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4.2.1.1 Cas des données isothermes

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CHAPITRE II: MATERIAUX ET METHODES

II- 4.2.1.1 Cas des données isothermes

Na tentativa de clarificarmos o conceito de atitude convém distingui- lo de outros conceitos tais como as crenças, as opiniões, os valores e ideologia, que, de alguma forma, podem manifestar alguma paridade com estas.

A crença tal como as atitudes reporta-se a um dado objecto, porém a crença corresponde à “informação de que uma pessoa dispõe acerca do objecto” (Lima, 1993, p. 170).

Para os autores Krech, Crutchfield e Ballachey (1992) citados por Neto as atitudes existem sustentadas por crenças que compõem a componente cognitiva (1998). Por outro lado, Fishbein e Ajzen (1995) referem as crenças “como julgamentos que indicam a probabilidade subjectiva de uma pessoa ou de um objecto tenha uma característica particular” (Neto, 1998, p. 343). Seguindo esta óptica, as crenças referem- se ao domínio cognitivo, (pensamentos e ideias) enquanto que, as atitudes referem-se ao domínio afectivo (sentimentos e emoções) (Neto, 1998).

Por vezes aos conceitos, opinião e atitude tem-se atribuído o mesmo significado. No entanto, em investigação o termo “opinião” continua a ser bastante usado, sobretudo em pesquisa de inquérito e em sondagens de opinião pública que se centram “em atitudes partilhadas e crenças de vastos grupos de pessoas” (Neto, 1998, p. 350). Normalmente, nesta conjuntura, as opiniões amalgamam-se com atitudes, crenças e intenções comportamentais (Neto, 1998). Ainda assim, por vezes, são levadas a efeito especificações entre estes dois conceitos, considerando-se a opinião mais típica que a atitude. Segundo Neto, Allport (1935) coloca “a opinião, a atitude, interesse e o valor – ao longo de um mesmo continuum” (Neto, 1998, p. 350) desenvolvendo-se do individual ao genérico

O mesmo autor cita Eysenk (1954) que explica o conceito de opiniões diferenciando-as em quatro níveis: “a opinião acidental, a opinião habitual, a atitude, e a ideologia” (Neto, 1998, p. 350). A primeira reporta- se a opiniões tão-somente casuais, a segunda é de índole estável num dado período (incerto na sua duração porque oscila com a situação), a terceira remete-se a um grupo de opiniões interligadas duradouras num

determinado período, que acaba por explicar a ideologia que representa a correlação das atitudes (Neto, 1998).

Investigadores como Oskamp (1991) advogam que as “opiniões são equivalentes a crenças e não tanto a atitudes” (Neto, 1998, p. 350), ou seja, as opiniões emitem juízos de valor, afirmativos ou negativos, enquanto que, as atitudes referem-se a “sentimentos ou emoções de um indivíduo sobre objectos ou acontecimentos” (Neto, 1998, p. 351).

Já Stoetzel acredita que são as funções das opiniões que nos permitem entender o facto de um indivíduo ter uma dada opinião. Ainda na mesma linha de pensamento as opiniões são constituídas por três funções:

1. “A adaptação à realidade ou avaliação do objecto”; (1976, p. 196) isto é, por um lado, um indivíduo antes de mais encontra-se num determinado meio que desencadeará um dado comportamento que ajusta para ele a realidade. Por outro lado, as nossas atitudes e opiniões facilitam-nos a qualificar os objectos do meio que nos rodeia e assim colocam ao nosso proveito uma tendência natural para actuar e enfrentar esses mesmos objectos.

2. “Adaptar o indivíduo a seu grupo”; (1976, p. 196) ou seja, um indivíduo encontra-se sempre integrado num grupo, logo as opiniões servem para que esse grupo o aceite. Se esse acolhimento for imprescindível para o indivíduo, este inclinar- se-á a manifestar opiniões convenientes, moderando ou suavizando a manifestação de opiniões menos aceitáveis. Esta é uma afinidade habitual entre opiniões manifestadas e o grupo a que se pertence.

3. “Opiniões Experimentadas: em geral tendem a ter a mesma função em relação ao grupo de referência” (1976, p. 196). Para além destas funções Smith, Bruner e White citados por Stoetzel as opiniões desempenham outras funções no âmbito social: a opinião pode ser formada para mostrar aos outros e a si próprio a sua autonomia, a sua emancipação; ou para expressar a sua hostilidade para com os outros, através de opiniões intransigentes; pode satisfazer uma carência de reconhecimento com um grupo: deste modo, o indivíduo

julgará que lhe compete o dever de ter opiniões acerca de determinados temas (1976).

Outro tipo de constructo próximo de atitude é o de valor. Segundo Rockeach (1979) citado por Lima os valores são “as concepções centrais sobre o que é desejável a nível individual ou societal, que servem como padrões ou critérios para orientar não só a acção mas também a avaliação, as escolhas, as atitudes e as atribuições de causalidade” (1993, p. 171). Porém, ao passo que, as atitudes se conduzem a um objecto, os valores são latos e indefinidos, distinguindo objectos e situações, possuem ainda uma marca regulativa, que escassa nas atitudes. O seu carácter geral e indefinido faz com que haja limitados valores, enquanto é possível gerar muitas atitudes (Lima, 1993).

Segundo Bilhim “Valores são princípios básicos que guiam as crenças, atitudes e comportamentos de um indivíduo” (1997, p. 42) isto é, dinamizam o indivíduo, levando-o a uma aproximação ou a um afastamento dos objectos.

Para Giddens “Os valores são ideias de indivíduos e grupos acerca do que é desejável, decente, bom ou mau. A variação em termos de valores constitui um aspecto fundamental da diferenciação entre culturas humanas. O que os indivíduos valorizam é fortemente influenciado pela cultura específica em que vivem” (2000, p. 695).

De acordo com Menezes (1998), os valores podem ser definidos como princípios orientadores da vida que têm uma relativa centralidade na estrutura da personalidade e que, de certa forma, actuam como mediadores da acção. Porém, Raths, citado por Valente (1998) não considera muito importante a definição do termo "valor", preferindo realçar o processo de construção dos valores: estes, em vez de definirem a personalidade, são uma escolha e construção constantes e acompanham toda a vida dos indivíduos.

Neto citando Feather (1994) menciona que os valores são constituídos pelas seguintes particularidades: “são crenças gerais acerca de objectos e comportamentos desejáveis, envolvem bondade e maldade e têm uma qualidade de “dever” acerca deles; transcendem atitudes e influenciam a forma que as atitudes podem assumir; fornecem padrões

para avaliar acções, justificar opiniões e comportamentos, planificar comportamentos, decidir entre diferentes alternativas e apresentar-se aos outros, estão organizados em hierarquias para uma determinada pessoa e a sua importância relativa pode variar ao longo da vida; os sistemas de valores variam segundo os indivíduos, grupos e culturas” (Neto, 1998, p. 343).

Por fim, é indispensável distinguirmos entre atitude e ideologia. Por ideologia “entende-se um sistema estruturado e estável de crenças e atitudes” (Lima, 1993, p. 172) geralmente, dependente de uma “referência social ou política” (Neto, 1998, p. 353).

Segundo Tetlock (1989) a ideologia varia conforme duas características:

1. Concedem ou eventualmente podem conceder diferentes

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