Image Processing
5.2 Preset Image Filters
A prática de ensino supervisionada decorre em núcleo de estágio, constituído pelos estudantes-estagiários, pelo professor cooperante e pelo professor orientador. (Batista & Queirós, 2015) O meu núcleo de estágio era constituído por cinco elementos, sendo eles: três estudantes-estagiários, a professora cooperante e o professor orientador.
Relativamente aos estudantes estagiários, eramos oriundos de instituições distintas, eu realizei a licenciatura nesta mesma instituição, já a Lisa e o João vinham do Instituto Superior da Maia. Isto fez com que embora os conhecesse do primeiro ano de mestrado, como nunca foram da mesma turma que eu, nunca tínhamos tido grande contacto, já eles conheciam-se há vários anos. Assim, inicialmente além de estar perante um processo de conhecimento da escola e de
18
toda a comunidade educativa, também fizeram parte deste os meus colegas estudantes estagiários. Se ao nível pessoal não tivemos grandes dificuldades de relacionamento, já no que diz respeito ao trabalho mútuo ficou aquém das minhas expetativas e do que tinha pensado para o núcleo. No decurso do ano letivo, fomos realizando as tarefas de grupo propostas pela professora cooperante para o cumprimento das normativas do estágio profissional, apesar de nem sempre serem realizadas atempadamente de acordo com a data de entrega prevista. Considero, por isso, que enquanto núcleo de estágio podíamos e devíamos ter trabalhado melhor, respeitando os devidos prazos para a realização das tarefas. Para tentar combater isto, a professora cooperante decidiu criar um horário de núcleo, para que tivéssemos de nos reunir para realizar as tarefas que nos eram propostas. Se na primeira e segunda semana isto até se verificou, talvez por não ser uma reunião com presença da professora cooperante, foram poucas as vezes que este encontro aconteceu. Enquanto núcleo fizemos o suficiente e necessário, mas sinto que podíamos ter feito mais, muito mais. Por vezes, sentia a falta de vontade do núcleo em vivenciar mais a escola e as tarefas, cumpríamos o horário estabelecido, mas limitávamo-nos ao necessário sem aproveitar da melhor forma esta experiência e a riqueza que este estágio e a prática em núcleo (grupo) na escola nos poderia oferecer, cumprindo e envolvendo-nos nas tarefas com distinção e não só porque tinham de ser realizadas.
Em relação à professora cooperante, Batista & Queirós (2015, p.41), afirmam que esta “(…) assume um papel preponderante na condução do Estágio Profissional, nomeadamente no acompanhamento do estudante-estagiário, estabelecendo uma ponte entre este e as instituições, escola e FADEUP.” Neste processo, o papel do professor cooperante deve ser no sentido de conduzir os estudantes estagiários, de forma gradual, a passar de uma participação periférica para uma participação mais interna, mais ativa e mais autónoma. (Batista, 2014, p.34).
19
Neste sentido, aquando do impacto primário com o Estágio Profissional, a primeira pessoa que nos deu a conhecer a escola, o seu funcionamento e nos integrou na comunidade escolar foi a professora cooperante. Muito deste impacto inicial foi atenuado por si e pelas suas ações, ajudando-me a entender por onde e como começar este processo. No decurso do ano letivo, foi quem me guiou e orientou, mostrando-se sempre disponível e participativa na minha prática pedagógica. Desde logo me apercebi que estava atualizada acerca das metodologias que nos foram transmitidas durante a nossa formação, muito disso fruto do facto de estar presente nas reuniões disponibilizadas pela faculdade, destinadas aos professores cooperantes, o que fez com que nos fosse mais facilitada a sua aplicação permitindo-nos utilizar e explorar diferentes formas de atuar ao longo da prática pedagógica.
De tudo fez para que vivenciássemos ao máximo e intensamente o papel do professor e tudo o que carateriza a profissão docente. A sua competência e experiência abriu caminho para que nós, estudantes-estagiários, melhorássemos a nossa prática pedagógica e contribuísse para a construção da identidade profissional de cada um. Foram várias as dúvidas, medos e inquietações sentidas que por vezes dificultavam a minha atuação e poderiam impedir a concretização dos objetivos, sendo aqui imprescindível a atuação da professora cooperante.
Assim, por diversas vezes, fui mais longe, arrisquei, muito por incentivo da professora cooperante, que por considerar que tinha capacidades para tal, tentou estimular-me a elevar a minha atuação, para que pudesse almejar patamares superiores, quando por vezes tinha algum receio de não conseguir ou de não estar altura do desafio colocado.
O professor orientador é “o responsável da instituição de ensino superior pela supervisão do estudante-estagiário no contexto da prática de ensino supervisionada.” (Batista & Queirós, 2015, p.37) Uma vez que procedo à entrega do relatório no ano seguinte ao de realização do estágio profissional foram-me atribuídos dois professores orientadores distintos, um durante o estágio profissional
20
e outro neste ano de realização do relatório de estágio. Assim, durante o estágio profissional o professor orientador não estava tão presente na nossa rotina diária, no entanto ia acompanhando o nosso percurso por contacto connosco, mas principalmente com a professora cooperante que ia colocando a par de tudo o que ia ocorrendo e como estava a ser o nosso desempenho ao longo do ano letivo. Neste ano letivo foi-me atribuída a minha atual professora orientadora, que ao longo deste ano me acompanhou e orientou na elaboração do relatório de estágio.