Para além das propaladas características pessoais que resolveriam a inserção e conquista das posições de comando do grupo dirigente, como as de predisposição ao trabalho e visão empresarial, o que se percebe de fato é a formação de linhagens de comerciantes e industriais, com franca prevalência da lógica familiar a conduzir as regras de acesso e continuidade de exercício dos cargos de direção da ACM.
Por essa mesma razão, os laços de parentesco não são apresentados de forma negativa. Muito ao contrário, são descritos como qualidades respeitáveis do agente, no sentido de que eles provariam a aptidão do referido à profissão de empresário, no caso de vinculação a clãs familiares reconhecidamente como dedicados e competentes na atividade. Em outra face, deixaria à disposição do líder o acionamento, se necessário, de agentes que, compartilhando desses mesmos laços, estivessem engajados na liderança de outras atividades e instituições proeminentes, como as voltadas para a Administração Pública, entre elas os poderes políticos e o Judiciário.
Assim, verifica-se que, dos diretores da ACM compreendidos entre os anos de 1879 e 1940, com esse tipo de informação disponível, todos possuíam algum membro familiar antecedente – e nesse caso apenas citando-se os por conexão consangüínea – exercendo as mesmas profissões ou outras correlatas.
Com efeito, a “profissão” em questão é a de “empresário”. Objetivamente, ela envolve atividades quase que estritamente mercantis, como o trato direto com a exportação de produtos in natura retirados dos sertões do Estado, ora frutos da grande lavoura escravocrata, quando da permanência do regime de trabalho compulsório oficial, bem como dos pequenos roçados ou da coleta extrativista. Na mesma via, em sentido contrário, importava-se toda a sorte de produtos industrializados, que iam de ferragens a artigos de luxo.
Mas não só isso. Por exemplo, os que têm referências familiares que os apontam como “industriais” ou “banqueiros”, na verdade, inclusive conforme o conceito moderno para o caso são também empresários, e muitos deles igualmente comerciantes, pois não havia dedicação exclusiva a um ou outro ramo específico. Entretanto, não é apenas o exercício dessas atividades econômicas que definem a profissão de empresário para o período estudado.
Seu significado passa também por uma relativa institucionalização, que por sua vez pode ser representada, também objetivamente, pelo pertencimento por matrícula a entidades oficiais de regulação e registro, como a Junta Comercial ou mesmo a ACM. Esse processo de nível nacional inclui ainda a criação de cursos profissionalizantes direcionados para o exercício de atividades voltadas diretamente ao comércio e indústria, no mesmo passo em que são editadas leis que reconhecem e disciplinam a profissão e suas associações de caráter privado.
Ao nível da presente abordagem, para o total da população pesquisada, em vista das restrições já expostas, conseguiu-se informações concretas apenas sobre aproximadamente 30% dela. Ou seja, de um universo de 149 diretores, 45 forneceram dados gerais sobre si, seus ancestrais e descendentes. Para a variável de profissão dos pais e outros tipos de ascendentes, verifica-se que são 29 líderes empresariais com notícia disponível sobre esse quesito. Destes últimos, quase todos possuíam antecedentes exercendo a mesma profissão ou similar.
Contudo, considerando-se mesmo a função – primordial – de consagração de seus membros pela instituição, a principal série documental analisada, ou seja, a “Revista da Associação Comercial do Maranhão”, não traz consigo informações sobre aqueles agentes que não lograram se estabelecer nos cargos de liderança. Os agentes que conseguiram ser identificados como dirigentes efetivos do grupo são os únicos a gozar, ao menos, de pequenas notas biográficas ou menções de elogio às suas pessoas. Tentando um pouco compensar essa
ausência, a memória oral através de entrevistas realizadas com descendentes e familiares de diretores da ACM contribuiu para formar o quadro de 29 diretores que fornecem elementos sobre as profissões das gerações que os precederam. Desses, apenas 2 não teriam ancestrais exercendo a mesma atividade que a sua. Com efeito, os diretores da ACM, a priori, possuem três matrizes laborais possíveis, isoladas ou cumulativamente: comerciantes, industriais e banqueiros.
