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The Aliasing Problem

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Durante o estágio, não raras foram as vezes, em que tive necessidade de procurar informação sobre as modalidades que estava a abordar.

Esta necessidade surgiu pelo facto de querer ser um professor mais competente. Competente no sentido de que pretendia facultar aos meus alunos o melhor ensino, de forma a que pudessem aprender e evoluir de forma efetiva. Hoje em dia, a facilidade e a rapidez com que se adquire informação está à distância de um clique, todavia apesar da informação ser abundante nem sempre é específica e de confiança. Assim, das quatro referências que faço às fontes de conhecimento, apenas saliento a utilização da internet numa delas (estudo autónomo), dando relevância a outras fontes como a observação de outros professores, ensino recíprocos (pares) e partilha com experts, ou seja, dei importância à realidade na qual estava inserido e procurei identificar e renovar estratégias e soluções, com o intuito de realizar o meu trabalho da melhor forma possível.

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A observação

A observação de outros professores assume tal importância para o processo de formação de um futuro professor que vem contemplada nas Normas Orientadoras do EP 12/13 na área 1, nas Tarefas:

“Elaborar os planos de observação sistemática e realizar as respetivas observações.

(Mínimo: 10 aulas de cada colega estagiário; 6 aulas do Professor cooperante ou outro professor da Escola. Os ajustamentos para os núcleos com menos ou mais de três estagiários serão feitos de acordo com os orientadores (professor cooperante e orientador da FADEUP) ” (p. 5)

Apesar de ao longo do ano letivo fazer estas observações em diferentes modalidades, nas modalidades de Dança, Atletismo e Natação elas assumiram particular importância. A natação e o atletismo essencialmente por questões de ordem organizativa. Com efeito, a organização é essencial para manter uma boa dinâmica e fluidez entre os vários exercícios planeados para uma aula, pois é a forma de se conseguir aumentar o Tempo Empenhamento Motor e assim poder também aumentar o Tempo Potencial de Aprendizagem dos alunos. A aprendizagem é tanto mais consistente e, quem sabe, mais rápida quanto maior for o número de vezes que um aluno consegue exercitar determinado gesto técnico ou compreender determinada movimentação tática. O empenhamento e a preocupação do professor em aumentar o tempo potencial de aprendizagem vão ao encontro desta premissa, isto porque as aulas não são muitas e o tempo útil da aula nunca é 90 minutos (tempo horário), pelo que a solução passa por rentabilizar o tempo disponível para a prática.

Relativamente à Dança, o meu interesse na observação não teve tanto a ver com questões de organização, mas com questões instrucionais e de “know- how”. Como não tinha grande domínio das danças que íamos abordar, a minha

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preocupação foi procurar perceber o modo mais adequado de efetuar a instrução das danças e, assim, compreender melhor como os professores atuavam para ensinar aos alunos. Desta forma, tive a preocupação de ir anotando o tipo de instrução e feedback que a professora ia dando com a finalidade de poderem servir, de algum modo, como ferramenta orientadora e auxiliadora do processo de ensino aprendizagem, pois as danças e respetivas coreografias eram as mesmas e para alunos de ano de escolaridade aproximado.

Estudo autónomo

Todas as modalidades requereram estudo autónomo. Contudo, aquelas que não domino tanto ou aquelas em que não tinha tanta experiência, exigiram um estudo mais aprofundado. Já relativamente às que possuía mais conhecimentos não foi tão necessário o investimento no estudo autónomo. Estudo esse que se baseou essencialmente em pesquisas feitas na Web, essencialmente acerca das regras das modalidades e progressões de ensino. Senti sempre a necessidade de fazer exercícios diferentes ao longo das Unidades Didáticas, mas sempre específicos para o que queria ensinar, porque variedade não é sinónimo de qualidade. Além disso, desde cedo percebi que a turma gostava de exercícios diferentes e da competitividade, logo procurei que o planeamento das aulas contemplasse esses elementos. O tempo para consulta de livros específicos não foi muito, no entanto tive sempre a preocupação de confrontar informações em diferentes websites de forma a ter a certeza que a informação era credível, pois não queria pôr em causa a minha credibilidade perante os alunos quando os informasse acerca de uma regra, por exemplo.

