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Agriculture, Forêt, Elevage, Pêche et Chasse

PRODUIT INTERIEUR BRUT

I.1. ANALYSE SECTORIELLE DE LA CROISSANCE ECONOMIQUE

I.1.1. Agriculture, Forêt, Elevage, Pêche et Chasse

No que se refere ao primeiro aspecto, Freitas (1987) afirma que o projeto his- tórico enuncia o tipo de organização social que se pretende para a atual sociedade e os meios a serem colocados em prática para sua consecução. Esses meios são concretos e, como os fins, vinculam-se às condições existentes.

Reconhece-se a possibilidade do projeto histórico socialista, pois a meta do socialismo é o homem, mas um homem não alienado. O socialismo, segundo Marx, tem como objetivo criar uma forma de produção e uma organização da sociedade onde o homem possa superar a alienação de seu produto, de seu trabalho, de seu semelhante, de si mesmo e da natureza; na qual ele possa regressar a si mesmo e apreender o mundo com suas próprias forças, tornando-se, unido ao mundo.

O socialismo, portanto, é a condição para o desenvolvimento da criatividade, da liberdade e do atendimento das necessidades do homem. Mas, tanto liberdade, como necessidades, exigem a explicitação de seus verdadeiros sentidos. O sentido da liberdade é o da independência apoiada no fato de o homem valer-se a si próprio, utilizando suas próprias forças e relacionando-se produtivamente com o mundo. O sentido de necessidades é o das verdadeiras necessidades, ou seja, aquelas cuja satisfação é indispensável à efetivação de sua essência como ser humano. As verda- deiras necessidades só serão possíveis quando o capital parar de explorar as falsas necessidades e quando a produção servir ao homem.

A educação, nesse contexto, tem como tarefa estratégica contribuir para a formação humana pelas vias da produção, da apropriação crítica e da socialização do conhecimento científico. Essa tarefa exige uma compreensão do homem como ser ativo e criativo, prático, que se transforma na medida em que transforma o mundo por sua ação material e social. Une-se, aí, a compreensão teórica à ação real com vista à transformação radical da sociedade.

Por mais que as utopias pareçam estar riscadas do horizonte da história, de um lado pelo neoliberalismo e, de outro, pelo pós-modernismo, a construção de- mocrática do socialismo está em pauta como o modo de produção estruturalmen- te capaz de pôr fim ao que Marx denominou de pré-história da humanidade, as sociedades regidas por classes sociais que cindem o humano. A luta de classes é, portanto, uma manifestação histórica dessa cisão, o que tem expressão em todos os âmbitos da vida humana.

Em seguida, foram destacados os fundamentos de um projeto de escolariza- ção e formação voltados para a auto-organização e auto-determinação dos sujeitos na perspectiva da emancipação humana.

Dentre os fundamentos, podemos apontar: a prática de ensino como articu- ladora do currículo, acrescentando-se a organização do conhecimento, orientada por complexos temáticos, que possibilita reflexões sobre a totalidade, de conjunto e radicais, sobre, também, a unidade metodológica e a auto-organização das co- letividades. Esses indicadores evidenciam que o trabalho pedagógico é o elemento identificador da atuação do professor. Este trabalho, que é específico, traz em si traços essenciais do trabalho em geral.

Há uma compreensão coletiva de que existe uma única pedagogia quando se trata da perspectiva para além do capital – é a pedagogia socialista – cujas bases são: a história como matriz científica, o trabalho como princípio educativo, o movi- mento dos trabalhadores e sua autodeterminação no enfrentamento dos pilares de sustentação do capital, a exploração do trabalho humano e a propriedade privada da terra, como método de organização.

A autodeterminação possibilita a construção da organização autônoma. Essa autonomia é compreendida como um processo em que cada trabalhador se torna sujeito de sua vida e criador em seu trabalho. O trabalhador, através do processo auto-organizativo, apropria-se do processo e dos meios de produção, mas, prin- cipalmente, do fruto de seu trabalho, não mais em uma perspectiva individualista, mas sim, planificada, com base nas necessidades vitais dos seres humanos e de suas vidas dignas, e não mais do mercado consumidor.

No que se refere ao aspecto metodológico, tomamos como referência a pes- quisa-ação (THIOLLENT, 2007), que permitiu, em primeiro lugar, criar um vínculo coletivo entre a universidade, a escola e os movimentos sociais de luta da classe trabalhadora, especificamente neste projeto, o Acampamento do MST no Estado de Sergipe onde o projeto era desenvolvido, definindo as problemáticas do proces- so de ação pedagógica recíproca.

O objeto de trabalho – metodologia para o desenvolvimento do esporte e lazer – é, portanto, constituído pelas situações sociais e pelos problemas de diferentes na- turezas encontrados nessa situação de práticas corporais e esportivas e de lazer, em que estão implícitas nas ações as variáveis: organização do trabalho; conhecimentos; tempo pedagógico; espaços; materiais; processos pedagógicos; orientações peda- gógicas; motivações; condições objetivas de trabalho; entre outras.

O objetivo da pesquisa-ação permite, além da resolução de problemas ob- servados na prática esportiva e de lazer, tais como falta de espaços, materiais, orien- tações, motivações, informações e outras, também intensifica o diálogo, a ação conjunta, responsável e solidária na perspectiva do desenvolvimento de processos que intensifiquem as práticas corporais e esportivas e de lazer.

As ações pedagógicas na forma da pesquisa-ação não se limitaram a uma mera ação desprovida de reflexão. Pretendeu-se, sim, aumentar o conhecimento de todos, ou seja, o grau de consciência das pessoas e grupos a respeito das práticas corporais e esportivas de lazer.

Salientamos que através da pesquisa-ação desenvolveram-se objetivos práti- cos voltados para se encontrar uma solução imediata, ou de médio prazo, dentro do contexto e, também, os objetivos de produção do conhecimento científico, inerentes a qualquer estratégia de pesquisa. Portanto, a prática corporal e esportiva e de lazer foi o eixo em torno do qual foram articulados os conhecimentos científicos e as refle- xões filosóficas acerca do esporte e do lazer nos espaços das cidades e do campo.

O ponto de partida foi o saber espontâneo, do senso comum, que foi am- pliado com as explicações e orientações científicas e os dados da realidade. Essa metodologia permitiu o estabelecimento de uma estrutura coletiva, relacional, par- ticipativa, ativa, responsável e solidária.

A abordagem metodológica observou características próprias dos processos argumentativos, presentes nas explicações e interpretações das práticas corporais e esportivas e de lazer. Os procedimentos de ensino-aprendizagem e de pesquisa estiveram centrados em procedimentos qualitativos, interativos, interpretativos, ex- plicativos.

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