Nombre d'onde (cm*')
3.2.3 Etude de l'espèce transformée
3.2.3.3 Caractérisation de l'espèce transformée
14
A tabela 27 relaciona as áreas de ocorrência (ha e %), dos graus de limitação de 15
cada fator condicionante de degradação das terras na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 16
A profundidade efetiva do solo (Figura 34) apresentou grau de limitação 17
moderado em pouco mais da metade da área total da MHC (1029,48 ha – 52,7%), seguido 18
pelo grau de limitação leve em 749,12 ha (38,3%). Apenas 7% da MHC tem limitação severa 19
por profundidade efetiva do solo e em menos de 2% ocorrem juntos os graus de limitação 20
nulo e extremo. 21
Graus de limitação severo e extremo por profundidade efetiva ocorrem 22
principalmente nas áreas de incidência de Neossolos Litólicos (R), resultado esperado já que 23
este grupamento é constituído por solos rasos com ausência de horizonte B diagnóstico 1 (EMBRAPA, 2013). 2 3 4
Figura 34. Distribuição espacial dos graus de limitação por profundidade efetiva e
5
profundidade de ocorrência do Horizonte B textural (Bt) na microbacia hidrográfica do 6
Ceveiro. 7
8
Quanto ao fator ‘profundidade de ocorrência do horizonte B textural’ o grau de 9
limitação é nulo em 54,8% (1072,88 ha) da área da MHC (Figura 34), coincidente com as 10
ocorrências de solos que não apresentam Bt. 11
Em contrapartida, quase um terço da MHC (594,9 ha – 30,4%) tem limitação 12
severa quanto a profundidade de ocorrência do Bt (Figura 34). Os demais graus de limitação 13
juntos correspondem a cerca de 15% da MHC; as porcentagens individuais podem ser 14
consultadas na tabela 27 e visualmente distribuídos pela área na figura 34. 15
No que tange a distribuição espacial do COS, identificaram-se apenas três classes 16
em ambas as profundidades (0 a 30 cm e 30 a 100 cm), não havendo a ocorrência de áreas 17
com limitações nula e leve (Figura 35), evidenciando a ocorrência de baixos teores de COS na 18
MHC, de acordo com os critérios de interpretação adotados (TOMÉ JÚNIOR, 1997). 19 20 21 22 23 24 25
1 2
Tabela 27. Área (ha e %) de ocorrência dos fatores condicionantes enquadrados nos graus de
3
limitação (Nulo, Leve, Moderado, Severo e Extremo) na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 4 5 Atributos Edáficos Camada (cm) UN Graus de Limitação
Nulo Leve Moderado Severo Extremo Total
Profundidade efetiva - ha 29,68 749,12 1029,48 144,80 1,56 1954,64 % 1,5 38,3 52,7 7,4 0,1 100,0 Profundidade Bt - ha 1072,88 12,32 231,40 594,88 43,16 1954,64 % 54,89 0,63 11,84 30,43 2,21 100,00 COS 0 - 30 ha 0,00 0,00 462,20 1327,72 164,72 1954,64 % 0,0 0,0 23,6 67,9 8,4 100,0 30 - 100 ha 0,00 0,00 53,52 1245,36 655,76 1954,64 % 0,0 0,0 2,7 63,7 33,5 100,0 Ds 0 - 30 ha 594,84 730,96 309,88 255,60 63,36 1954,64 % 30,4 37,4 15,9 13,1 3,2 100,0 30 - 100 ha 384,68 530,12 258,72 462,80 318,32 1954,64 % 19,7 27,1 13,2 23,7 16,3 100,0 Pmac 0 - 30 ha 760,84 313,52 466,76 332,04 81,48 1954,64 % 38,9 16,0 23,9 17,0 4,2 100,0 30 - 100 ha 321,88 173,20 391,56 1019,32 48,68 1954,64 % 16,5 8,9 20,0 52,1 2,5 100,0 Grupamento textural 0 - 30 ha 941,96 526,64 284,64 201,40 0,00 1954,64 % 48,2 26,9 14,6 10,3 0,0 100,0 30 - 100 ha 321,64 639,92 945,28 47,80 0,00 1954,64 % 16,5 32,7 48,4 2,4 0,0 100,0
Legenda: COS – carbono orgânico do solo; Ds – densidade do solo; Pmac – macroporosidade; UN -
6
unidade.
