7.2 XtremWeb
7.2.1 Vue d'ensemble de XtremWeb
73% 27%
Sexo
Feminino Masculino Gráfico 1Figura 3- Sexo dos inquiridos
Verifica-se, pela leitura da figura 3, que, maioritariamente, os inquiridos a frequentar estes cursos pertencem ao sexo feminino (73%).
Sendo Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA), verificámos que as pessoas que compõem esta amostra têm idades compreendidas entre os 60 anos e os 18 anos, idade mínima para poder frequentar este tipo de ensino. A média de idade dos inquiridos situa-se nos 37 anos e a idade com que aprendeu a ler situa-se entre os 6 e 7 anos.
Relativamente à secção A – Antecedentes da Prática de Leitura – quando se pergunta:
Figura 4 – Práticas de leitura em criança
Notamos que cerca de 50 % das respostas se situam entre o Algumas vezes ou
Raramente e apenas 9 dos respondentes afirmam que essa prática era uma actividade
constante, contudo 19 afirmam Nunca isso ter acontecido (figura 4).
Figura 5 - Práticas de leitura em criança
Já quando se pergunta se pais ou familiares tinham o hábito de lhes ler, 28 dos alunos responde que Nunca contra apenas 5 que afirmam Muitas vezes (figura 5).
Figura 6 - Práticas de leitura em criança
À semelhança do que observámos nas figuras anteriores, verificamos não ser uma prática corrente os pais ou familiares ofereceram aos inquiridos livros (18 Algumas
vezes), e um número muito significativo referiu mesmo Nunca ter recebido livros dos
familiares. Por oposição 13 disseram que Muitas vezes eram ofertados com livros (figura 6).
Na figura 7, podemos equiparar o número de respostas situadas entre o Algumas
vezes, Raramente e Nunca numa média bastante elevada já que apenas 5 dos
respondentes o faziam Muitas vezes.
Figura 8 – Incentivo para a prática da leitura
Na figura 8, verificamos que a esmagadora maioria dos inquiridos afirma, contudo, que enquanto criança foi motivada para a prática da leitura (89%). Pela observação da figura seguinte constatamos que os progenitores (mãe e pai) têm um papel de relevo (no conjunto 39%), mas a figura do professor ganha destaque em relação às demais opções (43%).
Figura 10 – Modos utilizados para incentivar para a leitura
Os inquiridos perante a questão relativa aos modos utilizados para os incentivaram para a prática da leitura responderam que era pedindo- lhes que lessem em voz alta (44 alunos), tendo sido referida como prática menos usada a ida a bibliotecas ou livrarias (figura 10).
Figura 11 – Quantidade de livros em casa
Da análise da figura 11 constata-se que a diferença entre o Poucos livros e
Nenhuns é mínima, Alguns é a resposta mais indicada e apenas 6 alunos afirmam
existirem em casa Muitos livros.
Apesar de verificarmos que os antecedentes da prática da leitura não terem sido os ideais verifica-se, contudo, que a grande maioria dos inquiridos continua a gostar de ler (figura 12).
Em relação aos motivos que os levam a continuar a gostar de ler, as respostas dividem-se entre o gosto, o prazer que a leitura lhes proporciona, e a possibilidade de aprende, obter conhecimento e informação que essa prática acarreta.
Quando passamos para a secção B – Práticas de Leitura dos Inquiridos na
Actualidade – é possível observar através da figura 13 que os Jornais Regionais/locais
são os que merecem a preferência dos inquiridos (34), embora se verifique que 17 alunos digam que não lêem qualquer tipo de jornal.
Figura 13 – Leitura de Jornais
Figura 14 – Leitura de Revistas
Na figura 14, constata-se que a preferência, em termos de leitura de revistas, vai para as que transmitem informação televisiva (42 dos inquiridos), seguida de perto pelas revistas de informação geral (34), moda/decoração/culinária (33) e banda desenhada (32), estando a seguir as revistas femininas (28).
Figura 15 – Frequência de leitura de revistas
É Pelo menos uma vez por semana que 64 dos respondentes afirmam ler revistas e só 13 o fazem Raramente (figura 15).
Figura 16 – Género de livros preferidos
Da observação da figura 16, constata-se que os Romances de amor detêm as preferências dos inquiridos (29), seguindo-se de perto os livros de Banda Desenhada (23) e os livros de Culinária/Decoração/jardinagem/bricolage.
