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(1)

Ann. Sci. forest., 1968, 25 (4), 237-249.

DES CARACTÉRISTIQUES N O U V E L L E S POUR L'ÉTUDE DES PROPRIÉTÉS MÉCANIQUES DES BOIS :

LES COMPOSANTES D E L A DENSITÉ

R. K E L L E R

Station de Recherches sur la Qualité des Bois, Centre national de Recherches forestières, 54 - Nancy

Institut national de la Recherche agronomique

S O M M A I R E

L ' u t i l i s a t i o n de courbes de variation de la d e n s i t é favorise la mise en é v i d e n c e de liaisons q u i existent entre la structure d u bois et sa r é s i s t a n c e m é c a n i q u e . Les mesures variées sur les courbes d e n s i t o m é t r i q u e s apportent des renseignements q u i peuvent ê t r e plus précis que ceux que donnent les mesures traditionnelles de largeur de cernes, de texture, o u de d e n s i t é globale.

1. — P R É S E N T A T I O N D E L A M É T H O D E

L'essai dont i l est question comporte deux phases : d'une part, des mesures de r é s i s t a n c e m é c a - nique, et d'autre part, des mesures sur courbes d e n s i t o m é t r i q u e s obtenues à partir de fragments prélevés sur les é p r o u v e t t e s ayant subi les essais m é c a n i q u e s . L a comparaison des r é s u l t a t s et les calculs de c o r r é l a t i o n permettent de comparer la valeur des informations fournies par les diverses mesures.

Les essais m é c a n i q u e s ont p o r t é sur 47 é p r o u v e t t e s n o r m a l i s é e s de 2 x 2 x 30(>) de D o u g l a s (humi- d i t é 8 %) ; toutes ont é t é tirées du m ê m e billon qui provenait de la forêt d ' O r b e y ( H t - R h i n ) . M a l g r é cette origine c o m m u n e , o n a pu observer des différences importantes d'aspect entre les é p r o u v e t t e s (texture, p r o p o r t i o n de bois de c œ u r et d'aubier, largeur de cernes) q u i se sont d'ailleurs traduites dans les r é s u l t a t s obtenus.

C h a q u e é p r o u v e t t e a é t é essayée en flexion statique sur une machine d ' A m s l e r , les cernes é t a n t tangentiels à l'effort, suivant le mode o p é r a t o i r e de la norme A F N O R B 51-008 :

— distance entre appuis : 28 c m (appuis cylindriques de 3 c m de d i a m è t r e ) ,

— charge a p p l i q u é e par un couteau cylindrique de 3 c m de d i a m è t r e au milieu de la face r a d i a l e , de façon que la flèche augmente d ' e n v i r o n 5 mm/rr.n.

(') Les dimensions des éprouvettes sont données en cm.

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(2)

238

R. KELLER

D a n s les parties intactes de chaque é p r o u v e t t e , on a d é c o u p é deux é p r o u v e t t e s de 2 x 2 x 6 , une de 2 x 2 x 2 et une de 2 x 2 x 0 , 5 pour l a suite des mesures.

L ' u n e des é p r o u v e t t e s de 2 x 2 x 6 a é t é utilisée pour l ' é t u d e de la compression axiale (norme A F N O R B 51-007), dans laquelle l ' é c h a n t i l l o n est c o m p r i m é entre les deux plateaux de la machine d ' A m s l e r se rapprochant l ' u n de l'autre de façon que la charge augmente de 800 à 1 200 k g / m n .

L ' a u t r e é p r o u v e t t e de 2 x 2 x 6 fut c o m p r i m é e radialement (compression de flanc), j u s q u ' à ce que sa dimension radiale se soit a b a i s s é e du 1/3 de sa valeur initiale. O n a n o t é la charge m a x i m u m atteinte.

Finalement, l'ensemble des essais donne les résultats suivants : en flexion statique

en compression axiale en compression de flanc

contrainte m a x i m u m en k g / c m2, flèche correspondante à cette charge,

valeur de la contrainte lorsque l ' é p r o u v e t t e a pris une flèche égale aux 3/100 de sa p o r t é e ;

contrainte m a x i m u m en k g / c m2 ; contrainte m a x i m u m en k g / c m2.

