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Cas particulier de la peroxydase de raifort

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2. Approche bioélectrochimique

2.5 Amplification enzymatique

2.5.2 Cas particulier de la peroxydase de raifort

As AD’s são organizações autónomas, de direito privado, mas que não têm por finalidade a obtenção do lucro. Em geral, desempenham um serviço de interesse público

8 A este propósito, Chambel e Curral (2000) vão mais longe, defendendo que a participação do investigador não

só é fundamental para a compreensão da realidade, como também a participação dos membros da organização na própria investigação, para que enriqueçam a sua experiência: “Ao fomentar-se uma investigação participada, promove-se a aprendizagem de todos os envolvidos, através da reflexão do «seu mundo» e das suas acções neste. Nesta perspectiva, os limites entre a investigação e a intervenção esbatem- se, pois procura-se conhecer o objecto de estudo, ajudando essa mesma realidade a mudar” (p. 34).

9 Os dilemas éticos são dos aspectos mais importantes nos trabalhos de investigação em profundidade,

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reconhecido pelo Estado e, por isso, são alimentadas pelos apoios financeiros provenientes da Administração Pública. Do ponto de vista da missão, promovem a prática de uma determinada modalidade desportiva e integram vários clubes ou colectividades desportivas em regime de filiação. Por sua vez, segundo uma análise macro, fazem parte do sistema desportivo e ao nível da RAM, estabelecem estreitas ligações e dependências através do IDRAM. Por outro lado, a nível nacional, em geral, estão filiadas na federação da respectiva modalidade, participando nas principais questões ligadas aos planos de desenvolvimento, quadros competitivos e regulamentos de competição nacional. Elas assumem-se como uma das principais unidades intermédias promotoras do associativismo desportivo e desempenham um papel crucial no crescimento e desenvolvimento dos clubes e do processo desportivo e social10.

O estudo das decisões estratégicas das organizações desportivas a partir da análise das intervenções dos agentes desportivos que detêm o poder e a influência no processo de desenvolvimento da própria organização (utilizando a metodologia de qualitativa), encontra- se ainda numa fase incipiente, apesar de nos últimos tempos se ter vindo a verificar contributos interessantes no domínio da gestão do desporto (Balduck, Parmentie & Buelens, 2004, p. 305; Lopes & Pires, 2004, p. 414; Olivier & Fishiwick, 2003, parágrafo 1).

A análise interna da organização, quer no que respeita à estrutura, quer mesmo ao nível da missão e, sobretudo, à actuação estratégica, pode ser considerada como um dos processos complexos de se conhecer e compreender, tanto mais quando se trata de estudar as organizações desportivas não lucrativas que são lideradas, geralmente, por dirigentes voluntários. Os dirigentes são apoiados por técnicos ou directores técnicos desportivos que constituem os principais actores com responsabilidades na tomada de decisão sobre as actividades das AD’s. No entanto, é necessário descrever e perceber o contributo de cada actor e as fontes de poder interna que influenciam a tomada de decisão estratégica.

O presente estudo pretende compreender a lógica da tomada de decisão estratégica das AD’s no território da RAM. O problema foi construído com base nas recomendações dos resultados do estudo de Correia (2000, p. 164) em relação à estratégia das federações desportivas no Ciclo Olímpico 1996, mas enfocando os aspectos relacionados com a natureza e os factores determinantes da decisão estratégica das AD’s. A estratégia situa-se ao nível da

10 A Lei de Bases do Desporto (Lei n.º 30/2004, de 21 de Julho, DR Nº.170 I Série A, pp. 4468-4469, 4471-4472) consagra

nos artigos 10º, 12º, 18º, 20º, 35º e 39º a importância do movimento associativo, em geral, e dos dirigentes desportivos, em particular, bem como a necessidade do Governo apoiar a investigação científica na área do desporto e das matérias relacionadas com este.

natureza política da decisão e, portanto, passível de ser compreendida no contexto de acção específica, equacionando-se as interpretações dos agentes envolvidos e os constrangimentos organizacionais (idem, p. 49).

Figura 8 - Modelo de análise, baseado no estudo da estratégia das federações desportivas portuguesas no Ciclo Olímpico 1996 (Correia, 2000).

