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Les affaires. Les soumissions

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L e s C o n s u l a t s s u i s s e s à Γ é t r a n g e s · r e ç o i v e n t l e j o u r n a l . pa

Dixième Année. — N

0

3 .

P r i x d u n u m é r o 1 0 c e n t i m e s .

Jeudi 9 Janvier 1896.

B u r e a u x : R u e d u P a r c , 6 5 .

l'u an : Six mois:

Suisse . . . . Fr. 6»— Fr. 3»—

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<)rj;»iie «Je f:i S o c i é t é i n l c r c a i i t o i i s i l c <<<•* BIMIIIKI CÏ«'<* d u J u r a , d e s C h a m b r é e d e c o m m e r c e , «les I t u i T i i i i v d e c o n t r ô l e e t des* S y n d i c a t s profcewioiiiiclM.

Les affaires. Les soumissions

L e s d e r n i e r s m o i s d e l ' a n n é e o n t a p p o r t é à l ' i n d u s t r i e h o r l o g è r e , d e s c u m - u l a n d e s p o u r u n chiffre c o n s i d é r a b l e et q u i n ' a v a i t p a s é t é a t t e i n t d e p u i s b i e n d e s a n n é e s : c'est à tel p o i n t q u e n o m b r e d e n o s f a b r i c a n t s n ' o n t p u l i v r e r , au m o m e n t v o u l u , tout o u p a r t i e d e s m o n - t r e s d e s t i n é e s a u x v e n t e s d e lin d ' a n n é e . A u s s i les r e f u s d e l i v r a i s o n s o n t - i l s n o m - b r e u x et les r e t o u r s d e m o n t r e s e x p é - d i é e s t r o p l a r d o u r e f u s é e s p a r les d e s - t i n a t a i r e s p o u r d ' a u t r e s m o t i f s o u s o u s d ' a u t r e s p r é t e x t e s o n t - i l s p r i s , e n ce c o m m e n c e m e n t d ' a n n é e , ύν-, p r o p o r ­ t i o n s i n u s i t é e s . O n e n sait q u e l q u e c h o s e au B u r e a u c o m m u n a l cl à la C h a m - b r e c a n t o n a l e d u c o m m e r c e , où l'on certifie l ' o r i g i n e s u i s s e d e s m a r c h a n d i s e s h o r l o g è r e s e n r e t o u r d e l ' é t r a n g e r .

O n a d o n c , a s s e z g é n é r a l e m e n t , e x p é - d i é t r o p l a r d les d e r n i e r s e n v o i s d e l ' a n n é e cl les a c h e t e u r s , soit q u ' i l s n ' e n e u s s e n t v r a i m e n t p l u s l ' e m p l o i , soil q u ' i l s v o u l u s s e n t p r o l i l e r d u fait p o u r o b t e n i r d e s r a b a i s ou d ' a u t r e s a v a n t a g e s , o n t r e f u s é d e p r e n d r e l i v r a i s o n . Q u ' o n a j o u t e a u x e n v o i s d e celle c a t é g o r i e , les m o n t r e s r e f o u l é e s p a r le c o n t r ô l e r u s s e p o u r i n s u l l i s a n c c d e l i t r e d e s c o u r o n n e s et a n n e a u x , le total e s t d e s p l u s r e s p e c - t a b l e s et vient d i m i n u e r , d a n s u n e c e r - t a i n e p r o p o r t i o n , le g r o s chiffre d e s v e n t e s e t f c c l i v e s d e s d e r n i e r s m o i s d e l ' a n n é e 18!K).

A c e s d e u x c a t é g o r i e s d e m o n t r e s vient s'en a j o u t e r u n e t r o i s i è m e , celle d e s m o n t r e s e n v o y é e s e n s o u m i s s i o n . La s o u m i s s i o n a é t é p r a t i q u é e d e t o u s t e m p s . O n e n v o i e , soil s p o n t a n é m e n t soil s u r la d e m a n d e d u c l i e n t , îles é c h a n - t i l l o n s , s u r l e s q u e l s l ' a c h e t e u r se b a s e p o u r t r a n s m e t t r e d e s o r d r e s f e r m e s . L i m i t é e à ce g e n r e d ' o p é r a t i o n , la s o u -

