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S ALONIQUE : SYMBOLE DE L ’ IMBROGLIO MACÉDONIEN

L A LUTTE POUR LA TERRE ET LA

III. S ALONIQUE : SYMBOLE DE L ’ IMBROGLIO MACÉDONIEN

Neste projeto participaram 5 nadadoras do sexo feminino pertencentes ao escalão de Infantis do Grupo Desportivo de Sesimbra. Quatro atletas pertencem ao último ano de Infantis, Infantis A, com 13 anos e uma atleta do primeiro ano do escalão de Infantis (Infantil B), com 12 anos.

Materiais:

Todos os testes foram realizados numa piscina de 25 metros, mais especificamente na piscina de Sesimbra, onde o Grupo Desportivo de Sesimbra treina.

O material necessário para a realização dos testes foram dois cronómetros, uma folha de registo e uma caneta.

O primeiro e o segundo teste foram realizados no mesmo dia, num sábado, dia 2 de Maio de 2015 pelas 10:30h. Enquanto o terceiro teste foi realizado noutro dia, numa sexta- feira, dia 19 de Junho de 2015, pelas 17:15h.

Em ambos os dias de teste, o aquecimento foi idêntico, apenas com uma ligeira diferença entre o dia do 1º e 2º teste e o dia do 3º teste, pois no dia em que se realizaram os dois testes, houve uma recuperação ativa entre eles e uma no final. Enquanto no dia do terceiro teste só houve uma recuperação ativa no final.

114 Dia dos testes

02/05/2015 – 1º e 2º teste 19/06/2015 – 3º teste 1000N 8x100E PDEN 8x50L 15s de intervalo (1º teste) 500N recuperação ativa 4x50L 15s de intervalo (2º teste) 500N recuperação ativa 600N 8x100E PDEN

x*50m até à exaustão, 15s de intervalo (3º teste)

500N recuperação ativa

Quadro 20 - Aquecimentos e recuperações ativas no dia dos testes

Procedimento:

Antes das nadadoras realizarem qualquer teste foram familiarizadas com o objetivo do projeto e o que tinham de fazer em cada teste. Só depois das atletas perceberem o que tinham de fazer é que os testes foram realizados.

1º e 2º teste:

Para o 1º e 2º teste serem realizados teve-se de saber quais os melhores tempos em competição nos 200m e 400m livres, bem como os seus parciais respetivamente. Após essa informação, obteve-se a média dos 50m nessas mesmas provas para serem utilizadas como tempos mínimos para cada distância respetivamente.

Para tal, as Infantis tiveram de realizar, após um aquecimento, 8x50m livres com 15 segundos de intervalo entre cada repetição e sempre abaixo ou dentro do tempo estipulado (média dos 50m aos 400m livres) e 4x50m livres com 15 segundos de intervalo entre cada repetição, sempre com o tempo abaixo ou igual à média dos 50m aos 200m livres. Entre os 8x50m livres e os 4x50m livres as atletas realizaram uma tarefa de recuperação ativa (Quadro 19).

Com os tempos obtidos nos 8x50m livres e 4x50m livres, somou-se todos os tempos dos 50m dos 8x50m livres para dar o tempo aos 400m livres e fez-se o mesmo nos 4x50m livres para obter-se o tempo aos 200m livres.

De seguida, através da regressão linear simples com os tempos obtidos nas distâncias de 200m (4x50m) e 400m (8x50m), obteve-se o declive da reta que corresponde à velocidade crítica intermitente.

115 3º teste:

O valor dado pelo declive da reta (velocidade crítica intermitente) do 1º e 2º teste corresponde ao tempo utilizado no 3º teste, tendo cada atleta um tempo distinto para cumprir.

Neste 3º teste, as nadadoras tiveram de realizar as repetições que conseguissem na distância de 50m até à exaustão. Entre cada repetição de 50m, as nadadoras descansaram 15 segundos.

Para além disso, as atletas em cada repetição não podiam fazer um tempo nem muito abaixo, nem muito acima do tempo pedido, isto é, do tempo dado pelo declive da reta (velocidade crítica intermitente). As nadadoras tinham de tentar manter o tempo pedido até à exaustão. Caso se distanciem do tempo alvo, o teste termina.