Se olharmos para as AD’s como organizações sem fins lucrativos que promovem o acesso ao desporto em colaboração com a APR e APL e prestam supostamente um papel social, desportivo e cultural importante, na medida em que, directa ou indirectamente, contribuem para o bem público e são alimentadas pelo erário público, não podemos ficar indiferentes aos valores sociais e culturais dos actores organizacionais. Conforme sugere Slack (1992, p. 116), as mudanças na cultura das organizações desportivas sem fins lucrativos não ocorrem apenas na estrutura convencional; elas exigem o compromisso de todos os membros e a integração para a estrutura de uma organização. Por esta razão, é necessário compreender a missão da organização e as principais actividades que determinam a decisão estratégica.

Neste modelo de análise, enaltecemos a necessidade de estudar a relação dinâmica das AD’s com as estruturas orgânicas com quem estabelecem interacções e parcerias, nomeadamente a APR e as federações desportivas, numa visão meso e macro, e os clubes desportivos como unidades suas filiadas, numa perspectiva mais reduzida e particular desta relação. Associações Desportivas Federações Clubes Administração Pública Regional

NATUREZA DA DECISÃO ESTRATÉGICA

Missão Estrutura Responsabilidade Processo Fontes de poder

Resultados

ACTORES ORGANIZACIONAIS

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Descrever a missão, a estrutura e as intervenções dos actores organizacionais que detêm o poder de influência da tomada de decisão, entre os quais destacamos os dirigentes desportivos e o DT, permite abrir portas para a compreensão e interpretação da natureza da decisão estratégica. Assim, para além da missão e da estrutura organizacional, importa investigar sobre as seguintes dimensões: a responsabilidade de quem toma e influencia a decisão estratégica; o grau de estruturação ou de programação do processo de tomada de decisão e as determinantes internas e externas do poder e dos jogos de interesse.

Do ponto de vista dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa (artigo 79º) e da Lei de Bases do Sistema Desportivo (artigos 11º, 65º e 66º), incumbe ao Estado o dever de apoiar o desporto nas suas mais variadas formas de actividade física e o associativismo desportivo. No entanto, desconhece-se a capacidade de adaptação das AD’s face às mudanças do envolvimento e os factores internos e externos que influenciam o processo de decisão estratégica. Ora, sendo o desporto um fenómeno social em constante mudança, as AD’s devem desenvolver uma visão estratégica que lhes permita antecipar os acontecimentos e estarem preparadas para as ameaças da concorrência. Butler e Wilson (1990, p. 165) defendem a importância destas organizações terem uma visão de antecipação e de identificação dos factores relevantes do meio envolvente. Este pressuposto é vital para as AD’s, se atendermos ao facto de que os recursos financeiros provenientes da APR tenderão a escassear e a serem criteriosamente distribuídos.

Em 2003, num trabalho produzido pelo Presidente do IDP, o Conselho de Ministros de então tinha aprovado um dos documentos estratégicos mais importantes para o desenvolvimento desportivo nacional, onde previam medidas e prioridades estratégicas até 2013. Entre vários aspectos realçados, reconhecia-se a ausência de uma visão estratégica e sugeria-se, para o relançamento do associativismo desportivo português, a responsabilização dos agentes desportivos institucionais. No mesmo documento, e reforçando o papel do tecido associativo no desenvolvimento do desporto, apesar das dificuldades por que passam os dirigentes desportivos, recomendava-se algumas orientações:

“A delegação de competências efectivas ao movimento associativo desportivo, a fluidez dos circuitos administrativos e financeiros e, sobretudo, a simplificação da cadeia que leva da concepção estratégica à tomada de decisão, sem alterar os constrangimentos de ordem social que dificultam a participação cívica dos cidadãos, constituem uma contribuição inadiável à dinamização e mobilização indispensáveis à reforma do nosso sistema desportivo (p.10).

É neste contexto emergente e de constante mudança que consideramos importante estudar a tomada de decisão estratégica, na qual desempenham uma responsabilidade acrescida os actores que dirigem a própria organização, ou seja, os elementos da Direcção da AD e o DT ou elementos do Departamento Técnico. Trata-se, pois, de consultar os principais

intervenientes no processo de decisão estratégica para compreendermos a capacidade de adaptação e de desenvolvimento das AD’s.

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