Um dos que não herdaram a mesma atividade funcional do pai, por exemplo, foi Cândido José Ribeiro (Figura 4). Seu progenitor era lavrador nos sertões da região de Caxias, sendo também pequeno comerciante, mas de qualquer forma não “profissionalizado”, ou não “especializado” em qualquer das atividades, sem maior dedicação a uma ou outra tarefa, apenas deveria recolher os pequenos lucros de ambas advindos, para a subsistência familiar. Como se verá em momento posterior, esse que é apontado como um dos diretores de maior prestígio dentro da ACM, terminou notabilizado por seus empreendimentos industriais no interior do Estado, mas especialmente em São Luís, onde fundou o “Cotonifício Cândido Ribeiro”, a única empresa do ramo a reunir mais de uma unidade fabril em seu inventário (Figura 4).
Figura 4: Cândido José Ribeiro
Fonte: Revista da Associação Comercial do Maranhão (1925, p. 3)
Entretanto, o “industrial” Cândido Ribeiro, em determinado momento de sua trajetória, quando ainda sequer figurava nos quadros da Associação Comercial,
era identificado como “lavrador”, em especial na época em que se dedicou ao estabelecimento do Engenho Central São Pedro, uma grande unidade agroindustrial de processamento de cana de açúcar, no que hoje é o município de Pindaré, e o fez não como membro da mesa diretora da empresa, mas como cultivador, o primeiro a instalar-se no projeto.
De fato galgaria a liderança do empreendimento na década seguinte, mas em 16 de Março de 1882 aportava em São Luís vindo de Caxias pelo Itapecuru como um agricultor acompanhado de seus escravos mais fortes e capazes de enfrentar uma empreitada colonizadora. Trazia consigo ferramentas e outros objetos para a construção de uma casa sede, provavelmente pequena e rústica. Estava ele então inscrito na “Companhia Progresso Agrícola” como “lavrador”. Partiu da capital no dia 19 em um vapor da Companhia Maranhense de Navegação, rumo ao que era ainda um “[...] esperançoso estabelecimento [...]” (ENGENHO CENTRAL, 1882, p. 2).
Apesar de aparentemente não ter origem vinculada a uma elite econômica, mesmo regional – a família emigrara do Ceará para se estabelecer na região de Caxias –, atuando frente ao “Engenho Central São Pedro” conseguiu firmar laços de amizade com os influentes comerciantes ingleses de São Luís, o que proporcionou sua ida à Grã-Bretanha, onde se dedicou a cursos voltados à montagem e administração industrial. Retornando ao Maranhão, seria indicado a várias diretorias de empreendimentos fabris de sua época.
Nessa mesma perspectiva, ainda durante na juventude, não é pouco crível que tenha auxiliado o pai no cultivo da lavoura de propriedade da família. Por essa razão é que se aponta o progenitor do referido como tendo exercido atividade em comum àquela que o filho desempenharia. É, portanto, um caso peculiar, pois também poderia bem figurar como o único conhecido a não ter a correspondência mais ajustada entre as profissões de pai e filho, no caso, o primeiro sendo lavrador, e o segundo comerciante e industrial ou, como ora apresentado, ser uma atividade comum entre ambos, se a classificação fosse a de “lavrador”.
Os firmes laços de amizade que constituiu entre o empresariado maranhense proporcionavam a aprovação dos mais variados projetos dos quais era posto como líder. Os vastos capitais financeiros entregues à sua administração conduziam ao conseqüente sucesso dos empreendimentos, o que retornava a si como uma delegação cada vez maior de postos de liderança. No início do ano 1892,
problemas de saúde o forçaram a afastar-se da direção da “Fabril”, retirando-se, portanto, da condução das obras de edificação da “Fábrica Santa Izabel”, que àquela altura já estavam bem adiantadas (FÁBRICA SANTA IZABEL, 1893).