Figura 17 – Quantidade de livros lidos anualmente
É observavel que a quantidade de livros lidos anualmente, na sua maioria, não excede os cinco (23) e só uma pequena minoria (4) lê mais de uma dezena de livros por ano (figura 17).
Figura 18 – Frequência de leitura
Embora a quantidade de livros lidos anualmente não seja significativa, verifica-se, no entanto, que a maior parte dos respondentes (28) afirma que leu o último livro há menos de um mês (figura 18).
Figura 19 – Género de biblioteca frequentada
O que se destaca da figura 19 é a quantidade de inquiridos (46) que afirmou não frequentar qualquer género de biblioteca e só um número bastante mais reduzido afirma visitar a biblioteca municipal (18) ou a biblioteca escolar (15).
Figura 20 – Motivos da não ida a bibliotecas
A preferência por comprar os seus próprios livros é o que se destaca quando se pergunta sobre os motivos pelos quais não vão a bibliotecas (29). Não apresentando uma justificação para o facto surgem 16 dos inquiridos, seguindo-se 11 que afirmam não existir nenhuma perto da área de residência (figura 20).
Com a secção C do nosso questionário temos como objectivo saber se os inquiridos estão familiarizados com as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) e saber se fazem uso da Internet.
Salienta-se o facto de 31 dos inquiridos afirmarem que só Pelo menos uma vez por
semana é que utilizam o computador, registando-se a existência de 7 que não têm
acesso a este meio informático e 1 que não o sabe manusear (figura 21).
Figura 22 – Utilização da Internet
A situação que com maior frequência leva os inquiridos a navegar na Net prende- se com a actividade de estudo (46), contudo destaca-se o número daqueles que ainda não têm acesso à Internet (21) (figura 22).
Relativamente à secção D – Práticas culturais dos inquiridos – pela observação da figura 23, verificamos que, com grande destaque, a televisão (74) e o rádio (53) merecem a preferência dos inquiridos quando se trata de ocupar os seus tempos livres e só 15 se dedica à leitura quer de jornais quer à leitura de livros.
Figura 23 – Práticas Culturais
Se 29 dos inquiridos refere que lê pelo menos até meia hora por dia, verifica-se, no entanto, que a maior parte do tempo de lazer é dispendido a ver televisão, durante duas a quatro horas diariamente (figura 24).
Quando se questiona sobre a percepção dos inquiridos sobre as práticas de leitura – secção E – vemos que a opinião dos respondentes estão divididas, pois 39 considera que hoje em dia se lê mais, mas 31 julga que se lê menos. Já 5 afirma não haver qualquer diferença entre o que se lê hoje e o que se lia há uma década atrás (figura 25).
Figura 25 – Representação sobre a prática de leitura
Por último, na secção F pretendeu-se inquirir os alunos/formandos sobre as suas expectativas para o futuro, e para além de querermos saber como gostariam de ver dinamizada a leitura na sala de aula, gostaríamos de saber, também, se consideram que uma boa prática de leitura pode, ou não, influir na sua formação enquanto cidadão e/ou na sua actuação em sociedade.
Figura 26 – Dinamização da leitura em sala de aula
Da análise da figura 26, verifica-se que 45 dos inquiridos gostariam que na sala de aula se recorresse à leitura expressiva para dinamizar a leitura e 23 gostariam que se fizesse essa animação através do uso das TIC. Ocupam os últimos lugares das preferências o recurso ao teatro (5) ou o jogo dramático (4).
Embora se verifique alguma indefinição quanto à questão de saber se uma boa prática de leitura pode tornar um cidadão mais esclarecido, interventivo, auto-confiante, tolerante, crítico ou mais responsável, constata-se que, maioritariamente, os inquiridos Concordam ou Concordam totalmente com o facto de que uma boa prática em leitura pode trazer mudanças positivas para os cidadãos (figura 27).
Figura 28 - Percepção sobre uma boa prática de leitura
À semelhança do gráfico anterior, constata-se igualmente que a maior parte dos inquiridos considera que uma boa prática de leitura pode ter reflexos quer a nível pessoal, familiar, profissional, social ou, ainda, cultural (figura 28).