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F I G . 1. — Photographie montrant la variabilité des éprouvettes utilisées pour Vanalyse microdensi- tométrique

( C o m m e i l s'agit d u positif de l a radiographie, le bois de printemps a p p a r a î t i c i sous forme de zones claires et le bois d ' é t é sous forme de zones sombres).

i n n ' mmuii,

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(3)

LES COMPOSANTES DE L A DENSITÉ D U BOIS

239

L a d e u x i è m e partie des essais s'est faite par la m é t h o d e , tout à fait différente, de l ' é t u d e en c o n t i - nu de l a d e n s i t é du bois. L e s é p r o u v e t t e s de 2 x 2 x 0 , 5 ont servi à f a ç o n n e r de petits é c h a n t i l l o n s d'une é p a i s s e u r constante, égale à 5 m m . L e s deux autres dimensions : largeur et longueur valent respectivement environ 0,5 et 2 c m . Les a r ê t e s longitudinales de ces petits p a r a l l é l i p i p è d e s sont aussi perpendiculaires que possible aux limites annuelles des cernes.

Ces 47 é p r o u v e t t e s fort peu encombrantes ont toutes é t é placées sur le m ê m e film radiogra- phique n u et, selon l a m é t h o d e classique d u L a b o r a t o i r e , i r r a d i é e s pendant 9 m n par des rayons X de grande longueur d'onde ; l'axe du rayonnement est parallèle au fil du bois et aux limites de cernes.

Les rayons X sont plus o u moins a r r ê t é s par le bois, selon q u ' i l est plus ou moins dense, et, a p r è s d é v e l o p p e m e n t d u film, les zones de faible d e n s i t é (bois de printemps) apparaissent c o m m e des surfaces sombres, et celles de forte d e n s i t é c o m m e des surfaces claires, l'ensemble donnant une r e p r é s e n t a t i o n fidèle et continue de la nature de chaque cerne annuel (fig. 1).

C h a q u e image radiographique est a n a l y s é e par un m i c r o d e n s i t o m è t r e enregistreur q u i , en é q u i l i b r a n t l ' i n t e n s i t é d ' u n faisceau lumineux traversant le film radiographique et celle d ' u n autre faisceau issu de la m ê m e source et passant à travers un coin optique, permet l'enregistrement c o n t i n u de la variation de la d e n s i t é du bois constituant chaque é c h a n t i l l o n . Les courbes portent en abcisses les longueurs et en o r d o n n é e s les valeurs de la d e n s i t é .

Ces courbes se p r ê t e n t à diverses mesures :

— largeur des cernes (obtenue avec précision g r â c e à la n e t t e t é du contraste sur la radiographie et le rapport de grandissement des o r d o n n é e s utilisé),

— valeur de la d e n s i t é m i n i m u m a n n é e par a n n é e ,

— valeur de la d e n s i t é m a x i m u m a n n é e par a n n é e ,

— pourcentage de la longueur radiale des cernes o ù l ' o n trouve une d e n s i t é du bois s u p é r i e u r e à des valeurs choisies (350, 450, 550 ou 650 g/dm: !).

Enfin, sur les cubes de 2 x 2 x 2 , o n a m e s u r é le taux d ' h u m i d i t é d u bois, le rapport de leurs poids anhydres à leurs volumes s a t u r é s (infradensité), et l'angle moyen des limites de cernes avec les faces radiales des é p r o u v e t t e s .

Des comparaisons entre les r é s u l t a t s des essais m é c a n i q u e s et des mesures sur radiographie d'une part, et des mesures classiques d'autre part, font ressortir l'intérêt des é t u d e s aux rayons X faites en liaison avec les c a r a c t é r i s t i q u e s m é c a n i q u e s des bois, d'autant plus que les mesures microdensito- m é t r i q u e s sont couramment obtenues à partir de p r é l è v e m e n t s non destructifs à la t a r i è r e de Pressler de 5 m m de d i a m è t r e .

Les variables explicatives sont a u n o m b r e de neuf : Xx = largeur moyenne des cernes (Im).

X2 = infradensité de l ' é c h a n t i l l o n d é t e r m i n é e sur les cubes de 2 x 2 x 2 ( P o / Vs) .

X3 = pourcentage de la longueur radiale de l ' é c h a n t i l l o n dont la d e n s i t é est s u p é r i e u r e à 350 g / d m3 (%d> 350).