m i s s i o n n ' a r i e n q u e d e t r è s n a l u r e l et d e t r è s n o r m a l . M a i s p l u s i e u r s f a b r i c a n t s n e se s o n t p l u s b o r n é s à s o u m e t t r e d e s é c h a n t i l l o n s . Ils o n t e x p é d i é e n s o u m i s - s i o n d e s lots d e m o n t r e s s o u v e n t i m - p o r t a n t s , d a n s l e s q u e l s l ' a c h e t e u r faisait s o n c h o i x , r e t o u r n a n t le r e s t e . O r ce r e s t e , u n e fois les c a r i o n s d e m o n t r e s d é p a r e i l l é s , allait t r o p s o u v e n t g r o s s i r le s t o c k d e l ' i n v e n d a b l e .

N o s c l i e n t s h o r l o g e r s , q u i , p o u r le p l u s g r a n d n o m b r e , n e c h e r c h e n t q u e les o c c a s i o n s d ' e x p l o i t e r n o s f a b r i c a n t s cl s'y p r e n n e n t à m e r v e i l l e , o n t t o u t n a t u r e l l e m e n t c h e r c h é à p o u s s e r à l'ex- t r ê m e le s y s t è m e d e la s o u m i s s i o n . C ' e s t à IeI p o i n t q u e c e r t a i n s d ' e n t r e e u x , n i e l l a n t à profit la c o m p l a i s a n c e e x a g é - r é e d e f a b r i c a n t s n a ï f s , se c r é e n t d e s u p e r b e s a s s o r t i m e n t s d e m o n t r e s a v e c d e s s o u m i s s i o n s o b t e n u e s d e p l u s i e u r s f a b r i c a n t s , q u i s ' i m a g i n e n t (pie p u i s q u e l'on est à la fin d e l ' a n n é e cl q u e l e s affaires m a r c h e n t b i e n , c'est a b s o l u m e n t c o m m e si o n avait v e n d u f e r m e .

L ' i l l u s i o n n'esl p a s d e l o n g u e d u r é e . L e m o i s d e j a n v i e r voit v e n i r les r e - t o u r s d e s m o n t r e s i n v e n d u e s et d a n s q u e l étal ? d é f r a î c h i e s , p a l a u g é e s , c a b o s - s é e s , s i n o n c o m p l è t e m e n t a b î m é e s .

Le s y s t è m e d e s s o u m i s s i o n s d e l o t s i m p o r t a n t s d e m o n t r e s n e p r o d u i t g u è r e (pie d e s d é s a g r é m e n t s et d e s p e r t e s a u x f a b r i c a n t s q u i le p r a t i q u e n t . O n p o u r - rail le r e n d r e m o i n s m a u v a i s , e n s t i p u - lant e x p r e s s é m e n t q u ' u n c a r t o n d e six m o n t r e s e n t a m é e s t v e n d u . M a i s c o m - b i e n m i e u x v a u d r a i t - i l n e t r a v a i l l e r q u e s u r c o m m a n d e s .

La Bijouterie à Pforzheim

U t i l i s a t i o n d e l ' é l e c t r i c i t é . — L a b i j o u - t e r i e e n R u s s i e

O n n o u s d e m a n d e d e r e p r o d u i r e la c o r r e s p o n d a n c e s u i v a n t e , q u i , q u o i q u ' e -

c r i l c il y a d e u x m o i s , c o n s e r v e e n c o r e s o n a c t u a l i t é :

Il n'y a pas beaucoup à dire sur les derniers quinze j o u r s : il est toujours travaillé au-delà (lu temps n o r m a l , aussi bien pour l'Allema- gne que pour l'exportation : cependant on prévoit, du moins pour cette dernière , la fin prochaine des livraisons pour celte année. 11 est pour beaucoup do fabricants très sensible que les besoins italiens aient diminué sitôt.

