2. État de l’art sur l’annotation
2.2. Création et stockage d’annotation
2.2.4. Les modèles d’annotation existants
2.2.4.3. Annotation dans les technologies du Web
227 O Benfica 23 de junho 1955, nº654, p.1. 228 Record, 18 de junho de 1955, nº414, p.2 e 6. 229 O Benfica, 21 de julho de 1955, nº661 p.8.
Imagem nº30: Fotografia de João Freitas (fotógrafo do departamento de reserva, conservação e restauro do
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Ano/Época 1922
Modalidade Futebol.
Contexto/ Prova Popularidade (contexto nacional).
Dimensões (totais) Largura: 33,5cm (diâmetro superior). Altura: 66cm.
Massa (total) 3,9kg
Materiais utilizados Componente metálica: prata. 230 Parte interior da peça: leva revestimento a ouro.230 Peanha: madeira.
Técnicas de Produção Componentes metálicas cinzeladas e repuxadas. Os brasões inseridos na peça parecem ser fundidos.
Componente metálica principal unida à peanha por rosca. As componentes metálicas de dimensões menores foram unidas à peanha e ao resto da taça por pregos e parafusos.230
Executante Ourives Manuel Maria Cardoso230
Entidade Responsável pela Encomenda Club Sports Madeira.
Local de Fabrico Porto.
Descrição/ Gramática decorativa / Iconografia Esta peça segue a estética da tipologia da Taça de Portugal, na
época de 1922, o estilo
neomanuelino 231 estava em voga,
pela utilização notável de elementos da iconografia portuguesa e religiosa na sua decoração nomeadamente: 1- esferas armilares, 2- a cruz da Ordem de Cristo, 3- escudo de Portugal com
230 Consulta de fichas de Conservação e Restauro criadas pelo RCR do Sport Lisboa e Benfica. 231ANACLETO, Regina. 1994. O neomanuelino ou a reinvenção da arquitetura dos descobrimentos.
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as cinco quinas, 4- caravelas portuguesas. O desenho de elementos torcidos e ornamentos ligados à flora remetem-nos para o estilo gótico.
Marcas de Contraste Contém marca do ourives Manuel Maria Cardoso registada no Porto e já cancelada.232
Nº73 Porto: Marca de garantia da prata do toque de 0,833%233
Localização atual Inserida na área nº 26 do museu: Benfica Universal – Popularidade.
Inscrições na placa/peça “TAÇA ILHA DA MADEIRA”
“OFERTA FOOT-BALL” “9-4- 1922”
Curiosidades:
Abel Romão Gonçalves, diretor do Clube Sport Marítimo convidou o Sport Lisboa e Benfica a viajar até à Madeira com o propósito de promover o estreitamento das relações entre o futebol madeirense e o continental.234
Esta foi a primeira vez que uma equipa do continente foi jogar à ilha, por isso foi um acontecimento marcante para ambas as partes. A competitividade entre os clubes locais não era a melhor, mas a visita do Benfica conseguiu aproximar momentaneamente esses mesmos clubes, que capricharam em receber os seus convidados o mais cordialmente possível.235
O Sport Lisboa e Benfica volta convencido de que tinha cumprido o seu dever e apesar de não ter saído vitorioso em todos os jogos por variados motivos (receções, festas, deficiências na arbitragem, condições do campo…) a equipa encarnada não mostrou menos conhecimentos e técnica que as equipas adversárias.
232 https://www.incm.pt/portal/uco_marcas.jsp, 19/09/18, às 15h33. 233 https://www.incm.pt/portal/uco_novas_marcas.jsp, 19/09/18, às 15h35.
234 OLIVEIRA, Mário Fernando de e SILVA, Carlos Rebelo da. (s.d). História do Sport Lisboa e Benfica 1904-1954. Volume I. Lisboa. Edição de Autores.
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O presidente da direção do Clube Sport Madeira em conjunto com o capitão geral, decidem oferecer uma taça comemorativa em prata como recordação da sua passagem pela ilha. A taça foi entregue num banquete cerimonial ao capitão geral do Benfica na época: Cosme Damião.
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4.CONCLUSÃO
Após uma reflexão sobre as questões principais que regem o tema central do presente relatório, foi importante, criar uma breve síntese, tentando articular alguns desses conceitos que considero fundamentais.