X4 = pourcentage de la longueur radiale o ù la d e n s i t é est s u p é r i e u r e à 450 g / d m3. X5 = pourcentage de la longueur radiale o ù la d e n s i t é est s u p é r i e u r e à 550 g/dm: 1. X6 = pourcentage de la longueur radiale o ù la d e n s i t é est s u p é r i e u r e à 650 g / d m: l. X7 = moyenne des d e n s i t é s m a x i m a ( d M ) .

X8 = é c a r t entre la moyenne des densités m a x i m a et la moyenne des densités m i n i m a ( d M — d m ) . X9 = angle en d e g r é s de la tangente aux cernes avec les faces radiales des é p r o u v e t t e s .

Les sept d o n n é e s X i , X a à X s sont m e s u r é e s sur les courbes de variation de la d e n s i t é en fonc- tion d u temps (fig. 2).

Par exemple :

avec a'c' = ac, c'e' = ce, e'g' = eg, les limites des cernes sur les graphiques é t a n t quasi p a r a l l è l e s à l'axe des o r d o n n é e s .

ac, ce, eg é t a n t les largeurs de cernes de trois a n n é e s successives.

(4)

240

R. KEI.LER g/dm3

A (\

Largeur annuelle de cernes F I G . 2. — Courbe microdensitométrique d'un échantillon sur laquelle sont indiquées quelques compo-

santes de la densité.

Les variables à expliquer sont les r é s u l t a t s des essais m é c a n i q u e s : X1 0 = contrainte à l a rupture en flexion statique en k g / c m2.

Xn = flèche correspondant à X10.

X1 2 = contrainte correspondant à une flèche de 8,4 m m (égale aux 3/100 de la p o r t é e ) . X1 3 = contrainte à la rupture en compression axiale en k g / c m2.

X1 4 = contrainte m a x i m u m atteinte en compression de flanc.

2. — R E S U L T A T S

Sur le tableau 1 sont portés les coefficients de corrélation entre les caractéris- tiques mécaniques et les variables explicatives.

Ce tableau montre l'intérêt de l'utilisation des caractéristiques nouvelles dont les coefficients de corrélation avec les variables à expliquer sont généralement les plus élevés, la résistance à la compression de flanc faisant exception à cette remarque.

Pour préciser l'étude du phénomène, on a recouru à la méthode de la régression

progressive dans laquelle les variables sont introduites en fonction de l'importance

de l'information supplémentaire qu'elles apportent à ce qu'une ou plusieurs autres

variables ont déjà « expliqué ». La première variable introduite est celle qui a le

plus fort coefficient de corrélation avec la variable à expliquer considérée.

(5)

TABLEAU 1

Valeurs des coefficients de corrélation entre les caractéristiques mécaniques et les variables explicatives

Im PoIVs %d>350 % rf>450 %</3*550 %rf3=650 d M angle

Xx x2 x3 X4 x5 x6 X7 d m X9

R é s i s t a n c e en flexion statique (Xio) . . . - 0 , 5 5 * * 0,52** 0,65** 0,70** 0,78** 0,64** 0,77** - 0 , 1 8 0,09 F l è c h e m a x i m u m ( X n ) - 0 , 6 5 * * 0,10 0,51** 0,60** 0,69** 0,45** 0,60** — 0,37** — 0,00 Charge à l a flèche de 8,4 (X12) - 0 , 5 7 * * 0.10 0.54** 0,59** 0,63** 0,41** 0,51** - 0 , 2 7 - 0 , 0 6 R é s i s t a n c e en compression axiale (X13) - 0 , 2 3 0,70** 0,71** 0,67** 0,67** 0,69** 0,70** 0,14** 0,17 R é s i s t a n c e en compression de flanc

0,26 0,76**

( X1 4) 0,29* 0,02 - 0 , 1 6 - 0 , 2 3 - 0 , 1 8 0,03 - 0 , 0 7 0,26 0,76**

C a r a c t é r i s t i q u e s nouvelles

Im = largeur moyenne des cernes ( X i ) ,

P0/Vs = infradensité, rapport du poids anhydre d ' u n é c h a n t i l l o n à son v o l u m e à l'état s a t u r é (X2),

\d^x = pourcentage de longueur radiale o ù la d e n s i t é d u bois égale o u d é p a s s e l a d e n s i t é de x g / d m3 (X3 à X6) , d M = d e n s i t é m a x i m u m ( X7) ,

dm = d e n s i t é m i n i m u m ,

angle = angle de la tangente aux cernes avec les faces radiales de l ' é p r o u v e t t e ( X9) ,

