Méthode de travail
Annexe 2. Valeurs biologiques pendant la grossesse
Bloco Unidade Temática Excerto Entr./ Pág. Observações
Bloco II – Relação com o doente de Alzheimer de que é cuidador Cuidador de outras pessoas
Não, não… E1/ P2
Eu só tenho experiência com o meu marido… E2/ P2
Não, cuidar de alguém com alzheimer não. Noutra situação tive a minha sogra com cancro já há muitos anos. Ainda não havia fraldas, não havia nadinha, há quarenta e seis anos. Morreu com sessenta e três a minha sogra e depois tive a minha mãe com noventa e dois anos teve um AVC. Ficou ainda cá dois anos e meio a dar-lhe comer à boca, a fazer tudo na cama. Eu é que tratava da minha mãe até lhe dei o meu quarto porque o meu quarto é que tinha janela. Depois a Dr.ª, a diretora aqui do centro de saúde até me pediu se podia levar uma delegação lá a minha casa, porque nem todos os doentes são tratados assim. Mas os velhos não são tratados todos assim como a minha mãe era e eles achavam que não precisavam de ir para lares nem para nada porque eram tratados assim. A minha mãe nunca foi para lado nenhum, foi sempre tratada por mim e pela minha irmã, foi difícil. Também foi muito difícil e eu então depois tive o meu marido com aquele problema e eu dizia muita vez: “Pronto já tenho três doses, já me chega! Tive a minha sogra que morreu no dia que a minha filha mais nova fez. Tinha três crianças pequeninas que me batiam à porta quando eu estava a lavar a minha sogra que era uma mulheraça do tamanho deste mundo. Qual dos três é pior, é igual, apesar do meu marido ter sido muito difícil.
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Eu trabalhei apenas 1 ano… não, 1 mês numa Unidade de Cuidados Continuados, que acabava por ser exatamente… não era bem exatamente o mesmo mas era auxiliar e de uma forma acaba por ser uma cuidadora, que não é muito diferente…
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Não, não… E5/ P1
Tomei conta da minha sogra e do meu sogro. Da minha sogra foi pouco tempo; o meu sogro é que foi mais tempo… Ele levantava-se e dava-lhe banho, não dava sozinha porque não era capaz. Á noite quando o meu marido chegava é que nós lhe dávamos banho. De manhã levantava-se, lavava-se como podia e
eu limpava-lhe as costas. Com o meu sogro foi mais tempo; com a minha sogra não pois ela foi para o hospital, também tinha uma doença danada e teve parece uns 15 dias ou coisa assim e depois veio para casa, para a cama. E eu tive a arranja-la e lavava… e depois até um bombeiro que já morreu é que me ensinou para não estar a chamar ninguém cá a casa. Ele é que me ensinou como é que havia de a voltar, lavar, meter os lençóis… Ele é que me ensinou. Então eu arranjava-a… Um dia eu dei-lhe o jantar, tudo muito bem, tomou os comprimidos e foi-se deitar. O meu marido chegou e perguntou se estava tudo bem e eu disse que sim, fomo-nos despachar e quando o meu marido chegou ao pé da mãe ela estava morta. Eu dizia que ela estava a dormir e ele sempre teimou que ela estava morta. Comeu também e a falar comigo, tudo tão bem e eu até lhe disse “Agora vai descansar que o Chico já vem, nós vamos comer e ainda aqui vimos ao pé de si” Nós morávamos longe dela mas estava lá o meu sogro… E pronto quando o filho chegou já estava morta! Meteu-me impressão porque ela estava tão bem comigo… e ficou-se!
Não… tenho a minha filha só… E7/ P2
Já estive um sobrinho a meu cargo também, mas era um jovem adolescente. Depois passei foi realmente a trabalhar nos lares. Mas diretamente ter que ver se comeu ou não comeu… foi mesmo a minha mãe.
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É a primeira vez, porque tanto o meu pai como o meu sogro foi fulminante, novos ainda! O meu marido... estive a cuidar do meu marido três meses, mas também foi um cancro relâmpago, descobrimos que ele tinha cancro em julho e ele faleceu no dia 31 de outubro. Vai fazer nove anos... tudo inesperado, tudo tão rápido, nem dá para se consciencializar que as coisas vão acabar assim. Foi fulminante mesmo, começou nos ossos e nós não sabíamos que ele tinha cancro nos ossos, pensávamos que quando começou era só os pulmões, a segunda quimioterapia, ele não conseguiu fazer mais. Foram ver já estava era nos ossos, quer dizer a quimioterapia também não foi a que devia ter sido, foi mesmo dito pelo especialista...
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Com Alzheimer sim, mas noutras circunstâncias só no campo do trabalho. Tomei conta de crianças nos centros, idosos..., mas sempre no trabalho. Com relação familiar não, só trabalho.
Sim, nunca tomei conta de mais ninguém. E11/ P1
Não, já tomei conta do meu avô, ou seja do avô do meu marido. Não tinha concretamente nenhum problema de saúde mas já tinha uma idade avançada. Ele tinha a casinha dele ao pé da minha tia e eu tomava conta dele uma semana e a minha tia na outra.
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Não, já tomei conta do meu avô, do pai do meu pai... e do pai da minha mãe também. Não foi tanto tempo pois ele esteve em casa do meu tio. A minha mãe já tinha falecido. Não era uma ajuda a tempo inteiro pois ele não estava cá em casa mas sim em casa do meu tio, mas ia lá todos os dias ajudar. Isto já há muitos, muitos anos. Agora do meu sogro é a tempo inteiro, de dia e de noite... e não se pode tirar o olho dele.
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Eu praticamente cuidei da minha sogra e da mãe dela, mas não eram doentes assim... A minha sogra estava inválida e esteve cá em casa, mas aí eram 6 filhos e rodava por todos. Assim era mais fácil... Alternávamos os meses. Ficava cá um mês e depois descansava uns bons tempos. Assim era mais fácil e a cabeça não ficava tão cansada... Mas tinha um inconveniente, ela tinha a cabeça boa e o que eu lhe dava ao almoço não podia repetir ao jantar. (risos). Agora o meu pai posso repetir que ele não dá por nada. (risos)
E14/ P1
Também cuidei da minha madrasta mas ela era diferente. Nem sei se chegamos a falar com algum médico para perceber se era Alzheimer. Ela parecia uma criança. Ficou tão leve pois tinha um problema nos ossos, que nós conseguíamos agarrar nela, pegá-la ao colo, mete-la na banheira, dar-lhe banho. E ela tinha boa perna, andava bem mas no comer era como o meu pai, tinha sempre fome e comia de tudo.
E14/ P4
Sim, felizmente ou infelizmente sempre tive muito trabalho toda a vida e não tinha disponibilidade para tomar conta de ninguém. Também como viemos para Santarém, a família ficou no Norte e não poderia trazer mais ninguém para cuidar. Viemos para cá para melhorar a nossa vida. Viemos com 3 filhos, uma dela com meses. Não foi fácil, mas conseguimos dar a volta e muito agradeço aos meus filhos mais velhos que sempre trabalharam desde novos.
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Ao início pensava que não era capaz pois nunca tinha tomado conta de ninguém, mas lá fui conseguindo.