Os memoriais sobre sua recuperação e retorno à administração dessa empresa, publicados na imprensa, o apresentam como um cuidadoso líder que está sempre a par de todas as questões, e ininterruptamente disposto a solucioná-las. Como adiante se verá, a aproximação de proprietários de jornais e periódicos com os industriais e comerciantes é clara. Isso demonstra que os processos de congraçamento das lideranças empresariais através de veículos de leitura antecedem em muito a edição da Revista da Associação Comercial do Maranhão, que começaria a circular mais de trinta anos depois de tal evento.
É notável o desenrolar cronológico de sua consagração como dirigente primordial do estabelecimento, que o teria acompanhado desde o lançamento de sua pedra fundamental, até bem próximo de sua conclusão, quando sofre um acidente na face que o faz perder a visão do olho esquerdo.
Tendo recobrado a saúde em maio, reassumiu o cargo de diretor-gerente da Companhia. Por esse motivo, organizou-se uma festa de recepção no edifício da fábrica. Naquela manhã, faixas e bandeiras adornavam todo o espaço da têxtil, de longe denunciando o evento que ali se realizava. Ao meio dia, um “profuso lunch” foi servido aos presentes, aglomerados nas dependências do escritório. Muitos brindes de champagne foram erguidos em honra do homenageado, e alguns deles mereceram destaque pela imprensa ludovicense, representada na cerimônia pelos redatores da “Pacotilha”, “Diário do Maranhão”, “O Paiz”, “Diário de Notícias” e “O Nacional”. São citados o do médico e político Dr. Tarquínio Lopes à diretoria; do historiador Dr. Barbosa de Godóis à imprensa e à diretoria; do engenheiro Hilmman e do Sr. Roberto Martins em nome dos operários ao gerente; do Sr. Arthur Moreira à esposa do mesmo e à colônia portuguesa “amante do Brazil”, representada pelos Srs. Carlos Ferreira Coelho, Chrispim e Joaquim5 Alves dos Santos; do diretor Apolinário Jansen Ferreira ao seu colega Cândido Ribeiro e à imprensa; dos Srs. Alexandre Collares Moreira Neto, em nome da comissão fiscal da Companhia, e Carlos Ferreira Coelho, ambos ao diretor-gerente.
5Indivíduo mais conhecido em São Luís por seu apelido, Nhozinho Santos. O cemitério da Irmandade de Bom Jesus dos Passos desapareceu, e em seu lugar surgiu o campo de futebol dos empregados da Santa Isabel, que na atualidade transformado em estádio, ostenta o nome do antigo industrial, que também foi o primeiro proprietário de automóvel no Maranhão.
É claro que os homenageados retribuíram gentilmente os brindes, em clara mostra de confraternização coletiva. Terminado o banquete, os convidados dirigiram-se às amplas dependências da tecelagem para uma visita explicativa. Elegantemente vestidos, moças e cavalheiros caminhavam entre as fileiras do maquinário inglês que ia sendo instalado, posando para fotografias enquanto observavam curiosos as complexas engrenagens que, segundo as análises da época, lançariam em definitivo o Maranhão na modernidade. A celebração, enfim, parece ter tido o claro e único propósito de consolidar o prestígio de Cândido José Ribeiro como líder empresarial.
No último dia de julho do ano seguinte, seu nome seria relembrado quando da inauguração da têxtil, também com a precedência de outra festividade, desta vez muito maior, assistida por vários membros das elites econômicas, políticas e religiosas locais. A fábrica era tida como a primeira indústria da “Companhia Fabril Maranhense”, e objetivava a produção de tecidos de algodão populares, de baixo custo, conhecidos no mercado pela denominação de "domésticos". A cerimônia foi aberta com um discurso lido pelo diretor Carlos Ferreira Coelho, português e diretor da ACM, seguido por outro de Cândido Ribeiro, que “[...] expoz os motivos de jubilo que n'aquele acto sentia a directoria [...]”(FÁBRICA SANTA IZABEL, 1893, p. 2 - 3).