** = seuil de signification à 1 % ,

* = seuil de signification à 5 % .

o O s -0 O

>

z H

m -r

O m

O m Z

ZI

c ES C

4^

(6)

242 R. KELLER

La densité minimum semblant, d'après ce tableau, n'avoir qu'une importance restreinte, on a introduit dans la régression comme nouvelles variables explicatives Xi à X

7

, XQ et l'écart X

8

entre les moyennes des densités maximales et les moyennes des densités minimales. On s'en est tenu à d M et dM - dm pour éviter d'introduire d'autres combinaisons linéaires entre ces variables. Cependant, on verra que la densité minimum peut pratiquement apparaître seule dans les résultats (cas de la flèche correspondant à la charge maximum atteinte en flexion statique).

2.1. — Résistance en flexion statique

Les carrés des coefficients de corrélation totale, ou les pourcentages de la varia- tion de cette caractéristique « expliquée » par les variables mesurées sont les suivants :

X, x

2

X3 X4 x

5

x

6

x

7

x

8

x

9

/o 30,2 27 42,2 | 49 60,9 41 59,3 67,2 0

La méthode de l'analyse de régression progressive conduit à choisir X

8

, écart entre d M et dm, comme la variable explicative ayant le plus d'importance au niveau considéré.

Son coefficient de corrélation multiple atteint

0,823,

et la première équation de régression s'écrit :

X1 0 (en kg/cm2) = 0,1445 X8-2 9 , 1 0 4 0

L'introduction d'une nouvelle variable permet d'améliorer légèrement le coefficient de corrélation multiple

(0,833)

et de diminuer l'écart-type résiduel. Il s'agit du pourcentage X

5

de longueur radiale totale où le bois formé a une densité supérieure ou égale à 550 g/dm

3

, et l'équation prend la forme :

X,„ (en kg/cm2) = 0,1006 X8 + 0,2349 Xs-1 3 , 5 7 8 6

La prise en considération d'autres variables améliorerait encore un peu les équations de régression, mais le gain est trop faible pour qu'il soit utile d'augmenter le nombre des grandeurs explicatives.

Tout se passe comme si cette résistance était surtout le fait du bois qui a une forte densité

( É / ^ 5 5 0

g/dm

3

). La figure

3

montre la liaison entre cette caractéristique mécanique et l'écart entre la densité maximum et la densité minimum.

2.2. — Flèche atteinte à la charge maximum en flexion statique

Les pourcentages de la variation expliquée de cette caractéristique sont portés ci-dessous :

X, x

2

x

3

x

4

x

5

x

6

x

7

x

8

x

9

/ o 42,2 0 26 36 47,6 20,2 36 49 0

(7)

L E S C O M P O S A N T E S D E L A D E N S I T É D U BOIS

243

Résistance en flexion statique (kg/cm2)

F I G . 3. — Liaison entre ici résistance en flexion statique et l'écart entre la densité maximum et la densité minimum ( r = 0,823).

A ce niveau, la meilleure caractéristique explicative est encore l'écart X

8

entre la densité maximum et la densité minimum, mais le pourcentage de variation « expli- quée », 49 %, peut être amélioré si l'on recourt, dans l'ordre, à quatre autres variables explicatives :

— densité maximum (X

7

).

— largeur moyenne des cernes (Xi).

— pourcentage de longueur radiale où le bois a une densité égale ou supérieure à 650 g/dm

3

(X

6

).

— pourcentage de longueur radiale où le bois a une densité égale ou supérieure à 550 g/dm

3

(X

s

).

Le coefficient de corrélation multiple atteint alors 0,863. Si l'on poussait plus

loin, les tests de

ST U D E N T , O U

rapports des coefficients de régression à leur écart-

type, à chaque nouveau palier d'introduction de variables, ne seraient plus significatifs.

(8)

244

R. KELLER

Au cinquième palier, l'équation de régression pourra s'écrire :

X

u

(en mm) = 0,0723 X

8

-0,0660 X

7

- 0,6304 X ^ 0,1539 X

f i

- 0,0345 X

5

+ 29,7633 Dans cette équation, l'influence de la densité maximum est faible puisque les coefficients qui affectent cette variable sont du même ordre de grandeur en valeur absolue, mais de signes contraires.

En effet :

X

8

= d M - d m , X

7

= d M et 0,723 ( d M - d m ) - 0,0660 d M est très voisin de -0,0723 dm lorsqu'on néglige 0,0063 d M .

