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Working with Base Images

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Further Low-Level Algorithms

5.2. Working with Base Images

venosa. [33, 43]

Tratamento

No final do rastreio, os utentes eram também informados dos vários tipos de tratamento para a DVC. Este tratamento deve ser individualizado, dependendo da presença e da gravidade de cada um dos sintomas, bem como da fase em que se encontra. Foi explicado que a intervenção do médico em tempo útil poderá prevenir a progressão da patologia. Caso as medidas gerais acima mencionadas não forem suficientes, estes são alguns tratamentos possíveis:

• Medicamentos venotrópicos – a farmácia disponibiliza alguns medicamentos e suplementos alimentares com benefícios comprovados no alívio dos sintomas e na redução da inflamação venosa. Neste caso, o aconselhamento médico é necessário para que o tratamento seja adequado e de acordo com a sintomatologia e a fase da doença em que o utente se encontra;

• Meias elásticas – estas podem ser dispensadas na presença de uma prescrição médica e é necessário adequar o tipo e o tamanho das meias a cada doente, bem como avaliar se existem contraindicações;

• Escleroterapia – este tratamento consiste num procedimento médico utilizado para o tratamento de veias varicosas (C2) e talangiectasias (C1) onde é injetada uma solução

diretamente na veia que provoca uma irritação que incha, colapsa e forma uma cicatriz que irá desaparecer ao longo do tempo. Deste modo, o sangue circula por outras veias mais saudáveis;

• Tratamento cirúrgico – existe uma grande diversidade de técnicas cirúrgicas que devem ser adaptadas a cada doente para, em último caso, tratar varizes salientes e possíveis complicações. [33, 43]

Resultados

No total, foram efetuados 11 rastreios, tendo estes sido realizados no Gabinete de Atendimento Personalizado. Em alguns casos, os utentes foram abordados no sentido de receber uma avaliação gratuita e rápida (o tempo despendido foi, por vezes, uma das

preocupações durante esta abordagem). Noutros, após uma determinação de parâmetros bioquímicos questionei os utentes se gostariam de proceder ao rastreio. Apesar de nenhum utente se ter dirigido à farmácia com o objetivo de realizar o rastreio, grande parte dos utentes demonstrou interesse e curiosidade no mesmo, tendo existido muito poucas situações em que o tenham recusado.

Tabela 4 - Distribuição dos utentes pela avaliação de risco de DVC

Frequência Percentagem Baixo risco (≤ 11 pontos) 1 9,1%

Risco considerável reduzido (12 a 15 pontos) 3 27,3%

Risco considerável médio (16 a 19 pontos) 5 45,4%

Risco considerável elevado (20 a 22 pontos) 2 18,2%

Elevado risco (≥ 23 pontos) 0 0%

Apesar de nenhum dos utentes ter obtido um elevado risco de sofrer de doença venosa crónica, a grande parte dos utentes (90,9%) obteve um risco considerável de sofrer de DVC ou, conforme os seus sintomas, poderia já sofrer desta doença. O grupo mais significativo foi o que apresentou risco considerável médio, com 45,4%.

Tabela 5 - Distribuição dos utentes por género e avaliação obtida

Frequência Percentagem Avaliação média obtida

Feminino 9 81,8% 16,8

Masculino 2 18,2% 13,5

Os utentes foram sobretudo mulheres (81,8%), O resultado médio para o sexo feminino foi de 16,8 (correspondendo a um risco considerável médio) e o resultado médio para o sexo masculino foi de 13,5 (correspondendo a um risco considerável reduzido). Esta diferença está concordante com a maior predisposição das mulheres a sofrer desta patologia. Contudo, o universo de utentes foi reduzido, visto que não era objetivo deste rastreio efetuar um estudo populacional, e o próprio inquérito também possuía diversas questões onde os utentes do sexo feminino acumulavam mais pontos, pelo que, independentemente do risco, seria expectável que estes apresentassem resultados médios superiores.

Casos práticos

No grupo de rastreios efetuados, existem alguns casos que optei por descrever:

• Utente que obteve 21 pontos (risco considerável elevado), sendo a que obteve maior pontuação, corresponde a uma mulher com menos de 40 anos. Esta senhora refere a priori que, caso fizesse a avaliação, já sabia que ia obter um resultado elevado. Apesar de referir que sente frequentemente as pernas cansadas, os tornozelos inchados e ter antecedentes familiares de DVC, a utente afirma que desde sempre tem uma vida

sedentária, tem excesso de peso, passa grande parte do seu dia parada e não pratica qualquer exercício físico. Quando aconselhada com as medidas de prevenção que deve tomar, a utente refere que toma diariamente um medicamento venotrópico: Daflon 500® (Tiliafarm-Comercialização de Produtos Farmacêuticos,Lda.), sem indicação médica. Recomendei a utente a proceder a uma avaliação médica, de forma a verificar se este tratamento é adequado para a sintomatologia e/ou a fase da doença em que se encontra e averiguar se será necessário introduzir um novo meio de tratamento. A utente demonstrou o seu agradecimento pela avaliação e a intenção de obter aconselhamento médico;

• Utente que obteve 17 pontos (risco considerável médio) corresponde a uma mulher com menos de 45 anos. Esta senhora refere que desde criança sentia uma dor insuportável nos membros inferiores, tendo sido submetida a uma cirurgia com apenas 20 anos. Afirma que, desde então, nunca mais sentiu qualquer sensação de desconforto nas pernas e se sente bem. É, no entanto, alertada para o facto de ter obtido um risco considerável, seguir as recomendações e manter-se alerta para possíveis sintomas. Balanço

Este projeto superou a minha expetativa, pois permitiu ter uma interação com os utentes que, noutro tipo de situação, não seria possível. Os utentes demonstraram a sua satisfação por poderem obter uma avaliação gratuita por parte de um profissional de saúde e, nalguns casos, o rastreio durou mais de 15 minutos, tendo abordado outros assuntos relevantes sobre a sua saúde.

Em suma, acredito que houve impacto a nível local acerca da existência desta patologia e, no caso dos utentes que fizeram a avaliação, obtiveram informação científica de relevo através de uma comunicação percetível, cumprindo o objetivo de educar para a saúde. Nesse sentido, foi entregue aos utentes um folheto informativo contendo as recomendações da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular.

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