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43% Marca 28% S/opinião 29%

No caso de medicação crónica, costuma adquirir medicamentos genéricos ou de marca?

Gráfico 2 - Peso dos genéricos na aquisição de medicação crónica

Procedimento Nacional (PN)

O PN aplica-se no caso em que o requerente pretende que o medicamento seja aprovado apenas para colocação no mercado de um Estado-membro. As autoridades nacionais competentes de cada Estado Membro são responsáveis por aprovar a AIM. Nas submissões nacionais para além das disposições nacionais, deve-se ter em consideração as Instruções aos Requerentes (Notice to Applicants), bem como as considerações legais de Regulamentos e Diretivas, também aplicáveis aos restantes procedimentos europeus.

3.5. Perceção dos utentes do LMPQF suc.Porto sobre medicamentos

genéricos

Durante as duas últimas semanas de estágio, efetuei um inquérito (anexo III) sobre a utilização e perceção dos medicamentos genéricos pelo público da Farmácia, cujos resultados se analisam de seguida.

Analisando o gráfico conclui-se que a maior parte das pessoas com medicação crónica adquire genéricos - cerca de 43%- havendo no entanto uma percentagem considerável que adquire medicamentos de marca. Finalmente, 29% dos respondentes não adquirem medicação crónica, ou não sabem se adquirem genéricos ou medicamentos de marca.

Gráfico 3 - Peso dos genéricos na aquisição de medicação pontual

A análise do gráfico 3 permite-nos concluir que mais uma vez os medicamentos genéricos, no caso de medicação pontual, são os mais adquiridos pelo público da farmácia, com ainda maior expressão do que na situação anterior. É também de ressalvar que neste caso a percentagem de pessoas sem opinião é cerca de metade em relação à questão anterior.

Gráfico 4 - Perceção do público-alvo sobre a eficácia de medicamentos genéricos

Pode concluir-se, com base na análise do gráfico 4 que a maior parte dos intervenientes no inquérito tem uma opinião positiva sobre a eficácia dos medicamentos genéricos. Genéricos 71% Marca 19% S/opinião 10%

No caso de medicação pontual, costuma adquirir genéricos ou medicamentos de marca?

Sim 81% Não 14% S/opinião 5%

Na sua opinião, os genéricos são tão bons como os de marca?

Gráfico 5 - Perceção da eficácia dos genéricos relativamente aos medicamentos de marca

Com base no gráfico 5, pode afirmar-se que a maior parte dos intervenientes que tomaram um medicamento genérico e de marca da mesma substância ativa sentiu a mesma eficácia com ambos, no entanto, quase um quarto dos respondentes não sabia responder ou não se recordava dos medicamentos tomados para responder à pergunta.

Embora a amostra seja insuficiente para generalizar as conclusões ao consumidor português verifica-se, no entanto, que os resultados obtidos são consistentes com dados de outros estudos 51,55 e do próprio INFARMED, que mostram uma progressiva aceitação

dos genéricos pelo público português. Este rápido desenvolvimento do mercado é ainda mais evidente quando analisamos a evolução das quotas de mercado dos medicamentos genéricos desde 200055 (gráfico 6). Assim, pela análise deste gráfico, conclui-se que

Sim 57% Não 19% S/opinião 24%

No caso de já ter tomado um medicamento genérico e de marca da mesma substância ativa, sentiu a mesma

eficácia com ambos?

Gráfico 7- Evolução do consumo entre 2010 e 2013 e respetiva quota de medicamentos genéricos 56

entre 2000 e 2006 houve um aumento significativo tanto no valor de vendas como no número de embalagens de medicamentos genéricos vendidas.

Mais recentemente, segundo dados do INFARMED (gráfico 7), a quota de mercado dos genéricos atingiu, em 2013, os 44,7% em número de embalagens vendidas, ou seja, quase metade do mercado.

De acordo com a mesma fonte56, entre 2010 e 2013, verificou-se uma diminuição

dos encargos, quer do Estado, quer do utente com medicamentos, devido em grande parte a uma maior aposta nos medicamentos genéricos.

Conclusão

O estágio no Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos foi um dos períodos mais desafiantes da minha vida, pois as aprendizagens feitas nos restantes semestres do curso ficariam incompletas sem a necessária formação em contexto de trabalho. Por outro lado, os temas que escolhi pareceram-me importantes para o público da Sucursal do Laboratório Militar, pois ninguém ignora que existe algum abuso sazonal, relativamente à exposição solar que pode culminar em queimaduras solares, potenciadoras do aparecimento de melanoma. É necessário prevenir estes comportamentos que acabam por ser de risco para a saúde pública e o farmacêutico pode ter neste campo um papel ativo, já que o seu conselho sobre protetores solares é, muitas vezes, solicitado durante as visitas dos utentes ao seu espaço. Já nos meses de menor radiação solar a exposição solar é feita por defeito o que contribui para uma produção de vitamina D menos eficaz.

Assim, os desdobráveis elaborados permitiram um aporte importante de informação ao público da Sucursal do Laboratório Militar e, espera-se, que contribuam para ajudar a mudar comportamentos e a promover uma exposição à radiação solar mais consciente e de forma mais equilibrada.

Em relação aos medicamentos genéricos, e apesar do crescimento significativo de mercado desde o ano 2000, é necessário desmistificar uma série de ideias pré- concebidas sobre a sua eficácia no tratamento humano. Mais e informado o público-alvo desenvolverá, provavelmente, um maior grau de confiança nestes medicamentos.

Para finalizar, as tarefas que desempenhei durante o período de estágio contribuíram para um crescimento pessoal, de experiência e conhecimentos que, certamente, terão um impacto positivo na minha vida profissional futura.

Tudo o que eu aprendi, fiz e presenciei culminou neste relatório, que se constitui, assim, numa evidência das aprendizagens realizadas durante este período que só foram possíveis devido ao excelente ambiente e grande amabilidade e disponibilidade de todos os membros da equipa do LMPQF.

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