O investidor cedeu gratas homenagens ao Bispo Diocesano por seu comparecimento, não deixando de mencionar a “imensa satisfação” de estar ao lado da maior autoridade eclesiástica do Maranhão, que ao mesmo tempo, sendo natural de São Paulo, representava o estado brasileiro mais “[...] avançado nas conquistas da indústria [...]” (FÁBRICA SANTA IZABEL, 1893, p. 2 - 3). Em seguida, chamou os acionistas Antônio Cardoso Pereira e Manoel José Maia, também portugueses e diretores da Associação Comercial, para constituírem a mesa da assembléia geral extraordinária da Companhia, ao que aceitaram prontamente. Deu-se, pois, aos demais convidados a oportunidade de usarem da palavra caso assim desejassem. Uma dilatada platéia, estimada em mais de duas mil pessoas se reunira no entorno do edifício têxtil, que para lá se dirigiram atraídas pela novidade e magnificência do imóvel.
Em virtude das conveniências, estiveram separadas em espaços diferentes enquanto aguardavam os discursos a serem proferidos. Sua Reverendíssima, antes dos demais, agradeceu o convite à festa, prometendo deitar as mais clementes bênçãos sobre as máquinas e sobre a fábrica, saudando o
Estado por esta conquista do trabalho e dizendo que sentia-se um maranhense nato, pela “[...] doce convivência, fraterna e amiga [...]” que por aqui levava (FÁBRICA SANTA IZABEL, 1893, p. 2 – 3).
Os aplausos da multidão teriam silenciado o orador. Em seguida, o Sr. Roberto Martins, nascido em terras portuguesas, ainda que não fosse operário, mas sim um dos principais acionistas da têxtil, falou em nome de seus empregados, agradecendo Cândido Ribeiro por sua “coragem” e “entusiasmo”, presenteando-o, ao final de sua fala, com uma escrivaninha-tinteiro e uma caneta de bico-de-pena, ambos de ouro. O homenageado então não pode deixar de retribuir as honras recebidas. Publicou-se também a mensagem do súdito britânico John Gromwell, comerciante e redator de jornal, amigo pessoal de Cândido Ribeiro e um dos que patrocinaram sua viagem à Inglaterra.
Expôs então o editor do “Diário do Maranhão” que as fábricas e manufaturas, assim como todas as festas do trabalho e indústria sempre encontrarão acolhida confortável nas páginas dos jornais ludovicenses. Saudou a diretoria da empresa e principalmente seu empenho em “[...] mobilizar o dinheiro [...], subdividi-lo por todas as classes desta sociedade, - sejam nacionais ou estrangeiros - revelam amor verdadeiro, sentido amor pela nossa terra [...]” (FÁBRICA SANTA IZABEL, 1893, p. 2 - 3)
Depois desta fala e algumas outras bem mais breves, Cardoso Pereira deu por encerrada a sessão, conduzindo o Prelado à sala de máquinas para que o referido cumprisse seu ofício religioso. Em seguida a diretoria recolheu-se a um cômodo especialmente preparado para o banquete. O chefe do bispado escusou-se, porém, alegando um precário estado de saúde, proibitivo de tais extravagâncias. Mas os diretores da Companhia não permitiriam a sua saída antes que o mesmo visse estourado o champagne, e assim foi feito, e distribuído em taças de cristal a todos os presentes, quando então, por fim, o representante católico pôde retirar-se.