Le débit reste considérablement en arriére, par l'apport à l'année précédente, pendant que les I)PSOiIiS russes ont un peu augmenté. Il y avait et il y a encore différents acheteurs, eu partie de la Pologne, en partie de la Russie proprement dite ici, qui ont donné des ordres considérables, mais l'on préférerait des com- missions provenant de Paris et des exporta- teurs d'ici et d'oulro-mer. Quelques fabricants se plaignent que justement les ordres du Brésil, qui d'habitude terminent la campagne, ont cette fois-ci m a n q u é . ·

L'entreprise électrique de la ville a fait, avec ses clients de la branche bijouterie qui n'emploient la force électrique que pour polir, de mauvaises affaires j u s q u ' i c i , pareeque, l'emploi de la force électrique, pur mois, est par trop minime. Dans beaucoup de cas on n'en consommait pas même pour 1 mark par m o i s : eu sorte que la ville s'est vue obligée d'établir un tarif m i n i m u m , d'après lequel chaque moteur doit payer, par mois, pour le moins "2 m a r k s 50. Le tarif, entré en vigueur le I''' novembre a soulevé beaucoup d'opposi- tion, pareeque par la suite, l'emploi de l'élec- tricité contera u beaucoup de fabricants plus du double de la dépense précédente. Le nou- veau tarif sera appliqué provisoirement pour cinq ou six mois et revu, d'après les résultats de la forte saison qui va commencer pour le commerce allemand. Kn somme remploi de l'électricité dans cette industrie s'est montré avantageux. La distribution de petites q u a n - tités de force a.rendu possible a bien des fa- bricants d'employer des procédés mécaniques pour plusieurs buts, pour polir, aplanir, etc., qui revenaient très bon marché a u p a r a v a n t , vu qu'on ne payait que quand on utilisait la force et qui le sera encore lorsque les taxes mininin fixées seront appliquées.

L'n bijoutier russe a engagé ici quelques ouvriers cl ouvrières pour les employer d a n s son commerce à Kew. Il a l'ait par écrit des contrats, valables pour plusieurs années, puis est parti avec q u e l q u e s - u n s des engagés.

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14 LA

Dans une quinzaine de j o u r s , d'autres parti- ront pour la ville commerciale russe. Les conditions d'engagement ne doivent pas être défavorables au point de vue financier, d'a- près les communications que nous avons reçues.

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Colis postaux

On peut dès maintenant accepter à l'expé- dition à destination de la Finlande îles colis postaux avec ou sans valeur déclarée et gre- vés de remboursement. La limite supérieure de la déclaration de valeur et du .rembourse- ment est fixée à 500 francs. Le poids maxi- mum s'éléye a 3 kg. Les colis sont acheminés à destination par la voie d'Allemagne, Dane- m a r k et Suéde. Pendant la période du lo r mai au 31 octobre ils peuvent aussi emprunter riuterm'édiairc des paquepots directs entre l'Allemagne et la Suède.

La taxe au poids s'élève à '2 IV. 75 en cas d'acheminement par le Danemark et à'2 fr. 50 en cas d'utilisation de la voie d'Allemagne- mer. Les envois doivent être accompagnés de 2 déclarations en douane rédigées en langue allemande.

Echange de la messagerie avec la Russie.

i° Les paquets à destination de la Russie ayant une valeur déclarée de plus de 5,000 jusqu'à 20,000 roubles peuvent dés mainte- nant être accepté à l'expédition jusqu'au poids de kg. 49,142.

2" La taxe au poids des envois de message- rie à destination de la Russie a y a n t une va- leur déclarée supérieure à 5,000 roubles (20,000 francs), ne doit dés maintenant plus être calculée d'après un tarif spécial, mais de la même manière que celle des envois sans valeur déclarée. C'est donc le même tarif au poids qui sera dorénavant applicable aux en- vois avec et sans déclaration do valeur. Cette disposition est valable pour les deux voies d'acheminement (Allemagne et Autriche).

— Echange des colis postaux avec Tan- ger. Mesures contre le choléra. — A partir de ce jour, les colis postaux à destination de Tanger peuvent de nouveau être expédiés par la voie d'Allemagne.

Les Trades-Unions juives de Londres

Les dix Trades-Unions juives de Londres protestent contre la résolution prise par le congrès des Trades-Unions de Gardiff contre l'immigration des étrangers pauvres, sous la présidence du D1 Aveling.

«Cette mesure dérisoire, a n t i - a n g l a i s e , ayant été proposée aux travailleurs de ce pays comme un remède pour les dangers provenant d'un système industriel provoquant une injuste concurrence, nous, réunion d'ou- vriers juifs, contre qui ces !lèches empoison- nées sont surtout dirigées, condamnons cette croisade contre n o u s ; nous appelons les tra- vailleurs anglais à nous entendre. »

Si l'ouvrier étranger est exclu de l'Angle- terre, les produits qu'il fabrique y seront im- portés.