Este 3º teste serve para determinar a velocidade crítica intermitente.

Resultados:

Os melhores tempos aos 200m e 400m livres e as suas respetivas médias dos 50m foram:

Melhores Tempos

Escalão Nome 200m L Média dos 50m Infantil B Catarina 2.45.20 41.30 Infantil A Débora 2.52.11 43.02 Maria 2.33.94 38.48 Marta 2.40.92 40.23 Patrícia 2.28.57 37.14

Tabela 100 - Melhores tempos aos 200m Livres

Melhores Tempos

Escalão Nome 400m L Média dos 50m Infantil B Catarina 5.33.82 41.72 Infantil A Débora 6.27.83 48.48 Maria 5.35.30 40.52 Marta 5.36.72 42.09 Patrícia 5.17.30 39.66

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1º teste – 8x50m Livres

Nome Tempo Pedido Ʃ (8x50m) Catarina 41.72 35.87 38.53 38.86 38.17 36.62 37.71 37.75 37.20 5.00.71

Débora 48.48 38.07 39.94 40.34 40.28 39.06 40.57 42.03 40.23 5.20.32 Maria 40.52 35.72 38.78 36.72 37.49 36.94 37.46 36.93 36.43 4.56.47 Marta 42.09 39.07 39.34 39.84 39.62 39.92 39.90 39.91 38.37 5.15.97 Patrícia 39.66 38.65 39.89 38.53 37.49 38.08 36.57 36.97 36.66 5.02.84

Tabela 102 - Resultados do 1º Teste (8x50m Livres)

Tabela 103 - Resultados do 2º Teste (4x50m Livres)

Tabela 104 - Velocidade Crítica pelos 2 testes realizados

Tabela 105 - Resultados do 3º Teste (x*50m Livres) 2º teste – 4x50m Livres

Nome Tempo Pedido Ʃ (4x50m)

Catarina 41.30 37.42 38.37 36.41 36.56 2.28.76 Débora 43.02 40.67 41.21 40.49 38.45 2.40.82 Maria 38.48 35.74 36.72 36.28 36.31 2.25.05 Marta 40.23 40.22 41.22 40.68 38.77 2.40.89 Patrícia 37.14 37.96 37.62 36.84 36.69 2.29.11

Velocidade Crítica Intermitente (VCI) → y = mx+b Nome x = VC (m/s) 50m/segundo Catarina 1.316 m/s 37.99 Débora 1.258 m/s 39.75 Maria 1.325 m/s 37.73 Marta 1.290 m/s 38.76 Patrícia 1.299 m/s 38.49

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Discussão:

Os resultados obtidos no 1º teste (8x50m) mostram que as nadadoras perceberam o objetivo do teste e apesar da sua tenra idade conseguiram cumprir os tempos pedidos. Apenas uma atleta, numa repetição, realizou umas décimas acima do tempo exigido, mas nada significativo.

Na realização do 2º teste (4x50m livres), a prestação das nadadoras também foi boa, apenas numa ou outra repetição, duas atletas não respeitaram o tempo exigido. Uma dessas atletas foi a que não cumpriu uma repetição no 1º teste. Esta nadadora não gosta de se cansar, apesar de conseguir cumprir a tarefa, quando se sente um pouco cansada abranda, nem que seja só numa repetição. No entanto, o objetivo do teste foi cumprido.

Tanto no primeiro como no segundo teste algumas nadadoras fizeram tempos muito abaixo do pedido, ou seja, melhores porque os seus melhores tempos a 200m e 400m livres em prova foram realizados já há algum tempo, não tendo nadado recentemente.

Quanto ao 3º teste, este era mais complexo, pois as nadadoras tinham de realizar o máximo de repetições até à exaustão. E para além disso, não podiam realizar um tempo muito diferente ao exigido. Era sempre no tempo correspondente à velocidade crítica intermitente da atleta.

