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Variable Neighborhood Search

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Stochastic Algorithms

2.7 Variable Neighborhood Search

A avaliação resulta de uma combinação entre uma descrição e um julgamento Guba e Lincoln, (1981). Quando a informação da avaliação é recolhida, o professor procede então a um “juízo de valor”, para poder tomar

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uma decisão final. Tyler (1949) encarava a avaliação como a comparação constante entre os resultados dos alunos, ou o seu desempenho e objetivos, previamente definidos. De acordo com estes autores, a avaliação é a realização de uma discriminação e consequentemente uma tomada de decisões. A avaliação dá a conhecer ao aluno e ao próprio professor os objetivos atingidos e não atingidos durante os três períodos e é feita uma análise cuidada das aprendizagens conseguidas face às planeadas.

A avaliação não deve expor os alunos a situações de constrangimentos tendo de se ter o cuidado de não os afastar da prática das atividades propostas. Esta deve ser transmitida aos alunos como uma tarefa normal, que faz parte da aula. Sempre que os alunos eram informados que iriam ser avaliados, o comportamento deles alterava-se sendo visível a preocupação que sentiam, tendo verificado que alterava o desempenho deles, muitos pelo nervosismo em que se encontravam. De acordo com Rosales (1972) “na medida em que consideramos a avaliação como uma função diferente da atividade didática normal, poderemos compreender os receios, o temor que tradicionalmente origina…”

Antes de iniciar o estágio, e sendo ainda uma estudante, olhava para a avaliação como um problema que teria de resolver no papel de professor. Não tinha a noção da forma de se realizar uma avaliação. Depois de várias conversas com o professor cooperante, ficou acordado que a avaliação seria contínua, sendo a turma avaliada em três momentos distintos: a avaliação diagnóstico, a avaliação formativa e no final a avaliação sumativa.

A avaliação diagnóstica era a primeira a ser realizada, na primeira aula da abordagem a uma unidade temática. O objetivo era avaliar a prestação inicial dos alunos face à modalidade em questão e ainda permitir ao professor estabelecer o ponto de partida para o planeamento, seleção de conteúdos e extensão da matéria naquela que se chama de unidade temática, concluindo que existe uma ligação muito forte entre ambas. De acordo com Rosales (1972), este tipo de avaliação tem um caráter diagnóstico e serve para o professor adotar decisões relativas à realização de atividades direcionadas para a resolução dos problemas que os alunos apresentam. Em conjunto com a avaliação diagnóstica estavam os critérios de avaliação das modalidades e a respetiva escala de apreciação, isto é, para cada conteúdo a avaliar era

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atribuída uma classificação e essa mesma classificação indicava o que o aluno teria de realizar para atingir essa mesma nota.

Através da sua aplicação foi possível obter informações individuais sobre os alunos e saber os conteúdos a selecionar para que o processo de ensino- aprendizagem fosse adequado às capacidades dos alunos observadas durante a avaliação. Recordo-me que a primeira avaliação diagnóstica realizada foi à modalidade de futsal, que foi extremamente complicada para mim, porque além de não conhecer bem todos os alunos, a grande dificuldade e dúvida que surgiu na hora foi: observo um aluno em todos os conteúdos ou conforme o jogo decorre, vou observando o que cada um realiza? De facto, foi difícil e numa primeira fase estava a avaliar todos os conteúdos por cada aluno, o que me ocupava muito tempo, porque tinha de esperar que o aluno realizasse todos os conteúdos estipulados para a avaliação. Então rapidamente me apercebi que esta não era a melhor estratégia e alterei para a segunda, observar o que cada um realiza no decorrer do jogo. Desta forma consegui finalizar a avaliação mas fica o relato da minha reflexão face a este primeiro contacto com a avaliação:

“Os aspetos que retiro desta aula é que é extremamente complexo fazer uma avaliação diagnóstica, e ser o mais coerente e justo possível porque os alunos não jogam sempre da mesma forma. Ora fazem bem um passe, ora de seguida já estão a fazer mal.” (aula nº 8 – 18-10-2011).

A avaliação formativa como o próprio nome indica, informa o aluno, encarregado de educação, professores e outros intervenientes, sobre a qualidade do processo educativo e de aprendizagem, bem como do estado do cumprimento dos objetivos do currículo.Esta avaliação permite que o professor adapte as suas tarefas de aprendizagem, introduzindo alterações que possibilitem uma maior adequação das mesmas. A sua planificação deve permitir a existência de momentos organizados de avaliação formativa, devendo planear-se momentos para averiguar os resultados obtidos, recolhendo informações com regularidade acerca do processo de aprendizagem. Esta avaliação tem como objetivo estabelecer "metas intermédias que favoreçam a confiança própria no sucesso educativo"

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permitindo, "adotar novas metodologias e medidas educativas de apoio, ou de adaptação curricular, sempre que sejam detetadas dificuldades ou desajustamentos no processo de ensino e de aprendizagem. Os dados adquiridos na avaliação formativa não devem servir para a atribuição de uma classificação.

