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7.1 Voronoi Tessellation
Os PA são o reflexo da fusão entre o pensamento e a ação do professor (Bento, 2003). O mesmo autor refere que “antes de entrar na aula, o professor já tem um projeto da forma como ela deve decorrer, uma imagem estruturada, naturalmente, por decisões fundamentais”, ou seja, isto ir-lhe-á dar maior segurança e satisfação com o seu trabalho. Uma aula bem estruturada deverá conter objetivos, o que é que se pretende que os alunos atinjam, de acordo
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com a matéria destinada para aula, que consta na UD. Escolher exercícios que vão ao encontro dos objetivos, que deve seguir uma progressão pedagógica coerente. A descrição do próprio exercício, a sua duração (pode ou não incluir o tempo de instrução), os critérios de êxito para executar a tarefa com sucesso, e ainda a organização didática metodológica, isto é, como será organizado o exercício (disposição dos alunos, do material, etc.).
A construção dos PA não foi uma novidade, esta tarefa foi realizada durante o primeiro ano do mestrado, nas diferentes modalidades em que tivemos a oportunidade de dar aulas nas escolas. Ou seja, foi algo que até tive alguma facilidade em fazer, apenas algumas vezes aconteceu ficar indecisa na escolha dos exercícios que mais se adequavam às diferentes situações e enunciar quais os critérios de êxito.
Os PA realizados para as escolas foram realizados em grupos, assim como aplicados nas aulas em grupos, o que por vezes, era uma mais valia, pois partilhávamos opiniões sobre os exercícios a usar.
Para que não houvesse muita discrepância nem variação na estrutura dos PA, acabei por me basear num plano, de entre os que foram feitos no ano anterior, e que achei que era o mais indicado para me orientar, e que fosse de fácil consulta.
No cabeçalho dos PA encontram-se as seguintes informações: nome do docente, modalidade, data, ano, turma, nº alunos, nº da aula, duração, material, função didática, objetivos da aula e observações.
Em seguida apresenta-se uma tabela com as seguintes divisões: parte da aula (inicial, fundamental e final), duração (desde o início do exercício até ao término, inclui a instrução e algumas transições), situações de aprendizagem (descrição dos exercícios), organização didática (como é que os alunos estão distribuídos pelo espaço), critérios de êxito (o que é que os alunos têm que cumprir para fazer a tarefa correta) e objetivos específicos dos exercícios (ANEXO II).
Ainda em relação às diferentes partes da aula, a inicial destina-se à ativação geral dos alunos, onde normalmente eram propostas atividades lúdicas, com características que fossem ao encontro da modalidade abordada,
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para que os níveis de pré-disposição para a aula aumentassem e assim “despertar a disponibilidade dos alunos para a aprendizagem e exercitação, de os preparar psicologicamente para assumirem as tarefas da aula, de adaptar funcionalmente o seu organismo às cargas sequentes” (Bento, 2003, p. 153- 154).
O facto de os alunos terem os dois blocos de EF à primeira hora da manhã tornou-se um desafio, de modo a que as caras de sono rapidamente fossem alteradas para a boa disposição, e desta forma se justificava a utilização de atividades lúdicas.
A parte fundamental, como o próprio nome indica é a mais importante da aula, deve ser a parte em que ocupa o maior tempo da aula. É nesta que são abordados através dos exercícios, os conteúdos programáticos destinados na UD. A minha principal preocupação foi dar uma maior diversidade de exercícios, para que não se tornasse rotineiro e eles percebessem que através de diferentes exercícios podemos trabalhar o mesmo objetivo. “A hipótese da variabilidade das condições de prática prediz que o aumento da variabilidade das experiências motoras vividas pelo sujeito durante a prática contribui para a construção e o fortalecimento de esquemas de resposta mais genéricos.” (Godinho, Mendes, Barreiros & Melo, 2007)
A parte final da aula era reservada para o jogo formal da modalidade em questão, e em seguida o retorno à calma, onde eram feitos os alongamentos e uma conversa final, que por vezes servia para enunciar o que seria dado na aula seguinte, dar informações pertinentes, ou até fazer uma revisão sobre conteúdos abordados.