Question des habitations ouvrières

Dans la question des habitations ouvrières, disent M. Garrot D. Wright de Washington et M. Geoffroy Drage, qui écrit dans le

Times, il faut distinguer trois catégories d'ouvriers. On trouve d'abord l'artisan écono- me et travailleur, g a g n a n t un salaire suffisant.

Celui-là sait veiller lui-même à ses intérêts.

Puis viennent les travailleurs qui n'ont pas toujours du travail, soit par suite d'événe- ments malheureux, soit par leur propre faute,

FÉDÉRATION HORLOGERE

qui risquent de tomber plus bas, et pour les- quels il est très utile que des associations charitables interviennent. Pour ceux-ci, on cite, par exemple, comme ayant eu un excel- lent résultat, la construction do bonnes mai- sons existant aujourd'hui, à Glasgow et à

Edimbourg, et contrôlées par des dames cha- ritables, qui sont chargées des perceptions.

Enfin au dernier rang, se placent ceux dont la chute est si profonde qu'on ne peut espérer les relever. Pour ces derniers, h; Lord Prévôt d'Edimbourg, M. Russell, pense qu'il faut les obliger à vivre dans des maisons appartenant à la c o m m u n e , sous le contrôle de la police, en assurant l'éducation de leurs enfants dans des institutions publiques.

Les t r a m w a y s ont, aujourd'hui, dans cette question, une grande influence, leur grand développement abaissant les loyers trop élevés dans les centres et permettant de vivre aussi bien hors des villes.

Un procès à l'impôt sur le revenu en Angleterre

Un procès relatif à l'impôt sur le revenu en Angleterre attire en ce moment !'attention à Londres et présente, en effet, une certaine importance. Dans ces dernières années, les commissaires des recettes intérieures ont cherché à étendre l'impôt d'une manière qui peut être conforme à la lettre des lois, mais qui est certainement contraire à l'esprit de l'impôt. Nous avons cité le cas des maisons françaises de Champagne qu'on a voulu taxer parce qu'elles avaient des agences à Londres.

Aujourd'hui, il est même question de taxer les revenus de l'étranger alors que ces reve- nus n ' a p p a r a i s s e n t a u c u n e m e n t e n Angleterre, mais dont le propriétaire ou une succursale de la société propriétaire a une résidence ou un siège dans le pays. La Cour d'appel ou la Chambre des lords viennent de décider, con- trairement à la Cour de la reine, que la Com- pagnie de chemins de. iov Sao Paolo du Brésil devra payer, non seulement sur les receltes qui seront distribuées dans le Royaume-Uni, mais même sur celles qui n'entrent pas en Angleterre. Des décisions de cette nature for- ceront les compagnies de chercher à s'établir dans des pays plus raisonnables et plus libé- r a u x .

La verrerie aux verriers

La verrerie aux verriers a déjà ménagé bien des surprises. Mais il en est une qu'elle ne parait pas en passe de faire prochainement, c'est de livrer le million de bouteilles dont elle a déjà la commande. 11 est encore diffi- cile de savoir sur quelles bases elle sera cons- tituée, plus difficile encore de dire de quels fonds elle dispose, et même où elle sera éta- blie. M. Rochefort détient toujours les 100,000 francs qui restent la plus claire et sans doute lu seule ressource liquide de la future entre- prise. Les différents comités qui travaillent au bonheur des verriers ne sont d'accord sur rien. Les malheureux verriers eux-mêmes ne savent plus à qui entendre. On leur envoie des projets de statuts : mais c'est tout ce qu'ils voient venir jusqu'ici. Chacune de leurs déci- sions soulève de nouvelles difficultés. Celle qu'ils viennent de prendre est, à ce point de vue, particulièrement grave. P a r 24S voix contre 75 le syndicat a voté le transfert à Albi de la verrerie à fonder. C'est, pour les gens de Curmaux et pour les débitants en particulier, une cruelle déconvenue. Un re- nonce à dresser la forteresse ouvrière en face de la citadelle capitaliste, comme tous les meneurs socialistes s'étaient vantés de le faire.