A avaliação formativa pode ser formal ou informal e na turma 8ºA não houveram momentos de avaliação formativa formal, mas em algumas aulas e sem que os alunos se apercebessem de tal situação, ia tirando notas, e era o ideal para que não ficassem confrontados com um elevado nível de stresse ao ponto de afetar o seu desempenho. Através dessas anotações e da própria reflexão da aula, estou de acordo com Bento (2003, p. 190), quando este afirma que “a reflexão posterior sobre a aula constitui a base para um ajustamento na planificação das próximas aulas…”. E de facto, depois das reflexões efetuadas se fosse necessário alterar os conteúdos da Unidade Temática, esse procedimento era feito, sem qualquer obstrução.

Já na fase final de cada unidade temática, era realizada a avaliação sumativa. Esta avaliação é a modalidade de avaliação que melhor possibilita uma decisão relativamente à progressão ou à retenção do aluno pois compara resultados globais, permitindo verificar a progressão de um aluno face a um conjunto lato de objetivos previamente definidos. Este é o momento em que os alunos recebem uma classificação e, no entendimento de Siedentop e Tannehill (2000), a avaliação sumativa prevê a atribuição de notas aos alunos. Por sua vez, Rosado e Silva (1999) cit. por Gonçalves et al. (2010, p. 56), referem-se a este tipo de avaliação como um “juízo globalizante sobre o desenvolvimento dos conhecimentos, competências, capacidades e atitudes dos alunos.” É nesta avaliação que o aluno tem a possibilidade de mostrar as capacidades adquiridas durante a unidade temática, e deve fazê-lo de forma responsável, por saber que é a sua última oportunidade. Esta avaliação tinha uma organização pouco diferente da avaliação diagnóstica, onde era elaborada a ficha com os critérios de avaliação e respetiva escala de apreciação de 1 a 5, que segundo Cortesão e Torres (1983) esta escala está muito redutora e limitativa uma vez que não permite uma grande diferenciação de níveis nos alunos. De facto, a escala de 1 a 5 é demasiado pequena, o que leva a que

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não possa ser feita uma avaliação mais pormenorizada, e a que alguns alunos sintam que a sua nota seja injusta em detrimento de outro colega.

Nas aulas de avaliação final, informava todos os alunos quais os critérios em que iriam ser avaliados. Todas as avaliações foram realizadas em situação de jogo nas modalidades coletivas e individuais (badminton), exceto na ginástica.

Curiosamente depois de concluir a avaliação, fazia sempre uma comparação com a avaliação diagnóstica e era satisfatório observar que a grande maioria obtinha resultados superiores aos constatados no início. Isso provava que o processo de ensino- aprendizagem tinha sido desenvolvido de uma forma eficaz, ou pelo menos com esforço para que os alunos atingissem sempre o sucesso.

Salientando, a avaliação tem vantagens como motivar os alunos, sendo fornecida a informação sobre o sucesso e sobre os alunos, identificar dificuldades de ensino e aprendizagem, e ainda é caracterizada como sendo a base para a atribuição de uma classificação. Na avaliação o professor pode ter a dificuldade em analisar os alunos como independentes, fazendo comparações e pensando no aluno como sendo “bom” ou “mau” e cria-se assim um sentimento geral em relação ao aluno. Existe ainda, uma tendência para evitar os extremos das escalas, acabando por se verificar um desempenho médio, ou então colocar o aluno numa escala abaixo ou acima daquilo que é realmente o seu valor.

Para concluir esta etapa, resta mencionar a auto-avaliação. Esta não poderia deixar de estar presente, porque foi aplicada nos três períodos, a ficha de auto-avaliação que era fundamental para o aluno se autoavaliar. Nesta ficha os alunos podiam indicar a escala a que pensavam pertencer e em três áreas denominadas de conhecimentos, capacidades e atitudes, os alunos sinalizavam com uma cruz nas opções: sempre, frequentemente, algumas vezes, raramente e nunca. A auto-avaliação pode ser vista como um “processo de ajuda ao sujeito, para a sua realização pessoal” (Carrasco, 1985, p. 23).” No final de cada período, era colocada na grelha da avaliação, a auto-avaliação do aluno, e poucos foram os alunos em que a nota pensada por mim não estava de acordo com a que eles tinham mencionado.

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