Apesar de ter referenciado que, na elaboração do PA senti algumas facilidades em fazê-lo, isto aconteceu após ganhar alguma prática em executar, pois numa fase inicial, despendia muito tempo na sua elaboração.
Sentia dificuldades em, não só elucidar os objetivos que pretendia para a aula, mas também para os próprios exercícios.
“O objetivo da aula não estava adequado aos exercícios realizados, pois apesar de adotarem uma posição defensiva, a defesa estava em desvantagem,
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ou seja, o ataque estava a ser beneficiado e não era isso que pretendia.” (Reflexão da aula nº 3 de futebol, 12-10-16)
Outra dificuldade sentida foi na seleção dos exercícios. Nas modalidades em que me sentia mais à vontade tinha um leque de exercícios mais variado, e por vezes queria fazer todos, por achar que eram motivantes. Nas que me sentia menos à vontade acabava por ir à procura dos que fossem ajustadas aos objetivos.
O meu objetivo era planear aulas em que os alunos se sentissem motivados e com vontade de realizar a aula, pois quando um docente faz um bom planeamento e vê que os seus alunos estão a cumpri-lo e a evoluir o professor sente-se concretizado (Bento, 2003). Foram vários os momentos em que senti isso, e em algumas situações foram esses momentos que me deram ainda mais força para continuar.
É importante não esquecer que o PA é apenas um guia para a aula, e por vezes ocorrem algumas situações, como o desinteresse, cansaço ou os alunos não estão a atingir os objetivos definidos, havendo a necessidade de fazer adaptações aos exercícios. Visto que os alunos são todos diferentes e alguns sentem mais dificuldades em cumprir com os exercícios, estes também foram adaptados para situações menos complexas.
Ainda sobre a escolha dos exercícios para as aulas, uma das consequências da quantidade de exercícios que tinha, era querer fazer por vezes muitos exercícios que acabavam por ter uma duração reduzida. No entanto, apercebi-me que isto nem sempre era viável, porque os alunos ficavam com pouco tempo de exercitação e acabavam por não cumprir com o objetivo pretendido.
“Uma dificuldade sentida nesta etapa foi que duração atribuir a cada exercício para que se estabeleça o tempo regulamentar de aula.” (Reflexão da aula nº 2 de futebol, 28-09-16)
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Numa fase inicial tinha que “religiosamente” acabar à hora prevista para não atrasar os outros, e assim todos os exercícios fossem feitos. Bento, (2003) defende que o tempo estipulado para os exercícios, não deve ser encarado com exatidão. Ao longo do tempo acabei por concordar com o autor e a mudar de exercício quando achasse que era necessário.
Comecei então a aperceber-me que as coisas não poderiam continuar como estavam, defini que a parte fundamental não deveria exceder os 3/4 exercícios que fossem ao encontro com o objetivo da aula. O que acabou por ter uma eficácia superior.
O PA no início era consultado muitas vezes, pelos motivos acima mencionados, mas ao fim de determinado período, esta tendência foi diminuindo cada vez mais, e por iniciativa própria, comecei a ir alterando os exercícios, principalmente da parte da inicial, do aquecimento e condição física, como forma de ir me libertando deste auxiliar. Já no 3º período foram poucas as vezes que imprimi o PA o que revela que a segurança a dar aulas estava muito superior.
Em síntese, comparativamente ao que inicialmente fazia, senti que evolui na construção deste documento. A minha capacidade de adaptação é superior, no entanto é um aspeto que ainda devo continuar a melhorar. Sou capaz de criar um PA com maior facilidade e rapidez, o que ao nível de tempo disponível para outras atividades é superior.