Au palier numéro 6, le coefficient final de d M diminue encore et ne vaut plus que 0,0003.

Ceci traduit le fait que la flèche correspondant à la charge maximum sera d'autant plus faible que la densité minimum et la largeur moyenne des cernes seront plus gran- des. Les coefficients de corrélation totale entre la flèche d'une part, la densité mini- mum et la largeur moyenne des cernes d'autre part, valent respectivement —0,37 et

— 0,65 et traduisent significativement cette tendance.

Il semble que cette caractéristique nécessite, pour être élevée, à la fois la présence de bois à forte densité (d^650 g/dm

3

) donnant à l'éprouvette la résistance, et celle de bois à faible densité capable de se déformer et conférant de l'élasticité à l'ensemble.

2.3. — Résistance en compression axiale

Les pourcentages de variation « expliquée » font ressortir l'importance des variables explicatives se rapportant aux différents niveaux de densité :

Xi x

2

x

3

x

4

x

5

x

6

x

7

x

8

x

9

/ o

5,3 49 50,4 44,9 44,9 47,6 49 44,9 2,9 Au premier palier apparaît le pourcentage X

3

de longueur radiale des éprouvettes où la densité du bois égale ou dépasse 350 g/dm

3

; le coefficient de corrélation mul- tiple vaut 0,714 à ce niveau.

L'introduction de l'infradensité X

2

, puis du pourcentage X

6

de longueur radiale où la densité du bois égale ou dépasse 650 g/dm

3

le fait progresser significativement jusqu'à 0,831. On pourra s'en tenir à l'équation de régression :

X H (en kg/cm

2

) = 1,3226 X

3

+ 1,1550 X

2

+5,0332 X

6

+51,7507

Les faibles densités semblent être, dans ce type d'essai, le facteur limitant. Les éprouvettes cèdent d'autant plus facilement que la proportion de bois à faible résis- tance mécanique (d^350 g/dm

3

) est plus grande.

2.4. — Résistance en compression de flanc

Les pourcentages de variation « expliquée » mettent en évidence au premier

palier l'importance, danc ce type d'essai, de l'angle de la tangente aux cernes avec

(9)

L E S C O M P O S A N T E S D E L A D E N S I T É D U B O I S 245

les faces radiales de l'éprouvette, l'effort en compression de flanc s'exerçant radia- lement (fig. 4) :

X i X

2

x

3

x

4

X

5

x

6

x

7

X

8

x

9

y /o

8,4 0 2,6 5,3 3,2 0 0 1,7 57,7

1

F I G . 4. — Mesure de l'angle a formé par la face radiale et la tangente aux cernes.

Sens d'application de la force de compression sur l'éprouvette

Cet angle X

9

et la résistance à la compression de flanc X « sont liés par un coefficient de corrélation de 0,764 ; c'est la raison pour laquelle il est recommandé de n'utiliser dans ces essais que des éprouvettes où la tangente aux cernes soit per- pendiculaire aux faces radiales.

Au palier suivant, apparaît le pourcentage X

s

de longueur radiale où la densité du bois égale ou dépasse 550 g/dm

3

.

Pour un angle donné, cette résistance tend à diminuer lorsque X

5

augmente.

Le coefficient de corrélation entre X

5

et X i

4

vaut —0,18, mais n'est pas significatif.

Ces deux variables « expliquent » 68 % de la variation. Si l'on introduit l'infraden- sité X

2

, puis le pourcentage X

6

de longueur radiale où la densité égale ou dépasse 650 g/dm

3

, le pourcentage d'explication atteint 72 %. Pour écrire l'équation de ré- gression, il est bon de s'en tenir à trois variables :

X

1 4

(en kg/cm

2

) = 0,7768 X

9

-0,7515 X

5

+ 0,1697 X

2

-41,4415 le coefficient de corrélation valant 0,841.

On peut signaler qu'aux huitième et neuvième paliers, où s'introduisent respecti- vement la densité maximum X

7

et l'écart X

8

entre la densité maximum et la densité minimum, l'influence de X

7

, par le jeu des coefficients de régression, devient faible devant celle de la densité minimum. X i

4

aurait tendance à augmenter quand la densité minimum augmente (coefficient de corrélation non significatif : 0,26).