Ensino recíproco (pares)

A Dança foi, sem dúvida, a modalidade que me assustou mais, no entanto interrogo-me se a palavra “assustou” é a mais adequada para a

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caraterização do que percecionei: “Inicialmente, quando soube que tinha de dar dança, fiquei um pouco de pé atrás. No entanto, e com o passar do tempo, consciencializei-me que não tinha outra hipótese, como tal só tinha de enfrentar a situação com naturalidade e com aquele espírito de desportivismo que permite que as coisas resultem quando não nos sentimos tão à vontade. Como é óbvio, este espírito não põe em causa o eu ser professor e ter que ensinar, só me deixa com um outro à vontade e com outra segurança para abordar uma modalidade que não domino tão bem” (Reflexão Diário de Bordo – 1/2/2013).

Provavelmente, o facto de ter conseguido atingir quase todos os objetivos propostos para esta Unidade Didática, nomeadamente ter ensinado duas danças tradicionais e uma Pop-Rock/Criativa, deveu-se ao espírito com que encarei a modalidade. No entanto, como não tive muitas aulas para ensinar o planeado, a pressão era muita sempre que ia para a aula. A insegurança e a ansiedade tendiam a aparecer. Aliado a isto, a motivação de 2/3 da turma para a modalidade não foi a melhor, aportando, muitas vezes, falta de dinamismo e fluidez nas atividades, que era o pretendido aquando do planeamento.

Apesar destes constrangimentos, as tardes passadas na Escola com os meus colegas de estágio a treinar as coreografias das danças tradicionais fizeram a diferença pela positiva, pois permitiram que tivesse uma maior segurança no que tive que ensinar. Com o Daniel, Laura e Vânia treinei as danças tradicionais, nomeadamente “O Regadinho” e a “Chapelloise”. Com a Vânia treinei a Party-Rock, pois no ano anterior eramos da mesma turma e fizemos uma coreografia para Didática de Dança.

Partilha com experts

Felizmente, no grupo de Educação Física da ESMGA existia uma professora especialista na área da Dança. Além disso, após a confrontarmos com a necessidade de aprender as coreografias e aprender a ensiná-las, ela mostrou-se logo muito disponível e prestável - “Por fim, a professora Telma7

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abordou a questão das aulas de dança. É essencial decidir o que vamos ensinar. Posteriormente, é importante treinar uma coreografia para a sabermos ensinar e é essencial percebermos os ritmos e tudo o que englobe a modalidade. No meu caso vai ser uma verdadeira aventura e vou ter de me aplicar bastante nesta modalidade. Vamos todos também falar com a

professora Sarah8 com o objetivo de elas nos orientar e ajudar, visto que é uma

expert na modalidade.”(Reflexão Diário de Bordo - 3/1/2013)

E, “De tarde tive uma aula de dança com os meus colegas estagiários e com a professora Sarah cá da escola. Ela é uma especialista na área, ninguém melhor que ela para nos dar alguns conselhos e feedbacks sobre como ensinar esta modalidade, em particular os tipos de danças que escolhemos. Em princípio hoje vamos aprender a coreografia do “Regadinho” e modos de ensinar os nossos alunos. Certamente é o primeiro de muitos encontros que vamos ter por causa de dança.” (Reflexão Diário de Bordo – 9/1/2013)

A verdade é que não foram precisas muitas horas para aprender as coreografias, pois chegamos à conclusão que estas até eram simples, no entanto se não fosse ela com certeza iriamos demorar muitas horas a perceber o quão simples eram as coreografias. Por outro lado, mesmo conhecendo a coregrafia, seria muito mais difícil sabermos ensinar se não fossem os conselhos e feedbacks que a professora foi emitindo ao longo do treino. Pormenores como as partes do corpo que deviam estar em determinados momentos da música, as várias propostas de colocação dos alunos nas diferentes progressões para o ensino de cada dança, feedbacks específicos que podiam ser utilizados, foram contributos essenciais para ensinar com qualidade. Ah… e as músicas claro! A Party Rock nós tínhamos, no entanto não dispúnhamos do “O Regadinho” nem da “Chapelloise” e foi a professora Sarah que as facultou.

Em suma, todas estas fontes de conhecimento foram importantes para o processo de planeamento inicial e respetivas reformulações que foram sendo efetuadas sempre que se justificaram.

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