Chapitre 4 Prise en considération du contexte : mise en application sur
4.4 Présentation de l’application Apprentissage et reconnaissance des couleurs 113
4.4.5 Autres applications basées sur l’ Apprentissage et la reconnaissance
A conjuntura actual do quadro legislativo presente nas orientações curriculares para a Educação Pré-escolar, faz revigorar a importância do envolvimento dos pais na vida do jardim-de-infância. Somos da opinião e começaremos por dizer, neste capítulo, que subsiste a verdade essencial, de que a família cumpre os desígnios da formação pessoal e social da criança. Aliás Macedo (1983, p.32) afirma que a família (...) “deve pedir à escola apoio e colaboração na missão de educar, mas não pode delegar na escola a plenitude, ou mesmo a prioridade dessa missão de educar".
Nesta mesma óptica, os sociólogos são unânimes em dizer que a família, como primeiro agente socializador, exerce um papel decisivo na aquisição de noções, hábitos e conteúdos sobre a realidade social. Poderemos ainda acrescentar que o desenvolvimento é indissociável da socialização.
Somos da opinião, que são inúmeras as vantagens da participação parental na vida do jardim-de-infância, estando relacionada com a qualidade do ensino. Segundo Zabalza (2001, p.69), "Só a conjunção das três variáveis críticas (aluno, família, professor) torna possível a aprendizagem". Depreendemos que o jardim-de-infância deve incrementar estratégias de aproximação, dos pais à escola.
5.2.1 Educação participada
A palavra participação, é frequentemente utilizada nos discursos dos actores escolares, pela via da institucionalização do modelo de gestão democrática dos estabelecimentos de ensino, da construção da autonomia, da elaboração de projectos educativos de escola e mais recentemente, pela discussão e experimentação do novo modelo de direcção e gestão dos estabelecimentos de ensino. Como refere Diogo (1998, p.66), “a participação tem sido vista como uma forma de distribuição e de partilha do poder e da autoridade no seio da organização escolar”. Rubio (1988, p.475), aclara a perspectiva psicossocial da participação, “na implicação mental e atitudinal de
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uma pessoa, numa situação de grupo, que a anima a contribuir para os objectivos do grupo e a partilhar as responsabilidades com eles”.
A participação, apresenta elevados níveis de congruência com a problemática da dignidade humana, com os progressos da investigação científica e sobretudo com a força da motivação do nosso tempo e com os anseios de protagonismo dos diferentes grupos sociais. Segundo Licínio Lima (1988), a participação é uma forma de exercício da liberdade, e neste sentido encarada como a capacidade de colaboração activa dos actores na planificação, direcção, avaliação, controlo e desenvolvimento dos processos sociais e organizacionais. É fácil reconhecer que nos ambientes educativos a participação é mais simbólica do que real e é concebida de um modo formal e minimalista, “mais com imperativo de relações públicas do que em processo de transferir poder para a comunidade” (João Barroso, 1991, p.76).
Parece-nos certo, considerar a necessidade de entender a participação como cultura, como a expressão de um conjunto de valores, de crenças, de correntes de opinião e de comportamentos perante os problemas que se colocam na vida social de um determinado colectivo humano. No entender de Jorge Costa (1996) “a cultura é tanto mais forte quanto maior for a partilha de identidade e valores”. Esta partilha de valores, de crenças, de linguagem, traduz a especificidade de cada escola.
Configura-se o quadro perfeito, de democraticidade na tomada de decisões, e desta forma será possível diluir o primado do eu sobre o nós e caminhar para a construção de uma solução que, não sendo mágica e eficaz a todas as dimensões, poderá trazer novas perspectivas de solução para muitos dos problemas educativos com que a organização escolar se debate. Inserindo a problemática da relação escola -família no quadro da educação participada, a questão que se coloca é sobretudo qual é o lugar que estas podem ocupar em contexto educativo.
