CINQUIÈME SECTION DÉCISION
A. Les circonstances de l’espèce
Atualmente a gestão desafia os gestores na busca de uma prática de gestão inovadora, estabelecendo relações humanas com os diferentes atores, na busca de pessoas que possam ser um diferencial na sua empresa. Porém, é importante resgatar a trajetória histórica pelo qual as organizações e os administradores/gestores passaram para a compreensão das concepções e práticas atuais de gestão.
Taylor e Fayol eram engenheiros que tiveram pela frente o desafio de compreender a lógica das organizações. Enquanto Taylor trabalhou em uma perspectiva mais operacional, ou seja, estudou a organização de baixo para cima; Fayol preocupou-se mais com a questão estrutural das organizações.
Ao longo de sua obra, Taylor (1990) aponta que mesmo a mais simples tarefa pode ser objeto de aplicação dos critérios científicos. Argumenta sobre como aplicar estes princípios e cita as ressalvas ao método (que requer tempo e preparação para aplicação na realidade da maioria das organizações da época) e os benefícios obtidos para os capitalistas, trabalhadores e sociedade em geral (em virtude de uma maior produtividade, maior número de empregos gerados, melhor qualidade nos produtos, menor desperdício e menor preço aos consumidores) da adoção da administração científica nas organizações. Porém nessa dissertação é dada maior ênfase às contribuições de Fayol que destaca as funções do administrador, e à evolução dessas funções/responsabilidades para compreender as práticas de gestão.
Para Motta (1986), com a Revolução Industrial, o desenvolvimento da máquina muda a relação do homem com ambiente e a produção manufatureira dá lugar às fábricas. Origina- se a Teoria da Administração, sendo um dos pioneiros Taylor, que se preocupou com a racionalização dos métodos e sistemas de trabalho, incumbindo ao administrador a tarefa de garantir que o trabalhador dispense o esforço de que é capaz. Para Taylor (1990), existe uma maneira certa de realizar o trabalho e uma vez descoberta esta maneira, ela automaticamente maximizará a eficiência. Para isso ele sugere a seleção, o treinamento e o controle dos trabalhadores.
Fayol foi o pioneiro da Escola Clássica e sua teoria tem ênfase na estrutura organizacional e as funções do administrador. Voltou seus estudos para a racionalização da estrutura administrativa, que gerencia o processo de trabalho, desenvolvendo uma análise lógico-dedutiva da administração e classificou a função do administrador como: planejar, organizar, coordenar, comandar e controlar (MOTTA, 1986).
A previsão é uma parte essencial para governar. Ela se manifesta de várias formas, mas seu instrumento mais eficaz é o programa de ação. Para Fayol, (1990, p. 65) “o programa de ação, é ao mesmo tempo o resultado visado, a linha de conduta a seguir, as etapas a vencer, os meios a empregar”. A preparação do programa de ação envolve todos os serviços e todas as funções e particularmente a função administrativa.
Quanto à organização, o autor define como dotar a empresa de tudo que é útil a seu funcionamento: matérias-primas, utensílios, capitais e pessoal. Ele faz duas grandes divisões: o organismo material e o organismo social formado pelos grupos de acionistas, conselho de administração, direção geral, regionais e locais; engenheiros chefes; chefes de serviços; chefes de oficina; contramestres e operários; que correspondem às funções essenciais.
Constituído o corpo social, é preciso fazê-lo funcionar. Considera essa a missão do comando. A arte de comandar está associada a certas qualidades pessoais e sobre o conhecimento dos princípios gerais de administração. Para o autor, o chefe encarregado de um comando deve ter conhecimento profundo de seu pessoal, deve excluir os incapazes, dar bom exemplo, reunir seus principais colaboradores para preparar a unidade de direção e a convergência dos esforços, incentivarem as pessoas a atividade, a iniciativa e o devotamento entre outros.
A coordenação para Fayol (1990, p. 126) “é estabelecer a harmonia entre todos os atos de uma empresa de maneira a facilitar o seu funcionamento e o seu sucesso”. Para uma empresa bem-coordenada devem ser observados alguns fatos como: cada operação é efetuada com ordem, sabendo como cada serviço deve estar interconectado com os outros. As pessoas sabem como se dá a divisão e as subdivisões do trabalho, qual a parte que cabe na obra comum e sobre a ajuda mútua que elas devem prestar.
O autor justifica a última função do administrador como sendo o controle por que esta consiste em verificar se tudo corre de acordo com o programa adotado, as ordens dadas e os princípios determinados. Tem o objetivo de assinalar as faltas e os erros a fim de reparar e evitar a repetição. Foi ele quem definiu pela primeira vez as funções exercidas em uma empresa e as responsabilidades do administrador. Porém outros autores contribuíram para a definição das atividades gerenciais que variaram em alguns conceitos.
Newman (1970) definiu as atividades gerenciais como: planejar, organizar, liderar, aferir resultados e coordenar. Teve o mérito de substituir o “comandar” de Fayol pelo conceito mais abrangente de liderar. No início do século XX, comandar era perfeitamente válido para uma empresa industrial. Newman (1970) introduziu o princípio da importância da coordenação como essência da administração. Aferir resultados pode ser considerado uma parte de controlar.
Koontz, O’Donnel e Weihrich (1995) consideram também a coordenação como essência da administração, considerando as atividades gerenciais como de planejar, organizar, prover recursos humanos, liderar e controlar. A diferença entre as atividades gerenciais e a concepção de Fayol reside na inclusão de prover recursos humanos como atividade autônoma com o objetivo em formar uma equipe competente, integrada e motivada, disposta a agir para o conjunto. Para isso é necessário saber recrutar, selecionar e treinar as pessoas, capazes de assumir responsabilidades para atingir os objetivos. Também é importante mencionar a troca do termo comandar em liderar que envolve a condução de um grupo de pessoas, influenciando seus comportamentos e ações, para atingir os objetivos e metas de interesse comum desse grupo.