Quando se fala em património cultural, fala-se de um elemento fundamental que faz parte da evolução cultural do ser humano e da herança que transmite, sendo deste modo o promotor do processo de construção de uma identidade cultural. Por esse motivo é que é tão importante restaurar e preservar as obras de arte, para que estas não se percam no tempo e no espaço, volto a referir a conhecida frase do atual presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira: “Não pode haver futuro se não cuidarmos do nosso passado”.
O impacto das grandes conquistas do Benfica tem sido enorme, desde que o clube iniciou a sua digressão pela Europa, África, América; tornou-se num verdadeiro fenómeno desportivo e social.236
A base social de apoio ao clube foi e é cada vez mais ampla, até porque o Benfica ao longo do seu percurso não adormeceu sobre os ganhos que tem conquistado. Tenta fazer mais e melhor de jogo para jogo, não só no futebol, mas também nas restantes modalidades, e é esse motivo que torna o tão mediático, existindo assim atualmente 33.554 bens culturais no seu acervo. Este é um número que está em constante evolução, pois todos os meses o Sport Lisboa e Benfica com as diversas competições que ocorrem no calendário desportivo, vai adquirindo novas peças para juntar à sua coleção; um bocadinho diferente do acervo cultural que existe noutro tipo de museus não desportivos. As conquistas, valores e mística são fatores que fazem com que a identidade do Sport Lisboa e Benfica seja cada vez mais saliente e definida em comparação aos restantes adversários. São os sócios e seus os apoiantes que alimentam o conceito de família benfiquista, a expressão conhecida: “sempre juntos.” - Move multidões, desde miúdos a graúdos, de geração em geração, estas pessoas têm alimentado a essência que foi e jamais será esquecida.237
São os bens culturais que estão inseridos na exposição permanente do museu que fazem o visitante recordar todos os momentos gloriosos mesmo em conjunturas menos felizes. Neste sentido, cabe também ao mediador cultural ser o promotor do acervo,
236 PERDIGÃO, Carlos. 2004. 100 anos de lenda. Diário de Notícias. 237 MIGUÉNS, Alberto. 2004. 100 Anos|100 Troféus. Estoril. Prime Books.
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aproximando o indivíduo dos bens, proporcionando o entendimento dos mesmos. Como já referi nos primeiros capítulos, são várias as estratégias adotadas pela instituição com a finalidade de alargar horizontes tentando alcançar público de todas as idades, e de diferentes interesses. As oficinas artísticas e visitas temáticas são as atividades mais frequentes e praticadas no calendário da programação do Museu Benfica – Cosme Damião.
Refletindo agora sobre todo o meu trabalho enquanto estagiária no museu, os três meses em que trabalhei permitiram-me adquirir várias ferramentas de trabalho, que promoveram, não só, o meu crescimento profissional, mas também pessoal. A escolha deste local para estagiar foi a minha primeira opção e deveu-se ao facto de ter muito interesse não só pela área da museologia, mas também a relação afetiva que tenho com o clube; nesse sentido decidi unir os interesses curriculares e profissionais com os interesses pessoais. Penso que o resultado foi positivo e gratificante para ambas as partes. Consegui sobretudo adquirir os mais variados conhecimentos, em relação à estrutura do clube e do seu património, ao nível da arte, da educação não formal e da mediação cultural.
Deliberando acerca da minha investigação, posso dizer que foi desafiante no sentido em que nem sempre foi fácil encontrar respostas para tudo o que queria saber, por vezes, tive de aceitar que em determinadas peças não iria conseguir obter respostas para todas as alíneas da minha tabela. Compreendi que mesmo fazendo pesquisa em jornais, livros, consultando sites, e fazendo entrevistas a técnicos e investigadores que trabalham no clube e que lidam com estes objetos diariamente, por vezes as fontes de informação são limitadas; o conhecimento existente das mesmas, vai variando consoante a sua importância para o clube e meio envolvente.
Posso concluir que esta investigação me permitiu ganhar ainda mais conhecimentos sobre a história do Sport Lisboa e Benfica, factos e curiosidades que não adquiri no estágio, obtive ainda alguns saberes de ourivesaria, que até agora era um tema que não dominava.
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