7.3 MPICH-V
7.3.1 MPICH-V : MPI tolérant aux fautes
A nossa amostra é composta por 73% de indivíduos de sexo feminino e apenas 27% do sexo masculino, e quase a totalidade começou a ler aos seis anos, quando iniciaram o então chamado ensino primário.
Temos que ter presente que são alunos/formandos a frequentar Cursos EFA (Educação e Formação de Adultos) que exigem, para a sua frequência, no mínimo 18 anos de idade. Constatámos que a média de idade dos inquiridos se situa nos 37 anos.
São adultos que pretendem elevar as suas qualificações, pretendendo uns concluir o nível B2 correspondente ao 2º ciclo de ensino, outros pretendem a conclusão do nível B3, que corresponde ao 3º ciclo.
Secção A – Antecedentes da Prática de Leitura
Sendo a infância o período ideal da nossa vida para enraizar hábitos de leitura, verificámos que os inquiridos, enquanto crianças, só Algumas vezes ou Raramente viam os pais e familiares a ler e a grande maioria nunca teve a oportunidade que os pais lhe lessem as histórias que povoam o imaginário da maior parte das crianças.
O comportamento dos pais era pautado por só Algumas vezes ou mesmo Nunca oferecer livros aos filhos, daí se verificar de igual modo que o livro não era um objecto de partilha com outras crianças.
Apesar de para a maioria dos inquiridos haver um défice no contacto com o livro, constatámos que enquanto crianças 89% deles foram incentivados para a leitura. Se o pai e a mãe tiveram nessa missão um papel importante, verifica-se que foram os professores que melhor alcançaram o objectivo. Foi lendo-lhes, falando-lhes de livros ou pedindo-lhes que lessem em voz alta os modos mais utilizados para que ganhassem o gosto pela leitura.
Na casa dos pais ou familiares havia/há Alguns, Poucos ou mesmo Nenhuns livros, contudo verificámos que 72 dos inquiridos manifestam continuar a gostar de ler.
Secção B – Práticas de Leitura dos Inquiridos na Actualidade
Quando se pergunta se, na actualidade, lê e que tipo de jornais lê, os jornais regionais e locais são os mais apontados pelos inquiridos (34) seguidos dos generalistas e os diários (23). Não pode deixar de ser assinalável, todavia, que 17 dos inquiridos afirme que não lê qualquer tipo de jornal.
Em relação à leitura de revistas, constatámos que as de informação televisiva são as que ocupam o primeiro lugar das preferências (42) seguidas das revistas de informação geral (34) e em terceiro lugar surgem as ligadas à Moda/decoração/culinária (33).
A leitura deste registo impresso faz-se com alguma regularidade já que 64 dos inquiridos afirma que Pelo menos uma vez por semana lê revistas.
Questionados sobre os três géneros de livros que mais frequentemente liam, obtivemos nas três primeiras posições os romances de amor (29), os livros de banda desenhada (23) e os livros de culinária/decoração/jardinagem/bricolage (22), lugar de destaque também ocupado quanto ao tipo de revista mais lido.
Os inquiridos afirmam gostar de ler, contudo verificámos que apenas 8 afirma ler mais de 20 de livros por ano. O número mais elevado de respostas situa-se entre os 2 e 5 livros lidos anualmente e 18 fica-se unicamente pela leitura de apenas 1 livro.
Quando inquiridos sobre há quanto tempo leu o último livro sem ser escolar ou profissional 28 das respostas obtidas indicam que Há menos de um mês.
Foi-nos possível constatar que não faz parte da sua rotina habitual a ida à biblioteca, já que 46 dos respondentes afirmou não frequentar qualquer género de biblioteca. A biblioteca municipal é, contudo, a mais frequentada (18) seguida da biblioteca escolar (15).
Os motivos que se prendem com a não frequência deste tipo de espaço associam- se à preferência, por parte dos inquiridos, em comprar os seus próprios livros (16), ou deve-se, ainda, ao facto de não haver nenhum perto da área de residência.
Secção C – Utilização das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação)
Sabendo de antemão que as pessoas inquiridas eram adultos com alguma idade, procurámos perceber se estavam familiarizados com o computador e se tinham acesso à Internet e com que grau de frequência o faziam.
Assim, perante a primeira questão, com que frequência usa o computador? 31 dos inquiridos afirmaram que Pelo menos uma vez por semana e 29 disseram que
Diariamente. Regista-se, todavia, que um número significativo de inquiridos afirma que Raramente o faz ou simplesmente não tem acesso ao computador.
Se o número de inquiridos a manusear o computador não é elevado, verificámos que o acesso à Internet é ainda menor, pois 21 dos inquiridos afirma não ter acesso à
World Wide Web. No entanto, 46 dos inquiridos afirma fazê-lo em situação de estudo,
depreendendo-se que este acesso será feito em situação de sala de aula, uma vez que um dos Módulos por eles frequentado é “Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)”, o que lhes permitirá, certamente, a familiaridade com este meio informático.
Secção D – Práticas Culturais dos Inquiridos
Quisemos saber como é que os inquiridos ocupavam o seu tempo de lazer e verificámos que para a grande maioria ver televisão (74), ou ouvir música (53) são as suas actividades preferidas. Ler ocupa um dos últimos lugres das preferências, pois só 15 dos inquiridos afirma que o faz diariamente.
A variação do tempo dispendido com cada uma das actividades por nós sugeridas (ler, ouvir música, ver televisão ou utilizar a Internet) é considerável, embora haja um número significativo de respondentes a afirmar que lêem pelo menos até meia hora por dia, mas pela análise das respostas verificámos que é em frente à televisão que os inquiridos mais tempo passam, ou seja, entre 2 a 4 horas diárias.
Secção E – Representação dos Inquiridos sobre a Prática de Leitura
Em relação à percepção dos inquiridos acerca da prática de leitura na actualidade comparativamente ao que se lia há uma década atrás, observámos que 39 dos inquiridos
julga que hoje em dia se lê mais, no entanto, 31 considera que se lê menos e só 5 consideram não se registar qualquer diferença na prática de leitura.
Secção F – Expectativas para o Futuro
Sabendo nós que a prática de leitura não está ainda suficientemente enraizada na população portuguesa, quisemos averiguar como é que estes alunos adultos gostariam de ver dinamizada essa prática de leitura na sala de aula e verificámos que a preferência (45) recai na dinamização com recurso à leitura expressiva. O recurso às novas tecnologias (TIC) é preferido por 23 dos respondentes. O recurso a filmes ou música está a meio da tabela das preferências e nas últimas posições está o recurso ao teatro ou ao jogo dramático.
Contrariamente ao que aconteceu nas outras questões, quando se questiona sobre se os inquiridos julgam que uma boa prática de leitura pode ter influência na actuação na sociedade enquanto ser mais interventivo, responsável, auto-confiante, tolerante ou crítico, verificámos que um grande número de inquiridos Não sabe/Não responde, embora a maioria afirme Concordar ou Concordar Totalmente com as afirmações.
Situação análoga verificou-se quando quisemos saber se uma boa prática de leitura poderia ter reflexos a nível pessoal, tendo o número de indecisos aumentado ligeiramente, mas a maioria afirma Concordar ou Concordar Totalmente quanto aos reflexos que ela pode ter a nível individual.