7 8
Figura 35. Distribuição espacial dos graus de limitação por carbono orgânico do solo (COS)
1
nas camadas 0 a 30 cm e 30 a 100 cm na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 2
3
O grau de limitação severo por COS na camada superficial do solo (0 a 30 cm) 4
representa cerca de 2/3 da MHC em superfície (1327,72 ha, 67,9%) e subsuperfície (1245,36 5
ha, 63,7%), conforme pode ser visto espacialmente distribuído na figura 35. 6
Os resultados indicam que a limitação intensificou-se em profundidade no solo, de 7
tal forma que valores extremos aparecem em 8,4% (164,72 ha) da área na camada superfícial 8
do solo, enquanto que em subsuperfíce esta limitação extende-se por 33% da MHC, 9
representando 655,76 ha. Já a limitação moderada, menor grau observado para o COS ocorre 10
em maior proporção na camada superior do solo (462,20 ha - 23,6%), contra 53,52 ha - 2,7%) 11
em subsuperfície. 12
O COS é de grande valia aos sistemas agrícola e possui grande importância 13
ambiental. Segundo Rounsevell et al. (1999), o COS influencia a estrutura física do solo e tem 14
grande importância em uma variedade de serviços ecossistêmicos, tais como a retenção de 15
nutrientes, o armazenamento de água e a atenuação de poluentes, de tal forma que baixos 16
teores de COS podem levar à redução da fertilidade do solo e consequentemente à degradação 17
da terra. Segundo Lu et al. (2017); Zhou et al. (2017) e Abdalla et al. (2018) o uso da terra 18
acima da sua capacidade de suporte geralmente proporciona baixos teores de COS. 19
Os baixos teores de COS na MHC, configurando limitações severa e extrema 20
deste atributo em grandes porções de terra em superfície e subsuperfície do solo, podem estar 21
relacionados ao uso da terra essencialmente agrícola com a cana-de-açúcar, que ocupa cerca 22
de 70% da área total, e a textura arenosa e média predominante nos solos do Ceveiro. Para 23
Lovato (2001) a transformação dos ecossistemas naturais em áreas agrícolas, onde o manejo 24
pode incluir o preparo intensivo do solo, condiciona uma queda de carbono orgânico do solo, 25
transformando o solo numa fonte de CO2 para a atmosfera. Rial et al. (2017) descobriram que 26
as condições climáticas são o principal fator para o estoque de COS na escala continental, mas 27
o tipo de cobertura terrestre influencia o conteúdo COS em escalas locais. 28
Com relação as limitações por densidade do solo na MHC (Figura 36), pouco 29
menos de 70% da área total possui grau de limitação nulo (594,84 ha; 30%) ou leve (730,96 30
ha; 37%) na camada superficial do solo (0-30 cm). Os graus de limitação moderado (309,88 31
ha - 15,9%), severo (255,60 ha – 13,1%) e extremo 63,36 ha (3,2%) completam a área. 32
1 2
Figura 36. Distribuição espacial dos graus de limitação por densidade do solo nas camadas 0
3
a 30 cm e 30 a 100 cm na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 4
5
Em profundidade (30 a 100 cm) as limitações se intensificam, sendo possível 6
identificar uma área cerca de 5 vezes maior representada pelo grau de limitação extremo 7
(318,32 ha – 16,3%) e cerca de 2 vezes maior para a limitação severa (462,80 ha - 23,7%). As 8
limitações nula (384,68 ha – 19,7%), leve (530,12 ha – 27,1%) e moderada (258,72 ha - 9
13,2%) completam a distribuição espacial deste fator condicionando na microbacia do 10
Ceveiro (Figura 36). 11
Na camada superficial do solo (0-30 cm), a macroporosidade do solo distribui-se 12
pela microbacia hidrográfica do Ceveiro com 760,84 ha de grau de limitação leve (38,9%), 13
seguido pelo grau de limitação moderado que se estende por 466,76 ha (23,9%) conforme 14
pode ser visto na figura 37. Os graus de limitação leve e severo ocupam porções de terra 15
praticamente iguais, sendo 313,52 ha (16%) para leve e 332,04 ha (17%) para severa. O grau 16
de limitação extremo por macroporosidade do solo ocorre em apenas 81,48 ha (4,2%) da 17
MHC. 18
1
Figura 37. Distribuição espacial dos graus de limitação por macroporosidade do solo nas
2
camadas 0 a 30 cm e 30 a 100 cm na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 3
4
Em contrapartida, na camada 30-100 cm de profundidade a MHC apresenta 5
elevada limitação por macroporosidade, possuindo 1019,32 ha enquadrados como sendo de 6
grau de limitação severo (mais da metade da área total da bacia – 52%). Outros 20% (391,56 7
ha) representam limitação moderada por macroporosidade em subsuperfície na MHC, 8
conforme indicado na figura 37. A área é completada por graus de limitação nulo (321,88 ha - 9
16,5%), leve (173,20 ha - 8,9%) e extremo (48,68 ha - 2,5%), conforme pode ser visto na 10
tabela 27 e figura 37. 11
A distribuição espacial da areia, silte e argila pela MHC permitiram enquadrar as 12
áreas nos grupamentos texturais propostos por EMBRAPA (2013) e consequentemente a 13
classificação nos graus de limitação descritos anteriormente na tabela 21. Na figura 38 e 14
tabela 27 estão apresentados os graus de limitação provenientes da textura do solo na 15
microbacia hidrográfica do Ceveiro (MHC) em superfície (0 a 30 cm) e subsuperfície (30 a 16
100 cm). 17
1
Figura 38. Distribuição espacial dos graus de limitação por grupamento textural do solo nas
2
camadas 0 a 30 cm e 30 a 100 cm na microbacia hidrográfica do Ceveiro. 3
4
Não foi identificada limitação extrema da textura do solo em nenhum das camadas 5
de solo estudadas na MHC (Figura 38). Na camada superficial do solo (0 a 30 cm) 6
praticamente metade da área total da MHC está coberta por limitação nula (941,96 ha; 48,2%) 7
por textura do solo, seguida por 26,9% de limitação leve (526,64 ha), 14,6% de limitação 8
moderada (284,64 ha) e 10% de limitação severa (201,4 ha). 9
Em subsuperfície (30 a 100 cm) cerca de 50% da área total da MHC estão 10
ocupados pelo grau de limitação moderado por textura do solo (945,28 ha – 48%), seguida por 11
um terço de limitação leve (639,92 ha, 31,7%) e 16% de limitação nula (321,64 ha). O grau de 12
limitação severo por textura do solo foi classificado em apenas 47,8 ha (2,4%) da área total da 13
microbacia hidrográfica do Ceveiro na camada de 30 a 100 cm. 14
15