Assim, duas atletas (Infantis A) terminaram o teste após realizarem a quarta repetição, outra nadadora (Infantil B) concluiu o teste depois da nona repetição. Após a décima repetição, a penúltima nadadora a realizar o teste concluiu-o. Por fim, na vigésima segunda repetição, a última nadadora em teste teve de interromper o mesmo. Em todas as situações o teste foi interrompido pela mesma razão, ou seja, fizeram um tempo acima do proposto.

Pode-se afirmar que das cinco atletas, três realizaram o teste até á exaustão, tendo uma atleta destacado por fazer o dobro das repetições.

Uma possível justificação para tal acontecimento é estas três atletas terem mais a noção dos tempos que lhes são pedidos para cumprir do que as outras duas atletas.

Estas duas nadadoras nas primeiras repetições conseguem cumprir, mas depois com o aparecimento do cansaço deixam de conseguir realizar os tempos exigidos, porém ainda não estão exaustas. Outro motivo para justificar isto, deve-se ao fato da tenra idade e é nestas idades que começam a ter noção dos tempos. Só com a experiência e trabalho é que vão ser capazes de realizarem muitas repetições cumprindo os tempos pedidos.

Uma possível justificação para uma nadadora realizar tantas repetições em relação às outras, pode ser por os tempos já não estarem ajustados ao seu desempenho e naquele momento estar a realizar tempos melhores, daí ter conseguido manter por muitas

118 repetições aquele tempo. Ou outros motivos mais plausíveis tem a ver com o ajustamento mais rápido de absorção de oxigénio devido à exigência de oxigénio ao longo do exercício (Fawkner & Armstrong, 2003 cit in. Berthoin et al., 2006), ou por uma recuperação mais rápida após exercícios de alta intensidade (Hebestreit et al., 1993 cit in. Berthoin et al., 2006), que pode ser parcialmente explicado pela capacidade das crianças regularem as mudanças no equilíbrio ácido – base mais eficientemente (Ratel el al., 2002 cit in. Berthoin et al., 2006).

Neste tipo de teste, para este escalão, existe uma dificuldade acrescida porque têm de realizar as repetições dentro do tempo pedido e como já foi referido, são muito novas. Se fosse solicitado um tempo abaixo ou igual ao tempo exigido, a probabilidade das cinco atletas realizarem o teste até á exaustão era maior.

Só três atletas realizaram o teste até à exaustão, embora todas as nadadoras tenham terminado o teste pelo mesmo motivo, tempo superior (mais lento) ao pedido.

Contudo, considero um ótimo teste para se prever a velocidade crítica intermitente e poder-se usar nos treinos (prescrição de treino), pois através deste teste, se for bem realizado, fica-se a saber até que ponto a nadadora aguenta naquela intensidade até à exaustão. Outra vantagem dos resultados deste teste será poderem ser utilizados noutras intensidades, nomeadamente serem aplicados em tarefas de 50m dentro da zona metabólica aeróbia 3.

Conclusão:

Através deste projeto conclui-se que estes testes são uma incógnita para estas idades, pois ainda não sabem resistir ao cansaço e também ainda não têm muito a noção quando se pede para cumprir determinado tempo.

Contudo, estes testes permitem achar a velocidade crítica intermitente, utilizando outros dois testes que possibilitaram encontrar a velocidade crítica intermitente, de modo a obter o tempo que tinham de cumprir no terceiro teste.

Esta velocidade crítica intermitente como é realizada até à exaustão permite saber até quantas repetições uma nadadora aguenta cumprindo sempre uma determinado tempo.

Para além disso, depois com esses dados pode-se adaptar o número de repetições e a intensidade para outro tipo de tarefas.

Este tipo de teste pode ser utilizado em qualquer técnica, porém no escalão de Infantis era mais fiável fazer na técnica de livres pois noutra técnica (técnica principal) o objetivo do projeto podia não ser cumprido por nenhuma atleta, visto, como já referi ao

119 longo do projeto, serem muito jovens, com pouca experiência e ainda não terem muito a noção temporal, quanto mais aplicada numa técnica específica.