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Bibliographic Notes

Chapter 4 GENERAL PROGRAMS

4.1 Turing Transducers

Data do século XIX o conhecimento acerca da existência de um estado trombofílico que predispunha para a trombose venosa caraterizado por 3 premissas: estase venosa, lesão da parede vascular e alterações da coagulabilidade sanguínea,

designado então por tríada de Virchow. [30]

O tromboembolismo venoso (TEV) constitui uma causa major de mortalidade e morbilidade em todo o mundo com uma incidência de 7/10000 indivíduos/ano. Na Europa ocorrem cerca de 370.000 mortes anuais. Este panorama é semelhante nos Estados Unidos da América, estimando-se a ocorrência de cerca de 2 milhões de casos de trombose venosa profunda (TVP) e 600.000 casos de tromboembolismo pulmonar (TEP) por ano, os dois tipos de manifestações clínicas mais prevalentes deste tipo de evento.

RELATÓRIO LMPQF & CHSJ

Ao contrário da trombose arterial, hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia e diabetes não são considerados fatores de risco do TEV, mas sim a idade avançada, sedentarismo/imobilização prolongada, hiperhomocisteinémia, intervenções cirúrgicas, deficiência de antitrombina, uso de anticoncetivos orais e terapêutica de reposição hormonal, hiperviscosidade, fraturas, gravidez, entre outros, enquadrados em fatores adquiridos e hereditários associados a diferentes

A seleção da terapê

tendo em consideração os seguintes aspetos: idade, resposta à terapêutica em situações prévias, reações adversas e segurança/tolerância individuais, comorbilidades, eficácia e efetividade dos fármacos disponíveis no mercado, semi

medicamentosas. [35]

As normas de orientação clínica para as duas principais manifestações clínicas de TEV (TVP e TEP) recaem, na grande maioria dos casos, nas heparinas (primeira linha)

[Anexo B.IV]. [36]

2.2.2. AVC

O AVC é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o mundo (segundo a Organização Mundial da Saúde mata 6,2 milhões de pessoas no mundo/ano), constituindo a segunda maior causa de demência e estando

associada à epilepsia no idoso e à depressão. Em Portugal, e segundo dados do programa Via Verde do INEM, os números têm aumentado ligeiramente nos últimos anos.

[37][38]

Gráfico I. Número de AVC registados

O AVC pode ser de dois tipos principais: 1) Isquémico: é o tipo de AVC mais comum uma trombose cerebral, uma

sanguíneos da parte mais profunda do cérebro coágulo que bloqueia a artéria que

2) Hemorrágico: caracterizado rebentamento de um vaso sanguíneo.

492 703 1809 0

5000

2006 2007 2008

Ao contrário da trombose arterial, hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia e diabetes não são considerados fatores de risco do TEV, mas sim a idade avançada, sedentarismo/imobilização prolongada, hiperhomocisteinémia, intervenções cirúrgicas, ciência de antitrombina, uso de anticoncetivos orais e terapêutica de reposição hormonal, hiperviscosidade, fraturas, gravidez, entre outros, enquadrados em fatores

adquiridos e hereditários associados a diferentes scores no risco. [30]

A seleção da terapêutica deve ser adequada a cada individuo de forma individual tendo em consideração os seguintes aspetos: idade, resposta à terapêutica em situações prévias, reações adversas e segurança/tolerância individuais, comorbilidades, eficácia e macos disponíveis no mercado, semi-vida dos fármacos e interações

As normas de orientação clínica para as duas principais manifestações clínicas de TEV (TVP e TEP) recaem, na grande maioria dos casos, nas heparinas (primeira linha)

O AVC é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o segundo a Organização Mundial da Saúde mata 6,2 milhões de pessoas no

constituindo a segunda maior causa de demência e estando

associada à epilepsia no idoso e à depressão. Em Portugal, e segundo dados do programa Via Verde do INEM, os números têm aumentado ligeiramente nos últimos anos.

AVC registados por ano, em Portugal.[38]

pode ser de dois tipos principais:

o tipo de AVC mais comum (87% dos casos) , uma embolia cerebral ou um bloqueio nos da parte mais profunda do cérebro, o qual se carateriza pela

bloqueia a artéria que fornece o sangue para o cérebro.