Il paraît normal que l'angle des faces des cernes avec la direction de la force

appliquée joue un grand rôle dans les résultats. Plus a est proche de 45°, plus un phé-

(10)

TABLEAU 2

Tableau récapitulatif de Vanalyse de régression

1 2 3 4 5 6 7 8 9

R é s i s t a n c e en flexion statique (Xio) . . d M — d m % </5=550 d M % ^5=450 %t/5=350 angle %tf5=650 PolV. Im

0,823*** 0,833 0,838 0,842 0,853 0,863 0,866 0,868 0,868

F l è c h e m a x i m u m ( X u ) d M - d m d M Im %rfS=550 / V K i %rf5=650 % (75=450 angle %</5=350

0,700*** 0,759** 0,822*** 0,838 0,863* 0,865 0,869 0,873 0,879

C h a r g e à l a flèche de 8,4 ( X i2) °/„</5=550 PoIVs l m %rf5=350 d M d M — d m %d5=450 angle °/orf5=650

0,638*** 0,723** 0,736 0,749 0,757 0,772 0,776 0,788 0,788

R é s i s t a n c e en compression axiale (X13) %rf5=350 PvlV, % rf5=650 d M %d 5=550 lm % 45=450 d M — d m angle

0 7 i 4 * * * 0,784** 0,831** 0,836 0,846 0,848 0,851 0,853 0,854

R é s i s t a n c e en compression de flanc angle %rf5=550 PolK % ci 5= 650 l m %rfS=450 %</5=350 d M d M — d m

( X u ) 0,764*** 0,824** 0,841* 0,849 0,852 0,861 0,866 0,873 0,886*

5S

l m = largeur moyenne des cernes ( X i ) d M = densité m a x i m u m (X7) Po/Vs = infradensité, rapport du poids anhydre d ' u n é c h a n t i l l o n à son d m = densité m i n i m u m

volume s a t u r é (X2) d M — d m = é c a r t de d e n s i t é s (Xs)

%d^x = pourcentage de longueur radiale o ù la densité d u bois é g a l e o u angle = angle de l a tangente aux cernes avec les faces

d é p a s s e x g / d m3 (X3 à Xe) radiales de l ' é p r o u v e t t e (X9).

*** : seuil de signification à 1 %„ au palier c o n s i d é r é de l ' i n t r o d u c t i o n de chaque nouvelle variable.

** : seuil de signification à 1 % au palier c o n s i d é r é de l ' i n t r o d u c t i o n de chaque nouvelle variable.

* : seuil de signification à 5 % au palier c o n s i d é r é de l ' i n t r o d u c t i o n de chaque nouvelle variable.

Les variables explicatives situées à gauche des traits verticaux sont celles qui ont servi à écrire les é q u a t i o n s de r é g r e s s i o n relatives aux cinq variables e x p l i q u é e s .

(11)

L E S C O M P O S A N T E S D E L A D E N S I T É D U BOIS

247 nomène de glissement entre les couches annuelles est susceptible de se produire.

Il semble plus difficile d'expliquer les différences dans le rôle des divers niveaux de densité (d^550 en corrélation négative et d^650 en corrélation positive).

La figure 5 représente la liaison existant entre cette résistance et l'angle exprimé en degrés.

Résistance en compression de flanc (kg/cm2)

~ ^ ÏT~

60 65 70 75 80 85_ 90

4 J Angle en degrés

F I G . 5. — Liaison entre la résistance en compression de flanc et l'angle a. (r — 0,764).

Le tableau 2 résume les résultats obtenus. Les chiffres surmontant les colonnes représentent l'ordre d'apparition de chaque variable dans l'étude de la régression progressive qui se rapporte à la caractéristique mécanique envisagée. Dans chaque case sont portées la nature de la variable explicative et la valeur du coefficient de corrélation multiple, compte tenu du fait que les variables explicatives écrites à gauche de cette case sont déjà intervenues dans le calcul de régression.

C O N C L U S I O N

Les composantes de la densité, caractéristiques nouvelles facilement mises en

évidence et mesurées grâce à la méthode microdensitométrique, sont plus satisfai-

santes dans l'étude des caractéristiques mécaniques du Douglas que les variables

explicatives généralement utilisées jusqu'à présent,

(12)

248 R. KELLER

Au lieu de prendre la texture seule, qui correspond à la définition de

M O R K ,

et dont les mesures au microscope peuvent être l'objet d'interprétations délicates, on a utilisé une gamme de grandeurs analogues correspondant à diverses densités et facilement mesurables.

