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PARTIE VI : SITUATION FINANCIERE DE BMCE BANK - COMPTES CONSOLIDES IFRS

II. A NALYSE DU COMPTE DE RESULTAT CONSOLIDE IFRS

A origem da palavra tácito vêm do latim tacìtus que significa aquilo que não é preciso dizer por estar implícito ou subentendido. Assim como, a origem da palavra explícito que também têm sua origem no latim explicìtus, e significa que pode ser descrito com precisão e rigor, permitindo formalização (HOUAISS, 2001).

Segundo Brown e Duguid (2001), com relação a existência do conhecimento tácito e explícito, Polanyi (1966) não estava discutindo dois tipos de conhecimento, mas sim duas dimensões. O filósofo descreve o conhecimento tácito como sendo o conhecimento adquirido pela experiência, ou seja, como um saber que possui

capacidade para fazer algo sem pensar nisso, como andar de bicicleta (POLANYI, 2009).

Quanto ao conhecimento explícito é definido pela formalidade, números compartilhados na forma de dados, cientificidade nas fórmulas entre outras (NONAKA; TAKEUCHI, 2008).

Para Smith (2001), as pessoas possuem diferentes tipos de conhecimento tácito e explícito e aplicam seus conhecimentos de maneira natural. Indivíduos usam diferentes perspectivas para pensar sobre os problemas e elaborar soluções (SMITH, 2001). Eles compartilham conhecimentos e ativos do grupo físico e intelectual em maneiras novas e criativas (ASHKENAS; ULRICH; FRANCIS, 1998).

Nonaka e Takeuchi (2008), compreendem que os conhecimentos tácito e explícito possuem interação entre si, O tácito necessita ser convertido em explícito para ser validado e transformado em novos conhecimentos, inventos ou produtos.

Ainda Smith (2001), comparando o conhecimento do tipo tácito e explícito, verifica-se uma maneira adequada para pensar e não apenas apontar diferenças. O Quadro 4 apresenta as diferenças entre o conhecimento explícito e o conhecimento tácito usadas no local de trabalho:

Quadro 4 – Utilização do conhecimento explícito e tácito no local de trabalho

(continua)

Conhecimento explícito Conhecimento tácito Conhecimento acadêmico ou sabe o que

é descrito em linguagem formal, mídia impressa ou eletrônica, muitas vezes baseadas em processos de trabalho estabelecidos, usa a abordagem de pessoas para documentos.

Conhecimento prático, orientado para a ação ou know-how com base na prática, adquirida pela experiência pessoal, raramente expressa abertamente, que muitas vezes se assemelha a intuição. Processo de trabalho: organizar tarefas,

rotina, orquestrada, pressupõe um ambiente previsível, linear, reutilizar conhecimento codificado, criar objetos de conhecimento.

Processso de trabalho: espontânea, improvisada, como web, responde a um ambiente de mudança, imprevisível, experiência individual de canais, cria conhecimento.

Aprender: no trabalho, tentativa e erro, auto-dirigida em áreas de maior

especialização, encontrar trabalho, metas e objetivos definidos pela organização.

Aprender: supervisor ou líder de equipe facilita e reforça a abertura e confiança para aumentar a partilha de

conhecimento nas organizações. Ensinar: treinamento usando programas,

usa formatos selecionados pela

Ensinar: mano a mano, mentor, estágios, treinamento, formação, aprendizagem,

(conclusão)

Conhecimento explícito Conhecimento tácito organização, com base em metas e

precisa da organização, pode ser terceirizado.

Competência com base, brainstorm, pessoas.

Tipo de pensamento: lógico, baseado em fatos, usar métodos comprovados,

principalmente o pensamento convergente.

Tipo de pensamento: criativo, flexível, conduz ao pensamento divergente, desenvolve ideias.

Compartilhamento de conhecimento: extrair conhecimento da pessoa, código, armazenar e reutilizar como necessário para os clientes, e-mail, discussões eletrônicas, fóruns.

Compartilhamento de Conhecimento: redes de compartilhamento, altruístas, contato cara a cara, videoconferência, conversando, contação de histórias, conhecimento personalizado.

Motivação: precisam ser executadas para atingir objetivos específicos.

Motivação: inspirados por meio de liderança, visão e frequente contato pessoal com os funcionários.

Recompensa: amarrados aos objetivos de negócio, competição no local de trabalho, competindo por recompensas escassas, não pode ser recompensado pelo compartilhamento de informações.

Recompensa: incorporada ou não- monetárias motivadoras e recompensas para compartilhar informações

diretamente, reconhecem a criatividade e inovação.

Relacionamentos: pode ser descendente do supervisor subordinado ou do líder de equipe aos seus membros.

Relacionamentos: aberta, amigável, não- estruturada, espontâneo, partilha de conhecimento.

Tecnologia: relacionados ao trabalho, com base na disponibilidade e custo, investimentos pesados no

desenvolvimento de biblioteca

profissional com hierarquia de bancos de dados, usando o conhecimento existente.

Tecnologia: ferramenta para selecionar informações personalizadas, facilitar as conversas, troca de conhecimento tácito, investir moderadamente no âmbito do mesmo, habilitar as pessoas a encontrar um outro.

Avaliação: baseado em realizações de trabalho tangível, não necessariamente na criatividade e compartilhamento de conhecimento.

Avaliação: baseado no desempenho demonstrado, em curso, avaliação espontânea.

Fonte: Adaptado de Smith (2001).

Por outro lado, Oliveira (1998) entende que a comunicação informal possui particularidades capazes de associá-la ao conhecimento tácito, isso em virtude de várias características similares e de flexibilidade. Sendo que, na comunicação formal isso apresenta-se de forma diferente, apresentando características similares ao conhecimento explícito.

Essa comunicação entre os membros da organização e os não integrantes da organização, deve ser facilitada por meio de uma linguagem comum, tornando-se fator chave para a criação do conhecimento organizacional. A essência para essa criação do conhecimento das empresas está na capacidade das mesmas de envolver os opostos, cultivando e empregando na busca do melhor caminho para as empresas (NONAKA; TAKEUCHI, 2002). Ou seja, é um paradoxo. Para alcançar sucesso, as organizações devem aceitar e gerenciar esses paradoxos existentes, a fim de se destacar no mercado atual (MENEZES, 2017).

Nonaka e Takeuchi (2002), descrevem ainda que a criação do conhecimento de forma efetiva, somente alcançará êxito em um ambiente propício, onde seja possível ocorrer a contínua conversão do conhecimento tácito e explícito.