On laisse le champ de bataille à M. Ressé- guier. On déserte le théâtre illustré par les

exploits de M. J a u r è s . Quelles que soient les raisons techniques invoquées à l'appui de celle résolution, elles ne pourront satisfaire les politiciens de Carmaux, menacés de perdre une partie de leur clientèle électorale. Leur émoi est grand. Le conseil municipal d'Albi a voté une subvention de 30.000 fr., mais ce-

lui de Carmaux parle de reprendre les 20.0OU fr. qu'il avait voté. Une délégation est allée demander à ΛΙ. Rochefort, qui tient les cor­

dons de la bourse, de dissuader les verriers d'un exode désastreux pour Carmaux.

Il est peu probable qu'elle réussisse. Le transfert à Albi a déjà reçu un commence- ment d'exécution, le terrain sur lequel doit être édifiée la future verrerie a y a n t été acheté.

Les dernières nouvelles disent que les dé- putés socialistes choisis pour arbitres uni décidé que la « verrerie aux verriers » serait construite à Albi. Cette décision a donné lieu à de violentes protestations contre les députés et la municipalité de Carmaux a résolu de démissionner.

La population en Angleterre et en France

Une revue économique londonienne annon- ce que, pour la première fois depuis les temps historiques, la population du Royaume-Uni (1St devenue supérieure à la population de F r a n c e .

Au dernier recensement de ISl)I, les Iles- Britanniques comptaient 37,707,013 habitants, tandis que la France en comptait 38,343,102, soit une différence d'environ un demi-million en faveur de la F r a n c e .

Mais, observe la revue anglaise, l'excédent de la mortalité sur la natalité se chiffrait en France par une différence de 20,000, tandis qu'au contraire l'excédent des naissances s'é- levait à 402.000 dans le Royaume-Uni. En 1893, le chiffre des naissances en France n'é- tait supérieur que de 7,000, pendant que les Anglais additionnaient un excédent de nais- sances de 415,000.

En deux a n s , la population de la France diminuait de 13.000 habitants et celle du Royaume-Uni augmentait de 817,000. Ce mouvement n'ayant pas varié, la population des Iles-Britanniques est donc, depuis un an environ, supérieure à celle de la France. La revue économique estime qui' le nombre des Anglais est supérieur à celui des F r a n ç a i s d'environ 300,000 aujourd'hui.

Le territoire des Iles-Britanniques est égal seulement aux trois cinquièmes du territoire français: ce dernier occupant une superficie de 328.000 kilomètres carrés, tandis qui1 le Royaume-Uni en couvre à peine 104.500.

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.

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Nouvelles diverses

L e s p r o l é t a i r e s i n t e l l e c t u e l s e n Alle- m a g n e , tel est le titre d'un article de M. Paul Ernst dans la Revue des Rames. Le prolé- tariat intellectuel, c'est-à-dire l'état de pau- vreté de la plupart des médecins et des avocats et l'encombrement inouï de toutes les fonc- tions publiques ne cesse de grandir dans tous les Etals du continent ainsi que chez les peu- ples latins de l'Amérique et l'on doit s'atten- dre à ce qu'il augmente encore, avec les pro- grés de l'aisance générale et la facilité de s'instruire. C'est une conséquence naturelle de l'exagération de l'activité de l'Etat a u x dépens de l'initiative privée.

Extinction du lynchage en Amérique.

— Dernièrement un journal de New-York, qui a des correspondants un peu partout, a eu l'idée pratique de faire prendre des épreu- ves photographiques de toutes les scènes de lynch et-de les reproduire dans toute leur liideur, en première page. La photographie ne peut pas se tromper. Ainsi, la dernière scène de lynch dans laquelle un nègre a été brûlé, après avoir subi d'autres outrages, a été dé- taillée par la photographie, au point de repro- duire tous les personnages qui ont pris pari à l'atroce scène, dans l'acte criminel. Le journal, qui a la plus grande circulation de la presse des Etats-Unis, a ainsi trouvé un moyen simple de clore la série des meurtres qui sont la honte de l'Amérique. La colère et la folie se ressemblent et il n'est pas agréable de se voir immortaliser par la photographie,

au moment de commettre une action crimi- nelle, lorsqu'on a recouvré son sang-froid.

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