Par exemple, les coefficients de corrélation entre la résistance en flexion statique d'une part, et chacune de ces grandeurs d'autre part, varient sensiblement :

% d & 3 5 0 % d > 4 5 0 % | d > 5 5 0 % | d » 6 5 0

Coefficient de c o r r é l a t i o n avec r é s i s t a n c e en fle-

0,65 0,70 0,78 0,65

Mis à part le cas de la résistance en compression de flanc, où c'est l'angle de la tangente aux cernes avec les faces radiales des éprouvettes qui apparaît en premier lieu dans la régression, ce sont les composantes de la densité qui prennent la première, ou même les deux premières places dans les études de régression, devant les variables explicatives traditionnelles.

Les résultats obtenus et les tentatives d'explication avancées demanderaient à être vérifiés, notamment par l'essai d'éprouvettes artificielles formées de couches de bois collées où l'on ferait varier l'importance relative des zones à forte ou à faible densité, en choisissant convenablement les essences constituant les diverses couches.

L'utilisation des composantes de la densité dans le domaine de la technologie, comme dans bien d'autres d'ailleurs, est une méthode d'analyse dont les résultats sont très encourageants, et d'autant plus intéressants qu'elle peut être appliquée à l'étude des utilisations futures d'arbres sur pied, à partir de prélèvements non des- tructifs à la tarière de Pressler de 5 mm de diamètre.

Reçu pour publication en juillet 1968

R E M E R C I E M E N T S

N o u s remercions la Station de Biométrie du C N R F - I N R A , et en particulier C . M I L L I E R , q u i se sont c h a r g é s des calculs statistiques de cette é t u d e .

S U M M A R Y

N E W C H A R A C T E R I S T I C S F O R T H E S T U D Y O F T H E M E C H A N I C A L P R O P E R T I E S O F W O O D : D E N S I T Y C O M P O N E N T S

T w o différent kinds o f test have been parallelly carried out : o n the other h a n d , several criteria o f mechanical strength have been determined, using parallelepiped normalized samples ; on the other hand microdensitometric measurements o f w o o d density components have been made on X - r a y photographs o f s p é c i m e n taken from thèse samples. T h e c o r r é l a t i o n s between strength and density components are narrow (table n ° 1), and furthermore the progressive r é g r e s s i o n analysis (table n ° 2) show that the latter are better than traditional data (ringwidth, percentage o f latewood and spécifie gravity) to explain mechanical results,

(13)

L E S C O M P O S A N T E S D E L A D E N S I T É D U B O I S

249

Z U S A M M E N F A S S U N G

NEUE MERKMALE ZUM STUDIUM DER MECHANISCHEN ElGENSCHAFTEN DES HOLZES : DIE DICHTEKOMPONENTEN

Es wurde versucht, zwischen zwei Messverfahren eine Parallèle zu ziehen : einerseits Messungen der D r u c k - und Biegefestigkeit an Holzproben und andererseits mikrodensitometrischen Messungen der « Dichtekomponenten » des Holzes and H a n d einer Rôntgenstrahlenaufnahme v o n Teilchen derselben Holzproben. D i e Korrelationskoefficiente (Tabelle 1) zwischen den verschiedenen mecha- nischen Festigkeiten und den Komponenten sind hôher als diejenigen zwischen den mechanischen Festigkeiten und den herkommlichen M e r k m a l e n (Anteil des Spàtholzes, Breite der Jahresringe, Dichte). Deshalb eignen sich die « Dichtekomponenten » am besten u m den beobachteten Erschei- nungen nâher zu kommen (vgl. die Regressionsergebnisse der Tabelle 2).

R É F É R E N C E S B I B L I O G R A P H I Q U E S

P O L G E H . , 1966. Etablissement des courbes de variation de la d e n s i t é du bois par exploration densi- t o m é t r i q u c de radiographies d ' é c h a n t i l l o n s prélevés à la t a r i è r e sur des arbres vivants. A p p l i - cations dans les domaines technologique et physiologique. Thèse Doctorat ès Sciences.

T O M A S S O N E R . , 1965. L ' a n a l y s e de régression progressive. Note interne CNRF.

T O M A S S O N E R . et M I L L I E R C , 1968. E l é m e n t s d'analyse statistique à plusieurs variables. C h a p . 2.

L a r é g r e s s i o n . Station de B i o m é t r i e . Note interne CNRF.

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