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Chapitre 4 Prise en considération du contexte : mise en application sur

4.2 La table interactive TangiSense

Com a finalidade de constituir resposta institucional, pelos fracos níveis de literacia existente em Portugal, quer na população em geral, quer na população mais jovem, o governo faz sair o decreto nº 86/2006. Com tal medida legislativa pretende-se intervir no terreno com estratégias destinadas ao desenvolvimento das competências da leitura e da escrita, assim como a promoção de hábitos de leitura entre a população escolar.

O diploma salienta a importância de ler diariamente nos vários contextos de interacção, no Jardim-de-infância, em contexto familiar, em bibliotecas e noutros. Mais adianta o diploma:

"Para assegurar a comunicação dos programas e iniciativas e a interacção com as escolas e com todas as entidades envolvidas será constituindo um site, em permanente actualização, com orientações de leitura para cada idade e instrumentos

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metodológicos destinados a educadores, professores, pais, bibliotecários, mediadores e animadores e eventuais voluntários".

Constatamos existir por parte do governo, uma grande preocupação em compreender as razões do problema, pressentindo que se impõe uma acção acertada de forma a criar condições para alcançar níveis de literacia que permitam aos portugueses compreender as mensagens quer por via da oralidade, quer por via da escrita.

Assim sendo, contam-se e anunciam-se os seguintes objectivos, com este Plano Nacional de Leitura:

a) “Promover a leitura, assumindo-a como factor de desenvolvimento individual e de progresso colectivo;

b) Criar um ambiente social favorável à leitura;

c) Inventariar e valorizar práticas pedagógicas e outras actividades que estimulem o prazer de ler entre crianças, jovens e adultos;

d) Criar instrumentos que permitam definir metas cada vez mais precisas para o desenvolvimento da leitura;

e) Enriquecer as competências dos actores sociais, desenvolvendo a acção de professores e de mediadores de leitura, formais e informais;

f) Consolidar e ampliar o papel da rede de bibliotecas públicas e da rede de bibliotecas escolares no desenvolvimento de hábitos de leitura;

g) Atingir resultados gradualmente mais favoráveis em estudos nacionais e internacionais de avaliação de literacia”.

De facto o objecto do nosso trabalho de investigação enquadra-se nestes vectores de afirmação social e humanitária, em prol do desenvolvimento da literacia. Salientamos a nossa opinião, semelhante à de Gomes (1996, p.17), quando refere ser necessário: (a) “consciencializar a família da necessidade de partilhar responsabilidades com a escola na formação ou conquista de leitores; (b) sensibilizar os pais para a importância do livro e da leitura na educação, incentivando-os a adquirir livros para os filhos, a acompanhá-los na descoberta do prazer de ler e, se possível, a dialogar com eles sobre o conteúdo das obras; (c) informar os encarregados de educação sobre o tipo de livros mais adequados aos seus educandos (...)".

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Leitura, prevê a adopção dos seguintes "Programas de incentivo e promoção da leitura", indicados no (decreto - lei nº 86 de 2006);

a) em contextos escolares, designadamente nas salas de aula e bibliotecas escolares;

b) no contexto de bibliotecas públicas e outros espaços da comunidade; c) em contexto familiar/ tempo livre.

Sendo que, a nossa investigação se situa em apoiar e promover a leitura em contexto familiar, seria de esperar a apreciação da matéria neste parâmetro. O quadro, apresentado no documento (PNL), que se encontra dividido em 4 colunas, evidencia no topo horizontal as seguintes designações: áreas de intervenção, nome do programa, actividades e apoios. Na primeira coluna mostra-se o conteúdo “famílias (com crianças no jardim de infância e no 1º e 2º anos)”; na segunda coluna visualiza-se “leitura a par”; na terceira coluna faz-se referência a actividades de leitura entre pais e filhos empréstimo domiciliário, centrado na biblioteca escolar; na quarta coluna regista-se “lista de livros recomendados para leitura familiar, organizadas por nível de dificuldade e orientações para actividades”.

Quisemos também e porque a base de incidência da nossa investigação parte do nosso contexto escolar, investigar acerca das relevâncias neste domínio, identificando o programa de intervenção intitulado “está na hora dos livros”. Sugerem-se aqui, propostas para a promoção de leitura, tais como actividades de leitura diária na aula e actividades de expressão com livros, prevendo-se apoio nas situações de recomendação de livros e orientações para actividades e formação.

Absorvidos na dinâmica apresentada, procuramos o que se refere a alínea c) do número 3 do referido diploma, que faz referência ao seguinte: “disponibilização de orientação e apoio directo e online, a práticas promotoras de leitura na escola, na biblioteca escolar, na família, etc.” Partimos então à procura online, obtendo informações variadas tanto nos contextos escolares, familiares e nas bibliotecas.

No que diz respeito às famílias fazem-se recomendações para ler em casa, sugerindo-se: (a) momento; (b) escolha do livro; (c) local; (d) leitura; (e)

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final; (f) duração. Os programas de incentivo à leitura nos vários contextos, parecem ser bastante apelativos e recomendáveis.

Ocorre-nos perguntar se não haveria de constar no documento uma referência a práticas conjuntas promotoras de incentivo à leitura, em casa, na escola, na biblioteca e na sociedade. De acordo com a nossa experiência, pensamos existir falta de pontes de articulação entre as instituições, ou mesmo inoperância unilateral, no que diz respeito às iniciativas promotoras de hábitos de leitura nas e com as famílias. Refere o Plano Nacional de Leitura que: “Mas hoje está plenamente provado que, quando a família se dispõe a colaborar, oferecendo livros e reservando alguns momentos para ler com os filhos, os benefícios são enormes. E quanto mais cedo os livros entrarem na vida das crianças melhor, pois um bom leitor é quase sempre um bom aluno”. Acrescentamos que um bom leitor, se tornará melhor aluno e sobretudo um cidadão mais culto e feliz.

É pois, nesta base que sustentamos a ideia, que urge activar acções práticas para o nascimento de uma nova mentalidade, fazendo convergir esforços, criando mecanismos conducentes a práticas de estimulação para o acto de, promover hábitos de leitura em casa, a partir da escola. Somos apologistas que, se cada nível de ensino sensibilizasse os seus alunos, por via curricular, para as leituras na e com a família, se estaria a movimentar uma nova consciência para assumir na condição da aptidão da maternidade, uma Educação par a fruição do gozo de ler, de pais para filhos. É bem verdade, que tal atitude seria mais benéfica para quem não experimentou um ambiente ligado ao suporte escrito nem oral desde a infância.

Somos da opinião que a escola deve ser aliada na família, para desbravar ambientes, tornando-os apetecíveis à tarefa de sedimentar o uso estratégico do livro que conduzirá ao prazer de ler. A este respeito expressamos que é bom que a criança se habitue a ouvir ler com entusiasmo para que se possa formar em bom leitor. O Plano Nacional de Leitura prevê também, instruções para o Educador, que “deve sensibilizar as famílias para a importância de livros de histórias e outros, para a aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo e afectivo das crianças…”.

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Assistirmos num futuro próximo à realidade da família ser autónoma na vontade e determinação de ler aos filhos, será sinónimo de dizer que a sociedade evoluiu no combate à iliteracia. A família, cumpre assim a sua responsabilidade em formar leitores.