O termo “parceria escola-família”, sobrepõe na actualidade as expressões tais como “relação escola-família ”, “envolvimento dos pais”, pois implica “uma aliança formal e um acordo contratual no sentido de se trabalhar os proveitos e benefícios do investimento mútuo”(Epstein,1992.p.1). Neste sentido, surge uma reconceptualização dos papéis tradicionais atribuídos aos
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actores, tendo em vista uma colaboração não desmobilizante, desenvolvendo os professores um conjunto de acções com as famílias e não para as famílias. Trata-se pois de privilegiar as necessidades, os valores, as práticas educativas e as dinâmicas internas, próprias de cada família, numa perspectiva de respeito pela pessoa, pela sua cultura e pelas percepções particulares.
Desta forma ganha forma uma verdadeira “dinâmica sócio -cognitiva positiva” entre a escola e as famílias, através da qual se poderá desenvolver um processo de aprendizagem colectiva que alguns autores designam por transformação. A este respeito Barroso, (1991,p.81) afirma que a escola apresenta-se como “um enorme lego de múltiplas soluções”, tendente a favorecer a evolução das identidades culturais; abrir-se sobre as realidades sociais, recentrando-se sobre a missão educativa; desbloquear constrangimentos; construir objectivos e fazer participar os actores. Com base nestes pressupostos configura-se a passagem de uma centralização burocrática a um novo modo de organização escolar por objectivos e projectos.
5.2.2 Modelo de envolvimento parental - o modelo da parceria
Os partidários deste modelo, vêem a parceria família-escola como uma componente fundamental do sucesso escolar, que valoriza o respeito mútuo, reflexão crítica, preocupação e participação em grupo, no sentido de conduzir a uma redistribuição dos recursos valorizados. Um dos pressupostos do modelo, que queremos dar uma ênfase especial, é o da revisão curricular, em que, “o ensino é baseado num currículo enriquecido, que constrói conexões com as experiências de vida dos alunos e das suas famílias, comunidades e culturas” (Swap, 1990, p.35), o que favorece os processos activos de aprendizagem e a construção de capacidades de raciocínio crítico.
Uma outra característica do modelo é a intitulada parceria entre professores, famílias e membros da comunidade cujo lema é “sucesso para todas as crianças”, e que passa pelo reconhecimento da importância do diálogo e colaboração entre os professores, família e representantes comunitários.
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5.2.3 A participação das famílias na vida escolar
Das diferentes tipologias de envolvimento das famílias na vida escolar, destacaremos a preconizada por Epstein (Idem), a qual, sugere seis tipos de envolvimento que contribuem para ajudar as famílias e as escolas a levar a cabo as suas responsabilidades partilhadas de Educação e desenvolvimento dos jovens. Referimo-nos à tipologia de envolvimento, tipo 4, denominada de envolvimento em actividades de aprendizagem em casa e dizem respeito a todo um conjunto de práticas em que os professores solicitam e orientam as famílias para acompanhar e assistir o seu educando em casa. Os professores ajudam as famílias. a interagir com os seus educandos, quer nas actividades que se relacionam com a aprendizagem, quer nas actividades de enriquecimento a efectuar em casa: fornecimento de informação sobre os conteúdos e outros skills exigidos aos educandos, como orientar, discutir e ajudar nos trabalhos de casa, como utilizar o reforço, etc.
Na tentativa de obter a definição de uma possível tipologia de participação parental, servimo-nos de um estudo que normaliza algumas condições para se levar a bom termo esta tarefa. Em primeiro lugar o jardim- de-infância, deve iniciar a tarefa, pois tem capacidades para estabelecer uma efectiva participação com as culturas familiares. Em segundo lugar, é necessária uma política face às famílias, sendo que o jardim deve apresentar- se como sistema aberto, que deve relacionar-se com o núcleo familiar e enquadrar nos seus projectos uma participação efectiva dos pais/encarregados de educação, pois daí dependerá o sucesso educativo das crianças. Em terceiro lugar devem-se organizar e dinamizar pontos de encontro (reuniões ao longo do ano lectivo). Também o jardim deverá promover sessões de formação com a ajuda de especialistas em diversas áreas (educação, psicologia, saúde, etc.) onde os pais podem aprender sobre assuntos de interesse próprio e dos seus filhos.
Em suma é vital uma participação entre a família e o jardim-de-infância, assente numa acção coordenada e complementar de ambos os contextos, com vista à facilitação de instalação do hábito de leitura em casa.
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CAPÍTULO 6 – Pertinência do estudo/ definição da problemática do