A mesa serviu a mais ou menos cem pessoas, que ouviram brindes à família maranhense e à beleza de suas jovens. John Gromwell exaltou a diretoria, relembrando as
[...] virtudes que, despertando a emulação e o desejo de sobresahir, de individuo para individuo, crea as sociedades anonymas que são o derramamento do capital em emprezas de onde o proletario tira a subsistencia, a independencia, a nobresa e a liberdade (FÁBRICA SANTA IZABEL , 1893, p. 2 -3).
A última homenagem foi para o engenheiro-chefe da Fabril, identificado apenas por seu primeiro nome, “Willian”, que provavelmente fosse também britânico e o responsável pelo assentamento do maquinário e das estruturas metálicas importadas. Nos dias seguintes se veriam as caldeiras trabalhando a máximo vapor e os operários frente aos teares.
Não resta dúvida, portanto, que as formas de consagração mútua dos agentes que compõe o grupo dirigente em comento se transcorriam mesmo para além do âmbito da ACM. No entanto, o capital simbólico adquirido ao longo do tempo e a construção do “métier” de líder empresarial são tributários importantes para a ascensão no interior dessa instituição.
O outro caso envolve o “empresário” e “jornalista” Temístocles Aranha, que foi editor de vários jornais da cidade, como “O Publicador Maranhense”, “A Imprensa”, e o “Jornal do Commercio”. Realmente, Temístocles Aranha ainda possuía uma firma comercial de porte razoável, mas as menções à mesma são raríssimas.
Muito mais abundantes são as que narram sua habilidade como periodista. Sob essa ótica, parece certo que um dos principais elementos objetivos a proporcionar sua inserção no grupo de altos empresários do comércio maranhense – sem desconsiderar outros, decorrentes do rico capital de relações que e herdou e que edificou ao longo do tempo através de sua dedicação ao jornalismo, podendo acioná-los, e muito provavelmente o fazendo, para tanto – incluindo seu ingresso na Associação Comercial do Maranhão, foi a edição do “O País”.
A referida folha, muito circulada por mais de uma década, se propunha a divulgar artigos e notas sobre a economia maranhense, editando matérias sobre temas polêmicos na época, como o trabalho escravo, a modernização da lavoura e a tributação dos produtos locais.
Além disso, havia o pertencimento a uma “linhagem de escritores” (e mesmo de políticos), ou, ao menos, de homens habilitados no domínio das letras cultas, cujo nome mais famoso seria o de seu filho, José Pereira da Graça Aranha, ou simplesmente Graça Aranha (1868-1931), autor da celebrada obra “Canaã” e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1897.
Mas o estabelecimento dessa “estirpe de letrados” não coube a Temístocles. Um ascendente de sua esposa, José Cândido de Morais e Silva, editara um periódico intitulado “O Pharol Maranhense” durante o Primeiro Reinado.
Graça Aranha, por sua vez, correlaciona sua carreira de escritor à do seu tio-avô. Na obra inacabada “O Meu Próprio Romance”, o criador da cadeira de Tobias Barreto na ABL descreve como se construiu o vínculo entre si e o seu antepassado, de forma explícita, enquanto marco fundante da própria carreira do escritor.
Se este respeito à memória do Farol Maranhense era de toda a gente, na minha família a simpatia tornou-se culto. Fui criado nesse culto. Imaginava esse tio glorioso como o mais fascinante de todos os jovens. Nada me encantava como ouvir de meu pai as suas proezas, que eu exagerava, engrandecia nos meus sonhos acordados. Era o guia, o modelo de minha infância. Era o herói do meu sangue. Ainda hoje, em qualquer combate de idéias, em toda ação arriscada em que me empenho, sinto vir a mim, de muito longe, a sua imagem, que me fortalece a audácia e a tenacidade (ARANHA, 1996, p. 32).
Assim, é possível se perceber que a profissão de “empresário” também poderia ser acessada por processos de reconversão a partir de outros segmentos, no entanto, sempre com o acionamento de recursos como os vínculos de reciprocidade e de parentesco.