREVINORTE 4.741 1.126 5.867 23 REAL GRANDEZA 5.648 6.858 12.506 24 REDEPREV 5.843 1.587 7.430 TOTAL 94.690 106.867 201.557

Fonte: Consolidado estatístico dez/2009 da ABRAPP

Das 24 entidades, 15 encaminharam as informações solicitadas e 14 tiveram os dados aptos para o estudo proposto. A seguir apresentamos tabela com total de expostos ao risco no início e fim do ano, novos entrados, desligados do plano e óbitos no período, considerando ambos os sexos.

Tabela 5 – Movimentação de Expostos ao Risco

Ano Expostos Início do Ano Filiados no Ano Desligados no Ano Expostos Total de Óbitos

2001 107.291 838 271 107.575 476 2002 106.202 1.382 371 106.708 484 2003 107.364 1.110 404 107.717 569 2004 109.683 1.324 359 110.166 626 2005 111.309 2.271 352 112.269 582 2006 113.526 3.223 635 114.820 559 2007 115.254 1.684 824 115.684 563 2008 115.421 1.555 746 115.826 555 2009 105.260 1.648 546 105.811 444

Analisando a tabela 5 verifica-se um crescimento significativo no número de filiados nos anos de 2005 e 2006. Em sua grande maioria, o aumento é explicado pelo número de filiações ocorridos na Fundação COPEL, ou seja, 36,04% das 5.494 filiações são atribuídas à entidade supramencionada, devido a concurso realizado no ano de 2005. Outro fato que merece destaque é a forte redução verificada no número de expostos entre os anos de 2008 e 2009. No final do ano de 2008 o total de expostos era de 115.684 vidas, enquanto que em 2009 foi reduzido para 105.811. A discrepância observada pode ser explicada pela ausência de informação da Fundação CHESF referente ao ano de 2009, ou seja, no final de 2008 a entidade contava com 10.827 vidas que não tiveram suas trajetórias expressas no exercício de 2009.

A seguir apresentamos gráficos com a distribuição dos expostos ao risco e do número de óbitos por idade:

Gráfico 4 – Distribuição dos Expostos ao Risco por Idade Fonte: Elaboração do autor com base nos dados observados

Verificando o gráfico acima nota-se o mesmo comportamento observado na tabela 5, ou seja, uma tendência de crescimento do número de expostos, com exceção do ano de 2009, e um descolamento à direita na direção das idades mais longevas à medida que os anos passam.

Para determinar a quantidade de expostos ao risco no final de cada ano utilizamos a expressão 3.21, e a seguir apresentamos a distribuição de participantes e aposentados, segregados por sexo:

Tabela 6 – Expostos ao Risco Segregados por Sexo

Ano Masculino Feminino Total % Masculino % Feminino

2001 91.514 15.497 107.011 85,52% 14,48% 2002 91.090 15.564 106.654 85,12% 14,54% 2003 91.680 15.926 107.606 85,67% 14,88% 2004 93.850 16.340 110.189 87,70% 15,27% 2005 95.473 16.992 112.465 89,22% 15,88% 2006 97.208 17.689 114.897 90,84% 16,53% 2007 97.654 18.018 115.672 91,26% 16,84% 2008 97.678 18.296 115.974 91,28% 17,10% 2009 89.467 16.539 106.006 83,61% 15,46%

Fonte: Elaboração do autor

Observando a tabela 6, nota-se que existe uma predominância do sexo masculino, isto é, em torno de 90% da população é composta por homens. Essa constatação nos conduziu a optar pelo desenvolvimento de uma análise unissex. O estudo segregado por sexo, especificamente para o feminino, poderia ficar comprometido pelo número reduzido de expostos ao risco e óbitos observados.

A tabela abaixo apresenta as idades modais à morte, segundo Kannisto (2001):

(4.1)

onde:

idade com maior número de mortes; e

intervalo entre as idade, no nosso caso, igual a 1.

Tabela 7 – Idade Modal à Morte

Ano X Óbitos em X Óbitos em X -1 Óbitos em X + 1 Idade Modal

2001 64 28 15 16 64,23

2002 65 29 21 11 65,17

Ano X Óbitos em X Óbitos em X -1 Óbitos em X + 1 Idade Modal 2004 65 36 28 27 65,11 2005 58 32 20 22 58,18 2006 58 26 19 23 58,13 2007 65 34 23 21 65,17 2008 66 34 23 27 66,15 2009 74 26 13 15 74,24

Fonte: Elaboração do autor

A idade modal é um indicador de compressão de mortalidade, entretanto pelos valores observados não podemos supor que tal evento esteja ocorrendo na população em estudo.

A figura a seguir apresenta 9 box-plots, onde as idades de ocorrência de óbitos são representadas no eixo horizontal, enquanto que no eixo vertical temos os respectivos anos de ocorrência, ou seja, o box-plot 1 corresponde ao ano de 2001, o de número 2 corresponde ao ano de 2002 e assim sucessivamente.

Figura 1 – Medidas de Tendência Central e Separatrizes – Segundo (Óbitos por Ano) Fonte: Elaboração do autor

Gráfico 5 – Distribuição do Número de Óbitos por Idade Fonte: Elaboração do autor com base nos dados observados

Tabela 8 – Resumo Descritivo das Idades de Ocorrência de Óbitos

Medidas 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Mínimo 20 19 19 19 18 19 18 18 18 1 Quartil 53 55 55 57 57 58 58 61 60 Moda 64 65 60 65 58 58 65 66 74 Mediana 62 63 63 65 65 66 65 67 67 Média 61 63 63 64 65 65 66 67 67 3 Quartil 70 71 71 72 74 74 74 74 74 Máximo 94 97 94 93 95 94 94 93 98 IQR 17 16 16 15 17 16 16 13 14

Fonte: Elaboração do autor

A tabela acima resume as distribuições de óbitos apresentadas no gráfico 5, bem como os resultados observados na figura 1, ou seja, dentre as várias medidas apresentadas, podemos destacar o IQR médio de 16 anos, expressando que em torno de 50% (cinquenta por cento) dos óbitos estão entre as idades de 57 e 73 anos.

Os gráficos a seguir apresentam a distribuição de óbitos por idade e o número de expostos ao risco, considerando todas as entidades participantes do estudo. O maior número de óbitos foi registrado nas idades 64 e 65, ou seja, 218

mortes. Enquanto, que a idade 50 representa o ponto de maior número de exposto ao evento morte.

Gráfico 6 – Número de Óbitos por Idade – Considerando Todas as Entidades Fonte: Elaboração do autor com base nos dados observados

Gráfico 7 – Expostos ao Risco por Idade – Considerando Todas as Entidades Fonte: Elaboração do autor com base nos dados observados

De acordo com o gráfico 6 podemos observar uma baixa frequência de óbitos nas idades mais jovens e nas idades mais longevas. Em função do fato supramencionado o ajuste nesses intervalos pode ficar comprometido, forçando-nos

a impor uma restrição na análise das taxas de sobrevivência. O Apêndice B contém as idades em que não foram observadas óbitos.