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respondente.

4.4 DEFINIÇAO DOS MÉTODOS AMD A SEREM INCORPORADOS NO

MODELO

Segundo o agrupamento sugerido para esta pesquisa, apresentado na seção 3.7.7, como métodos possíveis para ponderação de pesos dos critérios no modelo, foram estudados apenas os agrupamentos i - diretos e subjetivos e iii – processos estruturais e matemáticos, para a ponderação de importâncias. O agrupamento ii - diretos e técnicos minimamente subjetivos não se aplica a opinião da população em geral, por se tratar de análises realizadas apenas por especialistas, não sendo foco deste estudo, ou do principal público alvo no âmbito da participação popular.

No agrupamento i - diretos e subjetivos, é adotado um modo de ordenar individualmente os critérios e quantificar a importância, através de experiências individuais e únicas de cada usuário do instrumento. Desta forma os pesos são atribuídos de maneira subjetiva para cada critério, sem auxílio de nenhuma outra ferramenta matemática ou de consulta. Em um conjunto de critérios que somam 100% da importância no resultado, é atribuído um percentual particular a cada critério por julgamento exclusivo do usuário.

No agrupamento iii - processos estruturais e matemáticos, dentro da classificação MADA, de maior aderência na aplicação de integração SIG-AMD por Malczewski (2006), elencados na revisão. A presente pesquisa não teve como objetivo criar avaliação ou comparação, de modo que para a definição de qual método seria incluído no modelo, usou-se referencias de estudos realizados para os métodos, e analisados os resultados obtidos compatíveis com o objetivo do mesmo.

Os estudos adotados como referência foram “Análise comparativa dos

métodos de apoio multicritério a decisão: AHP, ELECTRE E PROMETHEE” (LEITE e

FREITAS, 2012) que trata dos métodos estruturais e incorpora estudos já realizados de comparação e avaliação e o trabalho “Escolha de ferramenta de apoio à tomada

de decisão para escolha de sítio para rejeitos de alta atividade” (MADEIRA, 2013)

embora trate de comparar o método AHP com métodos que utilizam análises por grupos de especialistas, traz avaliações interessantes quanto ao método AHP que são relevantes para o objetivo da pesquisa.

Estes dois estudos foram escolhidos como referência mesmo que não se relacionam diretamente com o objeto do instrumento, por fornecerem insumos sobre a ação dos métodos, suas potencialidades e limitações.

O estudo de Leite e Freitas (2012) aponta na literatura um elenco de vantagens do método AHP:

• Técnica mais utilizada atualmente no meio acadêmico e empresarial; • Decomposição hierárquica do problema torna a compreensão e

estruturação mais fácil;

• Preferência de decisores em situações que predominam restrições qualitativas;

• Estrutura formalmente os problemas; • Simplicidade de comparação entre pares;

• Permite checar a consistência dos pesos atribuídos; • É versátil

• Aplicado em situações que são utilizados intervalos numéricos para representar prioridades

• Definições de relacionamento de dominância, o que contribui para análise de sensibilidade34.

Para o método PROMETHEE aponta as vantagens: • Comparação par a par

• Possui uma interface visual própria

• Caráter não compensatório, contribui na análise de sensibilidade • Necessidade menor de inputs

Dentre as vantagens de ambos os métodos é pertinente avaliar quais as vantagens fazem efeito no modelo AMD participativo. Não há no modelo, por se destinar a contribui no processo de participação, um caráter de precisão ou exatidão nas respostas, ou seja, as repostas fornecidas pelo modelo são auxilio para a reflexão do participante, e não propriamente dito a resposta. Deste modo, não se considera a possibilidade de aplicação de análise de sensibilidade, o que desqualifica as vantagens em relação a esse processo.

Assim, o método ELETRE passa não ter vantagens em relação aos outros dois, e o método PROMETHE perde uma vantagem. As vantagens do AHP são consideráveis em relação ao modelo que se pretende, portanto se apresenta na comparação de vantagens como melhor solução.

Entretanto, para a decisão de escolha do método ainda se levou em consideração o diagrama de fluxo de decisão proposto pelos autores, para escolha de método de análise, para qualquer caso de estudo. O diagrama indica sentidos dependendo da característica do problema. Embora o modelo proposto não tenha objetivo definido, podendo modelar uma gama de casos, vale considerar o componente espacial para avaliação segundo o diagrama de Leite e Freitas (2012), apresentado na Figura 10.

34 Processo realizado para identificar incertezas nos componentes das análises multicritérios. Procedimento

para determinar como o curso das soluções, que se obteve com a priorização de áreas, pode ser modificado com alterações no início do processo de tomada de decisão (MALCZEWSKI, 1999)

Figura 10: Fluxo de decisão para os métodos AHP, ELECTRE e PROMETHEE

Fonte: Leite e Freitas (2012)

Tendo em mente problemas urbanos com componentes espaciais e de percepção, o caminho percorrido no diagrama é:

• Os critérios são passivos de comparação? SIM

• Possuem estrutura hierárquica? SIM ou NÃO são válidos. Para SIM o caminho fecha com a indicação do método AHP

• Escala de Saaty representa satisfatoriamente as diferenças entre os critérios? SIM. Fechando o caminho com a indicação do método AHP Na sequência tomando como referência o trabalho de Madeira (2013), considerou-se os critérios de avaliação do autor para comparar o método AHP com os métodos que envolvem consultas a especialistas e classificou em uma escala de 1 a 5, sendo 1 muito ruim e 5 muito bom: Os critérios e as pontuações do AHP na avalição do autor são:

• Processo de escolha transparente e confiável (4) • Baixo grau de subjetividade (5)

• Apoio à tomada de decisão passível de atualização (4) • Análise de Decisão Multicritério (5)

• Facilidade de implementação (5) • Tempo de implantação (5)

O método recebeu maiores pontuações no total da comparação do autor, e tem destaque em fatores que interessam diretamente a presente pesquisa, como Facilidade de Implementação e Tempo de implantação, não exigindo grandes esforços tanto dos pesquisadores ao montar o caso, quanto dos respondentes na aplicação do modelo.

Tendo em vista a consideração de vantagens e o fluxo de decisão, apresentados pelos autores Leite e Freitas (2012), e a avaliação realizada por Madeira (2013), tomou-se como método baseado em processos estruturados e matemáticos para compor o ponderador do modelo, o método AHP.

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