: caracterizado por um derrame cerebral ocorrido na sequência do

rebentamento de um vaso sanguíneo. [39]

2717 2873 2995 3040 3036 2920 3115

2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

31

Ao contrário da trombose arterial, hipertensão arterial, tabagismo, dislipidemia e diabetes não são considerados fatores de risco do TEV, mas sim a idade avançada, sedentarismo/imobilização prolongada, hiperhomocisteinémia, intervenções cirúrgicas, ciência de antitrombina, uso de anticoncetivos orais e terapêutica de reposição hormonal, hiperviscosidade, fraturas, gravidez, entre outros, enquadrados em fatores

utica deve ser adequada a cada individuo de forma individual tendo em consideração os seguintes aspetos: idade, resposta à terapêutica em situações prévias, reações adversas e segurança/tolerância individuais, comorbilidades, eficácia e vida dos fármacos e interações

As normas de orientação clínica para as duas principais manifestações clínicas de TEV (TVP e TEP) recaem, na grande maioria dos casos, nas heparinas (primeira linha)

O AVC é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade em todo o segundo a Organização Mundial da Saúde mata 6,2 milhões de pessoas no constituindo a segunda maior causa de demência e estando frequentemente associada à epilepsia no idoso e à depressão. Em Portugal, e segundo dados do programa Via Verde do INEM, os números têm aumentado ligeiramente nos últimos anos.

(87% dos casos), provocado por os pequenos vasos se carateriza pela formação de um

ocorrido na sequência do 3115 3386

738 2015 2016 2017

RELATÓRIO LMPQF & CHSJ 32

A prevenção e diminuição do risco do AVC isquémico estão associadas a um estilo de vida saudável baseado na abstinência tabágica, normal-baixo índice de massa corporal (17-24,99kg/m2), consumo de álcool moderado, exercício físico regular e dieta saudável. [40]

Assim como mencionado para o tromboembolismo venoso, a seleção da terapêutica deve ter em consideração a idade, resposta à terapêutica em situações prévias, reações adversas e segurança/tolerância individuais, comorbilidades, eficácia e efetividade dos fármacos disponíveis no mercado, semi-vida dos fármacos e interações

medicamentosas. [36]

De acordo com as normas de orientação clínica para este evento [Anexo B.V] recomenda-se o uso de ácido acetilsalicílico como terapêutica de primeira linha, a não ser em situações em que este esteja contraindicado e, então, é sugerido o clopidogrel ou outro antiagregante plaquetário. Todos os doentes com historial de AVC requerem terapêutica antitrombótica. [36]

2.2.3. Fibrilhação Auricular

A fibrilhação auricular (FA) é a arritmia cardíaca crónica mais frequente. Com uma prevalência de mais de 2%, superior a 6% a partir dos 60 anos, é responsável por 15% dos AVC. Os estudos revelam que a prevalência desta patologia duplicou na última década e preveem que em 2030 o número de pacientes com FA na Europa seja de 14- 17milhões. Nos últimos 20 anos tornou-se um dos mais importantes problemas de saúde pública e uma causa significativa de aumento dos custos dos cuidados de saúde nos países ocidentais sendo, em Portugal, responsável por 3,8% do total de mortes ocorridas.

[41]

Segundo as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia de 2012 todos os doentes com FA e pelo menos um fator de risco para AVC devem receber tratamento anticoagulante oral crónico, excluindo mulheres sem outros fatores de risco. Estes fatores de risco incluem: insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão arterial, idade avançada, diabetes mellitus, doença vascular, género feminino, entre outros, associados a scores de risco distintos. [42]

Em 2016, a Sociedade Europeia de Cardiologia publicou as guidelines para a prevenção do AVC para pacientes com fibrilhação auricular [Anexo B.VI] que apresentem fatores de risco associados ao mesmo (pacientes de risco elevado),

RELATÓRIO LMPQF & CHSJ 33

As normas de orientação clínica portuguesas [Anexo B.VII], estratificando o risco de AVC ou embolia, incidem ainda sobre a terapêutica com ácido acetilsalicílico ou

anticoagulantes orais antagonistas da vitamina k (ex. varfarina). [36]